segunda-feira, junho 1, 2026
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Alta ou queda? Saiba como ficaram as cotações de soja no Brasil na abertura de junho


Monte de soja em grão formando mapa do Brasil. Sobre ele, três notas de 50 reais. Ao redor, moedas de diversos valores
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, com preços entre estáveis e mais fracos e sem registro de volumes relevantes negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela combinação da queda do dólar e pela reversão das cotações na Bolsa de Chicago ao longo do dia.

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Durante a manhã, os contratos da soja chegaram a operar em alta na CBOT, mas perderam força durante a tarde. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,00, fator que reduziu a competitividade dos preços internos e afastou os vendedores do mercado.

“Isso afastou o produtor das ofertas e levou à retenção de negócios”, afirmou Silveira.

Com menor interesse de venda e ausência de estímulos mais consistentes para a comercialização, a sessão foi marcada por pouca movimentação e negociações pontuais.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): queda de R$ 121,00 para R$ 120,50
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
  • Rio Grande (RS): queda de R$ 132,00 para R$ 131,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira com comportamento misto na Bolsa de Chicago. As posições mais próximas foram pressionadas pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos, enquanto os vencimentos mais distantes encontraram suporte na valorização do petróleo.

As chuvas registradas durante o final de semana favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras norte-americanas. O mercado também aguardou a divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras e os números de esmagamento referentes ao mês de maio.

As inspeções de exportação dos Estados Unidos somaram 494.286 toneladas na semana encerrada em 28 de maio. Na semana anterior, o volume havia alcançado 588.897 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total foi de 301.459 toneladas.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os preços da commodity dispararam após notícias de que o Irã interrompeu negociações com os Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito entre os países.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,80 3/4 por bushel, com queda de 6 centavos de dólar ou 0,50%. O contrato agosto encerrou a US$ 11,85 por bushel, recuo de 5,25 centavos ou 0,44%.

No farelo de soja, o vencimento julho fechou em US$ 326,50 por tonelada, baixa de US$ 3,30 ou 1,00%. Já o óleo de soja para julho encerrou a 79,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,37 centavo ou 1,76%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0211 para venda e R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.

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