Dirigente do Federal Reserve indica possível alta de juros nos Estados Unidos

A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta-feira (3), em El Paso, no Texas, que a inflação nos Estados Unidos está demorando mais do que o esperado para retornar à meta de 2%. Segundo a dirigente, o quadro pode exigir taxas de juros mais elevadas ao longo deste ano. A declaração foi feita em um momento em que a inflação, de acordo com Logan, permanece próxima de 4% nos últimos meses.
Ao comentar o cenário inflacionário, Logan disse que houve queda significativa em relação aos picos observados na pandemia, mas avaliou que o processo de desinflação perdeu força. Na leitura da dirigente, esse comportamento indica dificuldade para uma convergência sustentada até a meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.
A dirigente também afirmou que a política monetária atual “não está restringindo a economia”, o que, segundo ela, mantém aberta a possibilidade de novas altas de juros. A avaliação foi acompanhada de sinais de resiliência da atividade econômica dos Estados Unidos, com mercado de trabalho descrito como estável e balanceado, além de crescimento dos lucros corporativos.
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Esse tipo de sinalização do Federal Reserve é acompanhado de perto pelos agentes do agronegócio porque os juros nos Estados Unidos influenciam o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e o apetite por ativos ligados a commodities. Movimentos dessa natureza também podem alterar a competitividade das exportações brasileiras e a formação de preços em mercados globais de grãos, proteínas e energia.
O conteúdo disponível, no entanto, não traz estimativas de reação do câmbio, das bolsas ou das commodities após a fala de Logan. Também não há indicação de prazo exato para eventual decisão do Federal Reserve nem projeções atualizadas para os próximos encontros da autoridade monetária.
No momento, a sinalização do Fed reforça que a trajetória da inflação norte-americana seguirá no centro das decisões de política monetária. Para o setor agropecuário, a variável mais relevante será o efeito dos juros dos Estados Unidos sobre dólar, crédito e preços internacionais, embora ainda faltem dados de mercado para medir o impacto imediato da declaração.
Fonte: Estadão Conteúdo
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