Empresas comandadas por líderes constroem ambientes mais sustentáveis
O futuro das empresas rurais depende menos de controle excessivo e mais da capacidade de liderar, desenvolver equipes e construir ambientes sustentáveis de trabalho. Essa visão foi compartilhada pelo zootecnista e especialista em gestão agrícola, Ricardo Arantes, durante a palestra “A força da gestão de pessoas no agro”.
Na atualidade, o setor vive um momento decisivo para testar a maturidade de empresários, gestores e líderes diante das transformações no mercado, nas relações de trabalho e no perfil das novas gerações, explica Arantes. E ter essa percepção, faz toda diferença no dia a dia.
O ponto alto desta discussão é saber diferenciar gestão e liderança. Na prática, o especialista explicou que a gestão está ligada a metas, objetivos, processos e foco no negócio, enquanto a liderança exige visão, propósito, adaptação, inovação e capacidade de influenciar pessoas.
“A operação é muito mais centrada em gestão, mas o sucesso sustentável vem quando se coloca as pessoas em primeiro lugar. Quando você cuida das pessoas, os indicadores vêm com mais consistência”, evidenciou.
É importante evitar os microgerenciamentos
A cultura do microgerenciamento precisa ser olhada com mais atenção. De acordo com Arantes, quando a companhia só roda sob vigilância constante do dono ou gestor, o problema não está na equipe, mas na ausência de liderança estruturada. “Se a sua empresa só funciona quando você está em cima, você não tem gestão, você tem dependência. Liderar é construir um time que funciona sem você”, disse.
O especialista também chamou atenção para a necessidade de rever modelos antigos de comando diante das mudanças geracionais no mercado de trabalho. Para ele, ignorar essa transformação é comprometer a continuidade das empresas. “As pessoas mudam e elas são a parte mais importante do nosso trabalho”, reforçou.
Como se adaptar melhor nesse cenário?
O impacto da comunicação na retenção de talentos foi outro ponto enfatizado. Para o especialista, boa parte dos conflitos e desligamentos nas empresas nasce da forma como líderes se relacionam com seus times. “As pessoas se demitem de pessoas, não das empresas”, ressaltou. Como caminho, ele defendeu três pilares para relações mais saudáveis e produtivas: clareza, intenção explícita e coerência entre discurso e ação. “Aprendam a se comunicar. Treinem. Façam um curso de oratória. Essa jornada trará sucesso”, concluiu.

