Embrapa lança selo de baixo carbono para milho e sorgo

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou uma iniciativa para elevar a competitividade do agronegócio brasileiro com a ampliação do portfólio de selos de baixo carbono para as culturas de milho e sorgo. O anúncio foi feito durante as celebrações de 50 anos da unidade Embrapa Milho e Sorgo, em Minas Gerais.
O projeto visa estabelecer métricas científicas para mensurar as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de grão produzido, atendendo às crescentes exigências ambientais do mercado internacional.
Em entrevista ao programa Giro do Boi, o engenheiro agrícola e pesquisador Ciro Magalhães, que atua no desenvolvimento de protocolos para a produção de milho e sorgo de baixo carbono, destacou a importância de estimular boas práticas agrícolas.
Confira:
Protocolos técnicos e parcerias
Os novos protocolos técnicos são considerados estratégicos para garantir o escoamento da produção brasileira em mercados rigorosos, como o europeu. A Embrapa pretende desenvolver critérios para medir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEE), seguindo o exemplo de iniciativas como a “Carne Carbono Neutro”.
Em agosto de 2026, a Embrapa abrirá um edital público para parcerias com empresas e instituições interessadas em validar e adotar as tecnologias de baixo carbono. A validação dos protocolos será realizada por certificadoras independentes, conferindo maior credibilidade ao grão nacional no cenário global.
A importância do sorgo
Diante de um ano desafiador marcado pelo fenômeno El Niño, a cultura do sorgo ganha relevância técnica e econômica. Com previsão de recorde acima de sete milhões de toneladas, o sorgo é considerado uma cultura de segurança devido à sua alta tolerância ao estresse hídrico. Recentemente, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) validou o sorgo para a produção de etanol, gerando cerca de 400 litros por tonelada.
Magalhães também ressaltou os desafios enfrentados, como a dependência de fertilizantes nitrogenados, que tiveram seus preços elevados devido a conflitos globais. A implementação de práticas de baixo carbono se torna uma necessidade diante desse cenário.
Redução da pegada de carbono
O novo selo da Embrapa foca na eficiência como motor da redução da pegada de carbono no campo. A pegada de carbono é reduzida quando os produtores conseguem elevar a produtividade na mesma área, diluindo as emissões de diesel e insumos. Os produtos certificados de baixo carbono serão utilizados na alimentação de bovinos que buscam selos de sustentabilidade.
Como enfatizou Magalhães, “na agricultura moderna, não basta ser sustentável, é preciso provar com dados”. A implementação desses protocolos é uma ferramenta importante para transformar boas práticas agrícolas em valor de mercado, blindando a produção brasileira contra barreiras comerciais.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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