Petróleo cai no dia, mas encerra semana com alta perto de 10%

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (24), após a forte alta registrada na véspera, mas ainda acumulou avanço de quase 10% na semana. O mercado acompanhou os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, além das movimentações diplomáticas envolvendo Paquistão, China, Estados Unidos e Irã.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para setembro caiu 3,12% (US$ 2,88) e encerrou o dia a US$ 89,31 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro recuou 3,88% (US$ 3,91), para US$ 96,78 por barril. O contrato mais líquido do Brent, para outubro, fechou em queda de 2,74%, a US$ 91,68 por barril.
No acumulado da semana, porém, os contratos avançaram com força. O WTI subiu 9,2%. O Brent para setembro teve alta de 9,85%, enquanto o contrato de outubro avançou cerca de 6%.
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O petróleo já iniciou a sessão em baixa, depois de o Brent atingir na quinta-feira o nível de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses. O movimento perdeu força ao longo do dia e se aprofundou após a Reuters informar que o Paquistão busca uma via para retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã, atualmente paralisadas, em uma iniciativa liderada pela China.
O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, apontou um movimento de realização de lucros no petróleo. Segundo ele, a melhora no tráfego marítimo no estreito de Bab-el-Mandeb também atuou como vetor de pressão sobre a commodity.
Mesmo com o recuo das cotações, Estados Unidos e Irã mantiveram ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, ameaçou países europeus contra o uso de bases militares por forças americanas como plataforma para ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que recebeu garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que seus países não fornecerão armas ao Irã. Para o analista do Deutsche Bank, Jim Reid, a escalada da retórica ampliou os temores de um choque estagflacionário mais prolongado, enquanto as restrições de oferta ligadas ao conflito seguem no centro do mercado de petróleo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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