MP do Frete: caminhoneiros iniciam paralisação no Porto de Santos

Transportadores autônomos começaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação no Porto de Santos (SP) para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. O texto perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja analisado.
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O movimento é liderado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos). Nas redes sociais, o sindicato publicou imagens da mobilização em Santos desde a madrugada. A orientação é para que os motoristas deixem de aceitar novos fretes na região portuária até, pelo menos, quarta-feira (15).

Segundo apuração da equipe do Canal Rural, uma carreta permanece parada no acesso ao bairro da Alemoa, após ser desatrelada por manifestantes. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que acompanha a situação no local.
Em relação aos impactos na operação portuária, a APS esclareceu ao Canal Rural que, dos três navios que não solicitaram serviços nesta segunda-feira, apenas um caso está diretamente relacionado à paralisação. Os outros dois são navios graneleiros e não iniciaram a operação devido às condições de chuva, já que o carregamento de grãos não pode ser realizado nessas circunstâncias.
Sendo assim, os 55 terminais de Santos seguem na normalidade.
O contexto da MP
A MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para evitar uma greve nacional. O texto amplia a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, torna obrigatório o registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endurece as punições para empresas que descumprirem a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda depende de votação no Senado.
Segundo um ofício encaminhado pelo Sindicam-Santos à Polícia Militar e à Autoridade Portuária de Santos antes do início da mobilização, o movimento foi comunicado oficialmente às autoridades e é classificado pela entidade como uma manifestação pacífica. No documento, o sindicato afirma que a paralisação foi motivada pela falta de conclusão da tramitação da MP 1.343/2026 e solicita apoio das forças de segurança para preservar a ordem pública durante o protesto.
*Reportagem em atualização
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