sábado, junho 13, 2026

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Embrapa destaca avanços e desafios da inteligência artificial na agricultura tropical


Embrapa destaca avanços e desafios da inteligência artificial na agricultura tropical

A inteligência artificial vem ampliando espaço no agronegócio brasileiro, com uso em atividades como detecção precoce de doenças em folhas e monitoramento de rebanhos por drones. O tema foi discutido durante painel promovido na Reunião de Pesquisa de Soja, em Londrina (PR), nos dias 10 e 11 de junho. No evento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou aplicações atuais da ferramenta e uma visão sobre o desenvolvimento voltado à agricultura tropical.

Segundo o material divulgado, o panorama foi apresentado por Stanley Oliveira, chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital. A exposição reuniu exemplos de uso da inteligência artificial já associados ao agronegócio, com foco em automação e agricultura de precisão.

Entre as aplicações citadas estão a identificação antecipada de doenças nas folhas e o acompanhamento de rebanhos com apoio de drones. O conteúdo fornecido não detalha quais culturas, sistemas produtivos ou regiões já utilizam essas soluções, nem informa escala de adoção, custos ou ganhos operacionais.

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No cenário internacional, Oliveira afirmou que a China lidera a robótica agropecuária e o uso massivo de constelações de satélites para mapeamento terrestre. Já os Estados Unidos concentram quase 40% das AgTechs do mundo, de acordo com a apresentação mencionada no evento.

No caso brasileiro, o destaque foi para o desenvolvimento de soluções voltadas à agricultura tropical. Esse recorte indica uma linha de adaptação tecnológica às condições de produção do país, embora o material não informe exemplos específicos de ferramentas, estágio de implementação ou prazos para expansão.

A discussão ocorreu em um encontro técnico ligado à pesquisa em soja, o que reforça a relação do tema com sistemas produtivos que dependem de monitoramento, coleta de dados e apoio à tomada de decisão no campo.

O painel apresentou a inteligência artificial como uma frente em evolução dentro do agronegócio, com aplicações já identificadas em lavouras e na pecuária. O material fornecido, porém, não traz números sobre adoção no Brasil nem detalha impactos econômicos diretos para produtores.

Fonte: embrapa.br

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Unha-do-diabo: espécie invasora que ameaça cadeia da carnaúba entra no foco de plano nacional


Unha-do-diabo
Foto: Governo do Ceará/ divulgação Agência Câmara de Notícias

A espécie de planta exótica invasora unha-do-diabo, que tem avançado e causado danos socioambientais e econômicos na região Nordeste, foi objeto de um encontro técnico promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Associação Caatinga, em maio.

A reunião, que ocorreu em Fortaleza (CE), contou com representantes de instituições federais, estaduais e municipais, de pesquisa, do setor produtivo e de comunidades afetadas pela espécie. 

No encontro, foi discutida a proposta do Plano Nacional de Prevenção, Monitoramento e Manejo da espécie, cujo nome científico é Cryptostegia madagascariensis. A planta é uma trepadeira que afeta principalmente a cadeia produtiva da carnaúba.

Embora sua ocorrência esteja frequentemente associada a essa palmeira, a espécie invasora apresenta ampla capacidade de dispersão, sendo encontrada em margens de corpos hídricos, como rios e açudes, formando densos maciços vegetais que dificultam o acesso de pessoas e animais aos corpos d’água.

Equipes estiveram diversos dias em campo para analisar áreas de ocorrência da espécie invasora. A unha-do-diabo possui elevada capacidade de regeneração e rebrota mesmo após ser cortada, além de produzir um látex tóxico, o que torna o manejo ainda mais complexo e arriscado.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo discutidas, ganhou destaque o uso de controle biológico com o fungo da ferrugem Maravalia cryptostegiae, agente anteriormente utilizado na Austrália no controle de espécie do mesmo gênero, apresentando resultados positivos relevantes. 

Nesse contexto, foi apontada a necessidade de se avançar na análise e viabilização dos processos regulatórios para pesquisa, importação e eventual uso do agente biológico no Brasil. Também foi destacada a importância de se avaliar a possibilidade de declaração de emergência fitossanitária ou ambiental, instrumento que pode conferir maior celeridade aos processos legais e administrativos para o enfrentamento da invasão. 

Atividades

Além da discussão técnica, foram realizadas diversas atividades de campo no estado do Ceará durante os dias seguintes, incluindo visitas a fazendas-modelo,  áreas e comunidades afetadas pela espécie invasora.

Nessas ações, foram coletados relatos e observações diretas da invasão biológica, além de serem discutidos diferentes métodos de manejo e tecidas articulações entre atores ambientais locais. 

O evento no Ceará teve apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e do Sindicato das Indústrias Refinadoras de Cera de Carnaúba no Estado do Ceará (Sindcarnaúba).

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Crise na Terra do Meio: apreensão de gado provoca confronto entre pecuaristas e fiscalização; veja vídeo


apreensão de gado no pará gera conflito com pecuaristas
Foto: reprodução

Uma operação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), provocou tensão entre produtores rurais e agentes federais na zona rural de São Félix do Xingu, na região conhecida como Terra do Meio, no sudeste do Pará. O episódio ocorreu na última terça-feira (9) durante uma ação de apreensão de gado na Estação Ecológica da Terra do Meio.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram produtores tentando impedir a retirada dos animais e soltando parte do rebanho que estava sendo transportado pelos agentes. A reação ocorreu em meio à Operação Pasto Nullus, deflagrada pelo ICMBio no último dia 3 de junho com o objetivo de combater o desmatamento ilegal e a atividade pecuária considerada irregular dentro da unidade de conservação.

A região da Terra do Meio é uma das áreas mais sensíveis da Amazônia em relação aos conflitos fundiários e ambientais. O episódio ampliou o debate sobre fiscalização ambiental, segurança jurídica e os limites da atuação dos órgãos federais em áreas protegidas.

Segundo relatos de produtores e lideranças locais, a ação teria ocorrido sem a apresentação de ordem judicial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal Delegado Caveira (PL-PA) questionou a legalidade da operação.

“Não apresentaram ordem judicial ou qualquer outro dispositivo legal para estar cometendo essas atrocidades na fazenda do senhor Pedro Coco”, afirmou o parlamentar.

A Estação Ecológica da Terra do Meio é uma unidade de conservação de proteção integral, categoria na qual a exploração econômica privada é proibida. De acordo com o ICMBio, os animais apreendidos estariam sendo criados irregularmente dentro da área protegida e em locais oficialmente embargados pelo próprio instituto.

Em nota, o órgão afirmou que as apreensões seguem uma série de dispositivos administrativos e jurídicos e são consideradas uma ferramenta essencial para interromper atividades ilegais em áreas onde os embargos ambientais não vêm sendo respeitados.

Segundo o instituto, os rebanhos estavam pastando em áreas já embargadas, cujos ocupantes haviam sido previamente notificados. O órgão sustenta que a permanência da atividade pecuária nessas condições configura descumprimento reiterado da legislação ambiental brasileira.

O ICMBio também informou ter identificado irregularidades sanitárias durante a fiscalização. Conforme o órgão, parte dos animais não estaria declarada junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), situação que poderia caracterizar fraude na atividade pecuária e representar riscos ao controle sanitário da produção.

Ainda segundo o instituto, a operação está sendo conduzida com respaldo jurídico e respeita processos de regularização fundiária em andamento, além de garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório dos envolvidos.

As operações de retirada de gado em áreas protegidas vêm sendo utilizadas com frequência crescente pelos órgãos ambientais federais nos últimos anos. O ICMBio afirma que esse tipo de ação tem contribuído para reduzir o desmatamento ilegal em unidades de conservação da Amazônia.

Enquanto entidades ligadas à proteção ambiental defendem o rigor na fiscalização para conter o avanço do desmatamento, produtores rurais da região relatam prejuízos e questionam a legalidade dos procedimentos adotados. O episódio reforça a tensão histórica entre conservação ambiental, produção agropecuária e regularização fundiária em uma das regiões mais disputadas da Amazônia brasileira.

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Seminário em Recife debate desertificação e justiça ambiental no Semiárido


Seminário em Recife debate desertificação e justiça ambiental no Semiárido

A Casa IBGE Brasil Fundaj, em Recife (PE), recebe nos dias 17 e 18 de junho o seminário “Caatinga em Disputa: ciência, território e justiça ambiental diante da desertificação”. O evento integra a programação da Jornada da Terra 2026 e é alusivo ao Dia Mundial de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, celebrado na quarta-feira (17). A proposta é reunir pesquisadores, gestores públicos, organizações sociais, acadêmicos e sociedade civil para discutir transformações territoriais e o papel dos dados na formulação de políticas públicas.

A programação foi organizada em quatro painéis temáticos, com um debate pela manhã e outro à tarde, nos dois dias do seminário. Segundo o material divulgado, os encontros tratarão de desertificação no Semiárido, eventos climáticos extremos, vulnerabilidade territorial, limites técnicos para reversão do processo e disputas relacionadas a créditos de carbono e minerais críticos na região.

Na quinta-feira (18), os debates serão voltados a territórios, saberes e narrativas sobre a Caatinga, além de desafios ligados à expansão das energias renováveis no Semiárido. O texto de divulgação informa que os painéis também abordarão aspectos legais, governança e justiça energética.

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O terceiro painel, previsto para a manhã de quinta-feira (18), terá a participação do pesquisador Andre Luiz Ferreira, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a apresentação “Quem conta a Caatinga? Estatísticas públicas, invisibilidades territoriais e disputa por reconhecimento”. O debate discutirá a articulação entre dados, gestão pública e saberes locais. Também participam Ludmila Calado, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Carlos Magno, do Centro Sabiá, e Sara Brito Cruz, da Asacom. A moderação será de Paula Reis, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O seminário é promovido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI), com apoio de diversas instituições, entre elas o IBGE. A participação é aberta e gratuita, mas sujeita à lotação. As inscrições, segundo o material informado, devem ser feitas diretamente na Fundaj, em Recife.

A programação do segundo dia inclui ainda o lançamento do Dossiê Desertificação da Revista Coletiva e uma mesa de encerramento para sistematização das discussões e construção de propostas futuras.

De acordo com a organização, o objetivo do seminário é ampliar a articulação entre ciência, políticas públicas e sociedade civil no enfrentamento da desertificação. O material divulgado não detalha estimativas de impacto produtivo, econômico ou regional associadas aos temas que serão debatidos.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Superávit comercial soma US$ 3,2 bilhões em junho


A balança comercial brasileira iniciou junho com saldo positivo de US$ 3,2 bilhões, resultado de exportações de US$ 8 bilhões e importações de US$ 4,7 bilhões na primeira semana do mês. A corrente de comércio alcançou US$ 12,7 bilhões no período, conforme dados divulgados na segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado de 2026, as exportações somam US$ 156,6 bilhões, enquanto as importações atingem US$ 120,7 bilhões. Com isso, o superávit comercial chega a US$ 35,9 bilhões e a corrente de comércio alcança US$ 277,21 bilhões.

Na comparação entre as médias diárias da primeira semana de junho de 2026 e de junho de 2025, as exportações cresceram 37,6%, passando de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,997 bilhão. As importações também avançaram, embora em ritmo menor, com alta de 2,3%, passando de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,186 bilhão.

A média diária da corrente de comércio atingiu US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,63 milhões. Em relação ao mesmo período de junho do ano passado, a corrente de comércio registrou crescimento de 22%.

O avanço das exportações foi observado em todos os grandes setores da economia. Na agropecuária, a média diária embarcada aumentou 36,6%, enquanto a indústria extrativa registrou crescimento de 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram alta de 37,6%.

Até a primeira semana de junho, as exportações da agropecuária somaram US$ 1,88 bilhão. Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado estão o café não torrado, com aumento de 43,8%, a soja, com avanço de 27,9%, e o algodão em bruto, que registrou crescimento de 138,1%.

Na indústria extrativa, as vendas externas chegaram a US$ 1,74 bilhão, impulsionadas principalmente pelo minério de ferro e seus concentrados, cujos embarques cresceram 42,9%, pelos minérios de cobre e seus concentrados, que avançaram 296,5%, e pelos óleos brutos de petróleo, com alta de 8,9%.

A indústria de transformação exportou US$ 4,33 bilhões no período. Os principais destaques foram a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com crescimento de 56,9%, os farelos de soja e outros alimentos para animais, que avançaram 115,1%, e os óleos combustíveis de petróleo, com aumento de 178,6%.

Apesar do resultado positivo, alguns produtos apresentaram retração nas exportações. Entre eles estão os produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com queda de 46,8%, a madeira em bruto, com recuo de 28,6%, e as matérias vegetais em bruto, que registraram redução de 13,2%. Também houve diminuição nas vendas externas de fertilizantes brutos, minérios de níquel, gás natural, açúcares e melaços, além de aeronaves e equipamentos relacionados.

Pelo lado das importações, o crescimento foi liderado pela indústria extrativa, que avançou 41,6% e movimentou US$ 270 milhões. A agropecuária registrou aumento de 8%, alcançando US$ 100 milhões, enquanto a indústria de transformação teve alta de 0,8%, com importações de US$ 4,36 bilhões.

O aumento das compras externas foi impulsionado por produtos como pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com crescimento de 33,8%, cevada não moída, que avançou 99,4%, e produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com alta de 47,2%. Na indústria extrativa, destacaram-se os fertilizantes brutos, com aumento de 527,6%, além dos óleos brutos de petróleo, que cresceram 108,3%.

Na indústria de transformação, os maiores avanços ocorreram nas importações de tubos e perfis ocos de ferro ou aço, com crescimento de 455,8%, válvulas, diodos e transistores, que registraram alta de 99,8%, e veículos automóveis de passageiros, com aumento de 21,2%.

Alguns segmentos, no entanto, apresentaram retração nas importações. Entre eles estão trigo e centeio não moídos, milho não moído e látex e borracha natural na agropecuária. Também houve redução nas compras de carvão mineral, outros minerais em bruto e minérios de base na indústria extrativa. Já na indústria de transformação, caíram as importações de óleos combustíveis, motores e máquinas não elétricos e aeronaves e equipamentos relacionados.

Os resultados da primeira semana de junho reforçam o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, sustentado principalmente pelo avanço das exportações agropecuárias, minerais e industriais.





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Veto ao PL dos Safristas reacende debate sobre apoio ao trabalho rural


Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara

O veto total ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (11) e abriu nova frente de discussão sobre medidas de apoio ao setor agropecuário. Segundo o texto fornecido, a proposta previa que trabalhadores safristas integrantes do Bolsa Família não perdessem o benefício durante contratos temporários na safra. A justificativa apresentada pelo Executivo foi a de que a medida criaria despesa obrigatória de caráter continuado.

De acordo com o material, o projeto buscava permitir a contratação formal de trabalhadores temporários do campo sem interrupção do benefício social. O texto também previa acesso a direitos trabalhistas, como FGTS, INSS, férias e 13º salário.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou o veto. O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da bancada, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), afirmou que a proposta ampliaria a formalização e a arrecadação sobre os contratos. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), disse que a medida permitiria carteira assinada ao trabalhador temporário com manutenção do benefício social.

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Segundo o conteúdo fornecido, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados teve apoio amplo na votação realizada em maio. O relator da matéria na Casa, deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), afirmou que a bancada vai atuar para tentar derrubar o veto no Congresso Nacional. O autor da proposta inicial, deputado Zé Vitor (PL-MG), declarou que o projeto também daria mais segurança às contratações temporárias no campo.

O material cita ainda outras pautas em discussão. Uma delas é a proposta de renegociação de dívidas rurais aprovada pelo Senado nesta semana. Segundo o texto, o governo já sinalizou que pode vetar a medida, mas não há, no material fornecido, detalhamento sobre o alcance da proposta, valores envolvidos ou produtores atendidos.

Outro ponto mencionado é o bloqueio de aproximadamente R$ 461 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), valor que, segundo a fonte, corresponde a quase metade dos recursos previstos. O texto também informa que, no ano passado, mais de R$ 500 milhões foram contingenciados.

Até o momento, o fato confirmado no material é o veto ao PL dos Safristas, já publicado. As demais frentes citadas envolvem reação da FPA, bloqueio de recursos do seguro rural e expectativa de tramitação no Congresso. O conteúdo fornecido não informa prazo para eventual análise do veto nem detalha os impactos quantitativos das medidas sobre produtores ou trabalhadores.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Colheita de soja no RS termina com corte na produtividade e forte contraste regional


plantação de soja
Foto: Divulgação/Emater-RS

A safra de soja 2025/2026 no Rio Grande do Sul está tecnicamente encerrada, conforme relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (11). Restam apenas áreas pontuais.

A finalização das últimas operações de colheita foi dificultada pelas condições atmosféricas registradas no período, com elevada umidade relativa do ar, presença frequente de neblina e baixa insolação, fatores que atrasaram os trabalhos em campo.

Os resultados produtivos consolidados mostram elevada variabilidade entre as regiões do estado, reflexo das diferentes condições hídricas ao longo do ciclo. A produtividade média foi reavaliada para 2.707 kg por hectare, o que representa uma queda de 14,8% em relação à projeção inicial de 3.180 kg/ha.

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A área efetivamente plantada somou 6.697.172 hectares, recuo de 1,5% na comparação com os 6.796.172 hectares registrados na safra anterior, segundo dados do IBGE.

Apesar da redução na produtividade, a produção total alcançou 18.132.401 toneladas, um avanço de 32,9% frente às 13.643.986 toneladas colhidas na temporada passada. A Emater informa que uma nova revisão de produtividade ainda está em andamento e deve ser divulgada nos próximos relatórios.

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Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca entra na pauta de câmara setorial no RS


Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca entra na pauta de câmara setorial no RS

Integrantes da Câmara Setorial da Aquicultura se reuniram nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre e também de forma online, sob coordenação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Na pauta esteve a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, prevista para ocorrer em Brasília em novembro deste ano. O encontro no Rio Grande do Sul será realizado no dia 3 de julho, no auditório da Famurs.

Segundo o material divulgado, as inscrições para a etapa estadual começam na próxima segunda-feira (15), no site da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Além da participação presencial, haverá possibilidade de envio virtual de propostas antes do evento. Nesse caso, o formulário ficará aberto de segunda-feira (15) até o dia 30 de junho.

Na etapa estadual, serão discutidas propostas para encaminhamento à conferência nacional e escolhidos sete delegados para representar o Rio Grande do Sul. De acordo com a SDR, a representação abrangerá pesca artesanal, pesca industrial, academia, aquicultura e setor público.

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O engenheiro agrônomo Marlon Arenhardt, da organização do evento na SDR, informou que o envio virtual de propostas poderá ser feito no mesmo período de inscrições. Os temas definidos para debate são “sustentabilidade, meio ambiente e clima”, “dados, ordenamento e governança e inovação” e “assistência técnica e sanidade”.

Durante a reunião, também foi citado o acordo de cooperação técnica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Clima Temperado (Embrapa Clima Temperado) e a SDR para troca de informações e georreferenciamento de viveiros escavados no Rio Grande do Sul. O pesquisador da Embrapa Daniel Webber afirmou, segundo o texto original, que a base de dados é importante para o monitoramento e o gerenciamento da atividade aquícola.

A superintendente federal de Pesca e Aquicultura no Rio Grande do Sul, Ana Luiza Spinelli Pinto, destacou a necessidade de os aquicultores providenciarem a licença da atividade. Segundo ela, o documento é essencial para o exercício da aquicultura e para a regularidade no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). O material não informa o número atual de produtores registrados no estado.

As informações divulgadas indicam que a etapa estadual servirá para consolidar propostas e definir a representação gaúcha na conferência nacional. O material original não detalha metas, orçamento ou impactos econômicos esperados para os produtores.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Seapi erradica foco de greening e amplia monitoramento em Palmitinho


Rio Grande do Sul confirma primeiros casos de greening em plantas cítricas

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) concluiu, nesta quinta-feira (11), a erradicação do foco de greening (HLB) e o monitoramento em um raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Desde a confirmação do primeiro registro no Rio Grande do Sul, em 8 de junho, servidores do Estado e da União atuam na contenção do foco.

Segundo a Seapi, cerca de 60 plantas com sintomas compatíveis com a doença foram identificadas e erradicadas na área de contenção. As ações abrangeram 26 imóveis localizados no raio inicial de monitoramento.

A próxima etapa será conduzida pelo Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, com levantamento fitossanitário em um raio de 2,4 quilômetros ao redor do foco. De acordo com o material divulgado, essa nova fase deve abranger aproximadamente 230 imóveis.

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As medidas em andamento incluem remoção de plantas infectadas, controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor da bactéria associada ao greening, e monitoramento das propriedades no entorno da área afetada. Os trabalhos são realizados em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB).

A principal hipótese informada para a introdução da doença no Rio Grande do Sul é o uso de mudas irregulares já contaminadas. Por isso, o DDV orienta produtores e consumidores a utilizar exclusivamente mudas produzidas conforme a legislação federal, com origem comprovada, rastreabilidade e garantia fitossanitária.

A identificação do foco ocorreu após monitoramento da Defesa Vegetal. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas 374 armadilhas em 77 municípios, com 4.326 leituras para detecção do psilídeo. Em 2025, a Seapi realizou 211 inspeções em pomares de 65 municípios e coletou 13 amostras suspeitas, todas com resultado negativo. Em 2026, até a confirmação do foco em Palmitinho, haviam sido feitas outras 47 inspeções em 19 municípios, também sem registros positivos.

De acordo com a Seapi, o greening afeta todas as espécies de citros, não tem tratamento curativo e pode reduzir a produtividade, comprometer a qualidade dos frutos e levar à morte das plantas. O material divulgado não informa prazo para conclusão do novo levantamento em raio de 2,4 quilômetros.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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FMI reduz projeções para zona do euro e prevê alta de juros pelo BCE


Produto Interno Bruto da zona do euro cai 0,2% no 1º trimestre, mostra Eurostat

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, nesta quinta-feira (11), suas projeções de crescimento para a zona do euro e elevou as estimativas de inflação para 2026 e 2027. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio e a alta dos preços de energia ampliaram os desafios para o bloco, em um cenário já marcado por envelhecimento populacional e baixa produtividade. O relatório também indica necessidade de alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

De acordo com o FMI, a projeção de crescimento da zona do euro foi reduzida para 0,9% em 2026 e 1,2% em 2027. Os números ficaram, respectivamente, 0,5 ponto porcentual e 0,2 ponto porcentual abaixo das estimativas anteriores ao conflito citado no relatório.

Para a inflação cheia, a revisão foi de 2% para 2,8% em 2026 e de 1,9% para 2,3% em 2027. Com isso, os preços permaneceriam acima da meta de 2% do BCE até 2028, segundo a instituição.

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O FMI afirmou que a guerra representa um choque negativo de oferta “grande, mas temporário”, com efeitos sobre a confiança e sobre as condições financeiras. O relatório acrescenta que os riscos seguem inclinados para crescimento mais fraco e inflação mais alta, sobretudo se o choque energético durar mais tempo ou se houver novas interrupções na oferta de energia.

Diante desse quadro, o Fundo informou que a taxa de juros do BCE precisará subir para conter os efeitos do aumento da energia sobre os preços. No cenário-base, a instituição considera uma alta acumulada de 50 pontos-base em 2026 em relação ao nível anterior à guerra. O documento também registra que uma postura “ligeiramente mais restritiva” pode ser necessária.

No comércio, o FMI destacou que acordos amplos e com compromissos profundos, como os negociados pela União Europeia (UE) com Mercosul e Índia, podem ampliar o comércio bilateral, favorecer a diversificação das relações econômicas e apoiar o crescimento regional. O material fornecido, no entanto, não detalha impactos específicos para produtos agropecuários, exportadores ou produtores rurais.

O relatório do FMI combina revisão para baixo do crescimento, inflação mais alta e perspectiva de aperto monetário na zona do euro. O material divulgado também cita acordos comerciais da UE com o Mercosul, mas não informa prazos, volumes ou efeitos diretos para cadeias do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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