Projeto abre visitação educativa sobre cavalos-marinhos no Rio de Janeiro

O Projeto Cavalos Marinhos abre ao público, entre domingo (1º) e terça-feira (3), o Espaço Educativo instalado na Universidade Santa Ursula, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A visitação ocorre das 9h às 14h, com inscrição gratuita por formulário. A iniciativa integra a primeira edição da Rio Nature & Climate Week e reúne modelos dos animais, jogos e laboratório com exemplares vivos reproduzidos em cativeiro.
Criado em 2002, o projeto atua há 23 anos na conservação de cavalos-marinhos e dos ecossistemas associados, com base em pesquisa técnico-científica. Segundo a coordenação, o espaço foi estruturado para apresentar o habitat da espécie e o trabalho de reprodução em cativeiro da população de segurança do cavalo-marinho de focinho longo, descrita pela instituição como inédita no Brasil em termos de rastreamento genético e manejo reprodutivo.
De acordo com a coordenadora geral do Projeto Cavalos Marinhos, Natalie Freret-Meurer, a estrutura reúne filhotes, jovens e adultos, além de elementos educativos ligados ao manguezal. A iniciativa também busca ampliar a conscientização sobre os fatores que pressionam a espécie, como destruição de habitat, captura acidental pela pesca industrial e retirada de exemplares para o comércio de aquários.
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Além da frente de conservação, o projeto mantém ações com comunidades costeiras. Uma delas é a formação de mulheres pescadoras para atividades de renda complementar durante o defeso. Em São Pedro da Aldeia, uma turma foi capacitada para produção de biojoias a partir de escamas de peixe. A proposta é criar alternativa econômica em período de restrição da atividade pesqueira.
Segundo o projeto, somente em 2024 as ações alcançaram 2 milhões de pessoas. Nos últimos dois anos, seis regiões com populações de cavalos-marinhos no estado do Rio de Janeiro foram monitoradas mensalmente. O trabalho também atendeu mais de 100 pescadores e promoveu mais de 20 oficinas para mulheres caiçaras, agentes de unidades de conservação, jovens e professores.
Atualmente, o monitoramento abrange áreas das baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama. Desde dezembro de 2025, o projeto também se expandiu para Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES).
Os dados apresentados pelo projeto indicam avanço no monitoramento e na capacitação de comunidades ligadas à pesca e à conservação costeira. A evolução das populações de cavalos-marinhos e os efeitos dessas ações sobre o manejo local dependem de acompanhamento contínuo, segundo as informações disponíveis.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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