Preço da soja: Chicago se recupera, mas queda do dólar impede altas relevantes

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas ofertas e ritmo moderado de comercialização. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, os melhores momentos para preços e volumes ocorreram na segunda-feira (4).
"Depois disso, o mercado ficou mais travado, embora algumas regiões tenham mostrado melhor ritmo de comercialização", afirma o analista. Segundo ele, no geral, não houve volumes muito relevantes reportados ao longo da semana.
“Nesta sexta-feira, a Bolsa de Chicago registrou recuperação, mas o dólar caiu, o que limitou mudanças mais expressivas nas cotações internas. Os preços oscilaram de maneira mista”, resume.
O mercado também segue atento aos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para terça-feira (12).
Preços médios da soja no mercado físico
- Passo Fundo (RS): avançou de R$ 122,50 para R$ 123
- Santa Rosa (RS): passou de R$ 123,50 para R$ 124
- Cascavel (PR): subiu de R$ 118 para R$ 118,50
- Rondonópolis (MT): cresceu de R$ 107,50 para R$ 108,50
- Dourados (MS): foi de R$ 110,50 para R$ 111,50
- Rio Verde (GO): elevou de R$ 109 para R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128 para R$ 128,50
- Rio Grande (RS): passaram de R$ 128,50 para R$ 129
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acompanhou o comportamento das cotações do petróleo, ainda em função das dúvidas sobre o futuro do conflito no Oriente Médio. Na semana, a posição julho/26 registrou avanço acumulado de 0,39%.
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De acordo com Silveira, no radar dos participantes para a próxima semana, além do relatório do USDA, o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, também merece atenção. “A expectativa é que seja fechado um acordo de compra do produto norte-americano por parte da China”, ressalta.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar, ou 1,32%, a US$ 12,08 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,02 3/4 por bushel, com avanço de 16,00 centavos de dólar ou 1,34%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,8 ou 0,25% a US$ 319,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,32 centavos de dólar, com ganho de 0,17 centavo ou 0,22%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,54%, sendo negociado a R$ 4,8952 para venda e a R$ 4,8932 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8902 e a máxima de R$ 4,9142. Na semana, a desvalorização chegou a 1,16%.
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