terça-feira, junho 16, 2026

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Fiscais agropecuários participam do 18º Simpósio Internacional de Suinocultura em Porto Alegre


Fiscais estaduais agropecuários participaram do 18º Simpósio Internacional de Suinocultura, realizado em Porto Alegre, com o objetivo de ampliar a qualificação técnica na defesa sanitária animal. O evento abordou temas cruciais para a excelência da carne produzida no Brasil, destacando a importância da biosseguridade no campo.

Temas debatidos no simpósio

  • Produção e reprodução de suínos
  • Bem-estar animal
  • Biosseguridade dos rebanhos
  • Mudanças na legislação sobre antimicrobianos
  • Novas exigências para grandes reprodutores

Participação da SEAP e Fundesa

Nesta edição, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAP) participou com o apoio do Fundesa, enviando sete técnicos de diferentes regionais do estado. O foco foi a qualificação técnica dos profissionais, visando atender às demandas dos criadores de suínos.

Importância da biosseguridade

A biosseguridade das granjas suínas foi um dos temas mais abordados nas palestras, sendo considerado de extrema relevância para a saúde dos rebanhos no Rio Grande do Sul e no Brasil.

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Boi gordo inicia semana com leve alta dos preços; veja as cotações


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com manutenção do padrão de negócios. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias aponta que, no geral, os frigoríficos ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate, que na média nacional atendem entre cinco e sete dias úteis.

"A demanda permanece aquecida, com exportações em forte ritmo, com destaque para os embarques remanescentes para a China e com a expectativa de término da cota de 1,106 milhão de toneladas entre os meses de junho e julho", ressalta.

O especialista pontua que o mercado aguarda pelo anúncio chinês de que 80% da cota brasileira foi preenchida, movimento que deve fazer com que as indústrias no Brasil adotem um comportamento diferente, reduzindo a capacidade de abate.

“Já as exportações para os Estados Unidos também estão aquecidas neste momento. Além disso, às vésperas dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, haverá melhora do consumo doméstico, atuando como mais um elemento de alta dos preços da arroba”, concluiu.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 352,45 — na sexta: R$ 352,25
  • Goiás: R$ 332,68 — na sexta: R$ 332,86
  • Minas Gerais: R$ 326,76 — na sexta: R$ 327,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,70 — na sexta: R$ 352,50
  • Mato Grosso: R$ 354,05 — na sexta: R$ 353,24

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, abriu a semana contando com preços acomodados, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.

“Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento. A carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à de frango”, diz Iglesias.

  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,0211 para venda e a R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.

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Alta ou queda? Saiba como ficaram as cotações de soja no Brasil na abertura de junho


Monte de soja em grão formando mapa do Brasil. Sobre ele, três notas de 50 reais. Ao redor, moedas de diversos valores
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, com preços entre estáveis e mais fracos e sem registro de volumes relevantes negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela combinação da queda do dólar e pela reversão das cotações na Bolsa de Chicago ao longo do dia.

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Durante a manhã, os contratos da soja chegaram a operar em alta na CBOT, mas perderam força durante a tarde. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,00, fator que reduziu a competitividade dos preços internos e afastou os vendedores do mercado.

“Isso afastou o produtor das ofertas e levou à retenção de negócios”, afirmou Silveira.

Com menor interesse de venda e ausência de estímulos mais consistentes para a comercialização, a sessão foi marcada por pouca movimentação e negociações pontuais.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): queda de R$ 121,00 para R$ 120,50
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
  • Rio Grande (RS): queda de R$ 132,00 para R$ 131,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira com comportamento misto na Bolsa de Chicago. As posições mais próximas foram pressionadas pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos, enquanto os vencimentos mais distantes encontraram suporte na valorização do petróleo.

As chuvas registradas durante o final de semana favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras norte-americanas. O mercado também aguardou a divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras e os números de esmagamento referentes ao mês de maio.

As inspeções de exportação dos Estados Unidos somaram 494.286 toneladas na semana encerrada em 28 de maio. Na semana anterior, o volume havia alcançado 588.897 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total foi de 301.459 toneladas.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os preços da commodity dispararam após notícias de que o Irã interrompeu negociações com os Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito entre os países.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,80 3/4 por bushel, com queda de 6 centavos de dólar ou 0,50%. O contrato agosto encerrou a US$ 11,85 por bushel, recuo de 5,25 centavos ou 0,44%.

No farelo de soja, o vencimento julho fechou em US$ 326,50 por tonelada, baixa de US$ 3,30 ou 1,00%. Já o óleo de soja para julho encerrou a 79,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,37 centavo ou 1,76%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0211 para venda e R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.

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‘Preparação para eventos extremos ainda é desafio’, diz Iagro sobre casos de morte de animais por hipotermia em MS


gado morto por onda de frio no Pantanal
Foto: reprodução/redes sociais/imagem de arquivo

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul confirmou nesta segunda-feira (1º) que, até o momento, 83 bovinos morreram por hipotermia em propriedades rurais do estado.

Segundo a entidade, os óbitos decorrem da combinação de temperaturas muito baixas e da exposição prolongada dos animais ao frio intenso. A Iagro recebeu comunicações de cinco propriedades, sendo quatro na região de Nova Andradina, com 74 animais mortos, e uma propriedade em Angélica, com 9 mortos.

Marco Aurélio Guimarães, gerente de Controle e Operações da entidade, explica que parte das perdas poderia ser reduzida com medidas preventivas, como suplementação alimentar, oferta de abrigos e manejo antecipado dos animais em áreas menos expostas ao frio.

“No entanto, a preparação para eventos extremos ainda é um desafio. Muitos produtores não dispõem de estrutura suficiente para enfrentar ondas de frio tão intensas”, destaca.

A Iagro lembra que animais debilitados ou mais jovens tendem a ser os mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso. “Não há indícios de falha generalizada no manejo, mas sim de que a mudança climática foi intensa em curto espaço de tempo e a dificuldade de resposta imediata em algumas propriedades”, aponta Guimarães.

Impacto econômico

Segundo a Iagro, as mortes por hipotermia não apresentam risco sanitário relacionado à disseminação de doenças ou à qualidade da carne.

“Não há relação direta com disseminação de doenças ou comprometimento da qualidade da carne. O impacto é essencialmente econômico, afetando diretamente o pecuarista e, indiretamente, a cadeia produtiva pela redução de oferta e perdas financeiras”, explica Guimarães.

O que fazer para evitar mortes no rebanho?

Para minimizar os impactos causados pelo frio no rebanho, a Iagro recomenda que os produtores adotem algumas medidas de manejo preventivo, como evitar manter os rebanhos em áreas próximas a corpos d’água e oferecer abrigo aos animais mais sensíveis, facilitando a assistência e o acompanhamento do manejo.

A entidade recomenda ainda reforçar a alimentação do rebanho durante os períodos de frio, com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados, além de comunicar imediatamente à Iagro mortalidades acima dos índices considerados normais.

O que fazer em caso de mortes de animais?

Em caso de constatação de óbito, o Serviço Veterinário Oficial (SVO), executado pela Iagro, realiza inspeção para verificar a situação e efetuar a baixa do estoque dos animais mortos. Nos casos em que a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular.

Além disso, a remoção rápida das carcaças é considerada essencial para evitar riscos sanitários, como a ocorrência de botulismo e outras enfermidades associadas à putrefação.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação adicional, os produtores podem entrar em contato com a Iagro pelo WhatsApp: (67) 99961-9205.

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Junho chega e ‘abre as portas’ para o El Niño: mês será de frio, calor ou chuva?


massa de ar frio
Foto: Pixabay

O mês de junho chega com a presença do El Niño e a manutenção da área de alta pressão, que nada mais é do que o ar polar atuando em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Esse cenário mantém as temperaturas mais baixas, mas sem risco de geadas para as lavouras.

A ocorrência do El Niño não impede a atuação de massas de ar de origem polar. Embora as temperaturas possam ficar acima da média em alguns períodos, ainda haverá episódios de frio ao longo do mês.

As chuvas mais fortes devem se concentrar na região Norte, enquanto o tempo permanece aberto em grande parte do país. Nas próximas 24 horas, não há previsão de chuva, apenas pancadas mais leves no Norte, em áreas do Nordeste e em trechos da costa do Sudeste.

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7 a 11 de junho

O frio, sem potencial para causar prejuízos às lavouras, deve persistir até o dia 6. Entre os dias 7 e 11, no entanto, as temperaturas poderão cair de forma mais acentuada na Serra Catarinense, na Serra Gaúcha e no sul do Paraná, com registros abaixo dos 6°C.

O alerta é que, entre os dias 9 e 10, uma frente fria de maior intensidade deve avançar pelo país, levando umidade para a região Sul. Até lá, esse cenário não deve se concretizar. Na sequência, a umidade tende a avançar para áreas que necessitam de chuva, como as regiões produtoras de milho segunda safra.

A previsão é considerada positiva para o setor agrícola, já que a chuva deve beneficiar áreas que precisam de reposição hídrica. Neste ano, os volumes de precipitação têm sido menos expressivos em diversas regiões produtoras, tornando esse retorno da umidade especialmente importante para o desenvolvimento das lavouras.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cooperado da Castrolanda amplia produção de 300 para 18 mil litros diários em menos de uma década


No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a história do cooperado Frederik de Jager exemplifica a evolução da atividade leiteira na Castrolanda. Em menos de uma década, a produção da propriedade passou de cerca de 300 litros por dia, em 2017, para mais de 18 mil litros diários em 2026, resultado de investimentos planejados, gestão familiar e apoio técnico da cooperativa.

A trajetória começou de forma simples, com apenas 12 vacas e estrutura adaptada da pecuária de corte. O ingresso na atividade surgiu a partir do interesse do filho Felipe, que ainda era adolescente na época.

“O começo foi desafiador. Não tinha estrutura nenhuma, aproveitei o que tinha do gado de corte para iniciar no leite. Eu nunca imaginei que iria para o leite, mas o sonho dele acabou virando o meu também”, relembra Frederik.

A história da família também se conecta às origens da própria Castrolanda.

Neto de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil em 1951, Frederik destaca a importância da atividade leiteira para a formação da cooperativa.

“A Castrolanda vive o leite. Desde o início, todas as famílias vieram com gado leiteiro. Era a forma de sobrevivência. Nós estamos usufruindo hoje do que os pioneiros começaram. Foi um trabalho quase inacreditável, de muita coragem e dedicação”, afirma.

O crescimento da produção foi sustentado por uma estratégia de expansão gradual e planejada. Segundo o cooperado, uma das principais decisões foi investir em infraestrutura antes mesmo da necessidade imediata, garantindo conforto animal e capacidade para crescimento.

“Eu nunca esperei as vacas chegarem para depois construir. Sempre preparei o espaço antes, para não superlotar e garantir conforto dos animais”, explica.

Atualmente, o Grupo de Jager possui estrutura para aproximadamente 800 vacas, sendo cerca de 440 em lactação. O produtor também destaca a definição de metas claras como fator decisivo para alcançar novos patamares de produtividade.

Para Frederik, a atividade leiteira oferece oportunidades de geração de valor dentro da própria propriedade, desde que haja atenção constante aos detalhes relacionados à alimentação, manejo e bem-estar animal.

Diferencial

Outro diferencial da trajetória foi a parceria construída com a Castrolanda desde o início da atividade. A família optou por concentrar esforços na gestão e no crescimento do negócio, confiando à cooperativa o suporte técnico e nutricional.

“Colocamos como regra que a assistência técnica e a nutrição seriam com a Castrolanda, porque o nosso objetivo era focar no crescimento”, comenta.

As decisões da propriedade também são tomadas de forma compartilhada entre Frederik, a esposa e os filhos, fortalecendo a sucessão familiar e o alinhamento estratégico do negócio.

Além da produção de leite, a família investe na diversificação das atividades, atuando também na produção de grãos e na suinocultura. Segundo o cooperado, essa estratégia contribui para a sustentabilidade econômica da propriedade e reduz riscos diante das oscilações do mercado.

Ao falar sobre a importância da cooperativa, Frederik ressalta a segurança proporcionada ao produtor e o papel da assistência técnica, especialmente para pequenos e médios cooperados.

“Saber que o leite vai ser coletado e comercializado tira um peso enorme. Você pode focar na sua produção, que já exige muito. Um pequeno produtor bem estruturado pode ser tão competitivo quanto um grande”, destaca.

Com os olhos voltados para o futuro, a família já trabalha para alcançar uma nova meta, que é produzir 30 mil litros de leite por dia nos próximos anos.

“A roda do leite não para. As bezerras já estão lá, as novilhas também. O crescimento continua acontecendo”, afirma.

Ao refletir sobre a trajetória construída até aqui, Frederik resume o caminho percorrido em três pilares: fé, trabalho e continuidade. “Eu tenho certeza de que Deus está por trás de tudo isso. A Castrolanda cresceu com fé e muito trabalho”, finaliza.





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El Niño pode prejudicar plantio da soja e elevar risco climático na safra 2026/27


Plantação de soja
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O El Niño deve ganhar força ao longo dos próximos meses e já acende um alerta para a safra 2026/27 no Brasil. Segundo a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, os maiores impactos devem ocorrer entre a primavera e o verão, com risco de calor excessivo, irregularidade das chuvas e dificuldades no início do plantio de grãos, especialmente da soja.

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Durante entrevista no Mercado & Companhia, Josélia explicou que o fenômeno ainda está em fase inicial e, por isso, não exerce influência significativa sobre o clima brasileiro neste mês de junho. Apesar disso, a especialista reforçou que o cenário climático para os próximos meses exige atenção do setor produtivo.

Segundo a meteorologista, o frio registrado neste começo de junho no Centro-Sul do país não contradiz o avanço do El Niño.

Ela explica que o fenômeno ainda está em desenvolvimento e que seus efeitos mais relevantes devem aparecer apenas no fim do inverno e, principalmente, na primavera e no verão.

“Efetivamente, tecnicamente, o El Niño não tem influência no clima do Brasil em junho ainda”, afirmou Josélia Pegorim.

Para este mês, a previsão indica temperaturas mais baixas no Centro-Sul do país devido à passagem de massas de ar frio, enquanto áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste devem continuar registrando máximas acima de 30 °C, comportamento considerado normal para o período seco.

Primavera preocupa por calor excessivo e chuva irregular

De acordo com Josélia, a principal preocupação para o agro está no comportamento climático da primavera, período que marca o início do plantio da safra de verão.

A meteorologista alerta para a combinação entre calor acima da média e irregularidade das chuvas, cenário que pode comprometer a germinação e o estabelecimento das lavouras.

“Esse início de plantio vai ser delicado, com irregularidade da chuva e excesso de calor”, destacou.

Segundo ela, pancadas isoladas podem induzir produtores a iniciarem o plantio antes da consolidação das chuvas regulares.

“O produtor pode achar que a chuva começou de vez, plantar, e depois perder a semente por falta de umidade”, alertou.

A orientação da meteorologista é para que agricultores acompanhem constantemente as atualizações das previsões climáticas nos próximos meses.

Sul pode enfrentar excesso de chuva durante o verão

Enquanto Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar irregularidade das precipitações, o Sul do Brasil deve ter um comportamento oposto sob influência do El Niño.

Segundo Josélia Pegorim, o fenômeno normalmente aumenta os volumes de chuva na região Sul do país, o que pode trazer desafios relacionados ao manejo do solo e ao escoamento da água.

A meteorologista destacou, porém, que isso não significa necessariamente repetição de eventos extremos como as enchentes históricas registradas recentemente no Rio Grande do Sul.

“Não significa que vai cair o mundo no Sul do Brasil novamente, mas teremos uma tendência de mais chuva e menos horas de sol”, explicou.

Super El Niño

Apesar da expectativa sobre a intensidado do fenômeno, Josélia Pegorim afirmou que ainda não há base técnica suficiente para classificar o evento climático como um “Super El Niño”.

Segundo ela, o cenário mais provável neste momento é de um El Niño forte, condição que já seria suficiente para provocar impactos importantes sobre o clima brasileiro.

Café também pode ser afetado

Além da preocupação com a próxima safra de grãos, a meteorologista também chamou atenção para o excesso de umidade previsto neste começo de junho em importantes regiões cafeeiras.

Áreas de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso do Sul devem registrar chuva acima do normal nos próximos dias.

Segundo Josélia, o cenário exige atenção dos produtores de café por conta do período de colheita. “O excesso de umidade não é nada bem-vindo quando estamos falando de colheita”, afirmou.

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China impõe novas exigências para importação de alimentos do Brasil


A China anunciou novas exigências para a importação de alimentos, aumentando o rigor sobre a qualidade, origem e rastreabilidade dos produtos. A medida não impede as compras, mas eleva o nível de exigência para os exportadores, reforçando a atenção ao Brasil, que tem na China seu principal mercado no agronegócio.

Impacto das novas regras

As novas regras da China podem ser vistas sob dois ângulos principais:

  • Aumento da demanda por alimentos na China, devido ao crescimento da população urbana e à necessidade de segurança alimentar.
  • A necessidade do Brasil de diversificar seus mercados, reduzindo a dependência do mercado chinês.

Qualidade e segurança alimentar

O Brasil já possui um padrão elevado na produção de alimentos, mas deve se adaptar às exigências do seu maior parceiro comercial. É crucial que o país busque novos mercados e mantenha a qualidade de suas exportações.

Produtos afetados

As novas exigências não se aplicam a produtos como soja e café, que já são bem qualificados pela China. No entanto, carnes, frutas e outros produtos estão sujeitos às novas regras.

Conclusão

A decisão da China não deve prejudicar o Brasil, que já vem se preparando para atender a essas exigências. O agronegócio brasileiro continua sendo uma força vital para a economia, com potencial para superar desafios e expandir sua presença no mercado global.

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El Niño pode impactar safra de grãos e clima no Brasil em 2026


O fenômeno climático El Niño, que se intensifica no Brasil, pode trazer impactos significativos para a safra de grãos e o clima nos próximos meses, segundo especialistas. A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, destacou que, embora o fenômeno esteja em desenvolvimento, suas consequências mais severas devem ser sentidas na primavera e no verão de 2026.

Temperaturas e chuvas em junho

Em junho, o Brasil apresenta um cenário climático diversificado. Enquanto o centro-sul do país enfrenta temperaturas mais baixas, a metade norte registra máximas superiores a 30ºC. Josélia explicou que, neste mês, o El Niño ainda não exerce influência significativa no clima brasileiro, mas as preocupações aumentam para a safra 2026/2027.

Impactos esperados na primavera

  • Excesso de calor e irregularidade nas chuvas podem afetar o plantio.
  • A safra de soja, que começa na primavera, requer atenção especial devido a possíveis chuvas irregulares.
  • O fenômeno pode causar um aumento na temperatura e variações nas precipitações, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Recomendações para agricultores

Os agricultores devem estar atentos às previsões mensais e se preparar para as condições climáticas adversas. A irregularidade das chuvas pode levar a perdas significativas nas plantações, especialmente se as chuvas iniciais não forem suficientes para repor a umidade do solo.

Além disso, a colheita de café em junho pode ser afetada por chuvas excessivas, especialmente nas regiões de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A meteorologista recomenda que os produtores se mantenham informados sobre as condições climáticas para minimizar os riscos.

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Inflação sobe pela 12ª vez e Focus revisa projeções do PIB e dólar


Analistas do mercado financeiro elevaram as projeções para a inflação em 2026 e reduziram as estimativas para o dólar, conforme os dados do boletim Focus do Banco Central divulgados hoje. A inflação medida pelo IPCA, índice oficial, subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª alta consecutiva. Em contrapartida, a projeção para o dólar caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, representando a segunda queda consecutiva. Para o PIB, a expectativa é de leve alta, passando de 1,89% para 1,90%.

Projeções de inflação e PIB

A estimativa para a inflação e o PIB reflete as condições econômicas atuais e as expectativas do mercado. Os principais pontos incluem:

  • Inflação (IPCA) subiu para 5,09%
  • Projeção do PIB aumentou para 1,90%
  • Estimativa do dólar caiu para R$ 5,16
  • Taxa básica de juros permanece em 3,5% ao ano

Impactos no mercado

A economista chefe do Picpay, Ariane Benedito, destacou que o crescimento do PIB no primeiro trimestre foi impulsionado pela agropecuária, mas a indústria e os serviços apresentaram crescimento mais modesto. Isso pressiona o COPOM a manter uma política monetária cautelosa, dificultando cortes mais agressivos nas taxas de juros.

Expectativas futuras

O mercado também está atento aos dados econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar o humor global e, consequentemente, o desempenho dos ativos brasileiros. A expectativa é que dados mais fortes nos EUA possam elevar o dólar e impactar a inflação no Brasil.

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