terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

News

Leilão de megaterminal no Porto de Santos é adiado para 2026 após impasse no TCU



O leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres em disputa no país, foi adiado para 2026 após novo impasse no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a modelagem da concessão. A suspensão ocorre depois de o ministro Augusto Nardes pedir mais tempo para analisar o processo, o que interrompe o julgamento até 8 de dezembro.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) defende que o certame seja estruturado em duas etapas, com restrições na fase inicial. Pela proposta, empresas que já operam no porto ficariam impedidas de participar da primeira rodada, medida que, segundo a agência, aumenta a competição e abre espaço para novos players no complexo santista.

Divergência entre ministros

No TCU, a divisão de posições ficou clara. Bruno Dantas e Walton Alencar votaram a favor da proposta da Antaq, reforçando o modelo em duas fases. Jorge Oliveira e o próprio Augusto Nardes já sinalizaram que devem seguir a mesma linha.

Na direção oposta, o relator Antônio Anastasia defendeu uma modelagem sem restrições. Ele ponderou, porém, que operadores já instalados no Porto de Santos só poderiam participar do leilão caso se desfizessem das áreas que atualmente controlam. Com o novo atraso, a licitação deve ocorrer apenas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026.

Impactos e expectativas do setor

Principal rota de escoamento das exportações brasileiras, o Porto de Santos desperta atenção direta do agronegócio. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, ampliar a concorrência é fundamental para o setor.

“Manter o sistema de licitação em duas etapas é muito positivo para oxigenar o mercado e atrair novos concorrentes”, afirmou. Segundo ele, a ABPA contratou parecer técnico para avaliar a viabilidade, a legitimidade e a legalidade da proposta defendida pela Antaq.

A mesma leitura é compartilhada por Edeon Vas Ferreira, integrante do movimento Pró-Logística de Mato Grosso. Para ele, somente a disputa entre terminais pode garantir tarifas mais competitivas e melhor qualidade de atendimento. “No momento em que tivermos concorrência, teremos preços melhores e serviços mais eficientes. É disso que precisamos em Santos”, disse.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra recorde na Argentina pode pressiona trigo no Brasil


De acordo com dados da Scot Consultoria, “a Argentina é o maior produtor de trigo da América do Sul” e, após a quebra da safra 2022/23, o país registrou recuperação. Para o ciclo 2025/26, cuja colheita começou em meados de outubro, a consultoria informou que há expectativa de recorde de produção. Segundo o levantamento, a projeção considera aumento da área semeada, condições climáticas favoráveis e produtividade maior, fatores que levaram a Bolsa de Cereais de Buenos Aires a estimar “uma safra histórica de 24,0 milhões de toneladas”. No ciclo 2024/25, a produção foi de 18,0 milhões de toneladas.

No Brasil, a colheita de trigo entrou na fase final, mas segue abaixo do ritmo histórico. Estados do Sul, como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enfrentaram precipitação elevada, granizo e vendavais em algumas regiões. Mesmo assim, a Scot Consultoria destacou que “a qualidade do trigo em colheita é considerada boa”. A safra nacional está estimada em 7,7 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação a 2024. Esse é o terceiro recuo consecutivo após o recorde de 10,5 milhões de toneladas em 2022.

A consultoria atribuiu a redução da produção à diminuição da área semeada, influenciada por problemas climáticos nos últimos anos no Sul e pela maior atratividade financeira de outras culturas de inverno. Em 2025, a estimativa é de retração de 20,1% na área plantada em comparação a 2024.

A Scot Consultoria questiona o impacto da safra argentina sobre o mercado brasileiro e afirma que a demanda total, somando consumo doméstico e exportações, “deverá ficar praticamente estável em 13,8 milhões de toneladas”. Com produção menor, a necessidade de importação permanece elevada, configurando a segunda maior desde 2019. Em 2024, a Argentina respondeu por 64,1% do custo das importações brasileiras de trigo. Em 2025, até outubro, essa participação subiu para 78,6%.

O relatório aponta que, com o dólar em queda em 2025 e com a boa produção na Argentina e no mercado global, “a cotação do trigo no mercado internacional caiu”, aproximando o preço do trigo brasileiro da paridade de importação e levando ao menor valor em doze meses.

Além do cenário argentino, a consultoria afirma que a expectativa global é de safra recorde em 2025/26 e de recuperação dos estoques. A colheita no hemisfério Norte está em andamento, com previsão de aumento de produção em União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Índia, o que contribui para um mercado internacional com cotações menos sustentadas.

A Scot Consultoria resume que a safra recorde na Argentina, o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de uma safra global elevada “deverá manter o mercado brasileiro frouxo no curto prazo”.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de carnes deve bater recorde em 2026


A produção de carne de frango em 2026 pode alcançar 15,86 milhões de toneladas, segundo projeções atualizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal afirmou que, se confirmado, o volume “representa um novo recorde na série histórica”, superando a estimativa de 15,5 milhões de toneladas para 2025. A Conab destacou que o bom desempenho da avicultura de corte, somado à suinocultura, influencia a produção total de carnes no país, estimada em 32,6 milhões de toneladas em 2026. O número corresponde a “uma ligeira alta de 0,4%” sobre a previsão para 2025 e também configura recorde.

A Conab informou que o resultado da produção de carne de frango neste ano permite ampliar a oferta interna, mesmo com a previsão de exportações de 5,2 milhões de toneladas, ante 5,15 milhões de toneladas embarcadas em 2024. A estatal lembrou que as vendas externas foram afetadas pelo caso de Influenza Aviária registrado em maio no Rio Grande do Sul, mas ressaltou que outros mercados “absorveram parte significativa da produção”. Ainda em novembro, a China declarou a retomada das compras do produto brasileiro.

Para 2026, a estatal projeta continuidade na expansão das exportações de carne de frango, que podem atingir 5,25 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, o aumento das vendas externas não deve limitar o mercado interno, cuja disponibilidade pode crescer 3,1%, passando de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões de toneladas em 2026. A Conab estimou que a disponibilidade per capita alcance 51,3 quilos por habitante.

A Conab também projeta cenário semelhante para a proteína suína. Em 2025, a produção deve somar 5,63 milhões de toneladas. Mesmo com a desaceleração das compras chinesas devido à recomposição do plantel após a Peste Suína Africana, a estatal afirmou que as exportações devem alcançar 1,48 milhão de toneladas. A disponibilidade interna está estimada em 4,16 milhões de toneladas, ante 4 milhões de toneladas em 2024.

Para 2026, a Conab espera alta de 4,5% na produção de carne suína, totalizando 5,88 milhões de toneladas. Esse crescimento pode permitir que os embarques cheguem a 1,6 milhão de toneladas sem reduzir o abastecimento interno, cuja oferta deve aumentar 3,2%, alcançando cerca de 4,3 milhões de toneladas.

No segmento de carne bovina, a produção prevista para 2025 é de 11,38 milhões de toneladas. As exportações devem chegar a 4,21 milhões de toneladas, o maior volume já registrado, segundo a Conab. A estatal afirmou que o bom ritmo ocorre mesmo após as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, retiradas em meados de novembro, e é impulsionado pela demanda chinesa, responsável por 53,7% dos embarques.

Para 2026, a Conab projeta uma reversão no ciclo pecuário, o que pode resultar em produção de 10,89 milhões de toneladas devido à maior retenção de fêmeas. A demanda internacional deve permanecer aquecida e as exportações devem se manter próximas da estabilidade, em torno de 4,25 milhões de toneladas. A oferta interna, porém, pode recuar para 6,67 milhões de toneladas.

No caso da produção de ovos, a Conab projeta novo recorde em 2026, estimado em 50,3 bilhões de unidades. O volume representa alta de 2,6% em relação à previsão para 2025, de 49 bilhões de unidades, mantendo a tendência de aumento da disponibilidade interna.





Source link

News

Juros curtos elevados pressionam Ibovespa enquanto dólar sobe


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a liquidez global foi reduzida pelo feriado de Ação de Graças, com mercados à espera da possível nomeação de Kevin Hassett ao Fed e o BCE mantendo espaço para cortes de juros.

No Brasil, falas duras de Galípolo elevaram juros curtos e pressionaram o Ibovespa, que fechou em 158 mil pontos. O dólar subiu a R$ 5,35. Hoje, atenção à PNAD, CPI alemão e PMIs da China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

News

Semana finaliza com frente fria e pancadas fortes de chuva



Uma nova frente fria intensifica o tempo no Sul do país, enquanto parte do Sudeste convive com risco de temporais. Confira a previsão para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Uma frente fria acompanhada de um fraco ciclone extratropical chega ao Rio Grande do Sul. As pancadas de chuva devem se concentrar em áreas do litoral, metade leste gaúcha, além da região metropolitana de Porto Alegre. As instabilidades também atuam pelo litoral e leste de Santa Catarina e do Paraná, provocando pancadas de chuva moderadas, podendo ser mais fortes em alguns pontos. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região.

Sudeste

As instabilidades voltam a ocorrer pelo norte, interior, sul, leste e zona da mata de Minas Gerais, além do norte, nordeste e leste paulista devido à presença de calor, umidade e perturbações na atmosfera. No norte mineiro, há chance de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. No Rio de Janeiro e Espírito Santo a chuva só deve ganhar força no sábado (29).

Centro-Oeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo em boa parte de Mato Grosso, além do norte e oeste de Goiás, e se espalham ao longo do dia. A partir do início da tarde, novas instabilidades avançam pelo oeste e norte de Mato Grosso do Sul, com chance de pancadas moderadas devido à circulação de umidade vindo da região norte e algumas perturbações na atmosfera local. No restante do território sul-mato-grossense e no sul e sudeste goiano, o tempo segue mais firme e a umidade relativa do ar deve ficar mais baixa. As temperaturas continuam elevadas na região.

Nordeste

As instabilidades seguem ocorrendo na metade sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste e sul da Bahia, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em algumas áreas. No restante da região, o dia segue com tempo mais firme, o sol predomina e as temperaturas permanecem elevadas.

Norte

Em grande parte do Amazonas, as pancadas de chuva continuam ocorrendo de maneira moderada a forte, com chance de temporais pelo interior do estado. No centro-sul e oeste do Pará, além do Tocantins, as instabilidades persistem e ganham força em algumas áreas, incluindo Rondônia. Já em áreas do norte e nordeste do Pará e no sul do Amapá, o tempo deve seguir mais aberto ao longo do dia.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil discute biopesticidas em missão na Coreia



Brasil e Coreia do Sul fortalecem parceria para inovação em defensivos biológicos



Foto: Pixabay

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou nesta terça-feira (25) de uma reunião técnica com o diretor da Rural Development Administration (RDA), Seungdon Lee, para avançar em ações de cooperação bilateral relacionadas ao desenvolvimento de biopesticidas. O encontro ocorreu durante a missão brasileira na Coreia do Sul, voltada à inovação e à troca de informações técnicas.

Na reunião, Goulart afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no uso de produtos biológicos, mas ressaltou que “ainda não há bioherbicidas disponíveis comercialmente no mundo”, segmento que corresponde a grande parte da aplicação de defensivos no país. Segundo ele, a parceria com a Coreia poderá impulsionar avanços em etapas regulatórias e tecnológicas. “Queremos aproveitar a cooperação técnica para trabalhar com rigor, agilidade e previsibilidade. Temos sistemas diferentes avaliando o mesmo objeto, e isso abre espaço para alinhamento de procedimentos e compartilhamento de experiências”, disse.

Seungdon Lee destacou que a Coreia tem interesse em fortalecer a cooperação científica e regulatória, indicando que a consolidação dessa agenda depende de encontros frequentes. Ele afirmou que os biológicos devem assumir papel central nos próximos anos, semelhante ao que os químicos tiveram anteriormente, e apontou vantagens complementares entre Brasil e Coreia do Sul que podem favorecer avanços conjuntos. “Temos o mesmo ponto de vista e estamos prontos para transformar planejamento em ação. Nossas equipes estão motivadas para gerar resultados concretos, principalmente no desenvolvimento de defensivos biológicos, e vemos grande potencial de cooperação com a Embrapa, o Mapa e a Anvisa”, afirmou.

A missão também permitiu que a equipe brasileira conhecesse tecnologias avançadas, capacidades laboratoriais e projetos relacionados a melhoramento vegetal, biodiversidade e fenotipagem.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ampliação da isenção do IR beneficiará 15 milhões de brasileiros



Nova lei do IR amplia isenção, reduz desigualdade e beneficia milhões de brasileiros



Foto: Canva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que isenta do pagamento de Imposto de Renda os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e define descontos para quem ganha até R$ 7.350. De acordo com estimativas do governo, a mudança deve alcançar aproximadamente 15 milhões de contribuintes. As informações foram divulgadas pela Agência Câmara Notícias.

A nova legislação também estabelece uma tributação progressiva, que pode chegar a 10%, para cerca de 140 mil contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil. Ao comentar a medida, Lula afirmou que a aprovação representa um avanço na busca por equilíbrio fiscal e por um sistema mais igualitário. “Não pode continuar um mundo desigual como nós temos hoje. Aqueles que estão lá na miséria e são olhados como invisíveis não estão invisíveis porque eles querem. Eles estão invisíveis porque a elite brasileira quis que eles fossem invisíveis ao longo de 520 anos”, declarou.

Segundo o governo, a sanção faz parte de um conjunto de ações voltadas à redução das desigualdades e à revisão das faixas de tributação da renda.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Anomalia radicular levanta debate no campo



As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule


As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule
As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule – Foto: Divulgação

Um sintoma incomum identificado em lavouras de milho da safrinha 2025 chamou a atenção de pesquisadores e técnicos de campo. Em área cultivada após soja, no interior de São Paulo, foram observadas raízes adventícias com formação semelhante a um perfilhamento, comportamento que não costuma aparecer em plantas sadias. O registro foi feito em uma lavoura semeada no início de março, destacando um exemplo prático de alterações inesperadas no desenvolvimento radicular.

As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule, normalmente a partir do estádio V10, contribuindo para a estabilidade da planta e para a absorção de água e nutrientes próximos à superfície do solo. A ocorrência de um perfilhamento nesse tipo de raiz não aparece em referências técnicas e, segundo o pesquisador da Fundação ABC Mauricio Mega Celano, não há relatos semelhantes disponíveis na literatura ou mesmo na internet que apresentem esse tipo de anomalia.

A interpretação do fenômeno permanece em aberto, já que múltiplos fatores podem interagir e provocar respostas fisiológicas atípicas. Entre as hipóteses levantadas, uma das mais prováveis envolve efeito residual de herbicidas usados na soja, especialmente inibidores de ALS como diclosulam, cloransulam e imazetapyr. Esses produtos, empregados no controle de plantas daninhas de difícil manejo, podem interferir no milho cultivado em sucessão quando há excesso ou desrespeito ao período de persistência no solo.

O caso reforça a importância de atenção contínua no campo e evidencia como práticas de manejo podem influenciar a estrutura radicular do milho em sistemas pós-soja. A observação, segundo Celano, destaca que ainda há muito a aprender a partir das ocorrências reais nas lavouras. Fonte: Mauricio Mega Celano, pesquisador da Fundação ABC.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Edição genética reforça defesa natural de plantas



Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos


Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas
Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas – Foto: Pixabay

A recuperação de mecanismos naturais de defesa em plantas por meio da edição genética vem ganhando espaço como alternativa para reduzir perdas causadas por pragas agrícolas. A técnica possibilita resgatar proteínas inibidoras da alfa-amilase, características de variedades silvestres e capazes de tornar o amido praticamente indigerível para insetos que atacam sementes e grãos, sem alterar a digestibilidade para humanos e animais. A estratégia busca reforçar a proteção de cultivos amplamente consumidos, como milho e leguminosas, especialmente vulneráveis a besouros e outras espécies que degradam o amido.

Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas e destaca o potencial da edição genética para ampliar a produção desses inibidores. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Genômica para o Cambio Climático, reúne resultados sobre a prospecção de genes envolvidos na síntese dos inibidores, a avaliação da ação dessas moléculas em insetos alvo e não alvo e o desenvolvimento de plantas transgênicas capazes de superexpressá-las. Também menciona progressos na proteção de propriedade intelectual associados a essas descobertas.

Apesar dos resultados, o uso de transgênese clássica enfrenta entraves econômicos e regulatórios, além de uma aceitação limitada no mercado. A edição genética surge como alternativa ao permitir modificar genes da própria planta, o que pode levar à criação de variedades que não se enquadram como transgênicas segundo critérios da CTNBio. Isso reduz custos e amplia o interesse da agroindústria. Os autores ressaltam que ferramentas como CRISPR permitem ajustes precisos para reforçar a defesa contra insetos sem comprometer a segurança alimentar.

 





Source link

News

Governo quer regulamentar mercado de carbono até fim de 2026



Até dezembro de 2026, o governo pretende publicar todas as normas infralegais necessárias para a adoção do mercado regulado de carbono no país, disse nesta quinta-feira (27) a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis.

Criada em outubro deste ano, a secretaria será responsável por estruturar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), previsto para entrar em operação em 2030.

A secretária disse que o mercado de carbono tem potencial para gerar oportunidades econômicas, renda e redução de desigualdades, mas lembrou que não se trata de uma “bala de prata” para enfrentar a crise climática.

“Essa jornada é de quase três anos no governo atual, mas é também de muitos anos de espera pela aprovação da lei do mercado regulado”, afirmou.

Segundo ela, o trabalho envolve todo um ecossistema, incluindo setor público, empresas, setor financeiro, comunidades tradicionais e povos indígenas.

Cristina Reis disse que a nova estrutura tem caráter extraordinário, com começo, meio e fim, até que o governo institua um órgão gestor permanente. De acordo com projeções citadas por ela, o mercado de carbono pode elevar o crescimento adicional da economia em quase 6% até 2040 e 8,5% até 2050.

Segundo estimativas do Banco Mundial, as emissões de gás carbônico dos setores regulados poderiam cair 21% até 2040 e 27% até 2050. O preço da tonelada de carbono pode chegar a US$ 30 por tonelada, avançando para US$ 60 numa segunda fase.

Análise de impacto regulatório

A subsecretária de Regulação e Metodologias da nova secretaria, Ana Paula Machado, informou que o governo conduz estudos e uma análise de impacto regulatório com foco em ampliar o escopo do mercado e aumentar sua eficiência.

Segundo ela, o Ministério da Fazenda pretende preparar a economia brasileira para um cenário internacional em que a precificação de carbono seja considerada irreversível.

“Um país como o Brasil precisa estar equipado para monitorar emissões, precificar o carbono no processo produtivo e se inserir de forma competitiva no cenário internacional”, disse.

Para ela, o Estado deve estar preparado para apoiar os agentes econômicos na transição para uma economia de baixo carbono.

Janela de oportunidade

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono aproveita uma “janela de oportunidade” aberta com a reforma tributária.

Ele explicou que o órgão integrará a estratégia do governo para fortalecer o Plano de Transformação Ecológica e modernizar instrumentos de financiamento, como o Fundo Clima.

Durigan destacou que o governo segue uma programação contínua desde 2023 para avançar na agenda de descarbonização.

“A nova secretaria é um passo concreto e fundamental para que a gente estruture o mercado de carbono regulado no Brasil. Este é o primeiro passo de anos de trabalho”, afirmou.

A Fazenda avalia que a regulamentação do mercado de carbono deve estimular investimentos em atividades de baixo carbono, contribuir para a competitividade da indústria e apoiar a transição ecológica do país.



Source link