Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
“Essas soluções destacam-se pela eficácia” – Foto: Pixabay
Durante o 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC), a Phibro Saúde Animal apresentou ao mercado seu mais novo aditivo probiótico: o MicroLife® Prime. Desenvolvido a partir de anos de pesquisa, o produto é composto por cepas selecionadas de Bacillus e chega para fortalecer o portfólio da empresa voltado ao bem-estar e à produtividade das aves, com foco em práticas sustentáveis e alinhadas ao bem-estar animal.
Segundo Bruna Boaro Martins, gerente de produtos da Phibro, o MicroLife® Prime foi formulado para atuar diretamente na saúde do microbioma gastrointestinal, promovendo melhor desempenho zootécnico, eficiência alimentar, redução da mortalidade e controle de patógenos. “A avicultura enfrenta desafios constantes, incluindo pressões regulatórias, variações de mercado e restrição ao uso de antibióticos. Nesse cenário, probióticos destacam-se como uma solução eficaz para melhorar a produtividade e a saúde dos plantéis, respondendo a esses desafios da atividade de maneira sustentável”, explica.
Além do lançamento, a empresa também apresentou o protocolo Rotação de Fato, voltado à prevenção da coccidiose, e reforçou sua linha de vacinas Phibro Safety, que inclui soluções como Tabic IBVAR 206, MB-1, Salmin Plus, Phivax SLE e PhiShield, com foco no controle de enfermidades-chave da avicultura. “Essas soluções destacam-se pela eficácia e pela contribuição à saúde e ao bem-estar das aves, refletindo o compromisso da Phibro com a inovação e a sustentabilidade no setor avícola”, explica a gerente de produtos e serviços técnicos para linha de especialidades nutricionais da Phibro.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa indica que cerca de 46% das doenças agrícolas que ocorrem no Brasil devem se tornar mais severas até o ano de 2100, com impacto direto sobre culturas estratégicas como arroz, milho, soja, café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas. O aumento da temperatura e as alterações no regime de chuvas devem favorecer fungos, vírus e vetores, exigindo do país uma reestruturação nos sistemas de monitoramento e controle fitossanitário.
A projeção vem de uma ampla revisão científica que avaliou 304 patossistemas (conjunto formado por patógeno e planta hospedeira) relacionados a 32 das principais culturas agrícolas brasileiras. O levantamento mostra que os fungos são os patógenos mais recorrentes, presentes em quase 80% dos casos avaliados.
O estudo destaca que o aumento médio da temperatura pode ultrapassar os 4,5°C em algumas regiões brasileiras até o fim do século, se o mundo não tomar medidas para frear as mudanças climáticas. Para doenças causadas por fungos, como antracnose e oídio, esse cenário cria condições ideais para a proliferação. Alterações nas chuvas, com períodos mais secos ou intensamente úmidos, também interferem na dinâmica das doenças.
“A previsão de doenças em um cenário de mudança climática é um desafio complexo que exige a continuidade das pesquisas e implementação de novas estratégias de adaptação”, afirma a pesquisadora Francislene Angelotti, da Embrapa Semiárido (PE). Ela ainda enfatiza a importância de investimentos para fortalecer os sistemas e estruturas fitossanitários nacionais e promover a inovação científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Vetores em expansão
Não são apenas os fungos que preocupam. As doenças transmitidas por vetores, como pulgões, cochonilhas, tripes, moscas-brancas e ácaros, também devem aumentar de importância em todo o território nacional. Segundo o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), o ciclo de vida desses insetos se torna mais curto com o calor, e a sua longevidade tende a aumentar. Isso significa populações maiores, mais ativas e por mais tempo durante o ano. A consequência é um risco elevado para culturas como batata, banana, tomate, citros e milho, que já são afetados por essas pragas.
Impacto sobre defensivos agrícolas
Pesquisas apontam que as mudanças climáticas podem afetar a eficácia dos defensivos agrícolas, exigindo ajustes nas estratégias de controle fitossanitário. Toda a dinâmica dos fungicidas nas plantas (a maneira como eles são absorvidos, transportados e degradados) pode se alterar com o novo cenário climático o qual também provocará alterações morfológicas e fisiológicas nas plantas.
Com isso, o uso de produtos químicos pode se tornar menos eficiente ou exigir mais aplicações, o que aumenta custos e riscos ambientais. Esse cenário já impulsiona a busca por alternativas, especialmente os chamados agentes biológicos de controle, como os biopesticidas.
Brasil é líder em biocontrole, mas precisa avançar
O Brasil é hoje o maior produtor e consumidor de biopesticidas no mundo e tem a maior área agrícola sob controle biológico. Segundo projeção da consultoria Research and Markets, o mercado global desses produtos deve atingir 19,49 bilhões de dólares até 2030.
Apesar do protagonismo, pesquisadores alertam que o País precisa reforçar a adaptação desses bioagentes às novas condições climáticas. “Precisamos desenvolver, com urgência, bioherbicidas e produtos biológicos que aumentem a eficiência do uso de nitrogênio e reduzam o estresse abiótico das plantas”, defende Bettiol. Ele também defende o avanço na criação de soluções biológicas para o controle de doenças estratégicas como a ferrugem asiática da soja e a ferrugem do cafeeiro, além da seleção de agentes de biocontrole adaptados ao novo clima.
Monitoramento e ação coordenada
Diante do cenário projetado, os especialistas recomendam uma combinação de ações para proteger os campos brasileiros como análise de risco, prevenção, adaptação, fortalecimento da vigilância fitossanitária, ampliação de investimentos em pesquisa e incentivo à cooperação internacional. Entre as medidas de curto prazo estão o uso de sistemas de cultivo diversificados, a integração de diferentes tecnologias de manejo, o emprego de agentes biológicos e a adoção de modelos de previsão e alerta de epidemias.
“O enfrentamento desses desafios exige políticas públicas eficazes e um esforço coordenado entre agricultores, cientistas e governos para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agrícola”, reforça Angelotti. Ela destaca que a adaptação às mudanças climáticas no campo não pode depender apenas dos agricultores: é preciso uma articulação entre ciência, governo e setor produtivo.
Risco fitossanitário é estratégico para o País
O estudo também aponta para a ampla gama de patógenos vegetais do Brasil, em função de sua diversidade agrícola que se estende por um vasto território com climas variados, abrangendo plantas tropicais e temperadas. Essas características reforçam a necessidade da realização de avaliações regionalizadas com base na dinâmica dos problemas fitossanitários nas diferentes áreas produtoras e em cenários futuros.
A pesquisadora Emília Hamada, da Embrapa Meio Ambiente, enfatiza a importância de estudos sobre a distribuição espacial e temporal de patógenos nos cenários de risco às mudanças climáticas. Para ela, é necessário que eles contenham experimentações em condições de campo para identificar a vulnerabilidade e adotar medidas de proteção aos sistemas de cultivo.
Ela conta que as projeções climáticas indicam aumentos de temperatura no Brasil de até 4,5°C até 2100, em determinadas regiões e estações do ano. Além disso, Hamada explica, que os resultados indicam agravamento do risco de doenças fúngicas, como antracnose e oídio, em função dos aumentos de temperatura e alterações no regime de chuvas, a depender da região do país.
Os cenários de risco são cruciais para identificar a vulnerabilidade dos sistemas de cultivo a doenças em cenários de mudanças climáticas e mais avanços científicos são necessários para prevenir efetivamente danos econômicos e ambientais, complementa Hamada.
O estudo da Embrapa destaca que as mudanças climáticas já estão moldando o futuro da agricultura brasileira. Se nada for feito, os prejuízos econômicos e ambientais podem ser severos. Mas, com planejamento, inovação e ações coordenadas, o país pode transformar o desafio em oportunidade para modernizar seu sistema de defesa vegetal.
A cultura e a gastronomia pernambucanas estão prestes a ganhar uma valorização ainda maior com o lançamento de um projeto destinado ao reconhecimento de 13 novos produtos do estado como Indicações Geográficas (IGs).
A parceria entre o Sebrae/PE e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) visa solicitar o registro dessas IGs junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Com um investimento de R$ 2,9 milhões, que será rateado pelas duas instituições, o projeto busca identificar, estruturar e garantir a certificação de produtos que são símbolos da cultura local como o bolo de rolo, café de Triunfo, mel do Sertão Araripe, entre outros.
Atualmente, Pernambuco conta com três IGs registradas: os vinhos do Vale do São Francisco, as uvas e mangas de Petrolina e o Porto Digital no Recife.
No entanto, a iniciativa visa ampliar esse número, reconhecendo a importância de outros produtos que refletem a diversidade e riqueza cultural do estado.
Em todo o país, existem 130 Indicações Geográficas, a maior parte delas presentes em estados com fortes tradições agrícolas e artesanais, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
O impacto das IGs para a economia local
Para Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE, o projeto tem um valor estratégico para a economia do estado. Ele acredita que a Indicação Geográfica não só fortalece a identidade dos produtos, mas também valoriza o trabalho dos pequenos produtores e artesãos.
“Esse resgate tem uma importância muito grande para o território, para os artesãos, para os produtores, porque valoriza o território, a cultura da região, o pequeno produtor e a economia. Então eu acredito que Pernambuco está crescendo mais ainda com a execução desse projeto”, afirmou Guerra.
A ação busca consolidar a identidade de produtos típicos que têm grande potencial de se destacar no mercado nacional e internacional.
André Teixeira, diretor-presidente da Adepe, complementa que essa iniciativa representa um passo importante para dar visibilidade a outros produtos.
“A gente conhece o Porto Digital, a manga e o vinho do Vale do São Francisco, mas a gente precisa conhecer também o café de Triunfo, o bolo de noiva, o bolo de rolo, o artesanato do barro de Tracunhaém, de Caruaru, ou seja, diversas coisas que são produtivas aqui em Pernambuco e para as quais precisam ser criadas uma identidade geográfica. A partir desse estudo, vamos fortalecer essa identidade”, afirmou Teixeira.
Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
A importância do selo para os pequenos produtores
Petrônio Pereira da Silva, apicultor em Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, é um dos empreendedores que podem se beneficiar diretamente da Indicação Geográfica. Ele produz mel na região e vê no selo uma grande oportunidade de expandir seus negócios.
“A Identificação Geográfica vai nos caracterizar pela qualidade do mel, pela coloração e pelo sabor. Nós moramos em uma região totalmente diferente e por isso precisamos registrar e certificar em dados. O selo vem justamente para fortalecer e agregar mais valor ao mel da região. Vai ser uma excelente oportunidade de levar nossos produtos e o nome do Sertão do Araripe para novos horizontes, não só para o Sertão pernambucano, mas também para todo o país”, comemorou.
Etapas do processo de certificação das Indicações Geográficas
O projeto de ampliação das IGs será desenvolvido em quatro etapas principais. A primeira fase, que já está em andamento, envolve um diagnóstico completo dos produtos que poderão ser certificados.
Em seguida, será feita a estruturação de cada produto, incluindo a coleta de dados históricos e culturais, a delimitação da área geográfica e a definição das especificações técnicas que garantirão a autenticidade de cada IG.
Essa fase também incluirá a criação de um signo distintivo para cada produto.
A terceira etapa será a submissão dos pedidos de registro junto ao INPI, que analisará os documentos e poderá conceder a certificação.
Por fim, a última fase envolverá o acompanhamento do processo até que as IGs sejam oficialmente reconhecidas e registradas.
O projeto tem como meta concluir todas as etapas até 2026, com o objetivo de garantir que os produtos pernambucanos passem a contar com um selo de identidade que assegure sua origem e qualidade.
O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e uma das razões é a incorporação de bioinsumos, ou seja, microrganismos que promovem a fixação biológica de nitrogênio no solo. Sem tal prática, esse nutriente essencial teria de ser suplementado por adubação. Ao manejar o uso de fertilizante, a economia gerada para os produtores no Brasil é estimada em aproximadamente US$ 15 bilhões anuais.
O principal bioinsumo hoje usado comercialmente são bactérias do gênero Bradyrhizobium spp. (rizóbios). Em um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), essa estratégia foi combinada com um novo isolado bacteriano (PGPR, sigla em inglês para rizobactérias promotoras do crescimento de plantas).
“Observamos que houve maior crescimento e produção de vagens nas plantas, sem que os microrganismos lançados no ambiente causem impacto na estrutura da comunidade microbiana nativa”, conta Leandro Fonseca de Souza, biólogo com pós-doutorado no Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq-USP.
“Além disso, combinar esses microrganismos tem potencial de contribuir com a assimilação do fósforo no solo pela planta, outro nutriente importante suplementado por adubação”, complementa.
Descoberta
O Bacillus thuringiensis RZ2MS9 foi isolado pela primeira vez da rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato) de guaraná da Amazônia (Paullinia cupana, variedade sorbilis) e demonstrou potencial de promover crescimento de soja e milho em experimentos de casa de vegetação e também ensaios em campo.
Essa linhagem é capaz de produzir sideróforos (moléculas importantes para captação de nutrientes do ambiente), hormônios vegetais, solubilização de fosfatos e fixação biológica de nitrogênio in vitro. A linhagem pertence à coleção de microrganismos do Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq, de onde outro isolado, a Pantoea agglomerans cepa Esalq 33.1, ganhou destaque recentemente como bioinsumo comercial desenvolvido em parceria entre a empresa Bionat Soluções Biológicas e a Esalq-USP.
O estudo inovou ao demonstrar que o uso do microrganismo em campo traz pouca influência sobre a diversidade das funções potenciais naturais do solo. Também apontou que, mesmo quando a diversidade funcional foi influenciada, o efeito foi de curta duração, perdido ao fim de um ciclo de produção de soja. Isso soma evidências à segurança ambiental de utilizar B. thuringiensis RZ2MS9 em coinoculação com bioinsumos já existentes no mercado para a cultura de soja.
Os visitantes da 18a ExpoFrísia terão acesso às tendências do agronegócio na Arena Digital Agro, ambiente que contará com palestras técnicas e iniciativas para comunicação e inovação. O espaço estará aberto ao público nos dias 24 e 25 de abril, no Pavilhão de Exposições Frísia, anexo ao Parque Histórico de Carambeí (PR). A entrada e o estacionamento são gratuitos.
De acordo com Luciano Tonon, especialista de Eventos e Cooperativismo da Frísia, organizadora da feira, cooperados, parceiros e público em geral poderão fazer uma imersão em vários assuntos, de forma simultânea, que mesclam teoria e prática.
“Estamos criando uma programação que atenda a todos os visitantes, para que eles saiam do evento conhecendo as novidades e como analisamos o agro para este ano. Inclusive, haverá a palestra magna do ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera”, conta Tonon.
Cabrera vai ministrar uma palestra no dia 24, às 16h, em que destaca a modernização do agro e a competitividade do setor. O palestrante tem experiência tanto na vida pública quanto para a produção rural e iniciativas de aprimoramento da agricultura e pecuária no Brasil.
Também nesse primeiro dia haverá o encontro de todas as frentes de comunicação das cooperativas do Paraná, organizado pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O “Fórum de Comunicação das Cooperativas Paranaenses – ComunicaCoop” terá como palestrante na abertura a coordenadora de Marketing e Cooperativismo da Frísia, Sabrina Morello. Ela tratará sobre o planejamento estratégico de marca e comunicação da comemoração do centenário da cooperativa.
Já no segundo dia, 25, serão abordados no miniauditório 1 assuntos como o “sistema de monitoramento de vacas”, o “mercado de suínos” (pela Cooperativa Aurora) e o “planejamento e gestão compartilhada”, temática voltada à sucessão familiar, a qual a Frísia tem um trabalho planejado e eficiente para os cooperados.
No miniauditório 2, também no dia 25, a sustentabilidade será o foco das palestras, com temas como “mercado de carbono” e “estratégias de intensificação sustentável”. Ao fim do dia haverá a premiação do “Concurso de Silagem”, organizado pela Fundação ABC e que reconhece o trabalho na produção de silagem de milho.
A 18a ExpoFrísia acontece entre os dias 24 e 26 de abril e apresenta o que o mercado tem de melhor em genética e manejo dos animais, que se soma a exposição de bovinos da raça holandesa, julgamentos, Clube de Bezerras – para a nova geração, incentivando manejo e cuidado com os animais – e Copa dos Apresentadores – com a participação de cooperativas parceiras na região.
Serviço
Arena Digital Agro da 18ª ExpoFrísia
Data: 24 e 25 de abril (quinta e sexta), a partir das 8h30
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Agrolink
A primeira safra de milho 2024/25 no Paraná apresentou ganho de produtividade de 4,3%, superando as expectativas iniciais. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
De acordo com o levantamento, o bom desempenho é resultado do clima favorável nas regiões Sul e Sudoeste, que concentram juntas mais de 82% da área plantada e respondem por 84,41% da produção estadual. “O clima nestas regiões foi mais regular, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e resultou no crescimento da produtividade”, afirma o boletim.
Na região Sul, responsável por 65,76% da área cultivada, os resultados superaram as expectativas. Já no Sudoeste, que responde por 16,79% da área, os índices também foram considerados positivos.
Nas demais regiões do estado — Oeste, Norte, Noroeste e Centro-Oeste —, a produtividade foi prejudicada por fatores climáticos. “Nessas localidades, as chuvas em março ficaram abaixo da média histórica e foram acompanhadas por ondas de calor, o que comprometeu o desenvolvimento das lavouras”, registram os analistas do Deral. Essas áreas somam 17,4% da área total plantada no estado.
Apesar das perdas pontuais, as chuvas que ocorreram na última semana em várias regiões do Paraná podem atenuar os impactos negativos e contribuir para a recuperação das lavouras em estágio mais sensível.
O sábado pós-feriado nacional será marcado pela chegada de uma nova frente fria que afeta, principalmente, o Sul e o Sudeste do país. Confira a previsão para todo o Brasil:
Sul
Neste sábado, uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical em alto mar avança rapidamente pela Região Sul, provocando chuva no norte e leste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Temporais pontuais não são descartados nessas áreas. A temperatura já começa a cair na Campanha Gaúcha por conta do ar frio que ingressa pelo continente.
Sudeste
Um novo cavado meteorológico se propaga pela Região Sudeste e uma frente fria avança em direção a São Paulo. A combinação destes sistemas aumentará as instabilidades em território paulista, assim como no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Tem previsão de acumulados altos e chuva forte. No Espírito Santo, sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde.
Centro-Oeste
Chove forte em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e interior de Goiás. Campo Grande e Cuiabá podem registrar temporais. Goiânia e Brasília terão pancadas com raios. Contudo, o tempo segue abafado.
Nordeste
A chuva volta a diminuir significativamente na Região e as instabilidades se concentram entre os litorais do Maranhão e do Rio Grande do Norte, mas sem altos acumulados. A chuva continua no sul da Bahia com moderada intensidade. No interior, tempo firme.
Norte
Os maiores volumes se concentram no Amapá, com probabilidade de chuva forte na capital Macapá. Nos demais estados, as instabilidades diminuem e várias áreas do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia terão tempo firme.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
Um estudo realizado em lavouras de soja no estado do Mato Grosso investigou os efeitos de um novo bioestimulante na produtividade das plantas e na qualidade do solo. Os experimentos foram conduzidos nos municípios de Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade, com foco na emissão de carbono, nas propriedades do solo, no sistema radicular e no desenvolvimento das plantas.
O produto testado foi o Marin Deep, um bioestimulante desenvolvido pela empresa Ambios, composto por algas marinhas e aminoácidos extraídos da tilápia. A pesquisa foi conduzida por Cassiano Cremon, pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com apoio da empresa Natter, responsável pela testagem. “Os resultados preliminares indicaram um aumento na produção de soja em áreas onde o produto foi aplicado. Em algumas situações, esse incremento superou os 11%. Adicionalmente, as análises revelaram uma correlação positiva entre a utilização do produto e a elevação dos níveis de carbono lábil no solo, um componente importante para a saúde e a atividade microbiana do ambiente radicular”, explicou Cremon.
De acordo com os pesquisadores, o diferencial do bioestimulante está em sua composição rica em carbono orgânico, na versatilidade de aplicação e no fato de não se enquadrar na categoria de fertilizante tradicional. “O bioestimulante se destaca por sua versatilidade, sendo compatível com diversos insumos utilizados no campo, como inoculantes, herbicidas e fungicidas. Além disso, pode ser aplicado tanto via foliar quanto no solo, mantendo sua ação benéfica mesmo ao atingir o solo após a aplicação nas folhas”, acrescentou o pesquisador.
O diretor de produção da Natter, Thiago Barros da Rocha, destacou o interesse do setor por tecnologias que possam melhorar a resiliência das lavouras frente a condições climáticas adversas. “A instabilidade climática no plantio da soja tem intensificado a procura por tecnologias que ajudem as plantas a superarem o estresse oxidativo, permitindo um estabelecimento mais eficiente com menor gasto de energia. O Marin Deep se apresenta como uma ferramenta promissora nesse cenário, otimizando a performance da planta e a rizosfera, que desempenha um papel fundamental para um bom início e, consequentemente, para uma alta produtividade”, afirmou. Além da soja, o bioestimulante vem sendo testado em outras culturas.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$3,00 por arroba nas praças paulistas, segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, divulgado nesta quinta-feira (17). A valorização foi impulsionada pela melhora no escoamento da carne bovina e pela maior demanda por bovinos machos destinados ao abate.
A cotação da vaca e da novilha permaneceu estável. As escalas de abate no estado de São Paulo estiveram, em média, programadas para oito dias.
Em Goiás, o mercado manteve-se equilibrado, com a oferta de bovinos suficiente para atender à demanda, mas sem excedentes. Na região de Goiânia, não foram registradas variações nos preços das categorias. Já na região Sul do estado, a cotação do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha permaneceram com os mesmos valores anteriores.
No Noroeste do Paraná, os preços não apresentaram alterações. As escalas de abate ficaram, em média, para dez dias.
No Espírito Santo, o mercado seguiu estável, sem mudanças nas cotações das principais categorias bovinas.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 79,19% da área semeada, o equivalente a 768.873 hectares, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As regiões da Planície Costeira Externa e da Fronteira Oeste estão entre as mais adiantadas e devem concluir os trabalhos nos próximos dias.
Na avaliação de Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, o avanço da colheita tem sido limitado por fatores climáticos e pela redução na duração dos dias. “A colheita está avançando lentamente em razão dos dias serem menores, mas devido às previsões de clima favorável para os próximos dias, a colheita deverá avançar, favorecendo o encerramento da colheita na Planície Costeira Externa e Fronteira Oeste”, afirmou.
As informações são coletadas semanalmente pelos 37 escritórios regionais do Irga e divulgadas por meio da plataforma Safra, que monitora o andamento das etapas de plantio e colheita em todas as regiões produtoras do estado.