sexta-feira, março 27, 2026
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Manejo no corte de soqueira: estratégia para canaviais



O manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente



Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente
Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ Assessoria, o corte de soqueira é um dos momentos mais críticos para o canavial. As feridas deixadas na planta tornam-na mais suscetível à entrada de patógenos e ao estresse, fatores que podem comprometer tanto a brotação quanto o vigor da lavoura.

Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente. Essa prática visa estimular a brotação, reduzir o estresse pós-corte e controlar pragas e doenças, promovendo mais sustentabilidade e longevidade ao canavial. Entre os principais agentes biológicos utilizados estão Bacillus spp., que produz antibióticos naturais e biofilmes protetores; Trichoderma spp., com ação antagônica a fungos fitopatogênicos; Pseudomonas spp., que solubiliza fósforo e libera compostos voláteis; além de microrganismos que atuam como indutores de resistência, fortalecendo as defesas da planta.

No entanto, Zucchi alerta para os desafios desse manejo. O ambiente do corte é extremamente hostil aos bioinsumos, devido à alta radiação ultravioleta, baixa umidade e à liberação de exsudatos vegetais, que podem favorecer microrganismos oportunistas. Além disso, é fundamental garantir a sincronia entre a aplicação dos bioinsumos e a retomada da atividade metabólica da planta, bem como verificar a compatibilidade dos biológicos com outros defensivos utilizados na lavoura.

“Lembre-se: manejar biologicamente o corte de soqueira é manejar um sistema vivo, interconectado e responsivo – deve ser feito com parcimônia e inteligência. Afinal, o manejo biológico da soqueira não começa no corte… Começa na busca pela produtividade sustentável de quem aplica!”, conclui.

 





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