terça-feira, março 10, 2026
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Produtor de leite fecha 2025 pressionado por preços e importações, avalia Gadolando


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Foto: MDA/Ascom

O setor leiteiro encerra 2025 sob forte pressão econômica, especialmente para o produtor. A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, ao fazer um balanço do ano e projetar 2026.

Segundo ele, apesar do esforço técnico e da dedicação dos produtores, o principal fator negativo foi a baixa remuneração pelo litro de leite. O cenário comprometeu a rentabilidade e colocou em risco a continuidade da atividade em muitas propriedades.

Tang afirma que produzir com preços abaixo dos custos inviabiliza a permanência no campo. Para o dirigente, a atividade precisa gerar renda e lucro para sustentar o produtor e a família. Ele ressalta que o leite tem papel central na economia rural e na fixação de jovens no meio rural, o que exige valorização adequada.

Importações agravam o cenário em 2025

Outro ponto destacado no balanço foi o crescimento das importações de leite e derivados ao longo do segundo semestre. De acordo com Tang, a entrada de produtos importados ganhou força a partir de agosto e se somou ao aumento da produção interna.

Essa combinação, explica, ampliou a oferta no mercado e pressionou ainda mais os preços pagos ao produtor. O resultado foi um fechamento de ano considerado difícil para a cadeia leiteira, com impacto direto sobre a renda nas propriedades.

Diante desse quadro, a Gadolando defende medidas consideradas urgentes para reequilibrar o mercado. Entre elas, estão a regulamentação das importações e a adoção de regras antidumping, pauta que vem sendo discutida em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Consumo interno e exportações no radar para 2026

Além das importações, a entidade aposta na ampliação do consumo interno. Tang defende ações conjuntas envolvendo produtores, indústria, varejo e poder público para esclarecer a população sobre os benefícios do consumo de leite.

Na avaliação do presidente da Gadolando, o Brasil tem condições de reduzir a dependência de produtos externos e, no médio prazo, atuar também como exportador. Para 2026, a prioridade apontada é a valorização do produtor nacional e a criação de regras mais claras para a entrada de leite importado.

Mesmo em meio às dificuldades, Tang reforça a importância de manter investimentos técnicos dentro das propriedades. Ele cita o registro de animais, o controle leiteiro e a avaliação morfológica como práticas essenciais para a evolução da genética e da eficiência produtiva.

Segundo o dirigente, os avanços observados mostram que, apesar da crise, o produtor segue comprometido com qualidade, bem-estar animal e aprimoramento da atividade leiteira.

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