Oferta recorde mantém pressão sobre a soja
O mercado de soja encerrou a semana com preços firmes em diferentes regiões, avanço pontual nos portos e pressão crescente sobre a armazenagem. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário internacional segue condicionado pela projeção de oferta mundial recorde em 2026/27, enquanto os contratos em Chicago recuaram para US$ 11,22 por bushel em meados de junho.
No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 132 no Porto de Rio Grande, e a média semanal estadual subiu de R$ 115 para R$ 115,36. A colheita está praticamente concluída, com produção consolidada em 18,13 milhões de toneladas e produtividade média de 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% abaixo da expectativa inicial. No interior, as cotações variaram de R$ 125,50 a R$ 128,74.
Em Santa Catarina, os preços avançaram moderadamente, com R$ 130 no Porto de São Francisco. A demanda por soja e farelo permanece aquecida pelo desempenho da avicultura, cujas exportações somaram US$ 1,15 bilhão entre janeiro e maio de 2026. O setor também acompanha o risco de geadas sobre pastagens, trigo e aveia.
No Paraná, Paranaguá registrou alta de 1,90%, para R$ 134 por saca. As exportações do complexo soja alcançaram 6,72 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses, com receita de US$ 2,94 bilhões. A chegada do milho safrinha aumenta a necessidade de liberar espaço nos armazéns.
Em Mato Grosso do Sul, Alcinópolis liderou a produtividade estadual, com 81,85 sacas por hectare, seguida por Costa Rica, com 76,91 sacas. Já em Mato Grosso, o esmagamento atingiu o recorde de 1,28 milhão de toneladas em maio, sustentado pela demanda por farelo e biodiesel. A colheita encerrada e o avanço do milho mantêm elevada a procura por transporte e reforçam a preocupação com custos e margens.

