sexta-feira, junho 26, 2026
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Decisão sobre glifosato acende alerta no Brasil



No Brasil, o movimento descrito é contrário


No Brasil, o movimento descrito é contrário
No Brasil, o movimento descrito é contrário – Foto: Divulgação

A discussão sobre o glifosato voltou ao centro do debate regulatório, com decisões distintas nos Estados Unidos e no Brasil. Em publicação no LinkedIn, Antonio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera, comparou os dois cenários e apontou diferenças na forma como cada país trata a segurança jurídica ligada ao produto.

Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu por 7 votos a 2 a favor do Roundup, reduzindo milhares de ações estaduais contra o glifosato. Segundo a análise, o entendimento reforça que, quando a agência federal competente avalia o produto e aprova sua rotulagem, estados, júris e tribunais não devem estabelecer regras diferentes. Para Cabrera, esse modelo amplia a previsibilidade regulatória.

No Brasil, o movimento descrito é contrário. Em 2026, o Ministério Público do Trabalho ajuizou ação contra a União e a Anvisa pedindo o banimento do glifosato, o cancelamento dos registros e a proibição de produção, importação, exportação, comercialização e uso no país.

A avaliação destaca que o herbicida tem papel relevante na agricultura moderna, especialmente no plantio direto. O sistema reduz o revolvimento do solo, contribui para controlar a erosão, ajuda a preservar a umidade e a estrutura do solo e favorece uma produção mais conservacionista. Material técnico da Embrapa reconhece o uso do glifosato como dessecante nessa prática.

Cabrera ressalta ainda que o Brasil lidera o plantio direto no mundo, enquanto a Alemanha adota o sistema em cerca de 1% de sua área. Na visão apresentada, o contraste mostra que os Estados Unidos reforçam a coerência regulatória, enquanto o Brasil enfrenta o risco de decisões judiciais capazes de retirar do campo uma ferramenta considerada importante para produzir alimentos, conservar o solo e manter a competitividade agrícola.

 





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