CNA critica adiamento de tarifas antidumping sobre leite importado

No dia 1º de junho, celebrado como o Dia Mundial do Leite, a decisão do governo brasileiro de adiar a aplicação de tarifas antidumping sobre a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai gerou forte reação entre os produtores do setor. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) optou por suspender as tarifas, alegando preocupações com os impactos econômicos, mesmo diante da comprovação de práticas desleais de comércio.
Reação do setor produtivo
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) expressou sua insatisfação com a decisão da Camex, destacando a importância da proteção à produção nacional. Segundo a CNA, a pecuária leiteira é responsável por:
- Produzir 35 bilhões de litros de leite por ano.
- Contar com mais de 1,2 milhão de propriedades rurais em todo o Brasil.
- Estar presente em 99% dos municípios brasileiros.
Impactos da decisão
Os produtores brasileiros enfrentam uma concorrência desleal, com preços de leite importado até 60% mais baixos. Essa situação resulta em margens negativas para a atividade, conforme apontado pelo projeto Campo Futuro da CNA. O setor teme que a suspensão das tarifas agrave ainda mais a crise enfrentada desde 2023.
Próximos passos
O próximo passo envolve a publicação da resolução GSEX, que encerrará a investigação sobre o dumping e recomendará a aplicação das tarifas. A CNA terá 20 dias para apresentar seus argumentos e estudos, seguidos de uma nova fase de discussão. A próxima reunião da Camex está agendada para o dia 25 de junho, onde a questão das tarifas poderá ser rediscutida.
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