quarta-feira, julho 29, 2026
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Projeto mira restauração de 600 mil hectares de vegetação nativa no Brasil


Projeto mira restauração de 600 mil hectares de vegetação nativa no Brasil

Uma coalizão de organizações ambientais lançou nesta semana o projeto Restaura Biomas, voltado à ampliação da recuperação da vegetação nativa no Brasil. O anúncio foi feito durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2026), em Brasília. A iniciativa pretende colocar 600 mil hectares em processo de restauração e apoiar a meta nacional de recuperar 12 milhões de hectares até 2030.

A liderança do projeto é da União pela Restauração, articulação criada em 2021 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26). A execução ficará a cargo do World Resources Institute (WRI) Brasil, em parceria com Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.

Além dos 600 mil hectares em restauração, o planejamento prevê promover práticas sustentáveis em 1,2 milhão de hectares, reduzir o equivalente a 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂e) e beneficiar diretamente 150 mil pessoas, das quais pelo menos 35% serão mulheres.

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Segundo a líder de Restauração do WWF-Brasil, Taruhim Quadros, o projeto considera as diferenças entre os seis biomas brasileiros para ampliar a efetividade das ações. Ela afirmou que Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa exigem abordagens distintas, com respeito às características ecológicas, sociais e produtivas de cada território.

O WWF-Brasil ficará responsável pela frente de finanças para restauração, com desenvolvimento de modelos de negócios, mecanismos financeiros e estudos para apoiar decisões de investimento, além da aproximação entre governos, empresas, investidores, organizações da sociedade civil e comunidades.

De acordo com o vice-presidente sênior da Conservação Internacional (CI-Brasil), Mauricio Bianco, a estratégia foi estruturada em três frentes: escala piloto, com implementação de projetos nos territórios e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração; escala de mercado, voltada à ampliação de investimentos; e escala de política pública, com apoio à implementação do Código Florestal e da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg).

O projeto também prevê fortalecer políticas públicas, ampliar investimentos, aprimorar a governança, conectar iniciativas já existentes nos territórios e estruturar cadeias produtivas ligadas à restauração em diferentes biomas do país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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