Ibama classifica pirarucu como espécie invasora e gera reação entre os produtores de peixes

A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu, também conhecido como o gigante da Amazônia, como espécie invasora fora de sua área natural acendeu um alerta no setor de piscicultura.
Produtores e entidades afirmam que a nova regra traz risco de insegurança jurídica e impacto nos investimentos, especialmente porque o tema ainda estava em discussão na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A publicação da norma, segundo o setor, ocorreu sem alinhamento institucional prévio.
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Considerado uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira, o pirarucu já é criado em diversos estados e possui alto potencial de crescimento comercial. A nova classificação, porém, pode restringir sua produção fora da região amazônica, afetando o planejamento produtivo e o ambiente de negócios.
O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe Br), Francisco Medeiros, afirma que a decisão gera preocupação pela falta de diálogo com o setor. Segundo ele, o pirarucu é estratégico para a geração de renda e o desenvolvimento regional.
Medeiros também aponta um paradoxo regulatório: nos últimos anos, governos federal e estaduais incentivaram a produção da espécie, reconhecendo seu potencial econômico. A mudança de entendimento, diz, cria incertezas e pode estabelecer um precedente negativo para outros segmentos da aquicultura.
Diante do cenário, a Peixe BR defende a revisão da normativa e cobra maior atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura para garantir previsibilidade e estabilidade ao setor produtivo. A entidade também pede a construção conjunta de políticas públicas que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento econômico.
O que é uma espécie invasora?
Espécies invasoras são organismos introduzidos fora de sua área de distribuição natural que ameaçam a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Eles se estabelecem e proliferam rapidamente, sendo a segunda maior causa de extinção de espécies, afetando também a economia e saúde.
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