segunda-feira, agosto 10, 2026
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Açúcar acumula terceira semana seguida de queda



No mercado externo, a projeção é de chuvas abaixo da média na Índia


No mercado externo, a projeção é de chuvas abaixo da média na Índia
No mercado externo, a projeção é de chuvas abaixo da média na Índia – Foto: Pixabay

Os preços do açúcar mantiveram trajetória de baixa em Nova Iorque, em um cenário de oferta elevada, demanda física limitada e aumento das posições vendidas por fundos. A avaliação é da StoneX, que aponta manutenção de um viés baixista no curto prazo, embora riscos ligados à produção no Hemisfério Norte tenham ganhado espaço.

O contrato outubro de 2026 do açúcar bruto, negociado no NY #11, encerrou a terceira semana consecutiva de queda, com recuo de 11 pontos em relação à sexta-feira anterior. O movimento ocorreu apesar de uma recuperação intradiária de 1,6% na última sessão do período.

Entre os fatores de pressão, os prêmios do açúcar VHP no porto de Santos voltaram a cair, refletindo uma demanda física insuficiente para absorver a oferta disponível para exportação. Ao mesmo tempo, o relatório do CFTC indicou ampliação da posição líquida vendida dos fundos, reforçando a pressão sobre as cotações.

A revisão das estimativas para o Centro-Sul apontou maior moagem de cana, mas com redução do mix destinado ao açúcar para 46,1%. Com isso, a produção foi estimada em 38,7 milhões de toneladas, volume considerado compatível com um fluxo comercial superavitário durante o segundo semestre.

No mercado externo, a projeção é de chuvas abaixo da média na Índia em agosto e setembro, em meio ao fortalecimento do El Niño. Na União Europeia, a produtividade estimada da beterraba foi reduzida para 76 toneladas por hectare, reforçando a expectativa de queda de 15% na produção do bloco. Apesar desses riscos, o balanço segue pressionando os preços no curto prazo.


 





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