domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

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Posição de rebanho bovino nos EUA, na Austrália, Argentina e UE coloca Brasil em destaque


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O ano de 2025 é histórico para a bovinocultura de corte brasileira. Trata-se do ápice dos investimentos realizados no setor, que resultaram em um impressionante salto de produtividade. O Brasil alicerçou sua pecuária de alta performance em dois pilares centrais: precocidade e biosseguridade.

O terceiro pilar está em formação: a rastreabilidade. Trata-se de uma demanda de mercados mais exigentes, como a União Europeia. O trabalho para que todo o rebanho bovino brasileiro seja rastreado é árduo e esbarra em questões culturais. No entanto, o status de país livre de febre aftosa sem vacinação — também fruto de um esforço significativo — foi conquistado em 2025.

A partir do momento em que a rastreabilidade for plenamente alcançada, o Brasil deixará de ser apenas um fornecedor de volume e passará a contar com um selo adicional de qualidade, ampliando a perspectiva de exportação de cortes de maior valor agregado. É interessante observar como as exigências da demanda global moldaram os meios de produção no Brasil. A demanda chinesa exigiu precocidade, e pecuaristas e indústria passaram a entregá-la, o que resultou também em um encurtamento do ciclo pecuário no país.

Os investimentos realizados no Brasil maturaram e tornaram a pecuária de corte muito mais competitiva em comparação à década passada. Essa maturidade também se reflete nas estratégias de comercialização, cada vez mais sofisticadas, oferecendo previsibilidade e boas margens setoriais.

Pecuaristas focados em recria e engorda têm conseguido obter bons ganhos nos últimos dois anos. A combinação de custos baixos com a expansão da produção brasileira de carne bovina, em um ambiente pautado por uma moeda relativamente enfraquecida, ofereceu inúmeras oportunidades ao produto brasileiro no mercado internacional.

O momento se torna ainda mais oportuno ao se avaliar a posição dos rebanhos bovinos em nossos principais concorrentes e também em nosso principal mercado consumidor, a China.

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Foto: Divulgação Safras & Mercado

Mesmo em um ano que tende a ser marcado por menor produção de carne bovina no Brasil, em função do processo de inversão do ciclo pecuário, as oportunidades seguirão presentes. A seguir, o cenário para cada um dos mercados relevantes para a carne bovina:

  • Estados Unidos: o lento processo de recuperação dos rebanhos terá início em 2026. Ainda assim, a expectativa inicial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de produção menor na próxima temporada, tornando inevitável o aumento das importações. Nesse contexto, o produto brasileiro deverá ocupar papel relevante no abastecimento norte-
    americano em 2026;
  • União Europeia: o quadro produtivo segue delicado, em mais um ano de encolhimento do rebanho. Apesar dos ruídos e do firme posicionamento francês contra a assinatura do acordo União Europeia–Mercosul, o continente europeu necessita da carne bovina da América do Sul, especialmente do Brasil, para atender suas necessidades de consumo;
  • China: este mercado é o ator central na formação de tendências para as exportações globais de carne bovina. O ano de 2026 deve marcar um importante encolhimento do rebanho bovino chinês e, por consequência, uma menor produção de carne. As estimativas do USDA corroboram o posicionamento do setor produtivo local, que alega impossibilidade de competir com o produto importado, especialmente o brasileiro. As investigações de salvaguarda seguem em andamento e, caso sejam impostas cotas muito restritivas, a dinâmica das exportações globais poderá mudar significativamente. Em uma análise ainda incipiente, a China pode deixar de ser um mercado de volume e se tornar um mercado de qualidade, exigindo atenção redobrada do Brasil;
  • Argentina: observa-se um lento processo de recuperação dos rebanhos. O país deve apresentar avanços em seus embarques, figurando como uma alternativa relevante no fornecimento de cortes do traseiro bovino para os Estados Unidos e a União Europeia;
  • Austrália: o país se consolida como o segundo maior exportador global de carne bovina. Mesmo com um rebanho menor, os australianos produzem com elevada eficiência. A expectativa para 2026 é de volumes de produção e exportação muito próximos aos registrados em 2025. Trata-se de um exportador que prioriza qualidade, com embarques de cortes de maior valor agregado.

Quando se trata de volume, o Brasil segue insuperável. O processo de encolhimento dos rebanhos ao redor do mundo coloca o país em posição de destaque. Fica o alerta para a decisão chinesa em torno das salvaguardas no próximo dia 26. Nesse sentido, a busca por novos mercados segue imprescindível para mitigar os efeitos de uma eventual mudança de postura da China no mercado global.

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Foto: Divulgação Safras & Mercado

A expectativa geral é que o Brasil continue estabelecendo novos recordes de exportação na segunda metade da década, apostando em novas tecnologias — manejo, genética e gestão —, resultando em aumentos de produção em áreas cada vez menores.

O contexto global é amplamente favorável ao Brasil. O setor trabalha de forma consistente para atender às exigências de mercados relevantes e conviver com receitas de exportação cada vez mais robustas. Esse cenário se traduz em avanços nas margens de pecuaristas e indústrias. Resta, contudo, o fortalecimento do mercado doméstico, que ao longo da década se consolidou como o calcanhar de Aquiles do setor.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


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Chuvas de até 100 mm em cinco dias elevam riscos de transtornos e calor acima de 35°C preocupa


A previsão do tempo para as regiões produtoras de soja indica um cenário de contrastes nos próximos dias. Chuvas volumosas devem atingir o Rio Grande do Sul, o oeste de Mato Grosso e Rondônia, com acumulados que podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias, elevando o risco de transtornos pontuais nas lavouras.

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No Matopiba, a chuva aparece de forma mais regular, com volumes entre 20 e 40 milímetros no período, favorecendo o desenvolvimento da oleaginosa. Já em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia, a combinação de calor intenso e precipitações mal distribuídas acende o alerta, já que as temperaturas máximas podem superar os 35 graus, aumentando o estresse hídrico das plantas.

No noroeste do Rio Grande do Sul, a atenção se volta para a possibilidade de eventos severos, com risco de queda de granizo e rajadas de vento intensas entre segunda e quarta-feira. No Sudeste, as chuvas até avançam, mas de forma típica de verão, com pancadas isoladas e distribuição irregular, o que mantém o padrão de tempo mais quente e seco ao longo da semana.

Tempo no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, os maiores volumes se concentram no norte de Goiás, enquanto a faixa leste de Mato Grosso deve registrar acumulados entre 30 e 40 milímetros em cinco dias. No Nordeste, as chuvas permanecem concentradas no Tocantins, Maranhão e oeste do Piauí, enquanto o oeste da Bahia tende a enfrentar uma semana mais quente e seca.

Norte

Na Região Norte, o cenário é mais favorável, com chuvas melhor distribuídas e volumes médios em torno de 50 milímetros, podendo superar os 100 milímetros em pontos de Rondônia. Para a próxima semana, especialmente na virada do ano, a tendência é de retorno das chuvas em áreas do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e sul de Goiás, com acumulados próximos de 50 milímetros em cinco dias.

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Fiscalização apreende 2 toneladas de pescado e aplica mais de R$ 122 mil em multas


Pescado; pesca ilegal
Foto: divulgação/Ibama

A Operação Tuna, realizada este mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), combateu infrações ambientais relacionadas à pesca de atuns e espécies afins, com foco no aproveitamento ilegal de espécies ameaçadas de extinção capturadas incidentalmente na pescaria, no Rio Grande do Norte.

Dentre as espécies ameaçadas pelas atividades ilegais estão o agulhão-branco, o agulhão-negro, o atum-azul, 36 espécies de tubarões, além de aves e tartarugas marinhas, abrangendo um total de 52 espécies atingidas pela captura de atuns.

Segundo dados do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), cerca de 1.950 embarcações pesqueiras possuem autorização para pescar atuns na região Nordeste. Nesse contexto, a operação do Ibama fiscalizou embarcações, indústrias pesqueiras e comércio atacadista e varejista de pescados, além de estaleiros no litoral norte do estado.

As apreensões totalizam até o momento 2,32 toneladas de pescado, com multas que ultrapassam R$ 122 mil, no total.

Algumas das principais infrações constatadas são o aproveitamento de espécies ameaçadas de extinção sem uso permitido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, como o agulhão negro e o atum azul, e o comércio de atum sem origem comprovada. Todo o pescado apreendido foi doado para entidades beneficentes, militares e hospitalares.

Também foram localizados estaleiros construindo embarcações de pesca sem licença ambiental e sem Permissão Prévia de Pesca (PPP), os quais foram multados e suas atividades foram suspensas.

Outras violações

Outras infrações foram identificadas durante a Operação Tuna, como venda de ova de curimatã, espécie protegida em período de piracema, venda de estrelas-do-mar e corais sem autorização do órgão ambiental competente e comércio de lagosta em período de defeso.

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AgRural projeta nova estimativa para a safra de soja no Brasil e eleva produção


grãos de soja
Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 foi revisada para 180,4 milhões de toneladas, segundo a consultoria AgRural, impulsionada pela melhora das condições climáticas desde o fim de novembro. O volume supera a estimativa de 178,5 milhões divulgada em novembro e o resultado da safra passada, de 171,5 milhões de toneladas, considerando uma área plantada de 49,1 milhões de hectares e produtividade média de 61,2 sacas por hectare.

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Apesar do cenário mais favorável, a consultoria alerta que a consolidação dessa projeção ainda depende da regularidade das chuvas até o início de março, período decisivo para o enchimento de grãos nas principais regiões produtoras.

Colheita de soja pontual

A colheita de soja já começou de forma pontual em áreas do Paraná e de Mato Grosso, mas ainda em ritmo lento. A expectativa é de que esses estados sigam colhendo nos próximos dias, porém um avanço mais consistente dos trabalhos de campo deve ocorrer apenas ao longo de janeiro, desde que as condições climáticas permitam a entrada das máquinas e garantam boa umidade do solo.

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Conab anuncia R$ 4 milhões para compra de pêssego de produtores gaúchos


pêssegos
Foto: Embrapa

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na manhã desta segunda-feira (22), o investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de 890 mil litros de suco integral de pêssego, o que equivale a 1,16 mil toneladas da fruta in natura.

A iniciativa tem como foco principal a região sul do Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional da fruta e atualmente afetada por dificuldades na comercialização da safra e pela concorrência com o pêssego argentino após a desvalorização do peso.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião onde foram debatidas ações emergenciais e estruturantes do governo federal voltadas ao fortalecimento do setor.

De acordo com Pretto, a medida tem como objetivo mitigar os impactos da crise enfrentada na atual safra, assegurando alternativas de escoamento da produção e contribuindo para a manutenção da renda no campo.

Distribuição do suco de pêssego

A negociação inicial aponta para a compra de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, os quais, no próximo ano, serão fracionados e envasados em embalagens menores, de até 1 litro, a serem distribuídas para escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente os localizados na região.

No entanto, o formato final ainda está sendo construído em diálogo com as organizações da agricultura familiar da região interessadas em participar da operação.

A expectativa é que, por meio dessa iniciativa, a Conab consiga atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, mediante a mobilização das entidades fornecedoras da fruta na região de Pelotas.

Atualmente, o preço de referência do quilograma do pêssego para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Rio Grande do Sul, está entre R$ 1,85 e R$ 2,10. Entretanto, a estatal estabeleceu que pagará o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos que serão destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Segundo o vice-presidente da Associação dos Produtores de Pêssego da Região de Pelotas, Celmar Schafer Raffi, a iniciativa tomada pela Conab é muito boa não só pelo socorro emergencial, mas também porque ajuda na expansão do mercado consumidor da fruta.

“Essa é uma medida muito importante, não só pelos recursos que serão usados para comprar nossa produção, mas também pela divulgação que essa inserção do suco de pêssego na merenda escolar vai proporcionar para o nosso produto em vários lugares que não conhecem o nosso suco de pêssego e não têm o hábito de consumi-lo. Então, essa ação é ótima em vários sentidos, e espero que, no futuro, a gente consiga aumentar o nosso mercado consumidor para comercializar essa grande safra que temos aqui na região”, complementou.

Como participar

A aquisição do produto será realizada por meio da modalidade Compra Direta (CD), no âmbito do PAA. Para participar, as organizações de produtores precisam se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), para que possam enviar as suas propostas com a quantidade do produto a ser ofertada.

O limite individual por produtor será de até R$ 15 mil. Outros detalhes operacionais da compra serão divulgados pela Conab e pelo MDS nos próximos dias.

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Preço do leite cai pelo sétimo mês seguido em outubro, aponta Cepea


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Foto: Freepik

O mercado de leite manteve, em outubro, a trajetória de queda nos preços pagos ao produtor, ampliando a pressão sobre as margens da atividade. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o cenário segue marcado por oferta elevada e demanda enfraquecida ao longo da cadeia.

Na Média Brasil, o preço do leite ao produtor fechou outubro em R$ 2,2996 por litro. O valor representa recuo de 5,9% em relação a setembro e de 21,7% na comparação anual, em termos reais, com deflacionamento pelo IPCA de outubro de 2025. Esta foi a sétima queda mensal consecutiva nas cotações no campo.

No acumulado de 2025, a desvalorização real já chega a 14,1%. Segundo o Cepea, o excesso de oferta segue como o principal fator de pressão, sustentando a avaliação de agentes de mercado de que o movimento de baixa pode persistir até o fim do ano.

Derivados ampliam sequência de quedas

Os preços dos derivados lácteos também recuaram em novembro, conforme levantamento do Cepea realizado com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Este foi o terceiro mês consecutivo de desvalorização no segmento.

De acordo com os pesquisadores, a queda está associada ao aumento da captação de leite pelas indústrias e ao enfraquecimento da demanda no mercado interno. Esse cenário reduz o poder de negociação da cadeia e limita repasses de preços, com reflexos diretos sobre o valor da matéria-prima.

Comércio exterior reduz déficit em novembro

No comércio internacional, os dados de novembro indicam melhora no saldo do setor. As importações de lácteos caíram 14,9% em relação a outubro, totalizando 182,98 milhões de litros em equivalente leite (Eql).

As exportações, por outro lado, cresceram 8,57% no mesmo período, somando 4,94 milhões de litros Eql. Na comparação com novembro de 2024, as importações recuaram 12,69%, enquanto as exportações avançaram 1,25%, contribuindo para a redução do déficit comercial.

Custos sobem apesar da queda na ração

O mês de novembro voltou a registrar alta no Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira, com avanço médio de 0,22% na Média Brasil. Mesmo com nova retração no preço da ração, outros grupos de insumos apresentaram aumento.

Entre as praças acompanhadas pelo Cepea, houve elevação dos custos na Bahia (0,08%), Goiás (0,67%), Minas Gerais (0,26%), Paraná (0,07%) e Rio Grande do Sul (0,92%). Já Santa Catarina (-0,07%) e São Paulo (-0,67%) registraram queda no período.

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Azeite registra queda de preços pelo décimo mês consecutivo


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Foto: Freepik

O azeite, item presente nas ceias de Natal e Réveillon, encerra 2025 em trajetória consistente de redução de preços ao consumidor, com dez meses consecutivos de queda.

O movimento foi acompanhado ao longo do ano pelo Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Em novembro, o preço do azeite recuou em 0,37%. No acumulado de 2025, a queda chega a 22,69%. Já nos últimos 12 meses, a deflação é ainda mais expressiva, alcançando 23,32%.

“Esse comportamento vem sendo observado há dez meses consecutivos, principalmente em função da retomada da produção europeia e da isenção da alíquota de 9% sobre a importação do produto, adotada pelo governo federal”, afirma o economista-chefe da Apas, Felipe Queiroz.

Segundo ele, a expressiva redução dos preços do azeite tem colaborado para aliviar a pressão inflacionária no grupo de óleos. Em novembro, o grupo registrou alta de 2,63%, mas acumula queda de 4,23% no acumulado do ano e redução de 1,01% em 12 meses.

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Arrecadação federal bate recorde de R$ 226,75 bilhões em novembro


Foto: José Cruz/Agência Brasil.
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José Cruz/Agência Brasil.

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de novembro, alcançando R$ 226,75 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal. 

Em comparação com novembro de 2024, o resultado representa aumento real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a novembro. No período, a arrecadação alcançou R$ 2,59 trilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 3,25%.

Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros. Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.

Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 214,39 bilhões, representando acréscimo real de 1,06%. No acumulado do ano, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 2,47 trilhões, alta real de 3,9%.

No acumulado de janeiro a novembro, a base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025.

Em 2024, houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu em 2025. A lei que muda o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023.

Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. De janeiro a novembro de 2024, o recolhimento extra foi R$ 4 bilhões, enquanto no acumulado deste ano chegou a R$ 3 bilhões.

“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,51% na arrecadação do período de janeiro a novembro de 2024”, informou a Receita Federal.

Destaques no ano

Os resultados foram influenciados positivamente por algumas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços; pela elevação do IOF; o bom desempenho da arrecadação previdenciária, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial; e a alta da arrecadação do PIS/Cofins em função do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets).

O IOF somou R$ 77,55 bilhões de janeiro a novembro de 2025, alta de 19,88% na comparação com o mesmo período do ano passado.            

“A arrecadação do período pode ser justificada, principalmente, pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita.

Em junho deste ano, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente.

No acumulado do ano, houve crescimento real de 11,01% da arrecadação dos tributos incidentes sobre o comércio exterior e de 15,39% sobre rendimentos de residentes no exterior. Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.

Outro destaque apontado pela Receita foi o PIS/Cofins, com a arrecadação chegando a R$ 528,85 bilhões no acumulado de janeiro a novembro, alta de 2,79% em relação ao mesmo período de 2024, influenciado pela regulamentação das bets, que passou a valer em 2025.

Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 14.000%, passando de R$ 62 milhões para R$ 8,82 bilhões no acumulado do ano.

Apesar do recorde nos onze primeiros meses do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho da atividade econômica. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de 1,44%, enquanto o IPI aumentou apenas 0,57%, diante da atividade industrial praticamente estável.

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AgroNewsPolítica & Agro

Nota Fiscal Eletrônica obrigatória para rurais de SC em 2026


O Sistema Faesc/Senar alerta aos produtores rurais de Santa Catarina que a partir de 5 de janeiro de 2026, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais, sem exceção. A medida encerra de vez a possibilidade de uso da Nota Fiscal modelo 4 em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento anual inferior a R$ 360 mil, conforme a legislação vigente até então.

De acordo com o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Gava, a mudança exige atenção especial do produtor rural, já que aqueles que se enquadravam nessa faixa de faturamento também deverão, obrigatoriamente, migrar para o sistema eletrônico a partir da nova data. Ele destaca que o cumprimento dessa exigência será o principal dever do produtor rural no próximo ano.

Paralelamente à obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica, o setor rural também será impactado pela Reforma Tributária, instituída pela Lei Complementar nº 214. Nesse primeiro momento, no entanto, a principal preocupação do produtor deve ser justamente a adequação à emissão da Nota Eletrônica, que passa a ser uma determinação legal.

Um ponto considerado fundamental pelo Sistema Faesc/Senar é que o produtor rural que utiliza o sistema de emissão de notas da Secretaria de Estado da Fazenda ou o Aplicativo NFF – Nota Fiscal Fácil não precisará se preocupar com ajustes adicionais. Esses sistemas já estão preparados para atender às novas regras da reforma tributária.

Entre as alterações previstas a partir de 2026 está a identificação de dois novos campos de impostos na Nota Fiscal Eletrônica: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse primeiro ano, o destaque desses tributos terá caráter apenas informativo, sem impacto imediato na cobrança. Todo o tratamento dessas informações será feito automaticamente pelo próprio sistema, sem necessidade de ação adicional por parte do produtor.

A atenção maior deve recair sobre os produtores que utilizam sistemas próprios de emissão de Notas Fiscais. Nesses casos, a orientação é que verifiquem junto às empresas fornecedoras de software se os sistemas já estão adequados às novas exigências legais e tributárias.

O Sistema Faesc/Senar também ressalta que a Reforma Tributária sobre o Consumo terá um longo período de transição, que se inicia em 2026 e segue até 2032. Serão sete anos em que o produtor rural precisará avaliar, com planejamento e gestão, questões relacionadas ao seu enquadramento tributário, incluindo a decisão sobre atuar como contribuinte ou não contribuinte do novo regime.

Com a promulgação da Lei Complementar nº 214/2025, que trata da Reforma Tributária, todos os produtores rurais passam a estar contemplados nesse novo regime. A implantação ocorrerá de forma gradual: em 2026, em caráter de teste, e a partir de 2027 de forma definitiva, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os tributos PIS/COFINS, conforme a LC 214/2025. Além da CBS, a legislação criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, conforme cronograma de implantação previsto para o período de 2029 a 2033.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que, embora a Reforma Tributária aprovada não corresponda integralmente às expectativas do agronegócio, representa um avanço significativo diante dos complexos desafios técnicos e políticos enfrentados nos últimos anos. “É importante ressaltar o trabalho conjunto do Sistema CNA/Senar, do IPA e da FPA, com o apoio das federações de agricultura e pecuária, que permitiu grandes avanços e o alinhamento da nossa legislação a modelos internacionais que também adotam o IVA. A medida tende a tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente. Seguiremos empenhados para que o agronegócio continue crescendo e mantendo sua competitividade. ”

Por fim, o Sistema Faesc/Senar reforça que o produtor rural está inserido no contexto da Reforma Tributária e que seu papel, neste momento, é estar regularizado com a emissão da Nota Fiscal Eletrônica a partir de 5 de janeiro de 2026. Para quem já utiliza o sistema eletrônico, o processo segue normalmente. O maior desafio está justamente entre aqueles que ainda não migraram e entre os que usam emissor próprio, enquanto o sistema da Secretaria da Fazenda já se encontra preparado para atender às novas regras.

CALCULADORA TRIBUTÁRIA

A CNA lançou recentemente a Calculadora da Reforma Tributária, uma ferramenta desenvolvida para auxiliar produtores rurais e seus contadores a compreenderem os impactos da transição que começa em 1º de janeiro de 2026. A calculadora é gratuita, simples e intuitiva, permitindo criar cenários reais para todo o período de transição, com base nas receitas e despesas — seja para pessoa física ou jurídica, cooperados ou integrados.

A Faesc reforça que todos aproveitem essa ferramenta gratuita, que oferece mais segurança e previsibilidade para o planejamento tributário e financeiro do setor rural catarinense. Acesse a calculadora pelo banner no site: https://sistemafaesc.com.br/.

TREINAMENTOS SISTEMA FAESC/SENAR

Para preparar o produtor rural para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, o Sistema oferece capacitações específicas sobre o uso da NF-e, em parceria com a Secretaria da Fazenda. Os interessados podem obter mais informações nos Sindicatos Rurais de suas regiões ou diretamente no Senar/SC, com Emerson Gava. A programação dos treinamentos também pode ser consultada no link: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos/.

 





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Abate de fêmeas supera o de machos pela primeira vez desde 1997


Abate pecuária fêmeas
Foto: divulgação Emater MG

O ano de 2025 foi de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, especialmente no segundo semestre. Uma das principais causas apontadas pelos especialistas deve-se ao forte abate de fêmeas (vacas e novilhas) no país que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), neste ano, superou o de machos pela primeira vez, desde 1997.

“Neste ano, tivemos um abate de fêmeas muito alto, porque o produtor rural precisava reduzir despesas e fazer caixa para o custeio da fazenda. Houve um abate de fêmeas recorde no país, que responderam por aproximadamente 50% do total de bovinos abatidos”, diz o coordenador técnico Estadual de Bovinocultura da Emater-MG, Manoel Lúcio Pontes Morais.

De acordo com o último levantamento do IBGE divulgado em setembro, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas apresentou alta de 16,0% (19,35 milhões de cabeças) frente ao mesmo período de 2024. Do total de fêmeas, 33% foram novilhas (5,05 milhões de cabeças), alta de 23,1% em relação a 2024.

Com menos fêmeas disponíveis no mercado, a projeção para 2026 é uma oferta menor de bezerros e a retenção de fêmeas para a reprodução, resultando em menos carne para comercialização e elevação de preços.

Para o coordenador da Emater-MG, o menor número de matrizes pode, em parte, ser compensado pela redução da idade de abate de animais, que está ligada ainda a uma maior eficiência na pecuária.

“As fêmeas estão parindo mais cedo e com melhor intervalo de partos, devido ao melhoramento genético e ganhos de eficiência em nutrição, reprodução e manejo, o que reflete em melhoria para toda a cadeia”, argumenta Manoel.

A engorda em confinamento cresceu em 2025, sendo que a situação tende a permanecer favorável em 2026, com a previsão de maior estabilidade no preço dos grãos.

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