quarta-feira, junho 3, 2026
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Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio, dólar forte e tarifas dos EUA


Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio, dólar forte e tarifas dos EUA

Os juros futuros avançavam em toda a curva na manhã desta quarta-feira (3), em meio ao aumento da cautela nos mercados internacionais com as tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento veio acompanhado da alta do petróleo, do rendimento dos Treasuries e do dólar. No cenário doméstico, também pesaram as preocupações com os efeitos econômicos do novo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil e a expectativa com o leilão de títulos prefixados do Tesouro.

Às 9h20 desta quarta-feira (3), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,220%, ante 14,168% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava a 14,155%, de 14,053%, enquanto o DI para janeiro de 2031 marcava 14,150%, frente a 14,063% no fechamento de terça-feira (2).

Segundo o texto-base informado, a abertura das taxas refletia a combinação entre pressão externa e incerteza doméstica. No exterior, o mercado reagia ao aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio, fator que sustentava o petróleo e fortalecia o dólar. Em paralelo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também avançavam, ampliando a pressão sobre ativos de risco e mercados emergentes.

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No Brasil, a produção industrial de abril subiu 0,7% ante março na série com ajuste sazonal, acima da mediana de 0,5%. O dado reforçou a leitura de atividade mais resiliente no curto prazo. Além disso, o Tesouro Nacional realizaria às 11 horas o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), antecipado por causa do feriado de Corpus Christi na quinta-feira (4).

Em relatório, o cogestor da Warren Investimentos, Luis Felipe Laudisio, afirmou que o Tesouro acumula atraso em relação ao Plano Anual de Financiamento (PAF) e que o mercado testaria se o órgão reduziria o lote ofertado para evitar prêmios maiores ou aceitaria custo mais alto para reforçar o colchão de liquidez.

Para o agronegócio, juros futuros mais altos elevam a referência de custo financeiro da economia, com possível efeito sobre crédito, capital de giro, armazenagem, compra de insumos e investimento. O material disponível, porém, não detalha impactos segmentados por cadeia produtiva ou por linhas específicas de crédito rural.

No curto prazo, o comportamento da curva de juros deve seguir condicionado ao cenário externo, ao leilão do Tesouro e à leitura sobre os efeitos das tarifas dos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Sem informações adicionais sobre medidas setoriais ou repasse ao crédito rural, não é possível dimensionar com precisão o impacto imediato sobre produtores e agroindústrias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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