quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Indústria de máquinas agrícolas do RS fecha 2025 em reação, mas crescimento…


Exportações, expectativa de boa safra e ajuste do setor abrem espaço para crescimento moderado, avalia SIMERS

O setor de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul encerra 2025 com recuperação parcial, ainda insuficiente para recompor as perdas acumuladas nos dois anos anteriores. Para 2026, a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) é de um crescimento moderado, condicionado principalmente ao comportamento dos juros, à oferta de crédito e à renda do produtor rural.

Segundo a vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, a retomada mais consistente dos investimentos passa, necessariamente, por um ambiente financeiro mais favorável. “A indústria já mostrou capacidade de reagir em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá diretamente do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam a decisão de compra do produtor e adiam investimentos em modernização”, afirma.

A executiva do Simers destaca que, mesmo com perspectivas positivas para a safra, o produtor segue cauteloso. “Se as projeções de safra se confirmarem e houver melhora nas condições de crédito, o setor pode avançar. Caso contrário, a recuperação tende a ser mais lenta e pontual”, avalia.

Do ponto de vista técnico, o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, reforça que 2025 apresentou melhora frente aos anos anteriores. “Os indicadores de produção e faturamento do setor foram positivos em 2025 quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não recomponham as perdas acumuladas”, afirma.

Além do mercado interno, as exportações, especialmente para a Argentina, seguem como fator de sustentação. Para o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e um ambiente financeiro menos restritivo será decisiva para transformar a recuperação em crescimento mais consistente ao longo de 2026.

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AgroNewsPolítica & Agro

Convênio combate a incidência da mosca-das-frutas em pomares gaúchos


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Empresa Brasileira em Pesquisa Agropecuária Uva e Vinho (Embrapa Uva e Vinho), de Bento Gonçalves, assinaram convênio, nesta quarta-feira (18), para a execução do projeto “Supressão populacional da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus)”. A supressão se dará por meio da integração das técnicas de liberação de moscas estéreis, parasitoides e iscas tóxicas em pomares de macieira e videira, buscando mitigar a incidência do inseto no Estado.

O convênio foi assinado pelo secretário da Seapi, Edivilson Brum, pelo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin. Também participaram do ato o secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, os diretores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), Ricardo Felicetti, e do Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da Seapi, Carolina Scapin, e o representante do deputado estadual Carlos Búrigo, Gian Zucchetti.

A Seapi fará o repasse para a Embrapa no valor de R$ 198.276,30, com duração de seis meses, buscando o aumento do parasitismo da mosca-das-frutas em hospedeiros que são multiplicadores da praga, a redução da captura de moscas-das-frutas pelo uso da captura massal e a capacidade de dispersão de moscas esterilizadas e liberadas nas áreas experimentais.

A mosca-das-frutas sul-americana é uma praga que atinge a fruticultura brasileira e tem incidência na região sul do Brasil. A espécie ocorre em todos os pomares comerciais de maçã e uva, principais frutíferas de clima temperado cultivadas no sul do Brasil, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

“A assinatura deste convênio representa um avanço importante no enfrentamento de uma das principais pragas que impactam a fruticultura gaúcha. A partir da parceria com a Embrapa Uva e Vinho, vamos aplicar tecnologias inovadoras e sustentáveis, que combinam diferentes estratégias de controle para reduzir a população da mosca-das-frutas de forma mais eficiente”, afirma o secretário Brum.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque da praga. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Para o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, o convênio significa avançar em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento para conduzir e finalizar pesquisas em execução há quatro anos, validando o projeto do inseto estéril com controle da mosca-das-frutas. “Na fruticultura do Rio Grande do Sul, esse convênio vai atender duas grandes culturas de importância econômica que são a uva e a maça. É uma técnica limpa e moderna que não impacta no meio ambiente, no produtor e no consumidor, por isso é de extrema importância o que estamos assinando hoje”, ressalta Cargnin.

Segundo o diretor do DDV, é fundamental que sejam aprimoradas as estratégias de manejo da espécie do inseto porque visa a fomentar este trabalho de pesquisa no controle biológico da mosca-das-frutas que hoje é a principal praga da fruticultura em nível nacional. “Isso é um grande impedimento às exportações e tem demandando muito uso de agroquímicos. Nesse sentido, o desenvolvimento de medidas de controle biológico e integrado, possibilita um manejo mais eficiente e mais seguro para o consumidor. É uma iniciativa que vai trazer benefícios não só para viticultura, mas para a fruticultura em geral”, enfatiza Felicetti.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de Inimigos Naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas, as quais são consideradas tecnologias “limpas”, visto que não deixam resíduos nos frutos, não são tóxicas e possuem mínimo impacto negativo ao ambiente.

Paralelamente devem ser continuadas pesquisas buscando identificar moléculas que apresentem ação sobre adultos/larvas e novos semioquímicos tanto para o monitoramento como para uso em iscas tóxicas para controle de adultos.





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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país. Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10 (menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo.

Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado. 

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

No último sábado (14), a Petrobras reajustou o diesel A (vendido às distribuidoras) em R$ 0,38, indo a R$ 3,65 por litro. Os efeitos de alta na bomba ainda não foram medidos pela ANP.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), nesta quarta-feira, o óleo diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava sendo negociado a um preço 59% abaixo da paridade internacional (comparação com o preço global). 

Desde 2023, a Petrobras segue uma política de preços que não repassa imediatamente as oscilações para o consumidor interno.

Para a FUP, mesmo que se esforce para não subir preços de forma abusiva, a Petrobras, principal vendedora do combustível no país, “não tem alcance sobre o preço final ao consumidor”.

A FUP critica a privatização da então subsidiária BR Distribuidora, no governo passado, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras.

A compradora foi a Vibra Energia. A venda incluiu licença para a compradora manter a bandeira BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, enquanto a Petrobras busca proteger o país das oscilações internacionais, empresas privadas “repassam imediatamente qualquer alta ao consumidor”.

O dirigente sindical alerta para os efeitos em cadeia do aumento do diesel. “Quando o diesel sobe, não é só o combustível que encarece, mas também o transporte, os alimentos, a inflação. O aumento se espalha por toda a economia”, aponta.

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200. 





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Paraná reforça combate à gripe aviária no litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Paraná, com foco no Litoral do Estado. A operação começou na terça-feira (17), com reunião no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, em Pontal do Paraná, e segue até o dia 27 de março, abrangendo municípios da região.

Participam da operação servidores da Adapar e médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, iniciativa vinculada à Petrobras e executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná, no âmbito de exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A reunião inicial apresentou os objetivos e a metodologia de trabalho, com destaque para o caráter preventivo da ação. Segundo a agência, o estado registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências.

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, afirmou que “a manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”.

As atividades envolvem fiscalização de propriedades com criação de aves, além de orientações sobre prevenção da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e da Doença de Newcastle. As ações são conduzidas em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com foco também em educação sanitária para criadores de subsistência.

No primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias para identificação de sinais das enfermidades. Após a etapa inicial, as equipes definiram rotas de atuação para cumprimento do cronograma de vistorias.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, destacou a experiência em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, disse.

Segundo a agência, a manutenção do status sanitário é considerada estratégica para a economia e a saúde pública. O Paraná lidera a produção nacional de carne de frango e responde por mais de um terço do total produzido no país, o que reforça a importância das ações de prevenção e controle sanitário.





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Tirso Meirelles aponta que Brasil tem capacidade de elevar biodiesel para 25% sem dificuldade


Reprodução Canal Rural

Na estreia como comentarista do Canal Rural, no Rural Notícias desta quarta-feira (18), Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, chamou atenção para o cenário desafiador enfrentado pelo agro brasileiro, com alta nos fretes, encarecimento dos fertilizantes e pressão crescente sobre os custos de produção. Em debate com o comentarista Miguel Daoud, o especialista destacou a ausência de um planejamento de longo prazo para o país.

“É um momento muito difícil, muito complexo. Isso demonstra mais uma vez que o Brasil precisa de uma diplomacia comercial”, afirmou Meirelles. Segundo ele, os efeitos já são sentidos no campo, em meio ao fim da colheita da soja e ao plantio da safrinha.

O avanço dos fretes, somado ao aumento dos insumos, compromete a rentabilidade do produtor e gera efeitos inflacionários. “Trazer fertilizante mais caro eleva muito o custo de produção. E isso cria realmente um processo inflacionário no país”, disse.

Para Meirelles, as medidas adotadas pelo governo até agora têm alcance limitado. “O governo diminuiu seus impostos, mas isso ficou muito pouco”, avaliou. Ele defendeu como alternativa o aumento da mistura de biodiesel no diesel. “Nós temos condições de aumentar o biodiesel de 15% para 25% sem problema algum”, afirmou, destacando que a medida pode reduzir a dependência de importações.

O comentarista também mencionou falhas estruturais no setor energético. “Nós exportamos o óleo bruto e depois importamos ele refinado. O Brasil precisa aprender com as lições que ocorreram”, pontuou. Segundo ele, o avanço do B25 ajudaria a conter a inflação e aliviar os custos no campo.

Ao tratar da formação de preços, Meirelles destacou a limitação de controle. “O preço é livre. É a mesma coisa que segurar um rio, não tem jeito”, afirmou.

Durante o debate, Miguel Daoud alertou para os riscos de uma possível greve dos caminhoneiros. “A greve é um desastre para o país. Não prejudica A ou B, prejudica o Brasil”, disse. Ele lembrou ainda que o país enfrenta juros elevados, na casa de 15%, e dívida crescente.

Daoud também chamou atenção para distorções no mercado de fretes. “As grandes empresas contratam outras empresas, que muitas vezes terceirizam e acabam pressionando o caminhoneiro autônomo”, explicou.

Sobre o biodiesel, o analista apontou entraves regulatórios. “O governo alega que parte da frota não está preparada e que o biodiesel seria mais caro, o que não é verdade hoje”, afirmou. Ele também criticou a instabilidade nas regras. “Você muda a regra no meio do jogo. Que segurança tem?”

Meirelles voltou a defender uma estratégia de longo prazo para o país. “Falta um plano Brasil. Precisamos de segurança jurídica e previsibilidade para enfrentar problemas do mercado internacional e nacional”, disse.

A discussão também ganhou participação do público. Um telespectador questionou por que o Brasil ainda não amplia a mistura de biodiesel ao diesel, tema que já vinha sendo abordado no debate. A partir disso, Daoud explicou os argumentos do governo e fez contrapontos.

“O governo alega que o biodiesel seria mais caro, o que hoje não é verdade. Tem muita gente importando diesel puro, sem mistura, porque sai mais barato”, afirmou. Outro ponto levantado, segundo ele, é que parte da frota não estaria preparada para níveis mais elevados de biodiesel, o que exigiria estudos técnicos.

Daoud voltou a criticar a falta de previsibilidade no setor. “Já vimos a mistura cair de 15% para 10%. Que segurança isso traz?”, questionou.

Ao retomar o tema, Meirelles reforçou que o país precisa olhar para o futuro. “O que falta é um projeto de país, com visão de longo prazo”, afirmou, lembrando que o Brasil já discutia biocombustíveis desde a década de 1950, mas sem continuidade.

A discussão também foi refletida entre os produtores. Em enquete do Canal Rural, 71% afirmaram que a guerra no Oriente Médio já impactou o custo de produção, principalmente pelo aumento dos combustíveis. Outros 12% apontaram alta nos fertilizantes, enquanto 17% ainda não perceberam efeitos.

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Fórum reúne setor produtivo para debater inovação e expansão de mercados


Fórum
Foto: divulgação/Planeta Campo

A cidade de Chapecó, em Santa Catarina, recebeu, nesta quarta-feira, o Fórum Momento Agro: do Campo ao Mercado, reunindo lideranças, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os rumos do agronegócio brasileiro. O evento teve como foco temas como inovação, sustentabilidade e oportunidades de mercado.

O encontro foi realizado no Parque Científico e Tecnológico da Unochapecó, dentro da programação da Mercoagro, uma das principais feiras do setor na América Latina. Durante o fórum, foram debatidos assuntos estratégicos, como o acordo entre Mercosul e União Europeia e seus impactos para o Brasil.

Para Santa Catarina, maior produtor e exportador de suínos do país, o acesso ao mercado europeu é visto como uma oportunidade relevante.

“O bloco da União Europeia é um bloco que historicamente é difícil de entrar, tem muitas exigências, tem um mercado local forte também. Com a aplicação dessas cotas, redução de tarifas, é uma oportunidade muito interessante da gente acessar esse mercado que paga muito bem”, destaca o economista do Rabobank, Wagner Yanaguizawa.

Inovação e IA

A inovação, com o uso de inteligência artificial já é apontada como uma das principais ferramentas para a tomada de decisão e ganho de produtividade no campo. 

“Nós teremos mais eficiência nos processos e mais controle sobre eles desde a própria criação até a fabricação, o resultado do produto final na saída da indústria”, destaca o presidente da Associação Internacional de Inteligência Artificial, Fernando Gomes de Oliveira.

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Boi gordo mantém preços firmes com oferta restrita


altas nas temperaturas podem prejudicar a qualidade dos pastos brasileiros, boi gordo
Foto: Fernando Carvalho/arquivo Pessoal

O mercado físico do boi gordo segue sustentado pela restrição de oferta, com negociações pontuais acima da referência média em diversas praças do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse cenário tem sido o principal fator de suporte aos preços ao longo de março.

Os frigoríficos continuam enfrentando dificuldades para alongar as escalas de abate, que atendem, em média, entre cinco e sete dias úteis, indicando oferta enxuta de animais terminados. Além disso, o mercado apresenta volatilidade, influenciado por fatores externos como o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que impactam os contratos futuros do boi gordo na B3.

Os preços nas principais praças:

  • Em São Paulo, a média ficou em R$ 350,42
  • Em Goiás, a indicação foi de R$ 337,68
  • Em Minas Gerais, atingiu R$ 339,71
  • Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi cotada a R$ 337,95
  • Em Mato Grosso, a R$ 343,04.

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo do dia. O consumo interno ainda apresenta limitações para absorver novos reajustes da carne bovina, diante da maior competitividade de proteínas concorrentes. Mesmo assim, os preços seguem próximos das máximas históricas. O quarto dianteiro é cotado a R$ 20,50/kg, o quarto traseiro a R$ 27,00/kg e a ponta de agulha também a R$ 20,50/kg.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24, após oscilar entre R$ 5,18 e R$ 5,24 ao longo do dia.

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Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços


preço soja cotação - preços ao produtor agropecuário
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.

De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.

A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.

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Morre Lito Sarmento, ícone da criação do cavalo crioulo no Brasil


Lito Sarmento
Foto: divulgação/ABCCC

Morreu, nesta terça-feira (17), aos 92 anos, Lito Sarmento, um dos nomes mais emblemáticos da pecuária brasileira e da criação de cavalos Crioulos.

Manuel Rossell Sarmento, conhecido como Lito Sarmento, foi uma das figuras centrais na construção da história do cavalo crioulo no Brasil e teve atuação direta na formação de bases sólidas da criação no país.

Lito Sarmento foi patriarca da Estância São Francisco, tradicional criatório localizado no município de Bagé, no Rio Grande do Sul, Lito comandou um dos plantéis mais reconhecidos da raça, com mais de nove décadas de história.

Legado

Ele era filho de Belisário Sarmento, um dos 22 fundadores da ABCCC e responsável por introduzir a raça no Brasil. Foi na própria Estância São Francisco que ocorreu um dos marcos mais importantes da equinocultura nacional: o registro do primeiro exemplar crioulo no país, o RP 01, importado do Uruguai.

Entre as contribuições mais relevantes de Lito Sarmento está a idealização, ao lado de Bayard Bretanha Jacques, de uma das etapas mais exigentes da principal prova da raça.

Nos anos 1980, ambos criaram a seletiva que deu origem à tradicional etapa Bayard-Sarmento, hoje parte fundamental do Freio de Ouro, uma das competições mais importantes da equinocultura sul-americana.

Além disso, Lito integrou o grupo de jurados eméritos da ABCCC, reforçando sua atuação técnica e seu reconhecimento dentro do setor. Em 2018, Lito Sarmento teve seu nome eternizado na Parede da Fama do Cavalo Crioulo, espaço que homenageia personalidades fundamentais para o desenvolvimento da raça.

ABCCC

Com a notícia de que morre Lito Sarmento, a ABCCC decretou luto oficial de três dias em homenagem ao criador, destacando sua importância para a história da raça e do setor. A entidade manifestou solidariedade aos familiares e ressaltou o papel de Lito como um dos grandes responsáveis por preservar e fortalecer o Cavalo Crioulo no Brasil.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Em 2025, Bahia registra recordes no abate de bovinos e na produção de leite e ovos


Bahia registra recordes no número de bovinos abatidos e na produção de leite e ovos
Imagem: Reprodução

Em 2025, a pecuária baiana alcançou novos recordes de produtividade. Os números apontam que o estado teve o maior número de bovinos abatidos e a melhor marca na produção de leite nos 29 anos de série histórica do IBGE (iniciada em 1997).

Além disso, a produção de ovos bateu o recorde de 2024, tornando-se a mais expressiva em 25 anos de série (iniciada em 2001). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) e foram extraídos das Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária.

No ano passado, o abate bovino no estado teve um quarto crescimento consecutivo e chegou a 1.463.882 animais, 4,0% a mais do que o recorde anterior, que havia sido registrado em 2024 (+56.045 cabeças).

No Brasil, em 2025, o abate de bovinos registrou alta de 8,2% e chegou a 42,935 milhões de cabeças abatidas, 3,246 milhões a mais do que em 2024 e também o maior resultado na série histórica da pesquisa.

Leite

Também em 2025, a produção de leite cresceu pelo terceiro ano consecutivo, na Bahia. Foram adquiridos 614,434 milhões de litros pelos estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária no estado, 6,3% a mais do que em 2024 (mais 36,319 milhões de litros).

Com isso, o número de 2025 ultrapassou em 3,2% o recorde anterior, que havia sido registrado em 2021 (595,141 milhões de litros naquele ano).

No país como um todo, a produção de leite também registrou seu recorde na série histórica. Os laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária captaram 27,514 bilhões de litros em 2025, 8,5% mais do que em 2024 e 7,3% superior ao recorde anterior, que era do ano de 2020 (25,641 bilhões de litros).

A Bahia respondeu, em 2025, por 2,2% do leite adquirido no país. Reduziu um pouco sua participação frente aos 2,3% de 2024, mas manteve a 7ª posição entre os estados. Minas Gerais é líder histórico, com 23,9% do leite adquirido no Brasil.

Ovos

A produção baiana de ovos de galinha cresceu pelo sexto ano consecutivo, entre 2024 e 2025 (+5,0% ou mais 4,435 milhões de dúzias), ficando em 92,954 milhões de dúzias – também o maior quantitativo nos 25 anos de série histórica (desde 2001), quebrando o recorde do ano anterior.

A produção brasileira de ovos de galinha em 2025 foi de 4,953 bilhões de dúzias, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior.

O total da produção anual também é um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada, no país como um todo, em 1987.

Responsável por 25,2% do total, São Paulo liderou a produção de ovos de galinha no país, em 2025. A Bahia se manteve na 12ª colocação entre os estados, respondendo por 1,9% do total, mesma participação de 2024.


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