terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

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Embrapa e IDR-PR reforçam práticas de manejo que podem ‘turbinar’ safra de soja 25/26



Especialistas da Embrapa Soja e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) têm percorrido municípios do Paraná para mostrar, na prática, como técnicas no campo podem reduzir perdas e otimizar recursos. A expectativa é alcançar mais de mil participantes em 14 cidades, incluindo Chopinzinho, Nova Prata do Iguaçu, Palotina, Francisco Beltrão, Cascavel, Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Floraí, Itambé, Peabiru, Rio Bom, Guarapuava, União da Vitória e Rio Azul.

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Segundo o pesquisador André Prando, da Embrapa Soja, “o uso de boas práticas agrícolas permite que a soja se desenvolva de forma vigorosa, competindo melhor com plantas invasoras e aumentando a eficácia de insumos como fertilizantes e defensivos”.

As atividades têm foco no manejo de pragas e doenças, uso eficiente do plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, coinoculação e manejo de solos, com práticas em lavouras e estações temáticas. O objetivo é transformar conhecimento científico em resultados concretos, garantindo maior eficiência e sustentabilidade na produção de soja no Paraná.

Os interessados podem procurar o escritório local ou regional do IDR-Paraná para informações e inscrições.

Programação da Embrapa

O giro de atividades começou no dia 25/11 em Chopinzinho. Nesta quarta-feira (26), as ações foram realizadas em Nova Prata do Iguaçu e Palotina.

Nesta quinta-feira (27/11), as atividades seguem em Francisco Beltrão, à tarde, seguidas por Cascavel (City Farm) na sexta-feira (28/11), pela manhã.

No dia 01/12, o giro continua em Bandeirantes, à tarde, e em 02/12 em Bela Vista do Paraíso, à tarde. Na quarta-feira (03/12), será em Floraí, pela manhã, e Itambé, à tarde. As atividades seguem em Peabiru no dia 04/12, no período da tarde, e encerram em Rio Bom no dia 05/12, à tarde.



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Canal Rural pode ser nº 1 no iBest — vote e mostre a força do agro no digital!



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima úmido reduz oferta e EUA apontam queda no trigo



Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas


Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas
Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas – Foto: Divulgação

A produção de trigo deve recuar na próxima temporada por causa de condições climáticas desfavoráveis e mudanças no perfil de cultivo no país da Ásia Central. Após meses de chuvas acima do normal e temperaturas mais baixas, agricultores reduziram a área dedicada ao cereal e priorizaram oleaginosas com maior retorno financeiro.

Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do departamento de agricultura dos Estados Unidos, a colheita de trigo está projetada em 15,5 milhões de toneladas, cerca de 1 milhão a menos que no ciclo anterior. O excesso de umidade elevou o risco de perdas e piorou a qualidade dos grãos, o que também atrasou a retirada das lavouras em algumas regiões. Técnicos do órgão observam que parte do volume afetado poderá ser destinada à formulação de ração animal.

Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas, redução de 1,6 milhão em relação ao período anterior. Ainda assim, o país vem ampliando rotas alternativas. Entre maio e setembro, foram embarcadas 17 mil toneladas para o Vietnã por meio de um corredor contínuo de contêineres, modelo que tende a ganhar espaço graças a subsídios ao transporte.

A diversificação dos destinos inclui também o envio de farinha. Veículos locais registraram a primeira remessa do produto aos Estados Unidos, resultado de uma iniciativa apoiada por uma agência governamental de promoção comercial. O mercado chinês, porém, apresentou comportamento misto. As vendas de trigo em grão recuaram após mudanças no tratamento tributário das zonas econômicas, enquanto as exportações de farinhas de trigo e cevada avançaram com preços competitivos e isenções vigentes.





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Empresas do agro incorporam Black Friday e oferecem descontos em máquinas e taxas



A Black Friday já figura entre as datas mais esperadas do comércio mundial e as empresas do agro começam a enxergar as vantagens de entrar de vez nessa onda. Contudo, a participação ainda é tímida, afinal, uma máquina agrícola não é um tênis.

De forma geral, a data mobiliza grande parte da sociedade. Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, mostra que 70% dos consumidores se planejam financeiramente para o período.

O levantamento mostrou ainda que 32% dos entrevistados deixam para decidir na última hora, o que reforça a importância de as empresas divulgarem ações ao longo de todo o mês, mas também de campanhas com ofertas relâmpago.

Para se ter uma ideia do potencial da data, em 2024 o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 4,5 bilhões durante a Black Friday, impulsionando diferentes setores, inclusive o agro.

Black Friday do agro

Entre as empresas voltadas ao campo que incorporaram a data de promoções está a Orbia, uma plataforma digital integrada. O Agrofriday da marca ocorre desde 3 de novembro e vai até o dia 30.

Assim, por meio dos pontos acumulados no Orbia Clube, o agricultor pode ter descontos de até 58% em alguns itens, além de frete grátis e cupons. Uma antena Stalink Mini de Internet, por exemplo, sai dos originais 61.697 pontos para 30.861 pontos.

A plataforma também reúne ofertas de sementes, defensivos e fertilizantes, além de permitir prazo de pagamento estendido em até 360 dias por meio do Orbia Pag, uma solução financeira integrada da empresa para simplificar o processo de compra.

Máquinas e equipamentos

A norte-americana John Deere oferece serviços e brindes especiais na compra de algumas de suas máquinas. Quem adquirir o Trator 9RX 640 ou o 9RX 830cv ao longo de novembro, por exemplo, ganha uma viagem à Farm Progress Show nos EUA, um dos maiores eventos agrícolas do mundo.

Já na compra de pulverizadores M4025, M4030 e M4040, o produtor garante um ano extra de licença SF-RTK (StarFire) ou uma visita à fábrica da companhia em Catalão, Goiás.

Quem optar pelas colheitadeiras S400, S5 e S7, também ganha um ano adicional de licença SF-RTK. O Pacote Essencial de Agricultura de Precisão, por sua vez, é dado a quem adquirir os tratores 6J ou 6M (6100J, 6125J, 6135M).

Além disso, a companhia também traz condições diferenciadas ao longo de novembro por meio de seu banco próprio. Assim, os pulverizadores e tratores mencionados anteriormente saem com taxas a partir de 13,5% a.a., financiamento de até 85% do valor e prazo de até 7 anos, desde que vinculados ao Plano Safra 25/26 – Moderfrota.

A multinacional japonesa Yanmar também aderiu às promoções típicas de Black Friday e passa a oferecer descontos que chegam a R$ 25 mil em máquina de construção civil e condições especiais de financiamento na linha agrícola.

A empresa concede 20% de desconto na taxa de administração do consórcio da empresa. Desta forma, para tratores e para a colheitadeira YH880, as taxas variam de 5,49% ao ano para financiamentos em até dois anos, 7,49% ao ano em três anos e 9,49% ao ano em cinco anos.

O Grupo Vamos, por sua vez, oferece 30% de desconto em relação à tabela Fipe no caminhão VW 33.460, além de ofertas em tratores John Deere 7230 e Case Puma 230, mas, para estes veículos, não especifica de quanto é o abatimento.



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Parlamento Europeu confirma adiamento de lei antidesmatamento por mais um ano



O adiamento da lei antidesmatamento da União Europeia por mais um ano foi chancelado pelo Parlamento Europeu nesta quarta-feira (26). A medida, que já havia sido postergada para dezembro de 2025, passará a valer no mesmo mês de 2026, com início diferenciado para grandes e pequenas empresas.

Além disso, os deputados do bloco europeu também votaram a favor da simplificação do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). A nova legislação foi aprovada em dezembro de 2023, com o objetivo de garantir que os produtos vendidos na UE não sejam provenientes de áreas desmatadas.

O que muda com a decisão

Conforme a decisão do Parlamento Europeu, as empresas terão mais um ano para colocar em prática as novas leis da UE. Enquanto grandes compradores deverão começar com as novas obrigações a partir de 30 de dezembro de 2026, o prazo para micro e pequenos empresários terá início em 30 de junho de 2027. O adiamento, segundo os parlamentares, é para garantir uma transição mais justa e dar tempo para que as empresas se adequem à nova legislação.

Vale lembrar também que um dos motivos da postergação, de acordo com autoridades da União Europeia, era resolver problemas no sistema de tecnologia da informação. Em setembro de 2025, a Comissária do Meio Ambiente, Jessika Roswall, ressaltou a preocupação com possíveis transtornos às empresas e às cadeias de suprimentos europeias.

Entenda as medidas de simplificação

Entre as medidas votadas pelos deputados, está a simplificação no processo de due diligence, que é o processo de verificação detalhada de informações de uma empresa antes de uma negociação, investimento ou aquisição. O que muda, a partir de agora, é que a obrigação fica com as empresas que vendem os produtos para o bloco e não mais com as operadoras e empresas que comercializarem o produto posteriormente.

As alterações também reduzem obrigações para micro e pequenos operadores primários, que deverão apresentar apenas uma declaração simplificada. Os parlamentares solicitaram ainda uma nova revisão de simplificação até 30 de abril de 2026, para avaliar os encargos administrativos e o impacto das regras.

Próximos passos

A proposta foi aprovada com 492 votos favoráveis, 250 contrários e oito abstenções.

Agora, seguem as negociações com os Estados-Membros, que precisarão avaliar o texto aprovado pelo Parlamento. A versão final ainda deve passar pela aprovação do Parlamento e do Conselho Europeu. Para que o adiamento entre em vigor, a decisão precisa ser publicada no Jornal Oficial da UE até o fim de 2025.



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Com eficácia de 74,7%, vacina do Butantan pode ajudar no combate mundial à dengue


A vacina da dengue do Instituto Butantan, que teve o registro aprovado nesta quarta-feira (26) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode beneficiar, além dos brasileiros, populações de outros países, disse o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.

A doença está em plena expansão no mundo, especialmente em países tropicais. Hoje, mais da metade da população mundial vive em zona de risco para a doença. O vetor da doença, o mosquito, em tempos de aquecimento global só tende a se expandir, alerta Kfouri.

“Mudanças climáticas, alterações do período de chuva e aquecimento global favorecem a proliferação do mosquito. A dengue e outras arboviroses tendem a ser doenças em expansão e a necessidade de vacinas passa ser primordial para controle de doenças, especialmente em populações de países tropicais”, enfatiza o médico.

Distribuição da vacina

Segundo o Butantan, há um milhão de unidades da vacina contra a dengue prontas para distribuição. Este é o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

A previsão do governo é incorporar o mais rapidamente possível o imunizante no Programa Nacional de Imunizações para começar a campanha de vacinação no início de 2026.

A Butantan-DV (vacina da dengue do instituto) pode ser utilizada pela população brasileira de 12 a 59 anos.

Dose única

“É um feito histórico para a ciência e a saúde no Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, afirmou, em nota, o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, quatro vezes mais do que em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros foram acometidos pela doença”, anunciou o Butantan.

Eficácia

O instituto informou, também, que a aprovação da vacina é baseada nos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa.

“No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue”, especificou o órgão.

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante mostrou-se seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como nas que nunca tiveram a doença.



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Após fortes altas, preços dos fertilizantes recuam e melhoram cenário para 2026


O ano de 2025 foi marcado por forte pressão sobre os custos de produção, especialmente diante dos preços altos dos fertilizantes, que ocorreram justamente em períodos-chave de compra para a safra 25/26.

Geopolítica instável, com o conflito no Oriente Médio, tarifas impostas pelos Estados Unidos, restrições das exportações chinesas, e a demanda aquecida da Índia foram alguns dos fatores que impulsionaram os preços ao longo do segundo semestre. Nesse contexto, produtores que anteciparam as aquisições tiveram condições mais competitivas do que aqueles que postergaram a tomada de decisão.

Nas últimas semanas, no entanto, o setor passou a sinalizar mudança de direção, com quedas consistentes nas cotações. A melhora do ambiente geopolítico diante do cessar-fogo entre Israel e Irã e possibilidade de avanço nas negociações entre Rússia e Ucrânia, somou-se à retirada das tarifas norte-americanas, aliviando pressões de oferta e restituindo a competitividade global. Pela demanda, a Índia elevou seus estoques de fosfatados e vem recebendo grandes volumes de ureia das últimas licitações, reduzindo o ritmo de novas compras.

Nesse contexto, o MAP registrou, recentemente, a menor cotação do ano, retornando aos níveis observados em 2024 e contribuindo para a melhora das relações de troca. A queda do dólar também reforçou a atratividade dos preços em reais.

Preço do MAP CFR Brasil US$/t. Fonte: Plataforma Safras

O mercado brasileiro tem optado por fontes menos concentradas, como o Super Simples, que está com o custo por ponto de fósforo mais competitivo que o MAP. O mesmo ocorre nos nitrogenados, com redução da demanda por ureia e recorde de consumo de sulfato de amônio. Essa substituição por fontes menos concentradas eleva a necessidade de quantidade de produto para obter o mesmo teor de nutriente, de forma que o Brasil atingirá um volume histórico de importação neste ano.

Comparativo anual da importação de fertilizantes pelo Brasil de janeiro a outubro. Fonte: Comex Stat | elaborado por Safras & Mercado

Internamente, o foco agora se volta para o avanço do plantio da safra 25/26 e para a definição da janela da segunda safra. O cenário mais favorável de preços também abre espaço para planejamento antecipado da safra 26/27, à medida que avança a comercialização de grãos e melhora o poder de compra do agricultor. As últimas semanas do ano e o primeiro bimestre de 2026 tendem a trazer oportunidades relevantes. O ponto de atenção fica para um possível represamento de demanda final da segunda safra em janeiro, podendo ocorrer alta nos preços no mercado interno e problemas logísticos.

No segmento de fosfatados, outro fator que acende o alerta é a escalada do enxofre, que atingiu o maior preço da série histórica. A alta da matéria-prima comprime as margens da indústria de fosfatados e pode levar à redução das taxas de operação. O Super Simples já absorve parte desse impacto diante da sua maior liquidez no momento, apresentando altas recentes.

Depois de um ano desafiador, marcado por preços elevados e margens estreitas, 2026 deve começar com perspectivas mais favoráveis. Contudo, alguns pontos de atenção estão no radar, como o custo com matéria-prima na indústria, a volatilidade cambial em um ano eleitoral e o comportamento do mercado das commodities agrícolas.

Nesse ambiente, acompanhar de perto o mercado, diversificar estratégias de aquisição, parcelar volumes e aproveitar momentos oportunos de preço, câmbio e relação de troca, serão determinantes para mitigar riscos e ampliar margens.

*Maísa Romanello é engenheira agrônoma, especialista em fertilizantes da consultoria Safras & Mercado


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Kepler Weber vai construir unidade de armazenagem de 240 mil toneladas para a São Martinho



A Kepler Weber fechou contrato com a São Martinho para construir uma unidade de armazenagem e beneficiamento de grãos em Montividiu (GO), com capacidade estática de 240 mil toneladas, informaram as empresas em nota.

O projeto integra a estratégia da São Martinho de expandir a produção de etanol de milho em Goiás, onde a companhia investe R$ 1,1 bilhão para ampliar a capacidade de processamento da Unidade Boa Vista, em Quirinópolis.

A nova estrutura será responsável pelo recebimento, limpeza, secagem e armazenagem de milho antes do envio à planta industrial, que deve processar 635 mil toneladas de milho por ano a partir de 2027, produzindo 270 mil metros cúbicos de etanol. O projeto da Kepler prevê dois fluxos de recepção de 240 toneladas por hora e fluxo de expedição de 300 toneladas por hora. O valor não foi divulgado.

“A Kepler Weber possui liderança em projetos que exigem integração entre armazenagem, logística e processamento industrial. Este contrato reforça a confiança deste grande player do agronegócio na Kepler e acompanha a evolução da produção de biocombustíveis”, afirmou o CEO da Kepler, Bernardo Nogueira, em nota.

O diretor comercial e de logística da São Martinho, Helder Gosling, destacou a importância da estrutura para o abastecimento da unidade industrial. “Esse é mais um importante passo para garantir eficiência e segurança no abastecimento da Unidade Boa Vista. Essa estrutura permitirá maior previsibilidade operacional, flexibilidade logística aos nossos fornecedores de milho e suporte à expansão da produção”, disse.

A unidade será fornecida na modalidade “entrega 360”, na qual a Kepler fornece gestão completa do projeto, além dos equipamentos. O cronograma começa com terraplenagem, seguida pelas etapas civil e mecânica. O projeto contará com Secadores KW Max e Máquinas KW Select, além de rotas de fluxos 100% automatizadas desenvolvidas na metodologia BIM.

A São Martinho tem capacidade aproximada de moagem de 27 milhões de toneladas por safra, sendo 24,5 milhões de cana-de-açúcar e 2,5 milhões de milho equivalente. A companhia está entre as maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do Brasil.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de milho na safra 2024/25 deve alcançar 141,1 milhões de toneladas, recorde histórico. O consumo interno projetado é de 90,6 milhões de toneladas em 2025, alta de 7,8% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pelo crescimento das indústrias de etanol de milho, que já respondem por 20% da produção nacional de etanol.



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Conheça cinco plantas daninhas que provocam prejuízos milionários na soja no Brasil



O cultivo de soja no Brasil enfrenta desafios devido à presença de plantas daninhas, que comprometem a produtividade e podem gerar prejuízos elevados aos produtores. Em evento realizado ontem (25), em Paulínia (SP), o Gerente de Regulamentação e Especialista em Herbicidas da divisão agrícola da Bayer, Gilmar Picoli, destacou que, além da Buva, presente em 22 milhões de hectares cultivados de Norte a Sul do país, outras cinco plantas daninhas também vêm causando prejuízos expressivos.

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Durante apresentação sobre os impactos e desafios no controle dessas espécies, Picoli explicou que a Borreria verticillata, conhecida como Vassourinha-de-Botão, pode gerar perdas próximas a R$ 2 mil por hectare. Estudos mostram que a presença de três plantas por metro quadrado pode ocasionar redução de até 14 sacas de 60 quilos por hectare de soja.

A Clavorana, ou Ambrosia artemisiifolia, também apresenta forte impacto: duas plantas por metro quadrado podem resultar na perda de 23,7 sacas por hectare, o que equivale a cerca de R$ 3 mil. Para o Caruru (Amaranthus spp.), o prejuízo estimado chega a R$ 2,8 mil por hectare, com redução de até 14,6 sacas em áreas com três plantas por metro quadrado.

No caso do Capim-Pé-de-Galinha (Eleusine indica), as perdas podem alcançar R$ 2,8 mil por hectare. A ocorrência de duas plantas por metro quadrado provoca queda de até 16 sacas por hectare, e a espécie também afeta culturas como milho e algodão. Já o Capim-Amargoso (Digitaria insularis), presente em aproximadamente 21,3 milhões de hectares no país, pode gerar prejuízos em torno de R$ 2 mil por hectare, com perdas de até 22 sacas.

A empresa destacou seu novo lançamento da Intacta 5+, voltado ao manejo dessas e de outras plantas daninhas que têm desafiado a produtividade nas lavouras de soja.

Estratégias

Segundo a Embrapa Soja, o controle químico permanece como a principal estratégia utilizada no manejo de plantas daninhas na cultura. Herbicidas de pré e pós-emergência seguem como ferramentas de maior adoção devido à praticidade, eficiência e rapidez, mas seu uso exige rigor na observância das especificações técnicas de cada composto.

A capina manual ou mecânica, embora eficiente, tem sido menos empregada. A capina mecânica enfrenta limitações operacionais e é menos compatível com o sistema de semeadura direta predominante no país, enquanto a capina manual sofre restrições relacionadas às exigências legais na contratação de mão de obra.

O controle cultural também desempenha papel fundamental. Práticas como rotação de culturas, uso de cobertura morta na entressafra e aceleração do fechamento das entrelinhas ajudam a reduzir a infestação e favorecem o desenvolvimento competitivo da soja. Segundo a Embrapa, essas medidas contribuem para aumentar a eficácia dos herbicidas e, ao longo do tempo, podem permitir a redução de doses ou até a eliminação de determinados produtos.

Com informações divulgadas pela Safras & Mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

safra 25/26 registra avanço no custo total



COE e COT do milho avançam, diz Imea



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), o projeto CPA-MT estimou em outubro de 2025 que o custeio da safra 2025/26 de milho alcançou R$ 3.305,13 por hectare, variação de 2,12% frente à temporada anterior. De acordo com o levantamento, “esse acréscimo é resultado da elevação de 2,84% nas despesas com insumos”, que representam 88,41% do custo total.

O Imea informou que o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 4.791,30 por hectare, enquanto o Custo Operacional Total (COT) chegou a R$ 5.379,10 por hectare, com aumentos anuais de 3,90% e 4,51%. Segundo a análise, esse movimento foi influenciado “pelo crescimento dos gastos com pós-produção e pelo aumento nas depreciações”, que registraram avanço de 10,05% em relação à safra 2024/25.

O instituto apontou ainda que o custo de oportunidade foi estimado em R$ 1.327,82 por hectare, alta de 40,21%. O indicador, que “representa o rendimento que o produtor deixa de ganhar por manter o capital imobilizado”, reflete a valorização dos bens utilizados na atividade e o cenário de juros mais elevados no país. Com isso, o custo total da safra 2025/26 foi calculado em R$ 6.706,92 por hectare, aumento de 10,05% na comparação com a temporada anterior.





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