Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil após mudança na UE

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, mesmo com a exclusão do país da lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro, em razão do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu. A informação foi repassada a importadores britânicos pela Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que afirmou que não haverá restrições no mercado britânico nessa data.
Em comunicado, a Imta informou que o Reino Unido conduz uma avaliação própria sobre resistência antimicrobiana nos sistemas de controle do Brasil, separada da análise feita pela UE. Segundo a associação, o país concluirá a verificação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil desde 1º de julho com a regulamentação local.
De acordo com a Imta, essa análise servirá de base para a decisão sobre a capacidade do sistema brasileiro de garantir a rastreabilidade de antibióticos nas cadeias de aves e carne bovina. A entidade acrescentou que a Irlanda do Norte será exceção dentro do Reino Unido e aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro.
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A associação também relatou reunião realizada na última sexta-feira com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra). No encontro, segundo a Imta, o órgão apontou maior desafio para a conformidade da carne bovina, devido à implantação do novo sistema brasileiro em 1º de julho e ao ciclo de vida mais longo do gado em comparação com as aves. Por isso, aves e carne bovina serão analisadas separadamente pelo Defra.
A Imta afirmou ainda que, se a avaliação concluir que o novo protocolo brasileiro para carne bovina ou aves não oferece as garantias exigidas, as importações desses produtos deixarão de ser permitidas na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte a partir de fevereiro de 2027. A entidade destacou também que o Reino Unido se alinhará integralmente ao regulamento europeu de antimicrobianos em meados de 2027, quando passará a importar apenas de países aprovados pela UE.
No início deste mês, o Ministério da Agricultura estabeleceu novos procedimentos para o controle do uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal voltados ao atendimento da legislação europeia.
As medidas definidas pelo Ministério da Agricultura abrangem exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos destinados à União Europeia e ao Reino Unido.
Fonte: Estadão Conteúdo
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