terça-feira, abril 14, 2026
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Dólar abaixo de R$ 5: quem ganha e quem perde?


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Foto: Pixabay

O dólar continua em trajetória de queda frente ao real e chegou a testar mínimas de R$ 4,97 no começo da manhã desta terça-feira (14). O movimento ocorre após a moeda norte-americana atingir o menor patamar em mais de dois anos no fechamento de ontem, cotada a R$ 4,99.

Segundo o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria, a baixa do dólar decorre de uma soma de fatores. Entre eles, um ambiente internacional mais fraco para a moeda e a política monetária do Banco Central do Brasil.

“Existe um ambiente global pró-diversificação, com investidores buscando alternativas diante de alguma desconfiança em relação aos ativos norte-americanos”, explica. Esse movimento favorece os ativos brasileiros, aumentando a venda de dólares em troca de reais.

No cenário interno, Campos destaca a manutenção da Selic em um patamar elevado por mais tempo. “A avaliação é de que o Banco Central vai ter que ser mais duro na condução da política monetária”, afirma. om isso, os investidores tendem a se aproveitar do diferencial elevado de juros, cenário que contribui para a valorização do real.

Segundo semestre de fortes emoções

A duração dessa tendência, contudo, tende a ser limitada, especialmente por causa das eleições no Brasil. “Acho que o cenário de curto prazo ainda é favorável ao real, então a gente até pode ver a cotação testando patamares um pouco mais baixos. Difícil mesmo dizer até quando, até onde a gente iria”, observa.

Além das eleições, outros temas também devem pesar sobre o dólar e a economia em geral. Nesse contexto, Campos destaca o cenário fiscal brasileiro.

“Temos um problema fiscal não resolvido. Nesse momento isso está sendo deixado de lado, mas em breve vai voltar, especialmente se quem vencer as eleições não deixar claro quais serão os caminhos para corrigir essa situação”, alerta.

Queda do dólar: bom para quem?

“Em linhas gerais, a queda do dólar é um fator positivo para quem importa e negativo para quem exporta”, esclarece o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.

No campo, a desvalorização da moeda pode atenuar os custos de produção em um primeiro momento, mas o encarecimento de fertilizantes, fretes marítimos e a inflação por causa da guerra no Oriente Médio devem anular os efeitos positivos.

Barabach também destaca que a baixa do dólar tem contribuído para a valorização de algumas commodities nas bolsas internacionais. Porém, há ressalvas. “A queda do dólar acaba jogando contra o preço dos produtos de exportação (recebe-se menos em reais por dólar vendido)”, diz.

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