segunda-feira, março 23, 2026

Autor: Redação

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Banana ambrosia chega ao mercado após 20 anos de estudos trazendo alta resistência


banana ambrosia
Foto: Incaper

A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.

A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova
variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.

Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro
diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.

Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.

Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma
banana tipo nanica para o Espírito Santo
. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.

Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.

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Ibama classifica pirarucu como espécie invasora e gera reação entre os produtores de peixes


Pirarucu; pesca
Foto: Divulgação/IDSM

A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu, também conhecido como o gigante da Amazônia, como espécie invasora fora de sua área natural acendeu um alerta no setor de piscicultura.

Produtores e entidades afirmam que a nova regra traz risco de insegurança jurídica e impacto nos investimentos, especialmente porque o tema ainda estava em discussão na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A publicação da norma, segundo o setor, ocorreu sem alinhamento institucional prévio.

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Considerado uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira, o pirarucu já é criado em diversos estados e possui alto potencial de crescimento comercial. A nova classificação, porém, pode restringir sua produção fora da região amazônica, afetando o planejamento produtivo e o ambiente de negócios.

O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe Br), Francisco Medeiros, afirma que a decisão gera preocupação pela falta de diálogo com o setor. Segundo ele, o pirarucu é estratégico para a geração de renda e o desenvolvimento regional.

Medeiros também aponta um paradoxo regulatório: nos últimos anos, governos federal e estaduais incentivaram a produção da espécie, reconhecendo seu potencial econômico. A mudança de entendimento, diz, cria incertezas e pode estabelecer um precedente negativo para outros segmentos da aquicultura.

Diante do cenário, a Peixe BR defende a revisão da normativa e cobra maior atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura para garantir previsibilidade e estabilidade ao setor produtivo. A entidade também pede a construção conjunta de políticas públicas que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento econômico.

O que é uma espécie invasora?

Espécies invasoras são organismos introduzidos fora de sua área de distribuição natural que ameaçam a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Eles se estabelecem e proliferam rapidamente, sendo a segunda maior causa de extinção de espécies, afetando também a economia e saúde.

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Brasil: o gigante refém da própria mediocridade


Defesa do Brasil contra ameaças à soberania
Foto: Pixabay

O Brasil vive hoje um paradoxo perigoso. Somos celebrados como o “celeiro do mundo”, batendo recordes de safra e sustentando nossa balança comercial graças ao apetite chinês. Mas, por trás dos números grandiosos, escondem-se pés de barro. A verdade é incômoda: nossa “potência” é terceirizada. Dependemos de fertilizantes estrangeiros, tecnologia importada e da benevolência de mercados que, ao contrário de nós, têm um plano de longo prazo.

A estratégia chinesa vs. o improviso brasileiro

A China não é apenas uma cliente; é uma estrategista implacável. Eles entenderam que a dependência alimentar é uma vulnerabilidade inaceitável. Por isso, investem bilhões em biotecnologia e produtividade interna.

A China quer comprar menos do Brasil no futuro e vender mais. Enquanto eles planejam o domínio da tecnologia que nós ainda engatinhamos para entender, o Brasil aposta no improviso. Nossa “vantagem competitiva” baseada apenas no clima e na terra bruta não resistirá ao avanço de uma nação que trata a produtividade como arma de Estado.

O paradoxo do petróleo: riqueza que não refinamos

A falta de um projeto de nação não se limita ao campo; ela transborda para o subsolo. Somos um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas continuamos reféns da importação de combustíveis. É o retrato do atraso: exportamos o óleo bruto e importamos o diesel e a gasolina.

Pior ainda é a resposta política a esse problema. Em vez de investirmos em refinarias para garantir nossa autossuficiência real, assistimos a tentativas de tabelamento disfarçado de preços para fins eleitorais. O resultado é previsível: o risco de desabastecimento de diesel bate à porta porque ninguém quer importar um produto para vender com prejuízo. Sem investimento em infraestrutura de refino, o petróleo brasileiro serve ao mundo, mas não serve ao brasileiro.

A paralisia dos três poderes e a armadilha econômica

Há uma mediocridade latente que atravessa o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O Estado brasileiro tornou-se uma máquina que gasta demais e investe menos. Como não há poupança pública, não sobra espaço para os investimentos estruturantes.

Vivemos reféns de ciclos onde o governo e o congresso se pautam apenas no próximo calendário eleitoral. Essa miopia tem um preço alto: taxas de juros elevadas para conter a inflação e um câmbio totalmente volátil, que castiga quem tenta produzir. Um país que não gera recursos reais para sua população e se contenta em ser um mero exportador de commodities é, na prática, um país inútil para os desafios do novo século.

O alerta final

Esta não é uma previsão para a semana que vem, mas é a tendência clara de uma evolução natural. Se o Brasil não sair do transe da polarização para investir na nossa educação e em sua própria autonomia tecnológica, energética e produtiva, seremos engolidos pela história.

Um país sem projeto não é uma nação; é apenas um território à disposição de quem tem um plano. É hora de decidir: seremos os protagonistas da nossa riqueza ou apenas o almoxarifado de quem realmente manda no mundo? O relógio de Pequim corre mais rápido que o de Brasília. 

Devíamos ter vergonha de não entendermos nosso papel como nação.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Agrotóxicos proibidos continuam entrando no Brasil pela fronteira, aponta Ministério Público


O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica iniciou na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, reunindo especialistas e autoridades no plenário do CREA-RS para discutir o uso responsável de agrotóxicos e a responsabilidade técnica na produção agrícola.

Um dos principais destaques da programação foi a palestra do promotor de Justiça Giovani Ferri, que trouxe um panorama detalhado sobre o combate ao uso ilegal de agrotóxicos no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. Com mais de 30 anos de atuação no Ministério Público e cerca de duas décadas dedicadas ao tema, ele compartilhou a experiência no oeste do Paraná, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Segundo o promotor, o cenário é preocupante. “Temos um mercado paralelo muito grande de agrotóxicos ilegais, principalmente oriundos do Paraguai, que gera prejuízos significativos para toda a sociedade”, afirmou. Ele explicou que o enfrentamento desse problema ocorre de forma integrada, com a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, segurança pública e instituições técnicas.

Desde 2016, o Ministério Público do Paraná desenvolve um plano estruturado de combate a essas irregularidades. Ferri destacou que esse trabalho é sustentado por três pilares fundamentais: “a proteção ambiental, a proteção da saúde humana e do trabalhador e a proteção da cadeia produtiva”.

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Ao longo da apresentação, ele reforçou que o uso inadequado de agrotóxicos ultrapassa o campo e impacta diretamente toda a sociedade. “A aplicação incorreta pode colocar em risco o consumidor, contaminar o meio ambiente e comprometer a própria sustentabilidade da produção agrícola”, disse.

As operações realizadas nos últimos anos mostram a dimensão do problema. Em uma das ações, foram apreendidas 46 toneladas de agrotóxicos ilegais e aplicadas multas que chegaram a R$ 2,8 milhões. Em outro caso, foi descoberta uma fábrica clandestina. “Identificamos um laboratório ilegal que produzia e distribuía agrotóxicos sem qualquer autorização, atingindo toda a região”, relatou.

As investigações também revelaram crimes associados, como contrabando, falsificação e sonegação fiscal. Em uma operação recente, realizada entre 2024 e 2025, foram identificados cerca de R$ 24 milhões em irregularidades tributárias, com ações em seis estados e interdição de estabelecimentos.

Outro ponto que chamou atenção foi a entrada de substâncias proibidas no país. “Mesmo produtos banidos no Brasil continuam entrando ilegalmente pelas fronteiras e sendo utilizados no campo”, alertou, ao citar o caso do paraquate.

No campo jurídico, o promotor destacou que a legislação brasileira trata o risco dos agrotóxicos como presumido. “Não é necessário haver dano comprovado. O simples armazenamento irregular ou a comercialização ilegal já geram responsabilização”, explicou.

Nesse contexto, o receituário agronômico ganha ainda mais relevância. “A emissão indevida de um receituário pode gerar responsabilidade civil, administrativa e até criminal”, afirmou. Ele ressaltou que essa responsabilidade não se restringe ao produtor rural, mas envolve toda a cadeia. “Revendas, profissionais e distribuidores também respondem pelas irregularidades”. Apesar dos desafios, Ferri destacou um avanço importante dentro do setor. “Temos recebido denúncias de engenheiros agrônomos, de forma sigilosa, o que demonstra uma preocupação crescente com os impactos dessas práticas”, disse.

 

 





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Filhotes de espécie criticamente ameaçada nascem no Zoológico de São Paulo


sauins-de-coleira
Foto: Divulgação Zoo São Paulo

A família de sauins-de-coleira (Saguinus bicolor) do Zoológico de São Paulo acaba de crescer. Os pais, que chegaram ao zoológico em 2025, tiveram dois filhotes no fim de fevereiro. A gestação teve a duração de cerca de cinco meses, e o parto ocorreu de forma natural e bem-sucedida.

Os recém-nascidos permanecem sob cuidados constantes dos pais, que se revezam no transporte dos filhotes, sempre agarrados ao corpo dos pais.

De acordo com o Zoológico de São Paulo, a mãe faz a amamentação, mas ambos, pai e mãe, participam ativamente da higienização, proteção e estímulo fisiológico dos filhotes. O casal também os expõe ao sol em dias mais frios, contribuindo para a regulação térmica.

sauins-de-coleira
Foto: Divulgação Zoo São Paulo

Nos próximos meses, terá início a introdução alimentar, com oferta gradual de alimentos sólidos e o posterior desmame. Paralelamente, os filhotes começarão a desenvolver autonomia, aprendendo a se equilibrar e se deslocar entre os galhos. A nova família já pode ser visitada pelo público do Zoo.

Esta é a primeira reprodução do sauim-de-coleira no Zoológico de São Paulo, que integra o programa de manejo cooperativo da espécie coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Sobre a espécie

O sauim-de-coleira, também conhecido como sauim-de-manaus, é um primata nativo da Amazônia, com ocorrência concentrada nas florestas urbanas da cidade de Manaus. De pequeno porte, pode atingir até 32 centímetros de comprimento e pesar cerca de 550 gramas.

sauins-de-coleira
Foto: Divulgação Zoo São Paulo

Sua principal característica é a pelagem branca ao redor da cabeça, pescoço e tórax, que lembra uma coleira e é o traço que dá origem ao seu nome popular. A espécie também apresenta face negra e sem pelos na cabeça e orelhas.

Risco de extinção

A espécie está classificada como Criticamente Ameaçado de Extinção na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), e consta como espécie em perigo na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

sauins-de-coleira
Foto: Divulgação Zoo São Paulo

Funcionamento do Zoológico de São Paulo

Segunda a sexta-feira: das 9h às 16h (visitação até 17h)

Sábados, domingos e feriados: das 8h30 às 17h (visitação até 18h)

Endereço: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda, São Paulo – SP CEP 04301-905

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Gado pode ajudar a recuperar áreas do Cerrado e conter capim invasor, aponta estudo


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e divulgado pela Agência Fapesp indica que o gado, quando manejado de forma adequada, pode se tornar um aliado na conservação do Cerrado. A pesquisa revela que o pastejo controlado é capaz de reduzir a presença da braquiária, uma das principais espécies invasoras do bioma, e favorecer a regeneração da vegetação nativa.

O trabalho foi publicado na revista científica Agriculture, Ecosystems and Environment e traz evidências de que práticas bem conduzidas de pecuária podem contribuir para a restauração ambiental.

Braquiária ameaça biodiversidade do Cerrado

Introduzida no Brasil na década de 1960, a braquiária (Urochloa decumbens) se tornou uma das principais ameaças aos campos naturais do Cerrado.

A espécie tem alta capacidade de ocupação e impede o desenvolvimento de plantas nativas, além de ser difícil de erradicar por métodos convencionais, como herbicidas ou capina.

Segundo as pesquisadoras, esse cenário tem levado à perda de biodiversidade e à descaracterização dos ecossistemas naturais.

Pastejo controlado reduz invasora e abre espaço para regeneração

O estudo foi realizado na Estação Ecológica de Santa Bárbara, no interior de São Paulo, onde áreas invadidas por braquiária foram submetidas ao pastejo rotacionado — sistema que alterna períodos de uso e descanso.

Após dois anos de monitoramento, os resultados mostraram:

  • Redução de cerca de 50% na cobertura de braquiária
  • Aumento do solo exposto, favorecendo a germinação
  • Crescimento de aproximadamente 20% na diversidade de espécies nativas

De acordo com a pesquisadora Bruna Helena de Campos, autora principal do estudo, a abertura de espaço no solo é essencial para a recuperação do ecossistema.

“Isso permite que outras espécies germinem e se desenvolvam, contribuindo para a diversidade e manutenção da vegetação típica”, explica.

Gado pode cumprir papel ecológico semelhante ao da fauna extinta

A pesquisa também resgata a relação histórica entre o pastejo e os ecossistemas campestres.

Segundo a ecóloga Giselda Durigan, coautora do estudo, as plantas do Cerrado evoluíram ao longo de milhões de anos convivendo com grandes herbívoros, hoje extintos.

Nesse contexto, o gado pode exercer função semelhante, ajudando a controlar o excesso de biomassa e favorecendo o equilíbrio do sistema.

Solução baseada na natureza exige manejo adequado

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores alertam que o uso do pastejo como ferramenta de restauração exige critérios técnicos rigorosos.

Entre os principais cuidados estão:

  • Controle da densidade de animais por área
  • Evitar o sobrepastejo, que pode degradar o solo
  • Monitoramento contínuo da vegetação

“O excesso de animais pode causar compactação do solo e reduzir a diversidade, gerando efeitos contrários ao esperado”, ressalta Campos.

Política pública e uso sustentável

No Brasil, a legislação ambiental já permite o manejo sustentável da vegetação nativa, incluindo o uso econômico compatível com a conservação.

Em estados como São Paulo, o pastejo é reconhecido como prática sustentável em áreas de Reserva Legal de ecossistemas abertos.

Para os pesquisadores, os resultados do estudo reforçam a importância de integrar ciência, políticas públicas e gestão no campo.

Integração entre produção e conservação

A pesquisa foi desenvolvida por cientistas do IPA e da Unicamp, com apoio da FAPESP e colaboração internacional.

Os autores concluem que o pastejo controlado pode ser uma solução baseada na natureza para restaurar áreas degradadas do Cerrado, desde que aplicado com planejamento e acompanhamento técnico.

A prática abre caminho para uma integração mais eficiente entre produção agropecuária e conservação ambiental, tema cada vez mais estratégico para o futuro do agro brasileiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Procuradora da República orienta sobre responsabilidade criminal no campo


O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica, realizado na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, também trouxe à tona discussões sobre os impactos jurídicos das mudanças na legislação de agrotóxicos, especialmente no campo da responsabilidade criminal.

A procuradora da República Flávia Rigo Nóbrega destacou que a nova legislação trouxe alterações significativas, principalmente ao reduzir o número de condutas tipificadas como crime.

Segundo ela, uma das principais dúvidas que surgem no setor é se determinadas práticas deixaram de ser consideradas criminosas. “Fica aquela questão: então quer dizer que essa conduta deixou de ser criminalizada? Eu não entendo que esse seja o melhor entendimento”, afirmou.

A procuradora explicou que a antiga legislação, como a Lei 7.802, previa dispositivos mais específicos, incluindo responsabilidades diretas do profissional técnico. Com a nova lei, esses dispositivos foram revogados, o que gerou uma aparente lacuna.

“É importante ter em mente que a Lei 7.802 foi totalmente revogada. Mas isso não significa que as interpretações construídas a partir dela, e também da Lei de Crimes Ambientais, tenham sido abandonadas”, ressaltou.

Agrotóxicos proibidos continuam entrando no Brasil pela fronteira, aponta Ministério Público

Receituário agronômico vai além da burocracia, afirmam especialistas

De acordo com Flávia, a nova Lei nº 14.785 trouxe apenas duas condutas expressamente tipificadas como crime, o que representa uma redução significativa no campo da responsabilização penal. Ainda assim, ela alertou que isso não elimina a possibilidade de enquadramento criminal.

“A lei reduziu drasticamente o espaço de atuação criminal, mas isso não quer dizer que determinadas condutas deixaram de ser puníveis”, explicou.

A procuradora destacou que, embora alguns verbos e tipos penais não tenham sido repetidos na nova legislação, eles continuam contemplados em outros dispositivos legais.

“Quando a gente faz uma análise mais aprofundada, percebe que várias dessas condutas ainda encontram respaldo em outras normas. Elas não desapareceram do ordenamento jurídico”, afirmou.

Segundo ela, o desafio agora está na interpretação dessas normas e na aplicação prática da legislação. “A gente precisa olhar para frente, mas sem esquecer os pressupostos que já existiam. A interpretação jurídica continua sendo fundamental nesse cenário”, disse.

A fala reforça a preocupação com a responsabilização de profissionais e demais envolvidos na cadeia produtiva, especialmente diante de um contexto em que o uso de agrotóxicos segue sendo tema sensível para a saúde pública e o meio ambiente.

O debate integra uma série de painéis técnicos que discutem desde a responsabilidade civil e administrativa até os desafios da fiscalização e da atuação profissional no campo.





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São Paulo abre inscrições para programa de apoio a produtores; saiba mais


Foto: Divulgação/ADE SAMPA.
Foto: Divulgação/ADE SAMPA.

Estão abertas as inscrições para o Programa Semeando Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada a produtores rurais da zona sul da capital. A ação contempla propriedades localizadas em Parelheiros, Marsilac, Grajaú e na Terra Indígena Tenondé Porã.

O programa oferece assessoria técnica e aporte financeiro de até R$ 30 mil para projetos ligados ao turismo rural e ao beneficiamento de produtos.

Foco em geração de renda

A região atendida reúne mais de 600 propriedades rurais e integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo. As atividades incluem produção de alimentos e experiências como visitação, degustação e práticas ligadas ao meio rural.

Segundo a organização, o objetivo é apoiar a estruturação de negócios e ampliar a renda das propriedades.

“Este programa de aceleração ajuda a enfrentar um dos principais desafios da agricultura em grandes cidades: tornar a atividade economicamente viável e garantir que as famílias continuem no campo”, afirma Carlos Alberto Santos, diretor de desenvolvimento local da ADE SAMPA, em comunicado.

Resultados da primeira edição

Na primeira edição, o programa apoiou 29 projetos. Entre eles, o Recanto Magini utilizou os recursos para aquisição de equipamentos. O Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra. Já o Meliponário Mondury investiu em consultoria e expansão da produção de mel.

Inscrições abertas

O programa é destinado a produtores familiares, cooperativas e associações. As inscrições para a edição de 2026 podem ser feitas até 25 de março pelo site oficial do projeto (clique aqui).

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail semeandonegocios@adesampa.com.br ou pelo whatsapp: (11) 93484-5363.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Faec completa 60 anos de atuação em defesa do produtor rural no Ceará


Amílcar Silveira, presidente da instituição, destaca trajetória, reconhecimento aos produtores rurais e compromisso com os próximos anos

No dia 16 de dezembro, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) completou 60 anos de atuação institucional. Ao longo desse período, a entidade consolidou-se como principal representante dos produtores rurais e como articuladora do setor agropecuário no Estado.

À frente da Federação desde 2022, com mandato renovado por mais quatro anos, o presidente Amílcar Silveira destacou o papel da instituição ao longo de sua trajetória. “A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará faz 60 anos e estamos trabalhando firmes para os próximos 60 anos”, afirmou, ao reforçar o compromisso com a continuidade do trabalho desenvolvido desde a fundação da entidade.

Amílcar Silveira agradeceu a colaboração de todos que participaram da construção da história da Faec. “É preciso agradecer aos produtores rurais e aos colaboradores do Senar, da Federação da Agricultura, aos técnicos de campo, aos instrutores e aos parceiros que nos ajudam no dia a dia”, disse.

Ele mencionou ainda o trabalho das gestões anteriores na consolidação da instituição. “São 60 anos graças aos presidentes que passaram por aqui e construíram a Federação da Agricultura”, disse, ao citar Flávio Saboya e Torres de Melo. “A Federação da Agricultura está mais viva do que nunca. Espero e peço a Deus pelo menos mais 60 anos para a Federação da Agricultura.”

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Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT


Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.

A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.

Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.

Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.

O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.

Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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