quinta-feira, maio 21, 2026
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Algas marinhas ganham espaço na agricultura


O uso de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas tem ganhado espaço nas lavouras brasileiras diante da busca por maior produtividade, redução de custos e adoção de práticas sustentáveis. Em artigo intitulado “Tecnologia à base de algas melhora desempenho da soja, milho e algodão no Brasil”, Bruno Carloto afirma que produtores de culturas como soja, milho e algodão têm ampliado o interesse por soluções que contribuam para a estabilidade e eficiência das lavouras ao longo do ciclo produtivo.

Segundo o autor, o avanço dessas tecnologias ocorre em um momento de forte crescimento da produção agrícola brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a produção nacional de grãos gira em torno de 355 milhões de toneladas por safra. A soja responde por cerca de 178 milhões de toneladas, enquanto o milho supera 138 milhões. Já o algodão se aproxima de 4 milhões de toneladas produzidas.

No artigo, Bruno Carloto destaca que fatores como disponibilidade de água, equilíbrio nutricional e condições ambientais influenciam diretamente o metabolismo das plantas. Segundo ele, situações de estresse podem comprometer processos importantes, como absorção de nutrientes e fotossíntese, afetando o rendimento final das lavouras. “Por isso, o manejo precisa ser cada vez mais técnico e integrado, com soluções que ajudam a manter o bom desempenho das lavouras”, afirma.

Nesse cenário, os bioestimulantes à base de algas marinhas têm ampliado presença no manejo agrícola. O autor ressalta que os extratos da alga Ascophyllum nodosum possuem compostos naturais capazes de atuar no equilíbrio fisiológico das plantas, favorecendo crescimento mais uniforme e fortalecimento do sistema radicular.

De acordo com o artigo, os efeitos variam conforme a cultura. Na soja e no milho, a tecnologia auxilia na formação inicial das plantas e aumenta a eficiência da absorção de nutrientes. Já no algodão, contribui para a uniformidade dos talhões e para a recuperação das plantas após períodos de estresse climático.

O texto também aponta que os bioestimulantes podem melhorar o aproveitamento dos insumos agrícolas. Com um sistema radicular mais ativo, as plantas conseguem utilizar melhor os nutrientes disponíveis no solo, reduzindo perdas e aumentando o retorno sobre o investimento realizado pelo produtor.

Para Bruno Carloto, o uso de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum se consolida como uma ferramenta do manejo agrícola moderno. “Ao favorecer o equilíbrio fisiológico das plantas e impulsionar o desempenho de culturas importantes para o Brasil, as algas contribuem para uma produção mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios atuais e futuros do setor”, conclui.





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