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Foto: Pixabay
As condições de temperatura e umidade do solo favoreceram o cultivo de brassicas na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (25). A couve-flor, o repolho verde, o repolho roxo e o brócolis apresentaram crescimento regular, com menor incidência de pragas e plantas mais vigorosas.
“A umidade adequada tem sido fundamental para o desenvolvimento das culturas, contribuindo para a redução de estresses hídricos e promovendo a qualidade dos produtos”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim. De acordo com o levantamento, a qualidade das olerícolas permanece estável, o que resultou em aumento do volume comercializado e dos preços na Ceasa, sobretudo para os produtos frescos.
Na região administrativa de Soledade, as temperaturas amenas também beneficiaram o cultivo de brócolis, repolho e couve-flor. A preparação do solo para a implantação de plantios em maior escala, especialmente voltados à indústria, foi intensificada.
Segundo dados levantados pela Emater/RS-Ascar, nas feiras da região de Soledade, o preço do repolho está em R$ 2,00 por quilo, enquanto a unidade de couve-brócolis é comercializada a R$ 3,50.
A última semana foi de queda para os preços da soja de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão veio devido a uma menor liquidez e ao avanço da colheita no Brasil e na Argentina.
Ainda de acordo com o Centro de Estudos, as variações positivas tanto no preço FOB quanto nos prêmios de exportação não foram suficientes para manter os preços domésticos da soja estáveis.
Outro fator que limitou os negócios envolvendo a oleaginosa na última semana foi a queda de mais de 3% do dólar. Essa retração na moeda afastou parte dos sojicultores brasileiros do mercado spot nacional.
Os pesquisadores do Cepea explicam essa cautela dos vendedores, que estão apostando em uma recuperação nos preços nas próximas semanas. O que alimenta essa esperança é a possibilidade do aumento das exportações de soja para a China.
Dessa forma, a maior disponibilidade no estoque nacional do grão, proveniente do aumento na safra 2024/25, pode facilitar o escoamento do produto para a Ásia, em um cenário onde a guerra comercial com os Estados Unidos se prolongue.
O terceiro dia da programação oficial da 90ª ExpoZebu está com agenda extensa para os participantes da feira e para os visitantes do Parque Fernando Costa, na cidade de Uberaba (MG). Um dos momentos mais aguardados começou neste domingo (27), com os julgamentos de animais. No primeiro dia, foram avaliadas as raças gir leiteiro, nelore e girolando.
Hoje (28), entram em pista exemplares das raças gir leiteiro, guzerá leiteiro, nelore, nelore pelagens, sindi, tabapuã e girolando. A programação completa está disponível em expozebu.com.br/agenda-julgamentos.
O Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas Torres Homem Rodrigues da Cunha recebe 2.900 animais ao longo da semana. Os julgamentos seguem até sábado (3), quando serão revelados os Grandes Campeões da feira.
Programação da 90° ExpoZebu
Hoje cedo houve o lançamento da nova edição da Revista Turma do Zebuzinho e a edição deste ano do projeto Zebu na Escola, no Museu do Zebu.
Na sequência teve o início o Encontro Reprodução e Genética da GlobalGen, no Salão Nobre da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com palestras e uma mesa-redonda com autoridades e especialistas do setor.
Também houve a assinatura do termo de cooperação técnica do Pró-Genética e Sicoob.
Por volta das 10h30, no Museu do Zebu, acontecerá o Mérito Institucional Fazu 50 Anos, parte das comemorações do aniversário de cinco décadas das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu). O evento contará com homenagens a ex-presidentes, diretores e conselheiros da instituição.
A 90ª ExpoZebu, maior feira da pecuária zebuína do mundo, é organizada pela ABCZ, com apoio da Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), CNA, Faemg/Senar, Sebrae, Banco do Brasil e Fazu 50 anos.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,57% para 5,55% este ano. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,5% para 4,51%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa pressão, o IPCA perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a inflação soma 5,48%.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano. A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.
Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta.
O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.
Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a taxa Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.
Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 2%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,95.
Segundo o informado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA), durante a 24ª Exposição Agropecuária de Irecê e Região (Expoagri), foi realizada na sexta-feira (25) uma audiência pública conjunta da Comissão de Agricultura e Infraestrutura da Assembleia Legislativa da Bahia. O encontro reuniu autoridades estaduais e federais, incluindo o vice-governador Geraldo Júnior, os secretários estaduais Pablo Barrozo (Agricultura) e Osni Cardoso (Desenvolvimento Rural), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deputados, produtores rurais e gestores locais.
O objetivo da audiência foi apresentar ações para mitigar os efeitos da seca na região de Irecê. Segundo a Seagri, o vice-governador Geraldo Júnior destacou que estão em andamento a distribuição de mais de 250 mil sacas de milho para pequenos agricultores, beneficiando cerca de 25 mil famílias, e a operação de carros-pipa para abastecimento de água em comunidades afetadas.
O secretário Pablo Barrozo chamou a atenção para a gravidade da estiagem, que resultou na perda de 1.818 bovinos no estado e reduziu em mais de 50% a produção informal de leite. “Sob a coordenação do governador Jerônimo Rodrigues, o Comitê Governamental de Convivência com o Semiárido tem priorizado municípios em emergência, com base em indicadores como índices pluviométricos, disponibilidade hídrica e perdas agropecuárias”, explicou Barrozo.
O ministro Carlos Fávaro, em participação por videoconferência, anunciou que o governo federal estuda a prorrogação das dívidas rurais por até quatro anos e pretende reforçar o abastecimento de água com caminhões-pipa. Ele informou que receberá deputados e produtores em Brasília, na próxima terça-feira (29), para detalhar as medidas de apoio.
João Gonçalves, presidente da Cooagri, elogiou as ações propostas e defendeu a necessidade de assistência técnica para que os agricultores adotem práticas mais resistentes à seca. O evento também contou com a presença do prefeito de Irecê, Murilo Franca, lideranças sindicais e representantes de órgãos como a Cerb e a Faeb.
As chuvas que caíram entre 1º e 21 de abril no Centro-Oeste do país foram suficientes para a manutenção da umidade do solo na maioria das áreas, o que beneficiou o desenvolvimento do milho de segunda safra, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu mais recente Boletim de Monitoramento dos Cultivos de Verão.
O milho e o algodão cultivados no Centro-Oeste têm sido beneficiados com o bom volume de chuvas registrado em abril, diz a Conab. Mesmo que no início do mês tenha havido certa restrição hídrica em algumas áreas por causa da temperatura elevada no meio do dia, as chuvas retornaram na segunda quinzena, repondo o déficit hídrico e garantindo a recuperação das lavouras que ainda estavam em estágio vegetativo.
“A média diária do armazenamento hídrico no solo permaneceu elevada em quase toda a região, com exceção de algumas áreas em Goiás e Mato Grosso do Sul, onde o intervalo sem chuva ao longo do período restringiu o potencial produtivo de parte das lavouras”, diz a Conab.
Quanto ao Sudeste, a Conab diz que poucas chuvas em importantes regiões produtoras de São Paulo e Minas Gerais afetaram o desenvolvimento do milho segunda safra. Com exceção do sul de Minas e dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde houve chuvas no início do mês, as precipitações só ocorreram de forma mais abrangente na terceira semana.
Desta forma, o boletim relata que a média diária do armazenamento hídrico no solo ficou abaixo do necessário para a demanda hídrica das lavouras durante a maior parte do período no centro e norte de São Paulo e no centro-norte de Minas, além de algumas áreas do Triângulo Mineiro, onde lavouras de milho segunda safra foram afetadas, pois já se encontravam em floração e enchimento de grãos.
No Sul do país, a Conab relata que as chuvas ocorreram principalmente na primeira e segunda semanas do mês no sul do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “Com exceção de algumas áreas no centro e norte do Paraná, as temperaturas máximas mais amenas mantiveram a umidade no solo em níveis suficientes para o desenvolvimento da maioria das lavouras de feijão e milho segunda safras, além da soja ainda em enchimento de grãos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul”, informa.
“No geral, as condições em abril foram favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra. Assim como, para a maturação e colheita dos cultivos de primeira safra, devido ao tempo mais estável na terceira semana do mês”, finaliza.
O Norte, por sua vez, foi a região que recebeu o maior volume de chuvas, o que favoreceu os cultivos de primeira e segunda safras no Pará, Tocantins e Rondônia. Houve, porém, atraso pontual na colheita de soja e milho verão por causa do excesso de umidade. Já as lavouras tardias têm sido beneficiadas com a redução nas precipitações.
“Em Roraima, as chuvas da primeira quinzena do mês possibilitaram a antecipação da semeadura da soja, devido à recuperação do armazenamento hídrico do solo”, diz a Conab.
No Nordeste, os maiores acumulados ocorreram no Norte do Maranhão e do Ceará. “Houve restrição hídrica em algumas áreas, principalmente no Semiárido”, acrescenta. Nesta região, as chuvas ocorreram em maior intensidade no início de abril, tanto no centro-norte do Maranhão quanto no Ceará.
Nas demais áreas, as chuvas foram irregulares, mantendo baixo o nível de armazenamento hídrico do solo principalmente no centro-sul e no centro-norte da Bahia, “mantendo o déficit hídrico nas lavouras de feijão e milho”. Em algumas áreas do Nordeste, além disso, como no sudeste do Piauí e no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, embora tenha havido ligeira recuperação do armazenamento hídrico do solo, os níveis ainda estão aquém do necessário para a semeadura e o desenvolvimento das lavouras.
Quem está acostumado com o calorão do primeiro ao último dia da Agrishow vai ter uma surpresa nesta abertura. Isso porque, nesta segunda-feira (28), primeiro dia do evento, a chegada de uma frente fria pode provocar pancadas de chuva, que podem vir acompanhadas de raios e deixar as temperaturas mais amenas; as informação são da Climatempo.
O fenômeno continuará influenciando o clima na terça-feira (29) na região de Ribeirão Preto, com muitas áreas de instabilidade. O céu deve permanecer nublado, com algumas aberturas de sol, e pode chover em alguns momentos do dia. A temperatura máxima deve alcançar os 26 °C.
Na quarta-feira (30), a frente fria se afasta definitivamente do norte paulista, e o sol volta a predominar, com poucos períodos de nebulosidade. Na quinta-feira, as condições devem ser semelhantes, com sol forte e o calor típico de Ribeirão Preto.
O turismo de experiência vem conquistando espaço entre os brasileiros que procuram viagens mais autênticas e interativas.
No Espírito Santo, essa tendência se fortalece, especialmente nas propriedades rurais do interior.
Diferente do turismo tradicional, essa modalidade permite que o visitante participe do dia a dia das comunidades locais, vivenciando seus costumes, sabores e tradições.
“A ruralidade é um dos pontos fortes do nosso turismo e permite aos visitantes a interação, não apenas com a natureza, mas também com os produtores locais”, destaca Vescovi.
Com os feriados e finais de semana prolongados, surgem oportunidades para explorar essas experiências no campo.
Antes de programar o passeio, a dica é verificar se há necessidade de agendamento, horários de funcionamento e as opções oferecidas em cada local.
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Colha, prove e aproveite
Em Forno Grande, Castelo, o Empório do Morango é um dos destinos mais procurados. A propriedade da família Kuster transformou a produção de morangos em uma atração completa para crianças e adultos.
“Aproveitamos a produção de morangos que já existia e aprimoramos o negócio. Agora, os visitantes podem colher os próprios morangos e aproveitar o restaurante e lojinha de produtos artesanais”, conta a empreendedora Joelma Kuster.
O espaço funciona aos sábados, domingos e feriados, sem necessidade de agendamento. A entrada custa R$ 40 para adultos e R$ 10 para crianças, e os morangos colhidos são cobrados à parte.
A loja de agroturismo do Apiário Florin funciona sem necessidade de reservas. Foto: Divulgação ASN/ES
Apiário Capixaba
Outra opção é conhecer de perto o mundo das abelhas no Apiário Florin, em Pedra Azul, Domingos Martins.
“O visitante pode ver de perto um favo de mel autêntico, experimentar o mel direto da fonte e escolher entre os tipos de experiência que oferecemos, sempre com agendamento prévio”, ressaltou o empreendedor Arno Wieringa, responsável pelo local.
As visitas são com agendamento e custam entre R$ 135 a R$ 600, variando conforme a atividade escolhida.
Vinhos, história e tradição
Santa Teresa, famosa por sua herança italiana, abriga a Vinícola Ziviani, no Vale de Tabocas.
Fundada por descendentes de imigrantes, a propriedade se destaca pela produção de vinhos e cachaças artesanais.
“A vinícola abre aos finais de semana e feriados, das 8h às 16h30, e durante a semana com agendamento”, conta Wilhan Ziviani Carlini, um dos proprietários.
Os visitantes podem fazer degustações por R$ 50, com direito à taça de brinde, e visitar os parreirais durante a colheita, mediante pagamento de R$ 10. Uma caixa com 2kg de uvas sai por R$ 30.
Seja para colher frutas, aprender sobre apicultura ou apreciar um bom vinho colonial, as propriedades rurais capixabas oferecem experiências que aproximam os visitantes da natureza e das tradições locais.
Estudo inédito realizado pela ConectarAgro, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revelou que 66,5% da área produtiva de cana-de-açúcar no Brasil já conta com cobertura móvel 4G ou 5G.
A pesquisa identificou que na safra 2022/23 o Brasil possuía 9,3 milhões de hectares plantados com a cultura. Desse total, 6,19 milhões de hectares têm acesso à internet móvel de alta velocidade, possibilitando a implementação de soluções tecnológicas como sensoriamento remoto, monitoramento em tempo real e máquinas autônomas.
Os estados líderes na produção da cultura também são os mais conectados. São Paulo, maior produtor do país, possui 5,6 milhões de hectares cultivados e 76% dessa área com cobertura móvel. Em seguida vêm Minas Gerais, com 53% da área coberta e Goiás, com 37%.
A pesquisa mostra que o ranking dos municípios mais conectados, três apresentam 100% de cobertura móvel sobre suas áreas cultivadas: Fernando Prestes, Novais e Iracemápolis, os três no estado de São Paulo.
Em contrapartida, grandes áreas produtoras como Alto Araguaia, em Mato Grosso, e Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul, ainda não contam com conectividade móvel, evidenciando a necessidade de investimentos para ampliação da infraestrutura digital.
Irrigação e conectividade
Além da conectividade, o estudo da ConectarAgro e da UFV também analisou a prática da irrigação na canavicultura e sua relação com a infraestrutura digital.
A pesquisa mostrou que apenas 1% da área total cultivada com cana no Brasil é irrigada. Dentre os municípios que mais utilizam o sistema, Juazeiro, na Bahia, lidera com 19.877 hectares irrigados, seguido por Jaíba, com 11.835 hectares e Paracatu, com 6.800 hectares, ambos em Minas Gerais.
O estudo também revelou que a conectividade móvel acompanha essa tendência em algumas regiões: em Juazeiro, 69% da área irrigada tem cobertura móvel 4G ou 5G, enquanto em Jaíba esse percentual é de 74%.
Por outro lado, a pesquisa indica que ainda há desafios a serem superados. Um exemplo é Unaí, em Minas Gerais, que tem 86% de sua área cultivada com cana irrigada, mas não possui conectividade móvel sobre essas áreas.
No estudo, a ConectarAgro e a UFV destacam que a conectividade no campo permite não apenas a automação e otimização da produção, mas também a disseminação do conhecimento entre os produtores rurais.
Isso porque o acesso à internet viabiliza assistência técnica remota, cursos online e consulta de dados estratégicos, tornando-se um diferencial competitivo para o setor sucroenergético.
Imagens: Reprodução ConectarAgro
O estudo destacou uma correlação relevante entre níveis de conectividade e produtividade em áreas irrigadas. Em Fernando Prestes, São Paulo, município com 100% de cobertura móvel, a produtividade atinge 85.000 kg/ha. Já em Alto Araguaia, Mato Grosso, que não dispõe de cobertura móvel, esse índice é de 47.470 kg/ha.
“Vale lembrar que essa relação não quer dizer, necessariamente, que uma coisa causa a outra. A produtividade no campo depende de vários outros fatores, como o clima, a altitude, o tipo de solo, a temperatura e até o jeito como a terra é cuidada”, ressalta a presidente da ConectarAgro, Paola Campiello.
Contudo, segundo ela, regiões com maior cobertura digital demonstram melhor aproveitamento dos recursos naturais, maior eficiência na gestão da produção e menores perdas.
“A ausência de conectividade em determinadas regiões não impacta apenas a digitalização da produção, mas também compromete a qualidade de vida dos trabalhadores do campo. Estar desconectado significa, muitas vezes, estar afastado da própria família, das oportunidades de qualificação online e até de serviços básicos que hoje dependem da internet. Essa realidade tem dificultado a retenção de talentos no setor, especialmente entre os profissionais mais jovens e qualificados, que buscam qualidade de vida aliada à perspectiva de crescimento profissional. A conectividade, portanto, também é um fator-chave para manter o capital humano no campo”, complementa Paola.
Para ela, ainda há um longo caminho a ser percorrido para garantir que toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar tenha acesso às mesmas oportunidades tecnológicas.
A executiva destaca que a expansão da conectividade será fundamental para impulsionar a produtividade, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a posição do Brasil como líder global no setor sucroenergético.
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Foto: Divulgação
Na última semana, agricultores e agricultoras familiares do Rio Grande do Norte e de Goiás realizaram a entrega de 11,5 toneladas de alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar. As ações ocorreram com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), pela modalidade Compra com Doação Simultânea.
No Rio Grande do Norte, a Associação da Comunidade Quilombola de Cajazeiras (ACQC) promoveu a primeira entrega ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Santo Antônio. Segundo a Conab, “nove agricultoras da associação serão responsáveis pela produção de 6,5 toneladas de alimentos, destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar”. A Companhia informou ainda que irá investir cerca de R$ 134,9 mil na aquisição dos produtos, com recursos repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Em Goiás, agricultores da Cooperativa Mista dos Produtores de Hortifrutigranjeiros do Estado de Goiás (COMPHEGO) entregaram cerca de 5 toneladas de alimentos frescos ao CRAS do município de Guapó. A entrega foi realizada no último dia 24. De acordo com a Conab, “aproximadamente 11.500 pessoas atendidas pela instituição serão beneficiadas com a doação”.
Criado há mais de 20 anos, o Programa de Aquisição de Alimentos busca incentivar a produção da agricultura familiar e garantir o fornecimento de alimentos para a rede socioassistencial. A Conab explicou que, por meio do programa, “os produtos adquiridos são destinados a equipamentos públicos de segurança alimentar, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias, e a grupos em situação de vulnerabilidade social”.
O PAA é coordenado pelo MDS, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Fazenda, sendo executado pela Conab, estados e municípios.