Clima instável exige mais precisão no plantio
A instabilidade climática prevista para os próximos meses deve tornar o plantio mais desafiador no Brasil, exigindo planejamento, revisão antecipada das máquinas e regulagens ajustadas às condições de cada talhão. Chuvas irregulares, excesso de umidade, seca localizada e janelas mais curtas podem comprometer a implantação da lavoura, especialmente em etapas como abertura e fechamento do sulco, profundidade e contato entre solo e semente.
Segundo a Crucianelli, a umidade do solo deve orientar os ajustes da plantadeira. Em áreas muito úmidas, o excesso de pressão pode provocar compactação, espelhamento do sulco, embuchamento e falhas no fechamento. Já em solos secos ou compactados, é preciso atenção à penetração dos discos, estabilidade das linhas e uniformidade da profundidade.
A velocidade também merece cuidado. A tentativa de ampliar a área plantada em pouco tempo pode reduzir a qualidade da operação, aumentar o acúmulo de barro em solos úmidos ou provocar maior oscilação das linhas em áreas secas.
A empresa recomenda revisar discos, sulcadores, dosadores, sensores, raspadores e sistemas de monitoramento antes da entrada no campo. Sementes em profundidades diferentes, sulcos mal fechados, falhas e emergência desuniforme são sinais de regulagem inadequada. Em um cenário de clima irregular, a eficiência depende de ajustes contínuos, leitura correta do solo e equilíbrio entre rendimento operacional e qualidade de plantio.
“A recomendação é planejar antes de entrar no campo, revisar a plantadeira com antecedência, avaliar umidade e estrutura do solo, regular a máquina conforme a condição do talhão e não abrir mão da qualidade de plantio por velocidade. Em janelas curtas, a eficiência operacional é decisiva”, afirma Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli.

