terça-feira, junho 16, 2026

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Mercado de sementes entra em nova fase



Aumento da área plantada foi decisivo


Aumento da área plantada foi decisivo
Aumento da área plantada foi decisivo – Foto: Divulgação

O mercado de sementes de soja no Brasil avançou com a expansão da oleaginosa, a adaptação de cultivares às diferentes regiões produtoras e a melhora das práticas agrícolas. A avaliação é do Rabobank, que aponta que esses fatores ajudaram a elevar o potencial produtivo da cultura no país e sustentaram o crescimento do setor nos últimos anos.

Segundo o banco, o aumento da área plantada também foi decisivo para o desenvolvimento desse mercado. A combinação entre demanda crescente e boas margens operacionais na produção de grãos, especialmente no início da década, atraiu novos participantes para a atividade. Muitos deles investiram na instalação de unidades de beneficiamento, ampliando a oferta de sementes no mercado nacional.

Esse fluxo de novos entrantes, porém, aumentou a fragmentação do setor. Na análise do Rabobank, a elevação da oferta é hoje um dos principais fatores por trás dos desafios enfrentados pelas empresas de sementes de soja. A maior presença de players intensificou a competição e passou a exigir mais eficiência comercial, operacional e regional.

O banco também cita a experiência recente do setor de revendas como um ponto de atenção. A tentativa de consolidação nacional sob uma mesma bandeira mostrou que esse tipo de movimento pode encontrar obstáculos quando a atividade depende de conhecimento local, relacionamento com produtores e atuação próxima das regiões atendidas.

Para o Rabobank, a evolução do mercado de sementes tende a seguir caminho semelhante ao das revendas agropecuárias. Em uma primeira etapa, a consolidação deve ocorrer em nível regional, envolvendo empresas mais eficientes. Só depois o setor poderia avançar para uma consolidação com participantes de alcance nacional.

Apesar dos desafios, a perspectiva é de continuidade no desenvolvimento do mercado brasileiro de sementes de soja. Entre os temas que devem influenciar essa trajetória estão acesso ao crédito, pirataria, edição gênica e mudanças climáticas.

 





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PIB forte não garante corte maior da Selic; confira análise da especialista do PicPay 


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre, puxado por agro e indústria extrativa, mas sem reaceleração da demanda doméstica.

O mercado segue esperando corte de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom.

Lá fora, inflação persistente nos EUA mantém o Fed cauteloso e o Payroll de sexta será o grande teste da semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

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Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Powell diz que Fed politizado reduziria confiança na política monetária


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

Jerome Powell, diretor e ex-presidente do Federal Reserve, afirmou neste sábado (31) que um banco central politizado nos Estados Unidos comprometeria a confiança pública na política monetária. A declaração foi feita durante o discurso de aceitação do Prêmio John F. Kennedy Perfil em Coragem de 2026. Segundo ele, as decisões do Fed não devem considerar interesses de partidos ou de políticos.

No discurso, Powell disse que a independência do Federal Reserve é condição para que o público confie em decisões tomadas com base no interesse da economia norte-americana. Segundo ele, sem essa autonomia, a credibilidade da instituição seria perdida.

A premiação foi concedida pela família Kennedy em reconhecimento à atuação de Powell na defesa da independência do banco central dos Estados Unidos, mesmo diante de pressões políticas e ataques públicos dirigidos à instituição. Os organizadores afirmaram que ele manteve o compromisso com a estabilidade econômica do país apesar de críticas partidárias e tentativas de influência sobre a condução da política monetária.

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A fala tem relevância para o mercado porque o Federal Reserve define a taxa básica de juros da maior economia do mundo, referência para o custo global do crédito, para o comportamento do dólar e para a precificação de ativos. Esses fatores têm relação direta com o ambiente de financiamento, câmbio e formação de preços de commodities agrícolas negociadas internacionalmente.

O conteúdo divulgado, no entanto, não trouxe nova decisão de juros, indicação formal sobre o próximo passo da política monetária nem detalhes adicionais sobre calendário de cortes ou manutenção das taxas. Assim, o efeito imediato sobre mercados, exportações do agro e custos financeiros depende das próximas sinalizações oficiais do banco central e da reação dos investidores.

Do ponto de vista técnico, a declaração reforça a defesa institucional da autonomia do Federal Reserve, mas não altera, por si só, o cenário monetário dos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a leitura prática seguirá concentrada nas próximas decisões de juros, no comportamento do dólar e nos reflexos sobre crédito e commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.

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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

Projeção para a produção brasileira

As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.

EUA

Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.

As informações são da Safras & Mercado.

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Presença de búfalos em unidade de conservação é problema localizado, diz ABCB


Búfalos
Foto: Stéphany Franco/AgroEffective

A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) falou em nota publicada neste domingo (31) sobre a presença de búfalos na Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia.

Em nota oficial, a entidade afirmou que a situação deve ser tratada como um desafio ambiental específico e localizado, sem associação direta com a bubalinocultura brasileira conduzida com manejo técnico, controle sanitário e acompanhamento produtivo.

Segundo a ABCB, os animais existentes na região têm origem em iniciativas de introdução produtiva realizadas na década de 1950, quando búfalos foram levados ao estado com o objetivo de fomentar a produção de carne e leite.

Com a descontinuidade dessas ações, parte dos rebanhos passou a se reproduzir sem manejo, controle populacional, acompanhamento sanitário ou avaliação zootécnica, formando populações não manejadas em áreas que hoje integram unidades de conservação.

A entidade reconhece que a presença de animais sem controle reprodutivo ou sanitário, independentemente da espécie, pode provocar impactos ambientais e riscos à sanidade. “A situação registrada em Rondônia não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável”, destaca a entidade.

Por isso, a associação avalia que o enfrentamento do caso exige estudos técnicos, monitoramento ambiental e sanitário, critérios científicos, respeito à legislação e protocolos adequados de bem-estar animal. “O tema deve ser tratado como um desafio ambiental específico e localizado, com atuação coordenada dos órgãos competentes”, diz a nota.

Bubalinocultura regular

A ABCB também destaca que a bubalinocultura regular no Brasil segue práticas de manejo produtivo, bem-estar animal, eficiência econômica, controle zootécnico e sanidade dos rebanhos. A atividade é voltada à produção de carne, leite e derivados, com presença em diferentes regiões do país e participação na geração de renda no meio rural.

No entendimento da associação, a condução do caso em Rondônia deve considerar controle populacional e medidas de mitigação dos impactos identificados.

“A ABCB coloca-se à disposição para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos e apoio à construção de soluções viáveis, responsáveis e alinhadas ao interesse público”, informa o comunicado.

A entidade reforça que a situação registrada na Reserva Biológica do Guaporé não deve ser confundida com a bubalinocultura produtiva brasileira. Para a ABCB, o caso decorre da ausência de controle ao longo do tempo e exige atuação técnica, institucional e baseada em evidências.

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Petrobras reduzirá em R$ 0,3515 por litro preço do diesel A


Petrobras reduz preço do diesel A para distribuidoras a partir de domingo

A Petrobras informou neste sábado (31) que adotará, a partir da segunda-feira (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Com a medida, o valor médio de venda passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584.

Em nota, a Petrobras afirmou que o desconto equivalente ao valor da subvenção busca neutralizar a reoneração de PIS e Cofins prevista também para a segunda-feira (1º). A empresa informou que, para o consumidor final, a medida tende a compensar o efeito tributário decorrente da retomada da cobrança.

A estatal destacou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo federal. A medida provisória publicada neste sábado (31) criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível, em substituição a programas adotados desde março.

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O novo anúncio ocorre em um ambiente de volatilidade no mercado internacional de energia, citado no texto oficial em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Nesse contexto, a política de subvenção busca limitar o repasse imediato das oscilações externas ao mercado doméstico.

Para o setor agropecuário, o diesel é um item relevante na estrutura de custos, especialmente no transporte de insumos e da produção, além do abastecimento de tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. O efeito prático sobre fretes, operações no campo e custos logísticos, no entanto, depende do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da formação de preços nas bombas, etapa sobre a qual a Petrobras não detalhou projeções.

A companhia informou que qualquer decisão adicional sobre a nova subvenção será divulgada posteriormente ao mercado.

Até o momento, o dado confirmado é a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras a partir da segunda-feira (1º). O impacto final sobre o custo do combustível para transportadores, produtores rurais e demais consumidores dependerá do repasse efetivo da subvenção e da reoneração tributária nos próximos elos da cadeia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Carga com 41 toneladas de sebo bovino avaliada em R$ 207 mil é apreendida


sebo bovino
Foto: divulgação/Sefa

Na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Sudeste do estado foram apreendidas, neste sábado (30), cerca de 41 toneladas de sebo bovino, com origem em Santarém, no Pará e destino a Candeias, na Bahia. A carga estava avaliada em R$ 207.350,00.

A apreensão ocorreu no posto fiscal da Ponte do Rio Tocantins, no km 423 da rodovia BR-150 em Marabá.

“Após a análise dos documentos e consulta aos sistemas da Sefa foi constatado  que o contribuinte deixou de recolher o ICMS no prazo regulamentar, relativamente à mercadoria sujeita à antecipação na saída do tebrritório paraense”, informou o coordenador, Cicinato Oliveira.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 34.834,80, recolhido pelo contribuinte.

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Leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril


O preço do leite UHT avançou em abril de 2026 e passou a liderar as maiores altas do varejo alimentar no país. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, o produto subiu 18,3% no mês, em um cenário marcado por menor produção nacional, sazonalidade e maior pressão sobre itens básicos da alimentação.

O leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril, conforme o levantamento da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que atua na gestão da cadeia de consumo. A variação colocou o produto no topo das altas do mês.

A pressão ocorre em um momento de redução da produção nacional. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), a coleta caiu 3,9% de fevereiro para março. No acumulado dos três primeiros meses do ano, a retração chegou a 11,1%. O movimento é atribuído a fatores sazonais, entre eles a menor disponibilidade de pastagens, além de uma postura mais cautelosa dos produtores depois de um 2025 marcado por margens apertadas.

A alta não ficou restrita ao leite UHT. Outros produtos de consumo frequente também subiram em abril. Os queijos passaram de R$ 63,61 para R$ 65,12, avanço de 2,4%. O feijão foi de R$ 7,51 para R$ 7,67, com alta de 2,1%. Legumes subiram 2%, e o pão registrou aumento de 1,8%.

Para Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, o comportamento dos preços mostra concentração em grupos sensíveis à oferta e ao período do ano.

“Os dados mostram uma pressão concentrada em categorias essenciais e mais sensíveis à sazonalidade, como lácteos e hortifruti, mantendo o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras”, explica Alves.

Quando o recorte é o acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como o principal destaque de alta. O preço passou de R$ 5,50 para R$ 6,89, variação de 25,3%. Na sequência aparecem o leite UHT, com alta acumulada de 21,7%; o feijão, com 20,5%; os ovos, com 13,4%; e a carne bovina, com 6,6%.

O conjunto de dados reforça a pressão sobre produtos essenciais da cesta básica e ajuda a explicar a atenção maior do consumidor na hora da compra.

A tendência apontada pela Neogrid é de continuidade da instabilidade em categorias mais vulneráveis ao clima e à oferta. A avaliação vale especialmente para lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. “Para os próximos meses a tendência é de continuidade da volatilidade em categorias mais sensíveis à oferta e ao clima, como lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. Ao mesmo tempo, categorias industrializadas e algumas proteínas devem seguir mais estáveis, sustentadas pela maior competitividade no varejo e acomodação de custos”, acrescenta Alves.

A fala indica que o movimento de alta não atinge todos os grupos da mesma forma. Enquanto alimentos dependentes de condições climáticas e oferta mais curta tendem a oscilar, categorias industrializadas e parte das proteínas podem apresentar comportamento mais estável.

Na região Sul, o levantamento mostra que a pressão também atingiu alimentos básicos. As maiores altas de abril foram registradas em farinha de mandioca, com 21,1%; leite UHT, com 18,5%; legumes, com 9,1%; feijão, com 5,7%; e queijos, com 3,8%.

Em sentido oposto, algumas categorias recuaram. A carne suína caiu 8,9%, os ovos tiveram baixa de 5,1%, o frango recuou 4,9%, o sal caiu 4% e o açúcar teve redução de 3,5%.

Esse contraste mostra que, mesmo dentro da cesta alimentar, o comportamento dos preços varia conforme oferta, categoria e dinâmica regional.

A alta do leite UHT em abril reforça a ligação direta entre produção no campo, disponibilidade de matéria-prima e preço ao consumidor. Para o setor agropecuário, o avanço dos lácteos ocorre em um momento de menor captação, pastagens menos disponíveis e cautela dos produtores. Nos próximos meses, a atenção deve permanecer sobre a oferta de leite, hortifruti e itens básicos. A volatilidade nessas categorias tende a seguir influenciando decisões de produtores, cooperativas, indústrias, varejistas e consumidores.





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Chuvas em Roraima mobilizam técnicos federais para resposta a desastres


Chuvas em Roraima mobilizam técnicos federais para resposta a desastres

Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram enviados a Roraima para apoiar a resposta aos desastres provocados pelas chuvas no estado. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 5,6 mil pessoas foram atingidas e não há registro de mortes. A atuação federal inclui apoio ao reconhecimento de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos.

As equipes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao MIDR, participaram neste sábado (30), em Boa Vista, de reuniões com representantes da Defesa Civil de Roraima para monitorar a situação e alinhar as ações de resposta.

De acordo com o ministério, a chuva acima da média histórica provocou alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, além de interrupções em rodovias e estradas vicinais. O cenário também levou ao isolamento de comunidades indígenas e rurais, com impacto sobre o deslocamento local e o acesso a serviços essenciais.

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Atualmente, o estado monitora 18 pontos críticos, entre eles cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados são Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis.

Entre os casos reportados, a região do Jacamim, em Bonfim, concentra cerca de 100 famílias isoladas. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido. Em Normandia, comunidades localizadas às margens do Rio Maú foram atingidas pelas cheias.

A previsão até a próxima terça-feira (2) indica acumulados entre 50 e 100 milímetros (mm) por dia em grande parte de Roraima. O centro-norte do estado deve registrar os maiores volumes, com risco mais elevado para Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista.

Nesse contexto, a orientação oficial é que a população acompanhe os alertas das defesas civis, evite áreas alagadas e deixe imediatamente locais com sinais de risco, como trincas em paredes ou elevação rápida do nível de rios.

O avanço das ações de assistência e restabelecimento dependerá da evolução das chuvas e da formalização dos pedidos de apoio federal. Até o momento, os órgãos oficiais informam monitoramento contínuo da situação, sem divulgação de estimativa consolidada sobre danos econômicos no estado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Startup oferece aluguel de abelhas para ajudar na polinização de cafezais


abelhas
Foto: AgroBee/divulgação

Voando de flor em flor, as abelhas são responsáveis pela polinização das diversas espécies vegetais e têm sido fundamentais ao longo da história para promover a variabilidade genética das plantas e a agricultura.

No Noroeste Fluminense, uma startup aposta na força da polinização natural para aumentar a produtividade dos cafezais. A Rent a Bee oferece aluguel de colmeias de abelhas da espécie Apis mellifera e acompanhamento técnico da atuação dos insetos nas lavouras. A iniciativa foi contemplada pela FAPERJ por meio do edital Doutor Empreendedor.

“A polinização é um trabalho que as abelhas realizam naturalmente há 125 milhões de anos. A grande virada evolutiva dos vegetais aconteceu a partir da polinização cruzada feita pelas abelhas, que é a transferência do gameta masculino para o feminino nas flores. A partir de então começou a existir a variabilidade genética das plantas na natureza”, explicou CEO da Rent a Bee, Paula de Sousa Barbosa.

A CEO justificou que sem as abelhas não existem alimentos. O açaí, por exemplo, depende 100% delas. Algumas culturas de café dependem até 90% das abelhas. A carne também, porque a soja depende das abelhas. De acordo com ela sem o polinizador não há soja, principal fonte proteica do animal.

Etapas

Médica Veterinária com Doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela explica as diferentes etapas do trabalho da Rent a Bee, que tem como público-alvo produtores especializados em cafés especiais.

Segundo Paula, o serviço oferecido pela startup inclui desde a avaliação técnica da propriedade até o monitoramento da polinização nos cafezais. Antes da instalação das colmeias, a equipe analisa fatores como disponibilidade de água para as abelhas, uso de pesticidas na área e nas propriedades vizinhas.

Cerca de dez dias antes da florada do café, as colmeias são levadas para a lavoura, com a instalação de sete a nove caixas por hectare, totalizando aproximadamente 700 mil abelhas na área cultivada. Paula, que também é professora auxiliar na Estácio de Sá, em Campos dos Goytacazes, explica que cada caixa mede 58 centímetros por 46 centímetros de altura e 41 centímetros de frente.

Transporte

Fascinada pelo universo das abelhas, Paula explica os cuidados durante o transporte dos insetos produtores de mel. “Transportamos as abelhas à noite porque elas costumam trabalhar de dia e voltar à noite para a colmeia. Elas são soltas no cafezal uns sete dias antes da floração, porque as flores do café abrem todas de uma vez”, afirma.

Paula explica que, após o período de florada, as abelhas retornam naturalmente às colmeias durante a noite, atraídas pelo odor da rainha, que permanece no ninho. Segundo ela, a retirada dos enxames exige experiência e manejo cuidadoso, realizado com equipamentos de proteção contra ferroadas e o uso do fumegador, aparelho utilizado na apicultura para produzir fumaça e facilitar o trabalho com as colmeias.

Expectativa

Paula espera que a Rent a Bee se torne um diferencial tecnológico para os produtores de cafés especiais no estado do Rio de Janeiro. “Nossa ideia é que esse conhecimento técnico se transforme em instrumento de organização e eficiência para fortalecer nossa cadeia agrária de uma maneira cada vez mais sustentável”, concluiu.

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