quarta-feira, julho 29, 2026
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Tarifa dos EUA impacta exportações de calçados de couro no Brasil


A indústria de calçados de couro no Rio Grande do Sul enfrenta desafios significativos devido à nova tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre as exportações. Este aumento na taxação tem levado empresas a reestruturar suas operações e buscar novos mercados para evitar impactos na produção e no emprego.

Queda nas exportações para os EUA

Historicamente, os Estados Unidos foram responsáveis por 25% das vendas de calçados de couro brasileiros, mas esse número caiu para apenas 8%. As empresas estão se adaptando a essa nova realidade, buscando alternativas em mercados como:

  • Europa
  • Oceania
  • América Latina (Chile, Paraguai, Colômbia e Argentina)
  • Uruguai

Impacto na produção e no mercado interno

Dados do Ministério da Agricultura indicam que o Rio Grande do Sul é o principal estado exportador de calçados de couro, com vendas que totalizaram mais de 92 bilhões de dólares no ano passado. Com a nova taxação, o setor projeta uma nova queda nas exportações, afetando também a produção interna, que é composta por:

  • 130 milhões de pares de calçados de couro produzidos anualmente
  • 10 milhões de pares destinados ao mercado norte-americano

Reação do setor e alternativas

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados alerta que a situação é preocupante e destaca a necessidade de instrumentos de defesa comercial para proteger o mercado doméstico. No primeiro semestre deste ano, o Brasil recebeu mais de 25 milhões de pares de calçados importados.

A indústria do Vale do Sinos, conhecida pela produção de couro, busca se reinventar com novos produtos, como sapatos feitos de pele exótica, enquanto tenta manter as vendas para os Estados Unidos. As empresas estão se preparando para enfrentar um cenário desafiador e buscam alternativas para garantir a continuidade de suas operações.

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