segunda-feira, junho 22, 2026
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Feijão chega mais caro à mesa do consumidor


O feijão segue pressionando o orçamento das famílias em 2026. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a valorização nas regiões produtoras, provocada pela menor área cultivada e por problemas climáticos na primeira e na segunda safras, continua sendo repassada gradualmente ao consumidor final.

De acordo com levantamento do Cepea, os preços pagos ao produtor subiram com força nos primeiros cinco meses do ano. No caso do feijão carioca, a valorização ficou entre 85% e 90%, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Para o feijão preto, o avanço também foi expressivo, mas em menor intensidade. Segundo o Cepea, a alta ao produtor chegou a 51,7% no mesmo período. A sustentação dos preços está ligada à redução da área cultivada e às adversidades climáticas que afetaram a produção nas duas primeiras safras. Com menor disponibilidade, os valores praticados nas regiões produtoras ganharam força e passaram a influenciar os demais elos da cadeia.

Mesmo assim, pesquisadores do Cepea apontam que agentes dos segmentos atacadista e varejista seguem cautelosos nas compras junto às agroindústrias processadoras.

Consumidor já sente o repasse

No varejo, os impactos aparecem nos dados do IPCA/IBGE. Em maio, os preços ao consumidor subiram 6,44% para o feijão carioca e 2,07% para o feijão preto.

No acumulado do ano, as altas chegaram a 41,09% para o feijão carioca e 13,69% para o feijão preto, de acordo com os dados do IPCA/IBGE. Os números mostram que o repasse das valorizações no campo segue avançando até o consumidor final.

Apesar da cautela de atacadistas e varejistas, a procura por grãos de melhor padrão de qualidade continua sustentando as negociações, segundo pesquisadores do Cepea. Com oferta mais ajustada e repasses ainda em curso, o mercado do feijão permanece sensível à disponibilidade de produto e ao comportamento da demanda nos próximos meses.

 





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