quarta-feira, junho 3, 2026
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China rejeita acusação dos EUA e critica nova ameaça tarifária de Trump


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A China rejeitou, nesta quarta-feira (3), as acusações dos Estados Unidos de que produtos exportados pelo país seriam fabricados com trabalho forçado. A reação veio após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgar relatório em que defende tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias de dezenas de parceiros comerciais, entre eles China e Brasil.

Segundo o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), China, Brasil e outros países teriam falhado em impedir a entrada e a circulação de produtos fabricados em condições consideradas abusivas. Com base nessa avaliação, o documento sustenta a aplicação de uma nova tarifa adicional de 12,5%.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, negou as acusações e afirmou que o tema está sendo usado como justificativa para novas restrições comerciais. De acordo com a representante, Pequim rejeita o uso da alegação de trabalho forçado como instrumento de pressão política e comercial.

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O governo chinês também declarou que divergências econômicas e comerciais devem ser tratadas por meio de diálogo e cooperação. Segundo a posição oficial apresentada por Pequim, medidas unilaterais e barreiras tarifárias tendem a ampliar a tensão entre parceiros comerciais e a afetar o fluxo global de mercadorias.

O episódio ocorre poucos dias após Donald Trump retornar de visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente Xi Jinping. No encontro, os dois lados discutiram ampliação de acesso de empresas norte-americanas ao mercado chinês e aumento de investimentos chineses nos Estados Unidos.

Para o comércio internacional, o ponto central passa a ser a definição dos produtos que poderão ser atingidos e o alcance efetivo da medida. O material disponível não informa quais itens exportados pelo Brasil estariam sujeitos à tarifa nem detalha cronograma de eventual implementação. Sem essa definição, ainda não há base suficiente para medir efeitos objetivos sobre cadeias agropecuárias, exportadores ou preços de commodities.

O avanço ou não da tarifa adicional dependerá do detalhamento da medida pelos Estados Unidos e da reação dos países citados no relatório. Até o momento, a ausência de lista de produtos e de prazos formais limita uma avaliação técnica mais precisa sobre impactos setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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