quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Conheça Dario Durigan, anunciado por Lula para assumir Fazenda no lugar de Haddad


Dario Durigan assume ministério da Fazenda
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.

O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.

“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.

A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.

Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.

Saída de Haddad confirmada

Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.

Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.

A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.

Balanço econômico

Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.

Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.

“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”

O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

Quem é Dario Durigan?

Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo.

Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.

Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

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Exportações de café solúvel do Brasil crescem e atingem melhor resultado em cinco anos


café solúvel
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café solúvel somaram 7,409 mil toneladas em fevereiro de 2026, o equivalente a 321.129 sacas de 60 kg, registrando alta de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita cambial também avançou, atingindo US$ 90,289 milhões, um crescimento de 10,8%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abics).

O desempenho é considerado o melhor para meses de fevereiro nos últimos cinco anos, mesmo em um contexto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O aumento das compras norte-americanas contribuiu para sustentar a demanda pelo produto brasileiro no período.

Apesar do bom resultado mensal, o acumulado do primeiro bimestre de 2026 apresentou retração. Os embarques totalizaram 13,235 mil toneladas, uma queda de 11,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A receita também recuou, somando US$ 161,059 milhões, refletindo um início de ano mais fraco em comparação com 2025.

De acordo com a entidade, possíveis reduções tarifárias por parte dos Estados Unidos podem favorecer os embarques nos próximos meses. Além disso, o acordo entre o Mercosul-UE tende a reduzir gradualmente as tarifas atualmente aplicadas ao café solúvel brasileiro, ampliando oportunidades no mercado externo.

No ranking dos principais destinos no bimestre, os Estados Unidos lideraram as importações, com 1,769 mil toneladas, seguidos por Rússia, com 1,161 mil toneladas, e Argentina, com 1,090 mil toneladas.

No mercado interno, o consumo de café solúvel também apresentou crescimento, com alta de 15,1% no primeiro bimestre, totalizando 4,146 mil toneladas. O avanço reflete a maior demanda doméstica e os investimentos da indústria em qualidade e diversificação de produtos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná bate recordes em frangos, suínos, leite, ovos, peixes e couro


A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

BACIA LEITEIRA E OVOS – Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

PEIXES – O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas. 

PESQUISAS DO IBGE – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

 





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São Paulo tem programa que paga mais pelo leite que média nacional


leite - produção leiteira
Foto: Pixabay

A produção de leite em São Paulo tem ganhado impulso com políticas públicas voltadas à comercialização, assistência técnica e crédito. Um dos principais efeitos aparece no bolso do produtor, por meio de programas estaduais, que pagam acima da média nacional pelo litro.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço médio do leite no Brasil ficou em R$ 2,0216 por litro no fechamento de janeiro. Em São Paulo, dentro do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), o valor médio chegou a R$ 4,26 por litro em 2025.

A diferença está ligada ao modelo de compras institucionais, que garante mercado para a produção da agricultura familiar.

Compras públicas puxam remuneração

O PPAIS conecta cooperativas e associações a órgãos públicos estaduais, como escolas e outras instituições, que passam a comprar alimentos diretamente dos produtores.

Dentro do programa, o leite tem ganhado espaço. Em 2025, movimentou R$ 29,7 milhões, dentro de um total de R$ 53,8 milhões. A cadeia leiteira responde por uma fatia relevante dessas aquisições.

Para o secretário de Agricultura de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o conjunto de ações ajuda a estruturar a atividade. “São iniciativas complementares que ajudam os produtores a melhorar a produção, agregar valor e ampliar as oportunidades de mercado”, diz.

Na prática, o programa amplia a previsibilidade de venda, o que reduz a exposição às oscilações de preço no mercado.

Cooperativas organizam a oferta

O modelo também passa pelas cooperativas. Em Andradina, o produtor Valdir de Souza fornece leite in natura para a Coapar, que processa o produto e destina ao programa na forma de leite em pó.

A organização coletiva facilita o acesso ao mercado institucional e melhora a escala de produção.

“É um programa que vem fortalecendo a renda das famílias e a vida no campo”, afirma o presidente da cooperativa, Valdecir Pereira de Aquino.

Produtor rural Valdir de Souza integra cadeia de fornecimento do PPAIS por meio de cooperativa. Foto: Divulgação

Assistência técnica eleva produtividade

Além da comercialização, o estado atua na assistência técnica. O projeto CATI Leite acompanha propriedades com foco em manejo, gestão e produtividade.

Hoje, cerca de 100 propriedades participam, com previsão de chegar a 300 até 2026.

Em Urupês, a família Duarte saiu de uma produção de 60 litros por dia, em 2017, para cerca de 250 litros atualmente. Parte do volume passou a ser destinada à fabricação de queijos.

“Poder contar com o apoio técnico foi determinante para que conseguíssemos nos estabelecer como produtores”, afirma Eliete Roman Duarte.

Crédito viabiliza investimento

O acesso ao crédito é outro ponto da política. Em 2025, a linha Leite Agro SP, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), somou mais de 70 operações, totalizando R$ 6 milhões.

Os recursos são usados para estrutura, equipamentos e tecnologia.

Em Cerqueira César, a produtora Fernanda Torres da Silva investiu R$ 25 mil em um sistema de ordenha mecânica. A modernização reduziu o tempo de trabalho e melhorou o controle sanitário do rebanho.

A produção, que era de cerca de 80 litros por dia, pode chegar a 350 litros diários no segundo ano após o investimento.

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Europa e Japão declaram ajuda aos EUA para abrir Estreito de Ormuz


Estreito de Ormuz - guerra Israel Irã EUA - impactos ao agro brasileiro
Imagem gerada com IA a partir de mapa original

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta manifestando disposição para abrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início da guerra.

“Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório”, diz o comunicado conjunto.

A declaração não detalha como seria essa abertura do Estreito e ocorre quatro dias após países da Europa, além do Japão, terem se negado a participar dos esforços dos Estados Unidos e de Israel para abrir o Estreito. A negativa irritou o presidente Donald Trump, que passou a dizer que não precisaria de “ninguém” para liberar a área.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões econômicas importantes em todo o mundo.

Na nota publicada hoje, esses países europeus e o Japão condenam os recentes ataques do Irã contra embarcações no Golfo e os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás.

“Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada do conflito. Exigimos que o Irã cesse imediatamente suas ameaças, o lançamento de minas, os ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial”, diz o comunicado conjunto.

Os países ainda afirmam que a liberdade de navegação é um princípio do direito internacional. “Os efeitos das ações do Irã serão sentidos por pessoas em todas as partes do mundo, especialmente pelas mais vulneráveis”, completa a nota.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques militares dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o país persa iniciada em 28 de fevereiro. O governo iraniano tem informado que a passagem segue fechada para EUA, Israel e seus aliados, o que inclui os países europeus. As principais potências europeias têm apoiado politicamente os ataques ao Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra.

Nessa quarta-feira (18), a guerra escalou depois que Israel bombardeou o campo de gás South Pars, do Irã, levando a retaliações contra a indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Os ataques contra a infraestrutura energética de importantes produtores de petróleo e gás tem aumentado as incertezas econômicas do conflito.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa

A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais.

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear.

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

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AgroNewsPolítica & Agro

Governo quer barrar empresas que descumprirem tabela de frete mínimo


As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.

A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.

Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.

“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.

De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.

Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.

Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.

Confira as informações sobre o tema no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.

A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.

As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.

O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.

A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.

Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.





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Abiove eleva previsão de processamento de soja e Brasil pode bater novo recorde em 2026


grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima as projeções do complexo soja e indicou que o Brasil pode atingir um novo recorde de processamento em 2026.

Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país deve alcançar 61,5 milhões de toneladas, alta de 0,8% em relação à estimativa divulgada em janeiro. O avanço reflete a combinação entre uma safra robusta e a demanda crescente por derivados.

Produção de farelo e óleo acompanha crescimento

Com o maior volume processado, a oferta de produtos de maior valor agregado também deve crescer.

A Abiove projeta a produção de 47,4 milhões de toneladas de farelo de soja e 12,35 milhões de toneladas de óleo de soja em 2026.

De acordo com o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da entidade, Daniel Furlan Amaral, o cenário reforça a capacidade da indústria nacional.

“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, transformar essa matéria-prima em proteína e bioenergia e fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras”, afirma.

Exportações seguem em patamar elevado

No mercado externo, o Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja em grão, com embarques projetados em 111,5 milhões de toneladas em 2026.

Para os derivados, a expectativa é de exportação de 24,6 milhões de toneladas de farelo e crescimento de 3,4% nas vendas de óleo de soja, que devem atingir 1,5 milhão de toneladas.

Dados de 2025 confirmam expansão do setor

O balanço da Abiove também consolidou os números de 2025, que já indicavam um ciclo de crescimento.

O esmagamento totalizou 58,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo chegou a 44,85 milhões de toneladas e a de óleo, a 11,93 milhões de toneladas.

As exportações de soja em grão somaram 108,18 milhões de toneladas, segundo dados do MDIC/Secex.

Os primeiros dados de 2026 reforçam o cenário positivo. Em janeiro, o processamento de soja atingiu 3,689 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual, considerando o ajuste amostral.

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Disparada do milho amplia aperto na suinocultura e reduz margem do produtor


suínos
Foto: Seara

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho voltou a cair em março e já acumula seis meses consecutivos de retração, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão vem da valorização mais intensa do cereal, enquanto o preço do suíno vivo segue praticamente estável.

Nesta parcial de março (até o dia 17), o suíno vivo posto na indústria em São Paulo (SP-5) foi negociado à média de R$ 6,94/kg, leve alta de 0,5% em relação a fevereiro.

Já o milho apresentou avanço mais expressivo. O preço médio no mercado de lotes de Campinas (SP) atingiu R$ 70,96 por saca de 60 kg, alta de 4,6% no mesmo comparativo, a maior variação mensal desde março de 2025.

Relação de troca piora no curto prazo

Com esse movimento, o suinocultor perdeu poder de compra. Atualmente, com a venda de 1 kg de suíno vivo, é possível adquirir 5,87 kg de milho, queda de 3,9% frente a fevereiro.

Apesar da piora no mês, na comparação com março do ano passado a relação de troca ainda apresenta leve melhora, de 2%.

Oferta restrita e incertezas globais sustentam preços

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta do milho está ligada à oferta limitada no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques.

O cenário também reflete as incertezas no mercado internacional, especialmente relacionadas aos conflitos no Oriente Médio, que influenciam custos e decisões de compra.

A combinação entre insumos mais caros e preço do animal sem grandes avanços mantém a pressão sobre a rentabilidade da suinocultura.

O comportamento do milho nas próximas semanas será decisivo para o equilíbrio da atividade.

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AgroNewsPolítica & Agro

Corpo de Bombeiros orienta moradores de apartamentos a como agir em casos de incêndio


O crescimento da verticalização das cidades paranaenses, com o aumento no número de edifícios residenciais, reforça a necessidade de atenção dos moradores para medidas básicas de segurança. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta que atitudes simples no dia a dia podem fazer a diferença na preservação de vidas em situações de emergência.

Um dos pontos mais importantes, segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, é o conhecimento da própria edificação. Saber como agir em caso de incêndio pode reduzir riscos e garantir uma evacuação mais segura. “A primeira coisa é conhecer a rota de fuga. O morador precisa saber qual a distância do apartamento até a escada de emergência e também onde estão os equipamentos, como extintores e hidrantes, para conseguir agir com rapidez em uma situação de risco”, explica.

A oficial também faz um alerta sobre o uso do elevador em situações de incêndio. Embora faça parte da rotina dos moradores, ele não deve ser utilizado na evacuação. Na maioria dos prédios, o elevador não é considerado uma saída de emergência. “Em caso de incêndio, ele pode parar de funcionar ou ficar tomado por fumaça, o que representa um risco grave. Por isso, a orientação é sempre utilizar as escadas”, reforça a bombeira.

Além disso, os moradores devem estar atentos às condições dos equipamentos de segurança do prédio. Extintores e hidrantes precisam estar desobstruídos e dentro do prazo de validade, enquanto itens como iluminação de emergência e sinalização de saída devem estar funcionando corretamente.

Outro cuidado essencial está nas áreas comuns, especialmente nas escadas de emergência. Esses espaços devem permanecer sempre livres de objetos, garantindo a circulação tanto dos moradores quanto das equipes de resgate. “A escada não é depósito. Ela precisa estar desobstruída e com acesso livre, porque é por ali que as pessoas vão sair e também por onde os bombeiros vão entrar. Qualquer obstáculo pode atrasar o atendimento e aumentar os riscos”, destaca.

Ao perceber sinais de incêndio, como cheiro de fumaça ou alertas de outros moradores, a recomendação é agir imediatamente. Se houver qualquer indício de incêndio, a orientação é evacuar o local o mais rápido possível, utilizando a escada de emergência. “Não perca tempo tentando salvar objetos. O mais importante é preservar a vida”, enfatiza a capitã Luisiana.

A oficial também destaca a importância do trabalho conjunto entre moradores e administração do condomínio para fortalecer a cultura de prevenção. Impressos com informações e dicas de segurança podem ser colocados no elevador e outras áreas de circulação, além de levar o tema para reuniões de condomínio.

Outra dica da bombeira é criar um grupo de prevenção a incêndios, formado pelos próprios moradores, semelhante à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) que existe em empresas. Embora não seja obrigatório que moradores tenham treinamento sobre combate a princípios de incêndio, ela comenta que, caso existam interessados em participar, é muito positivo para o condomínio ter este grupo. “Existem empresas que oferecem este tipo de treinamento que capacita os moradores a saber como agir em situações de emergência. Esse conhecimento faz diferença e pode ajudar a evitar consequências mais graves”, explica a bombeira.

Confira as principais orientações de segurança do CBMPR para moradores de apartamentos:





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Preço do bezerro nelore dispara e atinge maior nível desde 2021, aponta Cepea


bezerro gado
Foto: Luiz Antonio Leal/Embrapa Gado de Corte

O preço do bezerro nelore segue em forte alta no Brasil e já atinge o maior patamar em quase quatro anos. Em Mato Grosso do Sul, referência do Indicador Cepea/Esalq, o animal de 8 a 12 meses registra média de R$ 3.254,37 nesta parcial de março (até o dia 17).

O valor representa avanço de 3% em relação a fevereiro de 2026 e salto de 24,3% frente a março de 2025, em termos reais, já considerando a inflação medida pelo IGP-DI. Segundo o Cepea, trata-se da maior média mensal desde junho de 2021.

Abate recorde de fêmeas explica movimento de alta

De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do bezerro está diretamente ligada ao aumento expressivo no abate de fêmeas no país.

Dados do IBGE mostram que, em 2025, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas, volumes recordes da série histórica.

Na comparação com 2024, os crescimentos foram de 15,8% para vacas e 23,5% para novilhas.

Em termos absolutos, o incremento foi de 3 milhões de cabeças abatidas, sendo 1,8 milhão de vacas adultas e 1,2 milhão de novilhas.

Menor oferta futura sustenta preços da reposição

O aumento no descarte de fêmeas reduz o número de matrizes no rebanho, o que impacta diretamente a produção de bezerros nos ciclos seguintes.

Com menor oferta de animais jovens e demanda aquecida, o mercado de reposição tende a seguir firme, sustentando os preços no curto prazo.

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