quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

News

Grãos em alta: soja e milho competem por espaço nos portos


soja e milho
Fotos: Pixabay

As exportações de soja e milho aquecem a disputa por espaço nos portos brasileiros neste fim de ano. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionados principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas. O tema foi destaque no quadro Agroexport desta terça-feira (9).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Soja e milho são os dois principais produtos da balança comercial brasileira em volume, em safras passadas, já houve momentos em que o Brasil exportou cerca de 150 milhões de toneladas de soja e milho juntos, o equivalente a metade da safra nacional.

Reprodução Canal Rural

Analisando a série histórica dos últimos cinco anos, o recorde foi em 2023, com quase 102 milhões de toneladas de soja e 56 milhões de toneladas de milho, totalizando cerca de 158 milhões de toneladas exportadas.

Números de 2024

Em 2024, devido a questões de oferta e clima, as exportações foram racionalizadas: a soja registrou quase 99 milhões de toneladas e o milho cerca de 40 milhões, somando 138,5 milhões de toneladas.

Em relação a 2025, o volume já superou o total do ano anterior, com 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de milho exportadas de janeiro a novembro, totalizando 142,3 milhões de toneladas.

Disputa entre soja e milho

A disputa nos portos brasileiros é reflexo da safra recorde de soja e milho. O desafio não está nos preços, que permanecem estáveis no mercado internacional, mas no volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26. A combinação de safra histórica e demanda elevada gera intensa pressão logística nos terminais portuários, especialmente entre dezembro e janeiro.

Projeção para 2025

As projeções indicam que o Brasil deve fechar 2025 com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. O milho, por sua vez, deve superar o desempenho de 2024, atingindo entre 40 e 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões no ano anterior.

As exportações de soja e milho no Brasil têm registrado números expressivos neste fim de ano, intensificando a disputa por espaço nos portos do país. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionado principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas.

A soma das exportações de soja e milho já superou o volume total de 2024. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas cerca de 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de toneladas de milho, totalizando 142,3 milhões de toneladas, acima dos 138,5 milhões de toneladas registrados durante todo o ano de 2024.

“A disputa nos portos é intensa porque estamos lidando com uma safra recorde tanto de soja quanto de milho”, explica Ferreira. “Não se trata de preços — que continuam estáveis no mercado internacional —, mas do volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26.”

O especialista estima que, ao final de 2025, o Brasil deve fechar o ano com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. Já o milho deve superar o desempenho de 2024, chegando a cerca de 40 a 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões do ano passado.

O post Grãos em alta: soja e milho competem por espaço nos portos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de café do Brasil totaliza 36,9 milhões de sacas


Segundo o mais recente relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 3,582 milhões de sacas de 60 kg do produto em novembro, volume que representa queda de 26,7% em relação aos 4,889 milhões aferidos no mesmo mês em 2024. Em receita cambial, contudo, registra-se um incremento de 8,9% no mesmo intervalo comparativo, com os rendimentos saltando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão.

 

Com essa performance, o Brasil chega à exportação de 17,435 milhões de sacas nos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o que gerou ingressos de US$ 6,723 bilhões. Na comparação com o intervalo entre julho e novembro de 2024, registra-se declínio de 21,7% em volume, mas crescimento de 11,6% em receita.

 

ANO CIVIL

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 36,868 milhões de sacas de todos os tipos de café, montante que implica queda de 21% frente aos 46,658 milhões de sacas em idêntico período do ano passado. A receita cambial, entretanto, cresce 25,3% no mesmo intervalo comparativo, avançando de US$ 11,377 bilhões para os atuais US$ 14,253 bilhões.

 

“A maior entrada de dólares com os embarques de café do Brasil em novembro, na safra e no acumulado de 2025 reflete as cotações mais elevadas no mercado, com preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos antecedentes. Já o recuo no volume era esperado após números recordes em 2024 e menor disponibilidade do produto neste ano”, analisa o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

Ele completa que o impacto gerado pelos quase quatro meses de tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre a importação dos cafés do Brasil e a dificuldade para embarcar devido à defasagem da infraestrutura portuária no país foram fatores que também afetaram o desempenho do setor.

 

De agosto a novembro deste ano, período de vigência das taxas impostas pelos EUA — 6 de agosto a 21 de novembro, com retroatividade ao dia 13 —, as exportações dos cafés brasileiros aos norte-americanos despencaram 54,9% na comparação com os mesmos quatro meses de 2024, saindo de 2,917 milhões de sacas para 1,315 milhão de sacas.

 

“Após a retirada do tarifaço sobre os cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído, observamos a retomada dos negócios entre Brasil e EUA, o que implica que deveremos observar melhoras nos números a partir deste mês de dezembro. Contudo, é preciso recordar que o café solúvel, que representa 10% de nossas exportações aos americanos, ainda segue tarifado em 50%, por isso continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento da taxação”, comenta Ferreira.

 

Já a defasagem na infraestrutura dos portos brasileiros e os gargalos logísticos seguem gerando prejuízos milionários aos exportadores de café. De acordo com o levantamento mais recente realizado pelo Cecafé, os associados da entidade tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, somente em outubro de 2025, devido à impossibilidade de embarque de 2.065 contêineres — 681.590 sacas – do produto.

 

Isso se deu porque 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Conselho.

 

Somente no Porto de Santos, principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior, com representatividade de 79% dos embarques no acumulado do ano, o índice de atraso ou alteração de escalas de navios foi de 73% no mês retrasado, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres, sendo registrado tempo de espera de até 61 dias.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

Apesar do declínio motivado pela taxação, os Estados Unidos permanecem como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado de janeiro ao fim de novembro de 2025, com a importação de 5,042 milhões de sacas, aferindo queda de 32,2% na comparação com os 11 primeiros meses de 2024. Esse volume corresponde a 13,7% dos embarques totais no agregado deste ano.

 

Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil até novembro, aparecem Alemanha, com a importação de 5,003 milhões de sacas e queda de 31% em relação ao mesmo período do ano passado; Itália, com 2,912 milhões de sacas (-21,7%); Japão, com 2,413 milhões de sacas (+17,5%); e Bélgica, com 2,146 milhões de sacas (-47,5%).

 

TIPOS DE CAFÉ

Nos primeiros 11 meses de 2025, o café arábica permanece como a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 29,630 milhões de sacas ao exterior. Esse volume equivale a 80,4% do total, ainda que signifique queda de 13,1% em relação a idêntico intervalo antecedente.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,773 milhões de sacas (10,2% do total), seguida pelo segmento do café solúvel, com 3,411 milhões de sacas (9,3%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 53.832 sacas (0,1%).

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis, qualidade superior ou especiais respondem por 19,6% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2025, com a remessa de 7,221 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 11% inferior ao registrado no acumulado dos mesmos 11 meses do ano passado.

 

A um preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 3,122 bilhões, o que corresponde a 21,9% do total obtido com os embarques de janeiro a novembro deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 42,9% superior.

 

Os EUA lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 1,192 milhão de sacas no acumulado de 2025, o equivalente a 16,5% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,111 milhão de sacas e representatividade de 15,4%; Bélgica, com 729.675 sacas (10,1%); Holanda (Países Baixos), com 691.008 sacas (9,6%); e Itália, com 416.948 sacas (5,8%).

 

PORTOS

Apesar da infraestrutura defasada e a consequente geração de prejuízos aos exportadores com o não embarque de contêineres estufados em seus pátios, o Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o envio de 29,056 milhões de sacas ao exterior e representatividade de 78,8% nos 11 primeiros meses do ano.

 

Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 17,5% ao exportar 6,469 milhões de sacas, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 343.974 sacas e tem representatividade de 0,9%.

 





Source link

News

Exportações de café do Brasil caem 26,7% em novembro, mas receita sobe 8,9%, aponta Cecafé


café Brasil agro brasileiro
Foto: Pixabay

O Brasil exportou 3,582 milhões de sacas de café em novembro de 2025, uma queda de 26,7% em relação às 4,889 milhões registradas no mesmo mês de 2024. Apesar do recuo no volume, a receita cambial aumentou 8,9%, passando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão, segundo o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Safra 2025/26 soma 17,4 milhões de sacas exportadas

Entre julho e novembro, que correspondem aos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o Brasil embarcou 17,435 milhões de sacas, queda de 21,7% ante o mesmo período de 2024. A receita, contudo, cresceu 11,6%, chegando a US$ 6,723 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações somaram 36,868 milhões de sacas, retração de 21% frente às 46,658 milhões do ano passado. A receita cambial, por outro lado, subiu 25,3%, saltando para US$ 14,253 bilhões.

“A maior entrada de dólares reflete preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos de 2024. Já o recuo no volume era esperado após os números recordes do ano passado e menor disponibilidade de produto.”, explica o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira

Impacto do tarifaço

Ferreira destaca ainda que dois fatores prejudicaram o desempenho das exportações: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos entre 6 de agosto e 21 de novembro (com retroatividade a 13 de agosto) e os gargalos logísticos e portuários no Brasil.

Durante os quatro meses de vigência das tarifas, os embarques brasileiros aos EUA despencaram 54,9%, caindo de 2,917 milhões para 1,315 milhão de sacas.

Com a retirada do tarifaço, exceto para o café solúvel, que segue com taxação de 50%, Ferreira prevê melhora nos próximos relatórios:

“O café solúvel responde por 10% das nossas exportações aos americanos. Continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento.”

Prejuízo logístico

A falta de regularidade nos portos brasileiros segue trazendo prejuízos aos exportadores. Em outubro, segundo o Cecafé, os associados acumularam R$ 8,719 milhões em custos extras com armazenagem, pré-stacking e detentions devido à impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas.

De acordo com a entidade, 52% dos navios previstos para os principais portos do país sofreram atrasos ou alterações de escala. No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques nacionais, o quadro foi ainda mais grave: 73% dos navios apresentaram alterações, com espera de até 61 dias.

Principais destinos do café brasileiro

Entre janeiro e novembro, mesmo com o efeito das tarifas, os Estados Unidos seguem como principal comprador do café brasileiro:

  • EUA: 5,042 milhões de sacas (-32,2%)
  • Alemanha: 5,003 milhões (-31%)
  • Itália: 2,912 milhões (-21,7%)
  • Japão: 2,413 milhões (+17,5%)
  • Bélgica: 2,146 milhões (-47,5%)

Arábica segue dominante; solúvel perde ritmo

Nos 11 primeiros meses do ano:

  • Arábica: 29,630 milhões de sacas (80,4% das exportações, -13,1%)
  • Canéfora (conilon + robusta): 3,773 milhões (10,2%)
  • Café solúvel: 3,411 milhões (9,3%)
  • Torrado e moído: 53.832 sacas (0,1%)
  • Cafés diferenciados representam 19,6% dos embarques

O Brasil exportou 7,221 milhões de sacas de cafés diferenciados entre janeiro e novembro, queda de 11%. Com preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita saltou para US$ 3,122 bilhões, alta de 42,9% em relação ao período anterior.

Principais compradores de cafés diferenciados:

  • EUA: 1,192 milhão de sacas (16,5%)
  • Alemanha: 1,111 milhão (15,4%)
  • Bélgica: 729.675 sacas (10,1%)
  • Holanda: 691.008 sacas (9,6%)
  • Itália: 416.948 sacas (5,8%)

O post Exportações de café do Brasil caem 26,7% em novembro, mas receita sobe 8,9%, aponta Cecafé apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Preço do frete volta a aumentar após 3 meses consecutivos de queda


frete, fretes, caminhoneiros
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou alta de 1,11% em novembro na comparação com o mês anterior, mostra a última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados da plataforma Repom, divulgada nesta terça-feira (9).

Os dados mostram que o valor médio nacional passou de R$ 7,23 em outubro para R$ 7,31 no último mês, interrompendo, assim, uma sequência de três meses em queda.

O movimento de alta é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas que voltaram a pressionar os custos do transporte. O preço do diesel, principal insumo do setor, apresentou um discreto avanço no mês.

De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 ficou 0,16% mais caro em novembro, atingindo média de R$ 6,22, enquanto o diesel comum manteve o valor de R$ 6,19 registrado em outubro. “Mesmo discretas, essas variações costumam repercutir rapidamente na formação do frete”, destaca a análise.

Influência da Selic

Outro fator que contribuiu para a alta foi o ambiente macroeconômico, mostra o Índice. A taxa básica de juros (Selic) permanece no maior patamar em 19 anos, o que encarece o acesso a crédito, aumenta os custos financeiros da operação e diminui a margem de manobra das transportadoras.

“No agronegócio, a estratégia adotada por parte dos produtores de reter estoques de soja para comercialização no segundo semestre incrementou o volume de cargas em circulação, sustentando a demanda por fretes e pressionando preços em algumas rotas”, diz a Edenred Repom.

Segundo a análise, o período da Black Friday também exerceu influência sobre o mercado. A data, marcada por forte movimento no varejo, acelerou a demanda por fretes em algumas indústrias, especialmente no setor de bens de consumo e eletroeletrônicos, contribuindo para o aumento do volume de cargas e pressionando os preços em determinadas rotas.

Apesar da variação positiva no mês, o cenário segue de relativa estabilidade para o fim do ano, com ajustes pontuais.

“A alta do frete por quilômetro rodado observada em novembro é resultado de fatores conjunturais, como o leve aumento do diesel e a dinâmica do agronegócio neste período. Ainda assim, o mercado permanece equilibrado, sem grandes saltos de demanda ou custos. A expectativa é de estabilidade na virada para 2026”, analisa Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.

O post Preço do frete volta a aumentar após 3 meses consecutivos de queda apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fundo Amazônia libera R$ 96,6 milhões para transformar cadeias produtivas da floresta


produçao na floresta amazônica
Foto: Marcelo Curia/BNDES

O projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva vai receber R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer atividades produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao mercado de alimentos e produtos da sociobioeconomia na região. O contrato foi assinado nesta terça-feira (9), em Brasília, pelo BNDES e pela Conab, com participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o Fundo Amazônia vive uma nova fase após quatro anos parado. Segundo ela, o projeto representa um marco por unir combate ao desmatamento, geração de renda e fortalecimento dos povos tradicionais.

“Esse projeto vai nos ajudar a chegar na ponta, nas comunidades tradicionais — quilombolas, extrativistas, povos indígenas — que vão poder ofertar produtos não só para a rede pública, mas também para o mercado”, afirmou. Ela ressaltou ainda que a iniciativa permitirá estruturar uma plataforma profissional de dados sobre a sociobiodiversidade, melhorando o planejamento das políticas públicas.

O foco central do Amazônia Viva é o fomento socioprodutivo. A proposta prevê a qualificação de cadeias como açaí, castanha-do-brasil, babaçu, mel, borracha extrativa, frutas diversas, farinha de mandioca e pescados artesanais, incluindo espécies como tambaqui, pirarucu, jaraqui e pescada-amarela.

Por meio de uma chamada pública, o projeto vai selecionar pelo menos 32 iniciativas de organizações indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Serão disponibilizados R$ 80 milhões em recursos não reembolsáveis, com valores de até R$ 2,5 milhões por proposta. Os investimentos poderão ser aplicados em logística, adequação sanitária, beneficiamento, armazenagem, energia renovável e outras melhorias necessárias para a inclusão no mercado formal.

Outros R$ 16,6 milhões serão destinados a ações estruturantes para fortalecer políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o SocioBio Mais. Os recursos também vão apoiar a criação de sistemas de informação e gestão de dados sobre cadeias da sociobiodiversidade e aprimorar as capacidades técnicas das superintendências regionais da Conab.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a parceria com a Conab busca corrigir gargalos históricos que limitam a competitividade da agricultura familiar na Amazônia. “Esse projeto reforça a estratégia do Fundo Amazônia desde sua retomada, em 2023, que visa ampliar escala e fortalecer políticas públicas com a participação direta de quem realmente sustenta a bioeconomia da floresta na ponta”, disse.

A iniciativa também prevê a ampliação da infraestrutura da Conab na Amazônia Legal. As nove superintendências regionais receberão veículos e equipamentos de TI, enquanto a sede em Brasília terá reforço na rede para garantir a operacionalização dos sistemas que atendem programas como o PAA e o Sociobio Mais.

Com mais de R$ 5 bilhões aprovados em sua história e mais de 140 projetos apoiados, o Fundo Amazônia atua na prevenção e no combate ao desmatamento, no monitoramento ambiental e na promoção da produção sustentável. Suas ações já beneficiaram mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 200 mil pessoas, além de apoiar projetos em 160 terras indígenas e os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal no combate a incêndios florestais.

O post Fundo Amazônia libera R$ 96,6 milhões para transformar cadeias produtivas da floresta apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fiscais apreendem 50 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 160 mil


Gado; apreensão Sefa
Foto: divulgação Sefa

Cinquenta cabeças de gado foram apreendidas durante fiscalização realizada no último domingo (7) por fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), que atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, no nordeste paraense.

Segundo o coordenador, Gustavo Bozola, os fiscais receberam a Guia de Transporte Animal (GTA) e a nota fiscal de transporte de gado. Durante a fiscalização, foi constatado que a GTA descrevia 50 cabeças de gado macho, de 13 a 24 meses, com origem em Quixadá (CE) e destino a Nova Esperança do Piriá (PA).

Já a nota fiscal registrava 50 cabeças de gado de 24 a 36 meses, com origem em Caracol (PI) e o mesmo destino no Pará, evidenciando uma completa divergência entre as informações dos documentos.

A verificação física da carga mostrou que a carga era de bovinos machos com mais de 13 meses. “O valor da mercadoria foi ajustado para os padrões do Boletim de Preços Mínimos, no valor de R$ 160.712,50 e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 54.963,68, cobrando o imposto e multa”, disse Bozola.

O post Fiscais apreendem 50 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 160 mil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Produtor de leite fecha 2025 pressionado por preços e importações, avalia Gadolando


leite, vaca, ordenha, pecuária leiteira, conformação
Foto: MDA/Ascom

O setor leiteiro encerra 2025 sob forte pressão econômica, especialmente para o produtor. A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, ao fazer um balanço do ano e projetar 2026.

Segundo ele, apesar do esforço técnico e da dedicação dos produtores, o principal fator negativo foi a baixa remuneração pelo litro de leite. O cenário comprometeu a rentabilidade e colocou em risco a continuidade da atividade em muitas propriedades.

Tang afirma que produzir com preços abaixo dos custos inviabiliza a permanência no campo. Para o dirigente, a atividade precisa gerar renda e lucro para sustentar o produtor e a família. Ele ressalta que o leite tem papel central na economia rural e na fixação de jovens no meio rural, o que exige valorização adequada.

Importações agravam o cenário em 2025

Outro ponto destacado no balanço foi o crescimento das importações de leite e derivados ao longo do segundo semestre. De acordo com Tang, a entrada de produtos importados ganhou força a partir de agosto e se somou ao aumento da produção interna.

Essa combinação, explica, ampliou a oferta no mercado e pressionou ainda mais os preços pagos ao produtor. O resultado foi um fechamento de ano considerado difícil para a cadeia leiteira, com impacto direto sobre a renda nas propriedades.

Diante desse quadro, a Gadolando defende medidas consideradas urgentes para reequilibrar o mercado. Entre elas, estão a regulamentação das importações e a adoção de regras antidumping, pauta que vem sendo discutida em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Consumo interno e exportações no radar para 2026

Além das importações, a entidade aposta na ampliação do consumo interno. Tang defende ações conjuntas envolvendo produtores, indústria, varejo e poder público para esclarecer a população sobre os benefícios do consumo de leite.

Na avaliação do presidente da Gadolando, o Brasil tem condições de reduzir a dependência de produtos externos e, no médio prazo, atuar também como exportador. Para 2026, a prioridade apontada é a valorização do produtor nacional e a criação de regras mais claras para a entrada de leite importado.

Mesmo em meio às dificuldades, Tang reforça a importância de manter investimentos técnicos dentro das propriedades. Ele cita o registro de animais, o controle leiteiro e a avaliação morfológica como práticas essenciais para a evolução da genética e da eficiência produtiva.

Segundo o dirigente, os avanços observados mostram que, apesar da crise, o produtor segue comprometido com qualidade, bem-estar animal e aprimoramento da atividade leiteira.

O post Produtor de leite fecha 2025 pressionado por preços e importações, avalia Gadolando apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ciclone provoca chuva forte e temporais até quinta-feira, diz meteorologista


primavera - ciclone - frente fria - país - previsão
Foto: NOA/Nasa/reprodução

O ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil já provoca temporais intensos e deve manter o cenário de instabilidade nos próximos dias. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, os acumulados superaram 140 mm em 24 horas em municípios como Santa Cruz do Sul (RS) e Avaré (SP), segundo estações do Cemaden.

O especialista alerta para um período de 24 a 36 horas de atenção máxima em vários estados, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Região Sul deve registrar os maiores acumulados

Arthur destaca a atuação de um “corredor de umidade” que se mantém sobre o Sul do país. A tendência é de chuva intensa e contínua entre terça (10) e quinta-feira (12).

“Os modelos até subestimam a chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas podemos confiar: os acumulados vão passar facilmente dos 100 mm, chegando a 200 mm em 24 a 48 horas”, afirmou o meteorologista.

Segundo ele, os efeitos devem atingir tanto áreas urbanas quanto rurais, com risco elevado de:

  • alagamentos,
  • deslizamentos de terra,
  • cheias repentinas,
  • interrupção de energia,
  • ventos intensos associados ao ciclone.

No Paraná, a situação também preocupa. Com a formação da frente fria associada ao ciclone, a chuva deve permanecer até o fim de semana.

Os volumes podem ultrapassar 200 mm em até 7 dias, especialmente no norte do estado, em regiões como Londrina.

São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também recebem chuva volumosa

Se no Sul a chuva traz preocupação, em estados como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a precipitação é considerada bem-vinda, especialmente para aliviar o estresse hídrico nas lavouras e recuperar reservatórios.

No interior paulista, a expectativa é de 100 a 150 mm até a metade de dezembro.

“Onde o solo está seco, a absorção é maior e a chuva tem efeito positivo. Mas mesmo assim, é preciso atenção para eventuais tempestades localizadas”, disse o meteorologista.

Risco de granizo, rajadas fortes e até formação de tornados

Com o contraste de temperatura típico de ciclones extratropicais, há possibilidade de tempestades severas.

“Além das rajadas do ciclone, existe condição para microexplosões e até formação isolada de tornados”, ressaltou Arthur.

O alerta vale principalmente para:

  • Região Sul
  • Interior de São Paulo
  • Sul de Minas Gerais

As áreas destacadas nos mapas de tempestade apresentam risco para:

  • granizo,
  • ventos acima de 80 km/h,
  • queda de árvores,
  • interrupção de energia,
  • alagamentos e enxurradas.

Arthur reforça que os alertas são emitidos com base em análise científica.

“Se no seu município não acontecer o previsto, agradeça. Nosso compromisso é avisar quando há risco, mesmo que nem todas as cidades sejam impactadas da mesma forma.”

Chuva também avança para o Centro-Norte do país

O ciclone ajuda a canalizar umidade para regiões mais ao norte, favorecendo pancadas e temporais em:

  • Rondônia,
  • Mato Grosso,
  • Centro-sul do Pará.

A chuva é importante para áreas de soja e para a pecuária, auxiliando na recuperação das pastagens.

Já no Nordeste, o calor segue forte, com máximas de 35°C a 36°C no agreste. No Espírito Santo, o tempo permanece firme nesta terça, mas os temporais devem chegar a partir de quarta, com pico na quinta-feira.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Ciclone provoca chuva forte e temporais até quinta-feira, diz meteorologista apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bioestimulante fortalece qualidade de frutas



A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da UE


A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia
A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia – Foto: Pixabay

O avanço dos bioestimulantes voltados à melhoria da qualidade dos frutos em culturas perenes ganha novo impulso com a chegada de uma formulação desenvolvida a partir de algas marinhas. A tecnologia foi criada para atuar em atributos que determinam o valor comercial das colheitas, como firmeza, açúcares solúveis e parâmetros nutricionais, fortalecendo o potencial produtivo de diferentes espécies cultivadas na fruticultura europeia.

A solução, apresentada pela Rovensa Next, tem como base a macroalga Ascophyllum nodosum, coletada de forma sustentável no Atlântico Norte. O método de extração, sem uso de produtos químicos e conduzido a baixas temperaturas, preserva polifenóis, manitol, polissacarídeos, alginatos, vitaminas e pigmentos que sustentam elevada atividade biológica. A formulação atua como impulsionadora metabólica e precursora de aminoácidos essenciais relacionados ao crescimento celular, ao metabolismo reprodutivo e ao desenvolvimento dos frutos, criando uma base bioquímica mais robusta para ganhos em qualidade e produtividade.

Ensaios internos e de campo com frutas de caroço, pomáceas, citros e uvas de mesa registraram resultados consistentes. Houve aumento de 19 por cento na firmeza, 10 por cento nos açúcares solúveis e 19 por cento no peso e na produtividade comercial. Os testes também apontaram avanços nutricionais, com elevação de 25 por cento nos carotenoides, 56 por cento nos flavonoides e 46 por cento na atividade antioxidante, mostrando o impacto das biossoluções na valorização das colheitas.

A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia como bioestimulante não microbiano destinado à melhoria de atributos de qualidade em culturas lenhosas perenes, habilitando sua comercialização nos 27 países do bloco. 

 





Source link

News

Brasil amplia importações de fertilizantes e produtor muda perfil de compras


fertilizantes
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025. O país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos (amônia, ureia, SAM, NAM, DAP, MAP, SSP, TSP, NP, enxofre e KCl), volume inferior ao observado entre agosto e outubro.

“O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, contextualiza o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024. De acordo com o especialista, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores.

“Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.

Troca por fertilizantes menos concentrados

Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.

Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano.

“Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.

O post Brasil amplia importações de fertilizantes e produtor muda perfil de compras apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link