quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores monitoram pragas em lavouras de mandioca



Frio e pragas influenciam lavouras de mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) apontou que a cultura da mandioca segue em fase de desenvolvimento nas regiões acompanhadas. Na área administrativa de Soledade, técnicos relatam que “houve ataque expressivo de formigas-cortadeiras”, o que exigiu monitoramento e manejo por parte dos produtores.

As noites frias registradas ainda em novembro também retardaram o desenvolvimento vegetativo das plantas. Segundo o boletim, continuam sendo realizados manejos e adubações em cobertura. Em Mato Leitão, o preço ao produtor varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

Na região de Santa Rosa, onde são cultivados 6.329 hectares de mandioca, a produtividade média inicial é estimada em 17 mil quilos por hectare. As lavouras apresentam bom desempenho, e os valores ao consumidor estão em R$ 6,00 por quilo com casca e R$ 8,00 por quilo na versão descascada.





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Estudo aplica inteligência artificial na reprodução do pirarucu



A Embrapa Pesca e Aquicultura está utilizando inteligência artificial de forma inédita para estudar o comportamento reprodutivo do pirarucu (Arapaima gigas). A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), adapta técnicas já usadas na análise comportamental de roedores para a realidade da aquicultura.

O objetivo é aumentar a previsibilidade da reprodução do maior peixe amazônico e abrir caminho para novas aplicações tecnológicas na criação.

O uso de IA na piscicultura ainda é muito recente no Brasil, a maior parte das pesquisas em inteligência artificial está concentrada em áreas como saúde, agronegócio de grãos, pecuária e estudos biomédicos. 

“Aplicações em piscicultura, especialmente com espécies nativas como o pirarucu, representam uma nova fronteira”, destaca o professor da UFMG Cleiton Aguiar, parceiro do projeto.

Ele acrescenta que esse tipo de abordagem de rastreamento comportamental automatizado no país coloca o projeto em uma posição pioneira na integração de tecnologia de ponta com a produção aquícola.

Ao rastrear automaticamente os movimentos do pirarucu em gravações de vídeos, a IA possibilita mensurar comportamentos como deslocamento, tempo de atividade, interações e até detectar padrões relacionados ao estado de saúde ou ao ambiente de cultivo.

Em vez de depender apenas da observação humana, que é limitada e subjetiva, a inteligência artificial gera dados quantitativos, contínuos e padronizados, facilitando o acompanhamento da produção e a tomada de decisões no manejo.

No caso da pesquisa da Embrapa, 12 câmeras foram instaladas em 12 viveiros escavados, filmando durante o período de luz solar, das 6h às 18h. A cada subida do pirarucu, que é um peixe de respiração aérea, a IA detecta e faz uma marcação com um ponto na imagem do viveiro.

“A máquina conta quantas vezes o pirarucu sobe e faz uma planilha de Excel com dia, hora e as coordenadas do viveiro onde houve a aparição do peixe”, explica Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Redes neurais profundas

O modelo adota treinamento de redes neurais profundas para que a máquina consiga identificar automaticamente a subida do pirarucu na superfície.

Primeiro, são marcados os quatro cantos do viveiro e onde o peixe aparece na superfície. Isso é feito para várias imagens e, na sequência, a rede é treinada para aprender o que é um pedaço do peixe e o que é um canto do viveiro.

“É como treinar um cérebro virtual, a partir de cerca de 200 quadros. Essa técnica de aprendizado de máquina, ou machine learning, faz com que ela consiga analisar os vídeos com base nos padrões ensinados, que são os viveiros e as partes do corpo dos peixes (cabeça, tronco e cauda)”, explica Torati.

Ele acrescenta que durante esse trabalho de aprendizado de máquina, deve-se levar em conta as variações climáticas e de luminosidade dos viveiros para que a máquina consiga fazer a análise das imagens em todas as condições.

“Para isso, é necessário utilizar imagens com diferentes condições de incidência luminosa (manhã, sol do meio-dia e entardecer) e quadros em diferentes condições climáticas (sol nublado, chuva, céu aberto). É um treinamento longo e minucioso para que a máquina possa depois analisar vídeos em todas essas condições”, pontua o pesquisador.

Segundo o professor da UFMG, as redes neurais profundas (deep neural networks) são modelos computacionais inspirados no funcionamento do cérebro, compostos por várias camadas de processamento que permitem aprender representações complexas a partir de dados.

Detecção precoce de alevinos

Na pesquisa da Embrapa, a ideia é mapear a formação do ninho formado pelo casal de pirarucus. Esse momento é crucial para os produtores, que preferem recolher os alevinos o mais cedo possível. “Após a implantação de hormônio nos peixes, eles se reproduzem e formam o ninho para que a fêmea possa depositar ovos, a serem fertilizados pelo macho”, esclarece Torati.

Na sequência, há um comportamento típico da espécie, que é o do cuidado parental, em que o macho e a fêmea ficam sempre no mesmo lugar. Outro sinal é que o casal não busca mais comida. Com a inteligência artificial será possível identificar o momento exato em que esse processo acontece, de forma precoce.

“Se fosse possível, a coleta de ovos recém-fertilizados, certamente, aumentaria a taxa de sobrevivência. Geralmente, os produtores têm uma perda de milhares de alevinos, pela demora em retirá-los do viveiro”, destaca o pesquisador.



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RS conclui colheita de cevada com alta produtividade



RS registra 31,6 mil ha de cevada e boa performance



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul está próxima do fim, favorecida por “dias secos, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar”, condições que, segundo o boletim, “aceleraram a maturação e permitiram a retirada rápida e uniforme das lavouras”.

A produtividade registrada até o momento foi considerada compatível com o potencial da cultura em áreas conduzidas com manejo adequado. As lavouras ainda em campo concentram-se nos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo é mais tardio, e devem ser colhidas até o primeiro decêndio de dezembro.

A Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar informou que o produto colhido “atendeu aos parâmetros requeridos para malteação”. Houve, entretanto, desclassificações pontuais por falhas no armazenamento inicial, com esses lotes sendo redirecionados para suplementação animal.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra indica área cultivada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha. Na comercialização, o produto destinado à indústria de malte foi negociado em Erechim a R$ 85,00 por saca de 60 quilos. Toda a produção segue para contratos industriais, que determinam a valorização conforme os parâmetros de qualidade do grão.





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Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à do trigo


Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feita com trigo.

Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial.

“A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais têm estimulado pesquisas voltadas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho, pesquisadora da Embrapa.

Os processos de obtenção da farinha parcialmente desengordurada, do concentrado proteico e da proteína texturizada, utilizada como substituta de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA).

A pesquisadora conta que a primeira etapa do trabalho, que está publicado em boletim técnico, foi entender profundamente a matéria-prima. Com aproximadamente 15% de proteína bruta, 67% gorduras, 7% carboidratos e valor energético de 751 kcal/100g, a castanha-do-brasil desponta como um produto promissor para o mercado de proteínas alternativas.

Quibe e hambúrguer de castanha

Na Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais (sabor, textura e aparência) semelhantes aos feitos com produtos de origem animal.

Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico obtido a partir da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa, Janice Lima.

Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins.

Quibe de castanha-do-brasilQuibe de castanha-do-brasil
Foto: Kadijah Suleiman

Em caso de preparo doméstico, o produto deve ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a critério do fabricante. 

Na formulação do hambúrguer vegetal, os resultados de pesquisa propõem a utilização do concentrado proteico de castanha-do-brasil. Tipicamente, o concentrado apresenta em torno de 7% de óleo, 56% de proteínas e 13% de fibra total. Assim como para o quibe, os demais ingredientes do hambúrguer são comerciais. Depois de moldados, os produtos devem ser embalados em sacos plásticos individuais e, em seguida, congelados.

Na composição final, e de acordo com a Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o quibe é considerado um produto de alto conteúdo de fibras, com 6,8 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto, enquanto o hambúrguer pode ser considerado fonte de fibras, com 4,5 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto. 



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compromisso chinês levanta dúvidas no mercado



Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de t


Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas
Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas – Foto: United Soybean Board

Desde o acordo comercial “quadro” firmado em 30 de outubro entre Estados Unidos e China, cresce a dúvida se Pequim realmente cumprirá o compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025 e 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Apesar de embarques recentes terem reativado o fluxo, especialistas consideram que os volumes ainda estão muito distantes das metas e dificilmente serão atingidos no curto prazo ou nos três anos seguintes.

Segundo a Reuters, seis carregamentos estão sendo preparados nos portos do Golfo do México e um já está a caminho, marcando o primeiro embarque desde a primavera. No entanto, mesmo com 1,584 milhão de toneladas compradas em apenas três dias na semana de 16 de novembro, o total acumulado fica muito abaixo da meta, faltando menos de um mês para o encerramento do ano. Para o economista-chefe do StoneX Group, Arlan Suderman, a China tende a comprar apenas o suficiente “para aparentar que está ativa”, e o mercado já precificou algo em torno de 8 a 10 milhões de toneladas, mas o número real pode chegar apenas a 3 a 3,5 milhões.

Além disso, o USDA reduziu sua projeção de exportações de soja dos EUA para 44,5 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 13% ante o ciclo anterior. A limitação de armazenagem na China e a forte concorrência do Brasil, que segue ampliando a produção e ofertando soja a preços mais competitivos, colocam ainda mais pressão sobre os norte-americanos.

Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas em 2025/26, segundo o USDA, consolidando-se como principal fornecedor. A urgência se intensifica diante de um dado simbólico: as inspeções de soja para exportação dos EUA no acumulado do ano caíram 46% frente ao período anterior, mostrando o custo da ausência chinesa e reforçando o risco de o acordo não sair do papel como anunciado.

 





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Fenômeno climático deve levar temporais para áreas de 9 estados



A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) traz risco de temporais para áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, no Sudeste; Mato Grosso e Goiás, no Centro-Oeste; e Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, na Região Norte. Veja a previsão da Climatempo para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue firme na maior parte da região ao longo do dia, com chance de chuva apenas entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, de maneira mais fraca. O sol predomina pela região, enquanto no leste paranaense e catarinense a nebulosidade é maior. As temperaturas permanecem elevadas e o calor predomina.

Sudeste

Na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, as instabilidades continuam atuando, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido ao estabelecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Em áreas do Triângulo Mineiro e centro-sul de Minas, além do norte e leste paulista e no Rio de Janeiro, há chance de chuvas mais fracas. Já nas demais regiões, o tempo segue mais firme, e as temperaturas continuam elevadas em grande parte do território paulista e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

O tempo continua instável em Mato Grosso e Goiás, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido à atuação da ZCAS. Já em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais firme pela manhã e, a partir do fim do período, a presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai deve favorecer pancadas de chuva em áreas do norte, noroeste, oeste e interior do estado.

Nordeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo estado da Bahia, além da metade sul do Maranhão e do Piauí, com chuva de moderada a forte intensidade. Na faixa litorânea norte da região, há chance de chuvas mais fracas. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região, e a umidade relativa do ar segue mais baixa no norte do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e norte da Bahia.

Norte

As pancadas de chuva ganham força em boa parte do Amazonas, Acre e Rondônia, além da metade sul do Pará e no Tocantins, e devem ocorrer de maneira moderada a forte, com chance de temporais em alguns pontos. Em Roraima, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá a chuva ocorre de forma mais fraca.



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Área plantada com algodão recua 2,4% no Oeste baiano, segundo AIBA



Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável



Foto: Pexels

O boletim da AIBA informa que a área destinada ao cultivo de algodão na região Oeste da Bahia foi ajustada para 403 mil hectares, uma redução de 2,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável, com projeção de 332 arrobas por hectare. Com isso, a produção total estimada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço.

A redução da área pode estar relacionada a estratégias de rotação de culturas e ajuste no zoneamento agrícola por parte dos produtores, ainda não detalhadas no boletim.

O algodão representa 12,5% da área cultivada total da região, mantendo-se como uma das culturas de maior relevância econômica no Oeste baiano. A expectativa é de que as boas condições climáticas também favoreçam o desenvolvimento inicial das lavouras de algodão, embora ainda estejam em fase de implantação.

A manutenção do potencial produtivo dependerá do monitoramento climático e das práticas de manejo preventivo.





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Após breve alta, preços do boi gordo voltam a estabilizar



Mercado do boi gordo mantém estabilidade no paísMercado do boi gordo mantém estabilid



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo voltou a operar em estabilidade nesta quinta-feira (4), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. A consultoria destacou que a alta registrada na véspera encerrou o mais longo período de preços estáveis do ano em São Paulo, com 28 dias consecutivos sem oscilações. O intervalo superou mais que o dobro dos três maiores períodos anteriores de manutenção das cotações, registrados em janeiro, março e junho, cada um com 13 dias.

Segundo o boletim, após a valorização registrada ontem, o mercado abriu o dia sem novas alterações. A Scot Consultoria informou que “os negócios aconteceram com maior facilidade ontem e, hoje, os compradores estiveram menos firmes nos preços, testando referências menores”. As escalas de abate estavam programadas, em média, para nove dias.

No Maranhão, o cenário também era de estabilidade. A consultoria apontou que os compradores mantinham escalas confortáveis, com programação média de dez dias.

Em Alagoas, o informativo ressaltou que “não houve alterações para todas as categorias na comparação diária”. As escalas estavam ajustadas para seis dias.

No Rio de Janeiro, a oferta começou a diminuir nos últimos dias. Apesar disso, as cotações permaneceram estáveis, sem resposta imediata à redução da disponibilidade de animais.





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Barcelona confirma casos de peste suína africana (PSA) em javalis



PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.





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Economia brasileira tende a desacelerar em 2025


Apesar de um consumo ainda resiliente e de um mercado de trabalho aquecido, o cenário macroeconômico brasileiro apresenta sinais de desaceleração. O relatório Radar Macroeconômico do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) destacou alguns pontos que contribuíram para esse cenário.

No início de 2025, as expectativas de mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apontavam para uma variação de 2% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Focus. Entretanto, após o segundo semestre, tais projeções foram revisadas para 2,2%, refletindo a incorporação de novos dados de atividade econômica. Para 2026, as estimativas indicam avanço mais moderado, em torno de 1,8%. A desaceleração esperada para o PIB em 2025, ocorre em um contexto macroeconômico complexo e multifacetado.

Entre os fatores que compõem essa visão estão: o mercado de trabalho dinâmico, com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e elevação da renda média real sustentando o consumo; a inflação ainda elevada, resultado do trade-off entre forte nível de emprego, pressões de demanda e choques específicos de oferta; juros altos; arrefecimento do investimento privado devido ao maior custo de capital e ao ambiente de crédito mais seletivo; aumento do custo de carregamento da dívida pública; desvalorização cambial; e maior turbulência no cenário global.

Esses fatores se refletem em indicadores recentes. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado, considerado um indicador antecedente do PIB, registrou 108,4 pontos em setembro, representando queda de 0,2% em relação ao mês anterior e de 0,9% no trimestre. Por setores, a agropecuária recuou 4,5%, a indústria 1% e os serviços 0,3% no trimestre.

A taxa de desocupação alcançou 5,6% no terceiro trimestre de 2025, mantendo-se no menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Dados mais recentes indicam nova queda, para 5,4%, no trimestre encerrado em outubro.

A taxa de inflação, medida pela variação acumulada em 12 meses do IPCA, ficou em 4,68% em outubro de 2025. Apesar da desaceleração em relação aos meses anteriores, o indicador permanece acima do limite superior da meta de inflação, de 4,5%. Diante das pressões inflacionárias, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na reunião de outubro, manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, em linha com a estratégia de convergência da inflação para a meta. O Comitê também indicou que a taxa deverá permanecer nesse patamar por um período prolongado.

Quanto ao câmbio, o dólar teve cotação média de R$ 5,39 em outubro, refletindo valorização frente ao real, principalmente devido à intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No entanto, no início de novembro, o anúncio de um acordo comercial envolvendo redução de tarifas contribuiu para atenuar parcialmente essas pressões bilaterais. Adicionalmente, a deterioração das contas públicas brasileiras tem ampliado as preocupações quanto à capacidade do país de cumprir seus compromissos fiscais, fator que exerce pressão adicional sobre o câmbio.

Para maiores informações, clique na imagem abaixo para acessar o relatório. Mais dados sobre a economia e o setor agropecuário estão disponíveis no Painel de Dados do portal da Faesp.





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