Mais de 100 aves silvestres expostas em evento ilegal são resgatadas

Uma ação conjunta do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Polícia Militar da Bahia resultou na interrupção de um evento ilegal de canto de pássaros e no resgate de 106 aves silvestres, no extremo sul do estado. no último domingo (14).
A operação ocorreu após uma denúncia de maus-tratos a animais silvestres. Uma guarnição da 44ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foi acionada para averiguação da ocorrência.
Ao chegarem ao local, agentes ambientais e policiais encontraram dezenas de pessoas e diversas gaiolas com aves silvestres expostas, caracterizando a prática irregular.
Com a aproximação das equipes de fiscalização, parte do público deixou o Ginásio Municipal de Medeiros Neto, onde o evento clandestino acontecia, pela saída dos fundos. Porém, um grupo permaneceu no local e indicou quem seria o responsável pela organização.
Durante a vistoria, apenas três pessoas se identificaram como proprietárias de aves, apontando quatro gaiolas. Os demais presentes alegaram estar somente assistindo ao evento sendo liberados logo após averiguação.

No interior do ginásio, a fiscalização contabilizou 106 aves silvestres mantidas de forma irregular. Diante da gravidade da situação, os envolvidos foram conduzidos à Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, onde foram ouvidos, qualificados e liberados posteriormente, conforme os procedimentos legais.
Gripe aviária
De acordo com a fiscal ambiental do Inema Naira Leone, os torneios de canto de aves silvestres são uma prática legal, uma vez que previamente autorizados. Contudo, com o cenário de gripe aviária, a atividade está temporariamente proibida.
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A medida preventiva procura evitar riscos de contaminação e proteger tanto a fauna quanto a saúde pública. “Por isso, qualquer realização de evento desse tipo neste momento configura descumprimento das normas vigentes”, finaliza a fiscal.
Consequências do ato
As aves resgatadas foram recolhidas para adoção das medidas cabíveis previstas na legislação ambiental, e diversas gaiolas foram destruídas ainda no local.
Além disso, conforme os fiscais, alguns dos pássaros expostos no evento poderiam alcançar valores superiores a R$ 50 mil no mercado ilegal.
A ocorrência foi enquadrada como crime ambiental, com base no artigo 29 da Lei nº 9.605/98, que trata dos crimes contra o meio ambiente, especialmente aqueles relacionados à captura, manutenção e utilização de espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização do órgão ambiental competente.
*Sob supervisão de Victor Faverin
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