terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

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Seguro rural recua 8,8% em 2025 e acende alerta sobre proteção financeira de produtores


lavoura trator seguro rural
Foto: Divulgação

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo uma sequência de crescimento observada nos últimos anos e acendendo um alerta no agronegócio brasileiro.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano. O volume passou de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025.

A queda ocorre em um cenário de redução dos recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural, além de maior cautela por parte dos produtores diante do aumento no custo das apólices.

Menor adesão pode ampliar riscos no campo

A retração contrasta com o avanço registrado entre 2021 e 2024. Nesse período, a arrecadação saltou de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões, indicando expansão da cobertura no campo.

Agora, a combinação entre queda na arrecadação e estabilidade das indenizações reforça um sinal de alerta: parte dos produtores pode estar reduzindo a contratação de seguros.

Segundo especialistas, esse movimento pode aumentar a exposição do setor a perdas causadas por eventos climáticos e oscilações de produtividade, riscos que vêm se intensificando nos últimos anos.

Mudanças no modelo

Para reverter o quadro atual, Congresso e governo têm discutido mudanças no modelo de seguro rural brasileiro. Tramita no Legislativo um projeto de lei que moderniza o seguro rural no Brasil.

O texto prevê maior integração entre crédito agrícola e seguro, criação de mecanismos de gestão de risco para instituições financeiras e a estruturação de um fundo de estabilização para o setor.

A proposta também busca dar mais previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado essencial para ampliar a adesão dos produtores.

Já o Ministério da Agricultura e Pecuária vem sinalizando nos últimos meses que pretende avançar com a implementação do seguro rural paramétrico no país. O modelo já vem sendo adotado em diferentes países como uma alternativa para ampliar a cobertura securitária no campo.

Em mercados como Estados Unidos, Índia, França e México, o seguro paramétrico tem sido utilizado para proteger produtores contra riscos climáticos, com indenizações baseadas em indicadores como volume de chuva, temperatura ou velocidade do vento.

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Frente fria provoca pancadas de chuva, enquanto calor avança em boa parte do país


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A terça-feira (24) será marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com chuva avançando por todas as regiões. No Sul, a atuação de uma frente fria mantém o tempo carregado, principalmente no Rio Grande do Sul. No Sudeste e no Centro-Oeste, o calor e a alta umidade favorecem pancadas fortes e risco de temporais ao longo do dia.

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Já no Nordeste e no Norte, a chuva continua frequente e, em alguns pontos, intensa, impulsionada por sistemas como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Apesar da presença das instabilidades, as temperaturas seguem elevadas na maior parte do país, com sensação de abafamento predominando.

Sul

A atuação de uma frente fria mantém o tempo instável na região Sul nesta terça-feira (24), especialmente no Rio Grande do Sul. Desde o início do dia, há registro de pancadas de chuva no oeste, região central, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre e no litoral do estado.

A chuva ocorre com intensidade moderada a forte em alguns momentos e avança para áreas da metade norte gaúcha ao longo do dia. Em Santa Catarina e no Paraná, a combinação de umidade e instabilidade favorece pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais principalmente no norte, noroeste e oeste paranaense.

No decorrer do dia, as instabilidades se intensificam, com maior concentração na metade norte do Rio Grande do Sul. À noite, a tendência é de diminuição gradual da chuva, embora ainda possa ocorrer em pontos isolados.

As temperaturas seguem elevadas no Paraná e no norte catarinense. Já no Rio Grande do Sul, o avanço de uma massa de ar mais frio deixa o dia mais ameno.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem o litoral gaúcho e o sul de Santa Catarina.

Sudeste

No Sudeste, a influência marítima mantém instabilidades desde cedo no litoral do Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Também há previsão de chuva no Triângulo Mineiro, norte e oeste de Minas Gerais, além do interior de São Paulo.

Durante a manhã, a chuva perde força em parte da região, mas volta a ganhar intensidade ao longo do dia com a atuação de um vórtice ciclônico em altos níveis (VCAN).

Há risco de temporais no norte do Espírito Santo, Triângulo Mineiro e em áreas do interior paulista. No sul de Minas e em parte de São Paulo, a chuva tende a ser mais fraca, com períodos de sol entre nuvens.

As temperaturas permanecem elevadas na maior parte da região, mas o tempo fica mais agradável em áreas do interior paulista e do Triângulo Mineiro.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são previstas para o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a terça-feira começa com pancadas de chuva em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, especialmente no norte e oeste das regiões.

Ao longo do dia, o aquecimento e a alta umidade aumentam as instabilidades. Há previsão de pancadas moderadas a fortes, com trovoadas e risco de temporais em áreas do norte e leste de Goiás, além de diversas regiões de Mato Grosso.

Em Mato Grosso do Sul, a diminuição da atuação de um sistema de alta pressão permite o retorno das instabilidades. A chuva pode ganhar força em áreas do norte, oeste, leste e sul do estado, com risco de temporais no extremo sul.

As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua influenciando o tempo no Nordeste. Desde cedo, há instabilidades no litoral norte, além de pancadas de chuva no Maranhão, Piauí e áreas da Bahia e Pernambuco.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica e pode ocorrer com moderada a forte intensidade no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com trovoadas e risco de temporais.

Os maiores volumes são esperados no litoral e sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste e extremo sul da Bahia.

Nas áreas mais a leste, o tempo permanece mais firme. As temperaturas sobem e o calor predomina.

Norte

Na Região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável desde cedo. Há previsão de pancadas de chuva no Tocantins, Acre, Amazonas e Pará.

A ZCIT também reforça as instabilidades no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, a chuva ganha intensidade e se espalha por praticamente toda a região.

Há risco de temporais no centro-sul do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e litoral do Amapá.

As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento predominando.

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Menor tensão entre Irã e EUA faz preço do petróleo cair e mercado tem alívio temporário


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta terça-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados globais após sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã, que derrubaram o petróleo em quase 10% e reduziram a aversão ao risco. Bolsas em Nova York subiram mais de 1%, com queda do dólar e dos Treasuries.

No Brasil, o Ibovespa avançou 3,24%, aos 181.931 pontos, juros fecharam mais de 30 pontos-base e o dólar caiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para a ata do Copom e PMIs na Europa e nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Onde a produção vira oportunidade


O Show Safra Mato Grosso 2026 começa na próxima segunda-feira, dia 23 de março, em Lucas do Rio Verde, e segue até o dia 27, reafirmando seu pioneirismo como uma das maiores vitrines do agronegócio brasileiro. Com o tema “Onde a produção vira oportunidade”, o evento destaca a força do campo como motor da economia e da geração de negócios no país.

A produção regional ganha evidência ao mostrar o potencial do Mato Grosso, líder nacional na produção de grãos, especialmente soja e milho. Esse desempenho local reflete diretamente no cenário nacional, o agronegócio brasileiro responde por cerca de 29% do Produto Interno Bruto (PIB) quando considerada toda a cadeia produtiva, desde insumos até exportação. Já a agropecuária, segmento direto do campo, representou aproximadamente 7,5% do PIB em 2025, atingindo o maior patamar histórico.

Além da participação expressiva, o setor foi o grande responsável pelo crescimento econômico recente. Em 2025, a agropecuária registrou alta de 11,7%, liderando a expansão do PIB brasileiro, que cresceu 2,3% no período. Sozinho, o campo respondeu por cerca de um terço de toda a evolução da economia nacional, evidenciando sua relevância estratégica.

Dentro desse cenário, o Show Safra Mato Grosso, se destaca como um espaço onde a tecnologia aplicada ao agronegócio ganha protagonismo. Máquinas de alta performance, agricultura de precisão, biotecnologia e soluções digitais mostram como inovação e produtividade caminham juntas, impulsionando resultados no campo e garantindo competitividade ao produtor brasileiro.

O evento também se transforma em um ambiente de conexões e oportunidades. Produtores, empresas, investidores e especialistas de diversas regiões do país participam ativamente, fortalecendo o networking e ampliando parcerias estratégicas.

Sobre o Show Safra Mato Grosso

O Show Safra Mato Grosso é realizado anualmente no mês de março na sede da Fundação de Pesquisa Rio Verde, idealizadora da feira e que está localizada na MT-449, em Lucas do Rio Verde-MT.

Reconhecido nacionalmente por reunir tecnologia, inovação e oportunidades de negócios, o evento conta com uma programação diversificada, estruturada em núcleos temáticos como Show Safra Aero, Show Safra Mulher, Show Safra Pecuária, Show Safra Connect, Show Safra Negócios e Show Safra Agro 360.

Na edição de 2026 a grande novidade está na estreia do Show Safra Educação, ampliando o diálogo entre o campo, o conhecimento e as novas gerações.





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Estudo da Embrapa detecta salmonela em peixes nativos do Centro-Oeste


Foto: Yuri Porto

Um estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa identificou a presença da bactéria salmonela (Salmonella spp.) em pisciculturas de peixes nativos no Centro-Oeste brasileiro. O patógeno foi detectado em 88% das propriedades analisadas e em 31,5% das amostras coletadas em Mato Grosso, principal polo produtor dessas espécies no país.

Os resultados acendem um alerta para a necessidade de reforço na vigilância sanitária e nas medidas de biossegurança nos ambientes de criação aquícola. A pesquisa foi coordenada pela cientista Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, com participação de especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso.

Segundo os pesquisadores, a identificação precoce dos pontos críticos de contaminação permite a adoção de medidas preventivas capazes de reduzir riscos, aumentar a segurança do alimento e garantir a sustentabilidade da produção.

Contaminação foi avaliada em diferentes biomas

O levantamento analisou pisciculturas localizadas nos biomas Pantanal e Cerrado. Ao todo, foram examinadas 184 amostras de peixes, água dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais domésticos e silvestres presentes nas áreas de cultivo.

As análises detectaram dez sorotipos diferentes da bactéria, com predominância de Salmonella saintpaul e Salmonella newport. Também foram observados níveis moderados de resistência a alguns antibióticos, mas sem registro de cepas multirresistentes.

As vísceras dos peixes apresentaram as maiores taxas de detecção, e a contaminação foi mais elevada no período seco, indicando influência de fatores ambientais e de manejo.

Outro estudo associado avaliou 55 cepas isoladas de tambatinga, híbrido do tambaqui, e não encontrou sorotipos clássicos ligados a surtos humanos graves. Todas as amostras foram sensíveis aos antibióticos testados, sugerindo baixo risco de resistência nas condições analisadas.

Presença da bactéria não significa peixe contaminado na mesa

Os pesquisadores ressaltam que o estudo se concentrou na fase de produção, não em toda a cadeia até o consumidor final. Processamento industrial, inspeção sanitária e cozimento adequado podem eliminar o risco.

A contaminação pode ocorrer nas pisciculturas devido ao acesso de aves, animais silvestres. como jacarés e capivaras, animais de criação e domésticos, que podem contaminar solo e água dos viveiros.

Especialistas também apontam que mudanças no processamento podem reduzir riscos. Uma das sugestões é retirar vísceras e guelras antes da lavagem hiperclorada, e não depois, como ocorre atualmente em muitos frigoríficos.

Cuidados simples reduzem risco praticamente a zero

Mesmo com possível exposição a microrganismos, medidas básicas na cozinha são eficazes para prevenir intoxicações alimentares:

Armazenamento

  • Manter refrigerado (até 4 °C) ou congelado
  • Evitar deixar fora da geladeira por longos períodos

Evitar contaminação cruzada

  • Separar peixe cru de alimentos prontos
  • Usar utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos
  • Lavar mãos e superfícies após o manuseio

Cozimento seguro

  • Cozinhar completamente (acima de 70 °C)
  • Evitar consumo cru sem inspeção sanitária

Higiene na cozinha

  • Descartar líquidos da embalagem
  • Higienizar a pia após o preparo
  • Priorizar produtos inspecionados

Monitoramento deve avançar para outras regiões

Os cientistas defendem programas integrados de vigilância baseados no conceito de Saúde Única, que considera a relação entre saúde animal, humana e ambiental.

Os próximos passos incluem ampliar o monitoramento para outras regiões produtoras e desenvolver protocolos de boas práticas diretamente aplicáveis às pisciculturas. O objetivo é transformar os resultados científicos em orientações práticas que aumentem a segurança dos alimentos e a competitividade da aquicultura brasileira.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz estar sentindo cheiro de corte na taxa de juros, mas nega pressão…


Logotipo Reuters

 

BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira estar sentindo cheiro de corte na taxa básica de juros em breve, ao mesmo tempo que afirmou que não fará pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

“Da mesma forma que a gente sente cheiro de chuva, eu estou sentindo um cheiro de que logo logo a taxa de juros vai começar a baixar”, disse Lula em entrevista coletiva em Brasília.

“Agora, o Banco Central tem autonomia, é importante lembrar, e jamais eu farei pressão para que o Galípolo tome a atitude que tiver que tomar. É ele quem tem que tomar a decisão, e eu espero que ele esteja cheirando o mesmo ar de desejo que eu estou cheirando agora, e se ele fizer isso vai ser bom para ele, vai ser bom para mim, vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a indústria, vai ser bom para o desemprego, vai ser bom para o salário e vai ser bom para todo mundo.”

Na entrevista, Lula disse ainda ter “100% de confiança” em Galípolo e afirmou ter certeza que ele prestará um grande serviço ao país à frente do BC.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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AgroNewsPolítica & Agro

Abertura do Show Safra Mato Grosso reunirá lideranças e evidenciar a força do agro


A população de toda a região do médio-norte de Mato Grosso está convidada a participar da abertura oficial do Show Safra Mato Grosso, que acontece nesta segunda-feira (23), a partir das 17h, no palco principal, que neste ano estará instalado no pavilhão Show Safra Connect.

Reconhecida como a maior feira de Mato Grosso, o evento marca o início de uma semana intensa voltada ao agronegócio, reunindo tecnologia, inovação e oportunidades que impulsionam a produção, a produtividade e a sustentabilidade no campo. Mais do que uma vitrine, o Show Safra é inovação para o agro, promovendo network, conexões estratégicas e a geração de grandes negócios, com alto volume de transações e negócios ao longo da programação.

A abertura contará com a presença de importantes lideranças políticas, autoridades e empresários de todo o país, reforçando a relevância do evento para o fortalecimento da cadeia produtiva e o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Durante toda a feira, os visitantes poderão vivenciar experiências distribuídas em diversos espaços temáticos, como o Show Safra Connect, Show Safra Pecuária, Show Safra Mulher, Show Safra Aéreo, Show Safra 360 e a grande novidade deste ano: o Show Safra Educação, ampliando ainda mais o alcance do conhecimento e da inovação.

Ao longo da semana, todos os pavilhões receberão uma programação diversificada, com dinâmicas, painéis e palestras com nomes de destaque nacional, como o economista Ricardo Amorim, abordando temas ligados à eficiência produtiva, manejo inteligente, segurança alimentar e o futuro do agro sustentável.

Além disso, milhares de empresas estarão presentes com seus estandes distribuídos por todo o espaço da feira, apresentando soluções em cultivo, tecnologia e inovação, reafirmando a força do setor que move o país.

Mais do que um evento, o Show Safra Mato Grosso representa a força do campo e o protagonismo de uma região que é referência em produção. Lucas do Rio Verde se consolida como um dos grandes polos do agro nacional, contribuindo diretamente para um agro que alimenta o mundo.

A participação da comunidade é essencial para fortalecer esse movimento que conecta pessoas, ideias e oportunidades, posicionando o município no centro das discussões sobre o presente e o futuro do agronegócio brasileiro.





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AgroNewsPolítica & Agro

Especialistas apontam falhas na legislação sobre defensivos agrícolas


A discussão sobre o uso de agroquímicos, os impactos na saúde, no meio ambiente e a responsabilidade técnica na emissão de receituários agronômicos foi realizada durante o evento “Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica”, promovido no dia 20 de março de 2026, no Plenário Farroupilha do CREA-RS, em Porto Alegre.

O encontro reuniu representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Rio Grande do Sul, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, do próprio CREA-RS e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

Durante o debate, o engenheiro agrônomo Juarez Morbini destacou que o principal objetivo da discussão foi buscar alinhamento entre legislações que atualmente apresentam divergências. “Existem algumas leis que regulamentam, mas que não se coadunam. São leis que levam para um lado e outras para outro”, afirmou. Segundo ele, a falta de uniformidade gera insegurança e dificulta a definição clara das atribuições profissionais.

Morbini chamou atenção para os riscos associados à emissão inadequada de receituários agronômicos. De acordo com ele, erros na prescrição ou na aplicação de produtos agroquímicos podem causar prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população. “É fundamental compreender as implicações de um receituário errôneo ou de uma aplicação mal dimensionada”, ressaltou.

Outro ponto de debate foi a atuação de diferentes profissionais na emissão desses receituários. Embora técnicos agrícolas tenham habilitação legal para exercer a função, o agrônomo aponta questionamentos sobre a compatibilidade entre formação e complexidade da atividade. “Eles têm habilitação por lei, mas não necessariamente por competência técnica equivalente”, avaliou.

A discussão também abordou a percepção da sociedade sobre os defensivos agrícolas. Para Morbini, a nomenclatura influencia diretamente a forma como o tema é entendido. “Quando se fala em medicação humana, se diz ‘remédio’. Já na agricultura, o termo ‘agrotóxico’ carrega uma conotação negativa”, explicou. Ele defende o uso de termos como “defensivos agrícolas” ou “agroquímicos”, que, segundo ele, refletem melhor a função desses produtos na proteção das lavouras.

O engenheiro agrônomo também citou dados sobre intoxicações, destacando que os defensivos não lideram os casos. “Em primeiro lugar estão os medicamentos humanos, depois animais peçonhentos, em terceiro a alimentação, e só depois aparecem os agrotóxicos”, disse, acrescentando que parte dos registros nesse grupo está relacionada a suicídios.

Apesar das divergências, Morbini avalia que o encontro marca o início de um processo mais amplo de debate. A expectativa é de que novas reuniões entre os órgãos envolvidos avancem na construção de critérios mais claros para a legislação e para a atuação profissional no setor.

“É uma discussão ampla, com pontos de vista conflitantes, mas necessária. Esse é apenas o início de um debate que ainda deve evoluir ao longo do tempo”, concluiu.





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AgroNewsPolítica & Agro

Como o crédito fácil virou armadilha no campo


A crise que atinge o agronegócio brasileiro ganhou força recente, mas suas origens remontam a um processo gradual de mudanças no crédito e na estrutura de custos do setor. A análise é de Isabella Cristina Soares, especialista em crédito estruturado no agronegócio.

Segundo a avaliação, o movimento começa entre 2017 e 2019, período marcado por crescimento consistente, aumento de produtividade e expansão do crédito rural. O cenário favoreceu ganhos de escala e melhora nos resultados dos produtores, abrindo espaço para um ciclo mais agressivo de investimentos.

Na safra 2020/21, o setor entrou em uma fase de forte rentabilidade, impulsionada por preços elevados da soja e ampla oferta de crédito, inclusive com maior participação de instrumentos privados. O ambiente reduziu a percepção de risco e estimulou a contratação de volumes maiores de financiamento, dando início a um processo de alavancagem estrutural.

Nos ciclos seguintes, especialmente em 2021/22, houve uma elevação expressiva dos custos de produção, com destaque para fertilizantes e combustíveis. Apesar disso, os preços ainda elevados mantiveram margens altas, o que acabou mascarando a mudança no patamar de custo.

Em 2022/23, os primeiros sinais de alerta surgiram com a queda nos preços e redução das margens, enquanto o endividamento continuava em expansão. Já na safra 2023/24, a combinação de preços mais baixos, produtividade impactada em algumas regiões e dívidas vencendo levou à ruptura financeira em diversas operações.

O cenário se intensifica entre 2024 e 2026, com crédito mais restrito, margens comprimidas e aumento de renegociações e inadimplência. A avaliação aponta que a crise não decorre apenas da queda de preços, mas da combinação entre crédito abundante no passado, aumento estrutural de custos e decisões tomadas sob uma leitura equivocada do ciclo.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

RS abre colheita da soja com foco em irrigação e dívidas


O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20/3), no município de Tupanciretã, Região Central do Estado. O ato simbólico foi realizado na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, acompanhou a agenda.

A soja é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, produzida em 435 municípios. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, espera-se uma produção de 19 milhões de toneladas nesta safra, com uma produtividade média de 2.871 kg/ha. Embora o volume seja 39% maior do que as 13,6 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25, representa uma redução de 11,3% em comparação com as 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.

Conforme a Emater/RS-Ascar, além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, a dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade e problemas de acesso ao crédito contribuíram para a diminuição da produção.

Gabriel defendeu a aprovação do projeto de lei 5122/2023, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional e trata da securitização das dívidas. Para o vice-governador, é uma medida fundamental de apoio aos produtores gaúchos. “É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento provocado por sucessivas estiagens”, argumentou. “O que defendemos é uma solução estruturante, que permita ao produtor se recuperar e seguir produzindo, porque quando a safra cai aqui, o PIB do Estado e o crescimento do país sentem imediatamente.”

Gabriel ponderou ainda que, além de resolver o passado, é preciso olhar para frente e se preparar para as novas estiagens que virão. “O Estado já criou o Programa Irriga+RS para investir em irrigação, mas precisamos dar um salto na ampliação da área irrigada, no manejo do solo e na gestão da água. Por isso, apresentamos ao governo Federal a proposta de prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande [Funrigs] para que esses recursos sejam direcionados à irrigação”, destacou. “A meta é multiplicar por cinco a área contemplada no Rio Grande do Sul, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas.”

Brum também destacou o esforço do governo do Estado na construção de políticas públicas para mitigar as dificuldades dos produtores, assim como os efeitos da estiagem. Segundo ele, a irrigação é fundamental nesse processo.

“Hoje, pouco mais de 4% da área de produção é irrigada no Estado, número ainda muito baixo. Por isso, o Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, está subvencionando 20% do valor dos projetos de irrigação, com limite de até R$ 150 mil por produtor na terceira fase do Programa Irriga+RS”, disse. “Além disso, buscamos com o governo federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados para essa finalidade, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater.”





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