sexta-feira, agosto 14, 2026
AgroNewsPolítica & Agro

Milho reage ao USDA, mas recua em Chicago


A cotação do milho apresentou forte oscilação em Chicago nesta semana, reagindo à divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o primeiro mês cotado passou de US$ 4,36 por bushel em 11 de agosto para US$ 4,57 no dia seguinte, mas voltou a recuar na quinta-feira (13), fechando em US$ 4,48, contra US$ 4,39 uma semana antes.

Para a safra 2026/27, o relatório do USDA manteve a estimativa de produção de milho dos Estados Unidos em 406 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos, por outro lado, foram projetados em 42 milhões de toneladas, uma redução de quase 3,5 milhões de toneladas em relação à estimativa de julho.

No cenário mundial, a produção de milho foi elevada em 2 milhões de toneladas, chegando a 1,299 bilhão de toneladas. Os estoques finais globais tiveram leve redução e foram estimados em 274,7 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pela CEEMA, a produção brasileira foi mantida em 139 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deverá colher 55 milhões de toneladas. Com essas projeções, o preço médio do milho ao produtor norte-americano foi estimado em US$ 4,50 por bushel para o novo ano comercial.

Apesar da manutenção da estimativa de produção, as condições das lavouras de milho nos Estados Unidos apresentaram piora. Segundo dados divulgados pela CEEMA, em 9 de agosto, 61% das áreas estavam classificadas entre boas e excelentes, contra 72% no mesmo período do ano anterior.

Os embarques de milho dos Estados Unidos alcançaram 1,74 milhão de toneladas na semana encerrada em 6 de agosto. De acordo com a CEEMA, o volume elevou o acumulado do ano para 79,02 milhões de toneladas, alta de 25% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado semanal foi o melhor já registrado para uma semana de agosto. A Espanha foi o principal destino, respondendo por 21% do total de milho exportado pelos Estados Unidos.

No mercado internacional, a França projeta uma redução expressiva na produção de milho em 2026 em razão dos problemas climáticos enfrentados pelo país. Segundo dados divulgados pela CEEMA, a estimativa aponta queda de 35%, para 9 milhões de toneladas. Esse seria o menor volume produzido desde 1980.

Analistas privados consultados pela Argus Media trabalham com uma projeção ainda menor, de aproximadamente 6,9 milhões de toneladas, o que representaria a menor safra francesa desde 1976. A produção francesa de trigo também deve recuar. A previsão indica queda de 4% em relação ao ano anterior, para 31,9 milhões de toneladas.

Por outro lado, a produção de canola foi revisada para cima e pode alcançar 4,7 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no ano passado. Já a produção de girassol deve ficar em apenas 1,4 milhão de toneladas, o menor volume desde 1980, segundo dados divulgados pela CEEMA.





Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *