Mercado do boi tem pressão no físico e exportação firme
A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária
Agrolink
– Leonardo Gottems

A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária – Foto: Alexandre Teixeira
O mercado pecuário brasileiro atravessou a semana com sinais mistos entre o desempenho firme das exportações e a pressão moderada sobre os preços no físico. A avaliação é da StoneX, que apontou escalas de abate ainda confortáveis na maior parte das principais praças como um dos fatores que limitaram a sustentação das cotações do boi gordo, especialmente em Minas Gerais.
No mercado físico, o movimento foi marcado por ajustes pontuais e por uma postura mais cautelosa dos compradores, em um ambiente no qual a oferta disponível seguiu suficiente para atender à demanda dos frigoríficos. Esse cenário manteve pressão sobre os preços, embora sem indicar uma mudança brusca de direção no curto prazo.
A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária. Os preços ainda elevados do boi magro e do bezerro pressionaram as relações de troca, reduzindo o poder de compra do pecuarista que precisa recompor o rebanho. A piora foi mais evidente em São Paulo, onde a relação entre o boi gordo e os animais de reposição ficou menos favorável ao produtor.
No mercado externo, o quadro seguiu mais positivo. As exportações brasileiras de carne bovina permaneceram em ritmo forte, com volumes elevados e avanço expressivo da receita em relação ao ano passado. Esse desempenho reforçou a presença da proteína nacional no cenário internacional e ajudou a dar suporte ao setor, mesmo diante da pressão observada no mercado doméstico.
Na B3, os contratos futuros do boi gordo oscilaram ao longo da semana, mas encerraram próximos dos níveis registrados no início do período. O comportamento indicou um mercado ainda em consolidação, sem uma definição clara de tendência, e em busca de um novo patamar de equilíbrio entre oferta, demanda interna, reposição e exportações.

