Pragas afetam lavouras de mandioca no RS
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9), a cultura da mandioca/aipim apresenta avanço em diferentes estágios no Rio Grande do Sul, com início de colheita em algumas regiões e intensificação das operações em outras.
Na região administrativa de Bagé, a colheita está em fase inicial em Uruguaiana. Os produtores aproveitaram a Feira do Peixe realizada na última semana para ofertar as primeiras porções no mercado local. As raízes ainda apresentam diâmetro reduzido, e a expectativa é de aumento na oferta e na qualidade nas próximas semanas, condicionado à redução das temperaturas.
Na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, a cultura está em fase avançada de colheita e comercialização. Há registro de atraso em relação ao ciclo anterior, associado à falta de ramas no plantio. As lavouras apresentam desenvolvimento considerado adequado, com produtividade em torno de 15 toneladas por hectare. O preço pago ao produtor pela caixa de 22 quilos varia entre R$ 25,00 e R$ 30,00, com tendência de recuo nos próximos dias.
Na região de Santa Rosa, as lavouras estão em desenvolvimento, com início da colheita de raízes novas em algumas propriedades. Foram registrados danos causados por mosca-branca, que afetaram o desenvolvimento das plantas e exigiram monitoramento. O impacto na produtividade varia conforme a intensidade da infestação, o estágio da cultura e o manejo adotado. Em áreas com colheita antecipada, os efeitos tendem a ser menores, enquanto em lavouras destinadas à colheita tardia o controle contínuo é necessário para evitar perdas acumulativas. O preço médio ao produtor é de R$ 6,00 por quilo in natura e R$ 10,00 por quilo para produto industrializado.
Na região de Erechim, a colheita foi iniciada, com bom desenvolvimento das raízes e ausência de registros de pragas ou doenças.
Na região de Santa Maria, a maior parte das áreas está em fase de crescimento dos tubérculos, maturação e colheita. Há registros de antracnose em algumas propriedades. Parte da produção está sendo comercializada em feiras e no comércio local.

