segunda-feira, abril 20, 2026
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Café recua, mas segue caro ao consumidor


O preço do café no varejo segue elevado durante o período de entressafra. Segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, em março, o valor médio do pacote de 500 gramas foi de R$ 28,56, o que representa queda de 3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o produto era comercializado a R$ 29,36.

De acordo com o Departamento de Economia Rural, a acomodação dos preços vem sendo observada desde abril de 2025, quando foi registrado o pico de R$ 31,61. “O preço do café no varejo tem se mantido em patamares altos neste período de entressafra”, informa o boletim. Apesar do recuo recente, a redução ainda não compensa a alta registrada anteriormente.

Entre julho de 2024 e julho de 2025, os preços passaram de R$ 16,10 para R$ 31,14, uma elevação de 95%. Segundo o levantamento, enquanto a alta acumulada foi próxima de R$ 15,00, o recuo atual gira em torno de R$ 3,00. Esse movimento impactou o consumo, que apresentou retração de 2,3% em 2025, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café.

Para 2026, a expectativa é de mudança no cenário, com previsão de uma safra maior no Brasil, o que pode reduzir a pressão sobre a oferta. Esse movimento já se reflete nos preços recebidos pelos produtores no Paraná, que recuaram 27% nos últimos 12 meses, passando de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês passado.

O Departamento de Economia Rural destaca que, para que a queda chegue ao consumidor final na mesma proporção, é necessário que os preços permaneçam baixos durante o avanço da colheita. Como o café atualmente disponível foi produzido sob custos mais elevados, a entrada da nova safra tende a pressionar os preços para baixo ao longo do segundo semestre.

O boletim também aponta que fatores externos podem influenciar esse movimento, como tarifas de importação, variações cambiais, custos logísticos e possíveis frustrações de safra. Ainda assim, a avaliação é de que, no curto prazo, esses fatores dificilmente levarão os preços a patamares superiores aos atuais.





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