Reta final da soja pode derrubar até 20% da safra
Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo
Agrolink
– Leonardo Gottems

Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo – Foto: Pixabay
A fase final do ciclo da soja concentra riscos decisivos para o desempenho da lavoura e exige atenção redobrada do produtor. Nos 30 a 40 dias que antecedem a colheita, a cultura direciona energia para o enchimento dos grãos, tornando-se mais sensível a danos foliares que afetam diretamente a produtividade e a qualidade.
Nesse período, as chamadas Doenças de Final de Ciclo ganham relevância. Luiz Henrique Marcandalli, da Rainbow Agro, explica que o avanço dessas doenças pode provocar desfolha precoce e encurtar o enchimento dos grãos. Ao infectarem os tecidos, os patógenos causam lesões que reduzem a fotossíntese, com impacto direto no rendimento e na qualidade da produção.
Dados da Embrapa indicam que, sem controle adequado, as perdas podem superar 20%. Como costumam ocorrer simultaneamente e são difíceis de diferenciar em campo, essas enfermidades são tratadas como um complexo. A redução da área foliar sadia se intensifica nas últimas semanas e, em condições climáticas favoráveis, os sintomas evoluem rapidamente, diminuindo o tempo de resposta do produtor.
Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo, a mancha-parda e a cercosporiose, que comprometem as folhas e podem levar à necrose. O manejo envolve o uso de defensivos agrícolas, com escolha e aplicação ajustadas à pressão local, ao estágio da planta e às recomendações técnicas. O acompanhamento especializado também contribui para definir estratégias mais eficientes e equilibrar custo e proteção.
A Rainbow Agro destaca soluções como o fungicida Zerrust Mixx, que reúne diferentes ativos para o controle do complexo de doenças. A empresa afirma oferecer tecnologias voltadas à eficiência e qualidade no enfrentamento das DFCs.

