sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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Joaninhas ajudam no controle de pragas no campo


Insetos pequenos e frequentemente ignorados nas lavouras, as joaninhas têm papel relevante no controle biológico de pragas e no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. Esses predadores naturais se alimentam de insetos que atacam diversas culturas e são considerados aliados de produtores rurais na proteção das plantações.

De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, regional de Araraquara, o hábito alimentar das joaninhas contribui diretamente para o controle de pragas agrícolas. “Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com estas pragas. Elas podem comer, por exemplo, cerca de 50 pulgões por dia”, explica.

A atuação desses insetos ocorre durante quase todo o ciclo de vida. Desde a fase larval até a fase adulta, as joaninhas predam organismos considerados prejudiciais às plantações. Algumas espécies também consomem fungos responsáveis por doenças em plantas, como ocorre em cultivos de quiabo.

Pesquisas sobre o comportamento e a eficiência desses insetos vêm sendo conduzidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da equipe de entomologistas do Instituto Biológico, unidade da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios em Ribeirão Preto. Os estudos analisam a diversidade de espécies de joaninhas presentes em culturas agrícolas, sua preferência alimentar, o consumo de pragas e o comportamento desses predadores no combate a insetos que afetam as lavouras. Técnicas para a conservação das joaninhas nas áreas de cultivo também fazem parte das pesquisas.

A pesquisadora do Instituto Biológico Terezinha Monteiro estuda o inseto desde o mestrado e se especializou na análise de sua contribuição para a agricultura. “Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”.

Segundo a pesquisadora, a diversidade de espécies pode ser observada em uma mesma planta. “Em uma única planta podemos encontrar uma diversidade de espécies de joaninhas. Por exemplo, em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas, aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”.

A atuação desses insetos também tem relevância no estado de São Paulo, que concentra grande produção de citros. “O estado de São Paulo é agraciado por ser o maior produtor de laranja do Brasil e o maior exportador de suco de laranja do mundo. Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, ressaltou Terezinha.

Além da citricultura, a presença de joaninhas também é observada em outras áreas agrícolas. De acordo com Erica Ybarra, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, esses insetos tendem a ser mais frequentes em cultivos orgânicos ou em áreas que adotam práticas de manejo integrado. “Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”.

A diversidade de plantas nas áreas agrícolas também contribui para a presença desses predadores. Plantas ricas em pólen e néctar podem ajudar a atrair e manter joaninhas nas lavouras, favorecendo um ambiente adequado para sua permanência.

Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, essa integração pode ampliar a presença dos insetos nas áreas de cultivo. “Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, destacou a pesquisadora.

 

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.*





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Milho 2025/26 tem 91% das lavouras em boa condição



Safrinha de milho se aproxima da conclusão



Foto: Agrolink

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná alcançou 99% da área prevista de 2,86 milhões de hectares, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório, “o pequeno volume de área restante deve ser finalizado ainda esta semana”.

No campo, as condições das lavouras permaneceram estáveis em relação à semana anterior. Conforme o boletim, “da área já plantada, 91% apresenta boa condição e potencial para atingir a produtividade média esperada”.

Ainda segundo o Deral, parte das áreas apresenta desempenho intermediário. O documento informa que “em condição mediana estão 8% das lavouras, área que pode ou não alcançar a produção projetada”.

Uma parcela menor das lavouras apresenta situação desfavorável. O boletim aponta que “apenas 1% da área encontra-se em situação ruim e deve resultar em produtividade abaixo do esperado, gerando potenciais perdas”.

O relatório também destaca que as condições climáticas registradas em março não favoreceram o desenvolvimento da cultura. Segundo o Deral, “o mês de março não foi favorável para a cultura, apresentando chuvas irregulares e ondas de calor que afetaram o pleno desenvolvimento das lavouras e podem refletir um resultado menor do que o inicialmente previsto”.





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Tecnologia brasileira aumenta produtividade do feijão e corta uso de fertilizante


feijão
Foto: Sebastião Araújo/Embrapa

O manejo da adubação fosfatada pode estar prestes a mudar no campo. Uma pesquisa da Embrapa revelou que é possível produzir mais feijão utilizando menos fertilizante químico — e com ganho direto de produtividade.

O estudo avaliou o desempenho do inoculante BiomaPhos em lavouras no Cerrado. O resultado chama atenção: mesmo com redução de 50% na adubação fosfatada, a produtividade média aumentou cerca de 17%.

Na prática, a produção saltou de 3,4 mil para 4,1 mil quilos por hectare.

Tecnologia que destrava o fósforo no solo

O ganho está diretamente ligado ao funcionamento do inoculante. O BiomaPhos é composto por bactérias capazes de solubilizar o fósforo presente no solo, tornando o nutriente disponível para as plantas.

Esse ponto é crucial no Cerrado. A região possui solos ricos em óxidos de ferro, que “prendem” o fósforo e dificultam sua absorção pelas raízes.

Com a ação biológica, o nutriente deixa de ficar retido e passa a ser melhor aproveitado pela cultura.

Resultados consistentes em diferentes regiões

Os testes foram conduzidos ao longo de dois anos, em diferentes condições de cultivo. As áreas avaliadas incluíram lavouras em Goiás e Santa Catarina, em safras de verão e inverno.

Foram analisadas quatro doses do inoculante, sempre combinadas com metade da adubação fosfatada. Também houve comparação com sistemas tradicionais, que utilizam apenas fertilizante químico.

O melhor desempenho foi registrado na dose de 4 ml por quilo de semente. Nesse cenário, o rendimento foi:

  • 17% superior ao sistema convencional
  • 31% maior do que áreas sem fertilizante e sem inoculante

Mais do que produtividade: impacto no desenvolvimento da planta

Além do aumento na produção, os pesquisadores observaram melhorias no desenvolvimento das plantas.

Houve avanço em indicadores importantes, como:

  • maior massa de raízes e parte aérea
  • aumento no número de vagens
  • mais grãos por planta
  • maior acúmulo de fósforo

Segundo o pesquisador Enderson Ferreira, da Embrapa Arroz e Feijão, o inoculante se mostra uma alternativa viável para otimizar o uso de fertilizantes.

“Mesmo com a redução de 50% na adubação fosfatada, o produto foi eficiente na promoção do desenvolvimento e no aumento da produtividade”, destaca.

Uso exige manejo adequado do solo

Apesar dos resultados positivos, a Embrapa alerta que o inoculante não substitui totalmente o manejo do solo.

Fatores como acidez, baixa umidade, compactação e desequilíbrios nutricionais podem limitar a disponibilidade de fósforo.

No experimento, por exemplo, foi feita a correção do solo com calcário antes do plantio. A prática elevou o pH e melhorou as condições para absorção dos nutrientes.

Biotecnologia que já avança no agro

O BiomaPhos é resultado de mais de 19 anos de pesquisa e já vem sendo utilizado em culturas como soja e milho. É produzido a partir de cepas de duas bactérias capazes de solubilizar o fosfato e melhorar o sistema radicular das plantas.

Desenvolvido em parceria entre a Embrapa e a empresa Bioma, o inoculante reforça uma tendência crescente no agro: o uso de soluções biológicas para reduzir custos e aumentar eficiência.

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Entidades defendem equilíbrio na classificação do tabaco



As entidades expressam preocupação com o atual contexto


Foto: JAQUELINE FEIX/NASCIMENTO MKT

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) de forma conjunta com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) emitiram manifestação conjunta defendendo maior equilíbrio na classificação e na comercialização do tabaco, na relação entre produtores e a indústria. A posição foi deliberada em assembleia ordinária realizada no fim do mês de março e será encaminhada ao Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O documento ressalta a importância da cultura para a economia regional e aponta a necessidade de alinhar práticas de mercado à realidade dos produtores e à sustentabilidade da cadeia produtiva.

As entidades expressam preocupação com o atual contexto enfrentado por produtores e indústria, especialmente no que se refere à classificação do tabaco e à formação de preços. A avaliação é de que o cenário exige maior atenção aos custos de produção, à oferta e ao equilíbrio financeiro dos envolvidos. Nesse sentido, defendem que a classificação ocorra de forma justa e transparente, assegurando a valorização da produção e contribuindo para a estabilidade econômica do setor.

Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o posicionamento reforça o compromisso dos municípios com a base produtiva regional. “Estamos tratando de uma atividade que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia dos nossos municípios. É fundamental que haja equilíbrio nas relações comerciais, com respeito ao produtor e previsibilidade para todos os envolvidos”, afirma. Segundo o presidente da Amprotabaco, prefeito Gilson Becker, o momento exige construção conjunta. “A cadeia do tabaco é complexa e estratégica. Precisamos fortalecer o diálogo para encontrar soluções que garantam segurança econômica e valorização ao produtor, sem desconsiderar os desafios do mercado”, complementa.

As entidades ressaltam que, embora reconheçam os desafios inerentes à negociação de commodities, é urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais. Amvarp e Amprotabaco colocam-se como instâncias de articulação e intermediação institucional, à disposição para contribuir com a construção de soluções conjuntas. O objetivo é assegurar estabilidade, competitividade e justiça na cadeia produtiva do tabaco, uma das principais bases econômicas do Sul do Brasil. Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o momento exige responsabilidade coletiva e diálogo permanente. “Os municípios estão ao lado dos produtores e compreendem a importância de construir soluções que garantam equilíbrio e sustentabilidade para toda a cadeia. Nosso papel é contribuir para esse entendimento, fortalecendo o setor e protegendo quem está na base da produção”, complementa o presidente da Amvarp.

 





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População de jumentos no Brasil pode passar de 730 mil animais, aponta levantamento


jumentos
Foto: The Donkey Sanctuary/divulgação

A população de jumentos no Brasil pode ultrapassar 730 mil animais em 2026, segundo levantamento da World Population Review. A estimativa é pelo menos dez vezes superior ao que vinha sendo divulgado por organizações não governamentais.

A entidade, sediada na Califórnia, reúne e analisa dados demográficos com base em fontes oficiais internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), além de institutos de estatística.

Segundo o zootecnista Alex Bastos, a inclusão de levantamentos internacionais amplia a visão sobre o tamanho real do rebanho e pode ajudar na formulação de políticas públicas e estratégias para o setor.

“O futuro do jumento nordestino passa por planejamento, regulação eficiente e integração entre pesquisa, setor produtivo e poder público”, afirma.

Falta de atualização oficial limita diagnóstico

Apesar da nova estimativa, o país não conta com dados oficiais atualizados sobre o efetivo de asininos. O último levantamento foi realizado no Censo Agropecuário de 2017, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Especialistas apontam que, ao longo das últimas décadas, houve redução no número de animais, principalmente pela perda de função econômica do jumento com a mecanização das atividades rurais.

Esse movimento levou ao abandono de parte dos animais e também impactou o recadastramento oficial, já que muitos deixaram de ser contabilizados nas bases estatísticas nacionais.

Cadeia produtiva ainda em desenvolvimento

Pesquisas em universidades indicam potencial para a criação de uma cadeia produtiva de asininos, com aproveitamento para leite, carne e outros derivados, voltados aos mercados interno e externo.

O Brasil, especialmente o Nordeste, reúne condições favoráveis para a criação. Os animais apresentam alta eficiência na conversão de vegetação fibrosa em energia, além de melhor adaptação ao clima quente.

“Diferente de países europeus ou asiáticos, o Brasil possui vastas extensões onde o sistema a pasto é viável, reduzindo drasticamente o custo de manutenção por animal e aumentando a qualidade e o bem-estar”, conclui Bastos.

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Soja tem produtividade variável no Rio Grande do Sul


A colheita da soja avança no Rio Grande do Sul e já alcança 23% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o relatório, “no estado, a colheita avança de forma acelerada, chegando a 23% da área cultivada, mas ainda condicionada pela ocorrência de precipitações irregulares”.

Segundo a entidade, a irregularidade das chuvas tem influenciado o ritmo das operações no campo. O informativo aponta que as precipitações “tanto retardaram as operações quanto contribuíram para a manutenção do potencial produtivo das lavouras em fases reprodutivas tardias”.

Para acelerar os trabalhos, produtores ampliaram o período diário de colheita. Conforme o relatório, “foram ampliadas as jornadas para a noite em resposta à elevada concentração de lavouras simultaneamente em ponto de maturação”.

As condições meteorológicas registradas no período apresentaram variação entre as regiões do estado. A Emater/RS-Ascar informa que houve “sequência de dias com garoa em algumas localidades e predomínio de tempo excessivamente seco em outras”.

Esse cenário contribuiu para mudanças no desenvolvimento das lavouras. Segundo o levantamento, “essa combinação contribuiu para a aceleração da maturação fisiológica e da senescência foliar, antecipando a condição de colheita em parte das áreas”.

Atualmente predominam lavouras em fase de maturação, que representam 43% da área cultivada. O relatório também aponta que “aproximadamente 31% ainda se encontram em enchimento de grãos, sobretudo em cultivos implantados no final da janela preferencial de semeadura”.

A Emater/RS-Ascar observa que há variação significativa na produtividade entre diferentes áreas. De acordo com o informativo, “observa-se elevada variabilidade de produtividade em função da distribuição espacial e temporal das chuvas ao longo do ciclo, bem como das diferenças de solo e de nível tecnológico”.

Nas áreas que enfrentaram estiagem em períodos críticos da cultura, os resultados tendem a ser menores. O relatório destaca que “as áreas afetadas por estiagens durante estádios críticos da cultura apresentam redução no número de vagens e no peso de grãos”.

Por outro lado, as lavouras que receberam chuvas mais regulares apresentam desempenho mais próximo do esperado. Segundo o documento, “as lavouras beneficiadas por precipitações mais regulares mantêm desempenho próximo ao esperado”.

A desuniformidade de maturação também tem exigido intervenções para viabilizar a colheita em algumas áreas. A Emater/RS-Ascar afirma que “em diversas situações, a desuniformidade de maturação tem exigido intervenções para viabilizar a colheita”.

No manejo fitossanitário, permanecem registros de doenças e pragas em algumas regiões. Conforme o relatório, “persistem os registros de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, além da presença pontual de insetos”.

Apesar disso, o informativo aponta que não há perdas adicionais generalizadas. Segundo a entidade, “não há perdas generalizadas adicionais neste momento”.

A produtividade média da safra foi revisada na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica que a estimativa está em 2.871 quilos por hectare, considerando área cultivada de 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avança de forma desigual e as primeiras produtividades registradas são menores em áreas afetadas pela estiagem. Em São Borja, lavouras semeadas em outubro apresentam rendimentos entre 900 e 1.200 quilos por hectare.

Ainda nessa região, há estimativa de perdas em áreas sem irrigação. O relatório aponta que pode haver “quebra de até 60% nas áreas de sequeiro, que somam cerca de 75 mil hectares dos 105 mil hectares cultivados”.

Em Maçambará, cerca de 12% da área de 55 mil hectares foi colhida, com produtividades entre 1.080 e 1.320 quilos por hectare. Segundo a Emater/RS-Ascar, há também áreas pontuais com rendimento superior, entre 2.400 e 2.700 quilos por hectare.

No município de Dom Pedrito, cerca de 25% da área está em maturação e a colheita deve se intensificar no início de abril. O relatório destaca que “as chuvas do período contribuíram para melhorar o enchimento de grãos nas lavouras tardias, embora não revertam perdas já consolidadas”. Em municípios como Hulha Negra, Candiota e novamente Bagé, as perdas são estimadas em 25%, 22% e 20%, respectivamente.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita também avançou, com rendimentos variando entre 1.500 e 3.600 quilos por hectare. O relatório aponta que os melhores resultados foram registrados em áreas que receberam maiores volumes de chuva.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita alcança 20% da área cultivada. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras restantes estão distribuídas entre diferentes fases de desenvolvimento, evidenciando “ampla variabilidade fenológica”. Na região de Ijuí, a colheita atinge 25% da área, enquanto 43% das lavouras estão em maturação. A produtividade média nas áreas colhidas está em 3.108 quilos por hectare, com diferenças entre microrregiões.

No município de Ibirubá, os rendimentos variam entre 2.000 e 4.000 quilos por hectare. Já em Jóia, área mais afetada pelo estresse hídrico, a produção varia entre 1.500 e 2.800 quilos por hectare. Em Tenente Portela, a média registrada é de 3.000 quilos por hectare. Na região de Passo Fundo, predominam cultivos maduros, que representam 60% da área. As produtividades médias variam entre 2.400 e 3.000 quilos por hectare, conforme as condições de solo e disponibilidade hídrica.

Na região de Pelotas, 5% da área já foi colhida, enquanto a maior parte das lavouras permanece em enchimento de grãos. O relatório aponta que as chuvas registradas no período favoreceram os cultivos em desenvolvimento, embora perdas anteriores permaneçam em áreas semeadas no início da janela. Na região de Santa Maria, a colheita também avançou. Cerca de 10% das áreas foram colhidas em Júlio de Castilhos e 20% em Tupanciretã, com produtividades entre 2.700 e 3.900 quilos por hectare. Em áreas tardias, há registro de ocorrência de ferrugem-asiática.

Na região de Santa Rosa, 51% das lavouras estão em maturação e 11% já foram colhidas. As produtividades variam entre 900 e 3.300 quilos por hectare, influenciadas por fatores como época de semeadura, regime de chuvas e características do solo. Na região de Soledade, cerca de 70% das lavouras estão em maturação e grande parte já apresenta condições para colheita. As produtividades registradas variam de 1.800 a 5.000 quilos por hectare, com média regional próxima de 3.000 quilos por hectare.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta aumento na cotação da soja. Segundo a entidade, “a cotação média da soja passou de R$ 118,74 para R$ 120,37, aumentando 1,37% em relação à semana anterior”.





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Produtores do Pantanal devem ficar atentos à demarcação de áreas da União; entenda o motivo


No quadro “Direito Agrário”, do programa Giro do Boi desta semana, o advogado e professor de direito ambiental, Pedro Puttini Mendes, trouxe um alerta jurídico para os produtores do Pantanal.

A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) deu início ao processo de demarcação de terras marginais em rios federais, o que pode impactar diretamente a titularidade de propriedades ribeirinhas em municípios como Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Anastácio.

O especialista reforça que os pecuaristas devem agir com antecedência nas etapas administrativas para evitar prejuízos patrimoniais irreversíveis. A discussão patrimonial baseia-se no Decreto-Lei nº 9.760/1946, que define as faixas de terra pertencentes à União nas margens de rios federais. No Pantanal, bioma regido por ciclos complexos de águas, a definição técnica deste limite é o ponto mais crítico.

Confira:

Importância da atenção aos prazos

O produtor rural não perde a posse da área imediatamente, mas a omissão nos prazos administrativos pode tornar a defesa judicial posterior muito mais cara e difícil. O rito legal exige atenção rigorosa. Um erro comum que pode levar a decisões jurídicas desastrosas é confundir a camada ambiental com a patrimonial. Pedro Puttini alerta para a separação desses conceitos.

A antecipação é a melhor estratégia. O produtor pantaneiro deve utilizar as audiências de 2026 como uma oportunidade de diálogo técnico para evitar que a demarcação ocorra de forma automática. “O risco real não é a lei, mas a omissão”, afirma o especialista. Apresentar provas técnicas agora protege o patrimônio e evita batalhas judiciais de longo prazo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Sexta-feira Santa pode ter calor de quase 40°C


A Sexta-feira Santa deve ser marcada por calor intenso, pancadas de chuva e risco de tempestades em diferentes regiões do Brasil, segundo informações divulgadas pelo Meteored. A previsão indica temperaturas próximas de 40°C em algumas áreas, além da ocorrência de instabilidades atmosféricas ao longo do dia.

De acordo com a análise meteorológica, a atuação de um cavado atmosférico contribui para a formação de instabilidades principalmente no Sudeste do Brasil. O sistema é descrito como “uma área alongada de baixa pressão” que favorece a organização de nuvens de chuva.

Enquanto isso, áreas do Centro-Oeste do Brasil e do Sul do Brasil devem registrar elevação das temperaturas em razão da presença de ar quente e mais seco. Segundo o Meteored, “os termômetros sobem bastante a partir desta sexta-feira (3), dando início ao feriado de Páscoa com calor”.

Nas regiões Norte do Brasil e Nordeste do Brasil, a previsão aponta combinação de calor, umidade e pancadas de chuva, com possibilidade de temporais isolados. O Meteored informa que “a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade para a atmosfera, aumentando a formação de nuvens carregadas”.

Durante a manhã, as temperaturas devem começar mais baixas em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas áreas mais elevadas da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha, os termômetros podem marcar cerca de 14°C nas primeiras horas do dia.

No Paraná, cidades da região de Guarapuava devem registrar temperaturas semelhantes, enquanto em outras áreas do Sul os valores variam entre 15°C e 18°C.

No Sudeste do Brasil, o amanhecer também será mais ameno, principalmente no centro-leste de São Paulo, na faixa entre o Alto Paranaíba e o leste de Minas Gerais, além de áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com mínimas entre 14°C e 18°C.

Em Goiás, as temperaturas pela manhã devem variar entre 18°C e 20°C. Já nas regiões Norte e Nordeste, as mínimas ficam mais elevadas, geralmente entre 21°C e 23°C, embora áreas do sudeste da Bahia possam registrar valores menores.

Com o avanço do dia, a previsão indica aumento rápido das temperaturas em grande parte do país, principalmente no oeste da Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

Durante a tarde, os termômetros podem marcar entre 33°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, cidades como Palmital e Brusque podem registrar cerca de 35°C, assim como áreas do noroeste do Paraná.

No Mato Grosso do Sul, o calor tende a ser mais intenso. Segundo o Meteored, as temperaturas devem variar entre 35°C e 39°C em grande parte do estado, podendo ultrapassar os 40°C em áreas próximas à fronteira com o Paraguai.

O Sudeste também deve registrar calor durante a tarde, com máximas de até 34°C no oeste de São Paulo e cerca de 33°C no Triângulo Mineiro. No restante do Centro-Oeste, as temperaturas devem variar entre 29°C e 34°C, especialmente no sul de Goiás e do Mato Grosso.

Nas regiões Norte e Nordeste, as máximas permanecem acima dos 30°C, com capitais nordestinas registrando valores entre 30°C e 32°C.

Apesar da previsão de redução na abrangência das chuvas em relação aos dias anteriores, ainda há risco de tempestades isoladas durante a tarde. Os principais pontos de atenção estão no leste de Minas Gerais e na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, especialmente em áreas próximas ao Triângulo Mineiro, onde pancadas de chuva podem ocorrer acompanhadas de trovoadas.

No Centro-Oeste, áreas com temperaturas mais baixas devem estar associadas à presença de nuvens carregadas, principalmente na porção central de Goiás e em pontos do Mato Grosso. A situação exige atenção de produtores rurais, especialmente durante a segunda safra de milho e o período final da colheita de soja.

No Nordeste, as chuvas devem ocorrer principalmente no litoral, impulsionadas pelo transporte de umidade vindo do oceano. Situação semelhante ocorre no Norte do país, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém a atmosfera úmida. Segundo o Meteored, “com temperaturas acima dos 30°C, o ambiente se torna favorável para convecção, aumentando as chances de chuvas intensas e tempestades isoladas”.





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Ciclone extratropical traz temporais e chuvas de mais de 100 mm em cinco dias; saiba quando e onde


ciclone chuva tempestade
Foto: Motion Array

O início de abril escancara um cenário de forte contraste climático no Brasil, colocando o produtor de soja entre dois extremos. De um lado, o avanço de um ciclone extratropical que despeja volumes expressivos de chuva no Sul e, de outro, a persistência da restrição hídrica em importantes regiões agrícolas do interior do país.

A formação do fenômeno no Sul do Brasil deve impulsionar temporais e acumulados elevados, com chuvas que podem ultrapassar os 100 milímetros em apenas cinco dias. Esse corredor de umidade também alcança áreas do sul de Mato Grosso do Sul e avança até pontos do interior de São Paulo, elevando o risco de encharcamento do solo, atrasos operacionais e possíveis perdas localizadas.

Enquanto isso, o alerta é ainda mais preocupante para produtores de Minas Gerais, Bahia e sul do Piauí. Nessas regiões, a ausência de chuvas nos próximos dias agrava o déficit hídrico no solo, pressionando lavouras em fases sensíveis. A recomendação é de aproveitar a janela entre os dias 7 e 11 de abril para manejar áreas e mitigar impactos, já que não há previsão de precipitações significativas nesse período.

A virada no padrão climático começa a ganhar força a partir do dia 12. Entre 12 e 16 de abril, a chuva retorna com intensidade sobre Goiás, Mato Grosso, Tocantins e centro-sul do Maranhão, com volumes entre 50 e 70 milímetros em cinco dias, trazendo alívio parcial para as áreas mais castigadas pela seca.

No Triângulo Mineiro, o cenário também tende a melhorar na segunda quinzena do mês. Cidades como Uberaba devem registrar chuvas entre os dias 14 e 19, com acumulados de até 80 milímetros, contribuindo para a recomposição da umidade do solo. Até o fim de abril, a expectativa é de cerca de 100 milímetros na região, um respiro importante, mas que ainda exige atenção diante das irregularidades ao longo do mês.

O retrato climático de abril impõe decisões rápidas e estratégicas no campo. Entre o excesso e a falta de chuva, o produtor brasileiro enfrenta mais um capítulo de instabilidade, onde o timing das operações pode definir o resultado da safra.

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Produção sustentável de batata reduz até 40% das emissões de carbono


Batata
Foto: Gilson Abreu/AEN

Uma nova forma de produzir batata começa a ganhar espaço no Brasil, aliando tecnologia, sustentabilidade e ganhos de produtividade. Com o uso de fertilizantes de menor emissão de carbono e manejo mais eficiente, produtores já conseguem reduzir em até 40% a pegada de carbono da cultura.

A iniciativa já está em fase de colheita e envolve desde o campo até a indústria, com potencial de transformar toda a cadeia produtiva.

No município de Palmas, no Paraná, a produção combina tradição familiar e inovação. O produtor rural Sérgio Soczek, representa a quarta geração da família na atividade.

“Eu sou a quarta geração de produtores de batata. O meu bisavô chegou por volta de 1875 no Brasil, trouxeram batata na viagem de navio e eu vim também. No ano 1984, eu comecei a produzir sozinho, carreira solo. Comecei a minha carreira nesse ano e até então continuo no ramo da batata”, conta.

Baixa emissão de carbono

Além de manter o legado, Sérgio faz parte de um grupo seleto que utiliza fertilizantes de baixa emissão de carbono. A prática, além de reduzir custos, contribui para elevar o teor de matéria seca da batata – característica valorizada pela indústria e que pode garantir melhor remuneração ao produtor.

“É interessante porque você vai reduzir teu custo, aumentar tua produtividade e ter um produto de qualidade melhor”, destaca Soczek.

Segundo a gerente de sustentabilidade da cadeia de alimentos da Yara Brasil, Francielle Bertotto, para assegurar a sustentabilidade do processo, as emissões de gases de efeito estufa são monitoradas por meio da plataforma Cool Farm Tool, baseada na metodologia do GHG Protocol.

A ferramenta permite acompanhar o impacto ambiental desde a produção dos insumos até o manejo no campo.”Hoje a gente estima que com esse portfólio Climate Choice, combinado com essas técnicas, as melhores técnicas de manejo para batata, a gente estima reduzir em mais ou menos 40% as emissões”, destaca.

Fases do projeto

Na primeira fase do projeto, seis produtores cultivaram, em média, 130 hectares de batata com insumos de menor pegada de carbono. A diferença de custo entre os fertilizantes convencionais e os mais sustentáveis é atualmente financiada pela PepsiCo, que tem metas globais de redução de emissões. A companhia pretende diminuir em 30% suas emissões totais até 2030.

Dentro da indústria, a operação inclui tratamento de efluentes, uso de biometano como fonte de energia e destinação adequada de resíduos, sem envio para aterros sanitários. A produção industrial já ultrapassa 700 toneladas de batata processadas por dia.

No fim da cadeia, o resultado chega ao consumidor na forma de snacks produzidos com menor impacto ambiental. A iniciativa reforça que é possível unir produtividade e sustentabilidade no agronegócio, atendendo à demanda crescente por alimentos mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

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