Cooperativismo ganha escala no agronegócio
O cooperativismo ocupa posição relevante no agronegócio brasileiro ao reunir produtores, ampliar a escala das operações e fortalecer diferentes etapas da cadeia, da produção à industrialização. Um levantamento sobre as dez maiores cooperativas do setor mostra receitas líquidas bilionárias e forte presença de organizações do Sul do país.
A Coamo lidera o ranking, com receita líquida de R$ 28,2 bilhões. Na segunda colocação aparece a C.Vale, com R$ 24,4 bilhões, seguida pela Lar, que soma R$ 23,3 bilhões. As três cooperativas são do Paraná e, juntas, alcançam R$ 75,9 bilhões.
Na quarta posição está a Aurora Coop, de Santa Catarina, com R$ 21,7 bilhões. A Comigo, de Goiás, ocupa o quinto lugar, com R$ 13,1 bilhões. Em seguida aparecem a Cocamar, do Paraná, com R$ 12,2 bilhões, e a Copacol, também paranaense, com R$ 9,6 bilhões.
A lista é completada pela Alfa, de Santa Catarina, com R$ 8,7 bilhões; pela Integrada, do Paraná, com R$ 8,4 bilhões; e pela Coopercitrus, de São Paulo, com R$ 7,7 bilhões. Somadas, as dez cooperativas registram R$ 157,3 bilhões em receita líquida.
O Paraná concentra seis das dez organizações classificadas, enquanto Santa Catarina aparece com duas. Goiás e São Paulo têm uma cooperativa cada. Os dados evidenciam a dimensão econômica alcançada por estruturas baseadas na união de produtores e na atuação conjunta ao longo da cadeia agropecuária.
As informações foram reunidas por José Carlos de Andrade, gerente de produtos agrícolas, e reforçam o papel das cooperativas na geração de empregos, na movimentação de recursos e no fortalecimento do campo brasileiro.

