sexta-feira, junho 12, 2026

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Aprovada exportação de subprodutos de bois e búfalos


A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou nesta quarta-feira (10) projeto que prevê a possibilidade de exportação de subprodutos do abate de bois e de búfalos quando não houver demanda alimentar por eles no Brasil. O PL 6.682/2025, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e segue para análise do Plenário.

O texto altera a norma que dispõe sobre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal (Lei 1.283, de 1950) para prever que estabelecimentos com fiscalização estadual ou municipal integrados ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal possam exportar, por meio de estabelecimentos com inspeção federal, subprodutos do abate de bois e búfalos que não possuem demanda alimentar no mercado nacional, como vísceras. 

Segundo Veneziano, muitos frigoríficos e abatedouros sob serviço de inspeção estadual ou municipal não têm autorização direta para exportar, uma vez que o reconhecimento sanitário internacional é atribuição da autoridade federal. 

O projeto estabelece ainda que as regulamentações do Poder Executivo sobre inspeção sanitária e industrial de estabelecimentos poderão ser modificadas em função de avanços tecnológicos na indústria de produtos de origem animal e das exigências do comércio interno e externo. 

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as cadeias de produção bovina e bubalina (de búfalos) representaram praticamente metade do Valor Bruto da Produção da pecuária nacional, que alcançou R$ 475,3 bilhões em 2025. Contudo, alguns subprodutos do abate (como vísceras, medula, aorta e rabo, entre outros) são pouco apreciados nos hábitos alimentares dos brasileiros e, portanto, têm baixo valor comercial. Em contrapartida, esses subprodutos são muito demandados por países asiáticos, o que representa oportunidade de inserção no mercado internacional. 

“Vale destacar o amplo mercado de exportação desses subprodutos, com a consequente entrada de divisas no país. Esses produtos, em vez de gerarem renda, poderiam ser descartados, acarretando custos adicionais, ou destinados a usos de menor valor econômico, como a produção de farinhas”, explica o relator.

 





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exportações de algodão atingem novo recorde


Mato Grosso registrou, em maio de 2026, o maior volume de exportação de algodão já observado para o mês em toda a série histórica. Segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o estado embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% das exportações brasileiras do produto no período.

O desempenho reforça a posição de Mato Grosso como principal exportador nacional de algodão e ocorre em meio à forte demanda internacional. Entre os principais destinos das exportações mato-grossenses em maio, Bangladesh liderou as compras, com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que adquiriu 35,83 mil toneladas.

O levantamento aponta ainda uma mudança no perfil dos compradores nos últimos meses. A China, tradicionalmente o principal destino do algodão exportado pelo estado, reduziu suas importações e deixou de ocupar a liderança dos embarques mensais nos dois últimos meses.

Apesar da retração recente, os chineses seguem como os maiores compradores da temporada 2025/26. No acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país importou 381,15 mil toneladas de algodão mato-grossense. Bangladesh aparece na sequência, com aquisições de 326,31 mil toneladas no mesmo período.

Com os resultados de maio, Mato Grosso alcançou 1,82 milhão de toneladas exportadas na temporada, renovando pelo segundo ano consecutivo o recorde de embarques para o período analisado.

De acordo com as estimativas do Imea, o ritmo das exportações deverá continuar elevado nos próximos meses. A projeção do instituto é de que os embarques da temporada 2025/26, compreendida entre agosto de 2025 e julho de 2026, totalizem 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais um ciclo histórico para a cotonicultura mato-grossense.





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Mercado do boi segue estável em São Paulo


O mercado do boi gordo iniciou esta quarta-feira (10) com estabilidade nas praças pecuárias paulistas, segundo análise divulgada pela Scot Consultoria no boletim “Tem Boi na Linha”.

De acordo com a consultoria, a cotação da arroba não apresentou alterações na comparação diária. O cenário foi marcado por uma oferta restrita de animais para abate e por frigoríficos atuando de forma cautelosa, adquirindo apenas o volume necessário para atender às escalas de abate.

A Scot Consultoria destacou que o mercado permaneceu equilibrado, com disponibilidade limitada de bovinos e menor apetite de compra por parte das indústrias. Nas praças paulistas, as escalas de abate atendiam, em média, nove dias de programação.

Em Minas Gerais, o movimento foi diferente. A menor oferta de animais levou os frigoríficos a elevarem os preços pagos pela arroba para garantir o abastecimento das escalas de abate.

Na região do Triângulo Mineiro, a arroba subiu R$ 3,00 para todas as categorias. Em Belo Horizonte, o boi gordo teve valorização de R$ 3,00 por arroba, enquanto as fêmeas registraram alta de R$ 5,00.

No Norte de Minas, os preços do boi gordo e da vaca avançaram R$ 5,00 por arroba, enquanto a novilha apresentou aumento de R$ 3,00. Já na região Sul do estado, a valorização foi de R$ 5,00 por arroba para todas as categorias comercializadas.

A cotação do chamado “boi China”, destinado ao mercado externo, também apresentou avanço de R$ 3,00 por arroba nas praças mineiras.

No Oeste do Maranhão, por outro lado, o mercado permaneceu estável, sem alterações nos preços praticados. Assim como em São Paulo, as escalas de abate na região atendiam, em média, nove dias.





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Colheita de café no Brasil alcança 30% da safra 2026/27, mas segue atrasada


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 avançou para 30% da área estimada até o dia 10 de junho, conforme levantamento semanal da Safras & Mercado. O índice representa um crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 33% observada nos últimos cinco anos.

O café canéfora (conilon/robusta) continua liderando os trabalhos de campo, com 43% da produção já colhida. Apesar do avanço, o percentual também está abaixo do desempenho do ano passado e da média quinquenal, ambos em 49%.

No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon do país, a colheita alcançou 39% da safra. Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o atraso está relacionado principalmente à maturação mais tardia das lavouras nesta temporada.

Já a colheita do café arábica atingiu 23% da produção. O desempenho fica abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% dos últimos cinco anos. De acordo com Barabach, as chuvas têm dificultado o avanço dos trabalhos, especialmente na região Sul de Minas Gerais.

Apesar dos atrasos observados até o momento, as perspectivas para a safra seguem positivas. Segundo o analista, os primeiros resultados apontam boa qualidade dos grãos, com destaque para a peneira, indicador importante para a valorização comercial do café brasileiro.

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Mercado acomodado? edo boi gordo encerram o dia estáveis enquanto frigoríficos reavaliam estratégias


boi gordo mercado
Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou a quinta-feira (11) com preços acomodados nas principais praças pecuárias do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, parte das indústrias frigoríficas segue afastada das compras de gado, especialmente aquelas habilitadas a exportar para a China, enquanto reavaliam suas estratégias diante do atual cenário.

De acordo com o analista, um dos principais fatores de atenção é o preenchimento acelerado da cota brasileira de exportação para o mercado chinês. A expectativa é que as autoridades do país asiático emitam nos próximos dias um alerta indicando que cerca de 80% da cota já foi utilizada, o que pode provocar mudanças mais profundas no comportamento das indústrias no curto prazo.

Além da China, o mercado também acompanhou os desdobramentos da decisão da União Europeia de suspender as compras de produtos de origem animal do Brasil, fator que adiciona cautela ao setor exportador.

A arroba do boi gordo foi indicada em R$ 353,75 em São Paulo. Em Goiás, a referência média ficou em R$ 337,32, enquanto Minas Gerais registrou R$ 330,29. Já em Mato Grosso do Sul, a arroba foi cotada a R$ 352,61, e em Mato Grosso, a R$ 356,69.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram em queda ao longo do dia. Apesar disso, agentes do setor ainda esperam uma recuperação das cotações nas próximas semanas, impulsionada pelo aumento do consumo durante o mês de junho, especialmente em função dos jogos da seleção brasileira.

A carne bovina, no entanto, continua enfrentando dificuldades para competir com proteínas mais acessíveis ao consumidor, principalmente a carne de frango. No atacado, o quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro permaneceu cotado em R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em forte queda, recuando 1,33% e fechando vendido a R$ 5,0995. A desvalorização da moeda norte-americana também permaneceu no radar do mercado pecuário, por seu impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.

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Manejo da soja busca reduzir impactos da estiagem


O cultivo da soja em regiões sujeitas à menor disponibilidade hídrica entre maio e dezembro exige ajustes no planejamento da lavoura para reduzir riscos de perdas e garantir melhor aproveitamento da água disponível no solo. Em cenários de seca ou maior frequência de veranicos, especialistas destacam que decisões relacionadas à época de semeadura, população de plantas e espaçamento entre linhas podem influenciar diretamente o estabelecimento da cultura e o potencial produtivo.

O principal desafio em períodos de menor volume de chuvas é assegurar uma emergência uniforme das plantas. A falta de umidade na camada superficial do solo pode comprometer a germinação das sementes, provocando falhas de estande, desuniformidade no desenvolvimento das plantas e aumento da competição por água ao longo do ciclo.

Segundo as orientações técnicas apresentadas no material, o manejo deve ser encarado como uma estratégia de conservação da água. O objetivo é posicionar a semeadura em momentos mais favoráveis quanto à umidade do solo e distribuir as plantas de forma que haja melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. “Busca-se semear no momento mais provável de boa umidade, distribuir melhor as plantas no espaço e evitar densidades excessivas que acelerem o esgotamento da água disponível no perfil do solo”, destaca o documento.

A definição da época de plantio, conforme o material, deve considerar fatores como o histórico climático da região, o tipo de solo, a cultivar escolhida e o sistema de produção adotado. Em áreas com risco de seca, a recomendação é trabalhar com uma janela de semeadura, em vez de uma data fixa, permitindo que o produtor aproveite períodos mais favoráveis de umidade.

A disponibilidade de água no solo também influencia diretamente a emergência das plantas. A profundidade de semeadura, a presença de palhada e as condições físicas do solo são apontadas como fatores decisivos para o sucesso do estabelecimento da lavoura. Solos compactados ou com formação de crostas superficiais tendem a dificultar a emergência das plântulas, exigindo maior atenção ao preparo da área.

Outro ponto destacado é a definição da população de plantas. O material explica que o manejo deve buscar equilíbrio entre evitar falhas de estande e reduzir a competição por água. Em ambientes mais sujeitos ao déficit hídrico, populações excessivamente elevadas podem acelerar o consumo da água armazenada no solo e comprometer a produtividade em fases mais sensíveis da cultura.

“A tendência técnica é buscar populações moderadas, ajustando a densidade conforme tipo e arquitetura da cultivar, histórico de produtividade do talhão e previsão de chuvas para as fases críticas”, informa o texto.

O espaçamento entre linhas também deve ser analisado de forma estratégica. Espaçamentos mais estreitos favorecem o fechamento mais rápido das entrelinhas e reduzem a evaporação da água do solo, enquanto espaçamentos mais amplos podem diminuir a competição inicial entre plantas. A escolha depende da cultivar utilizada e das condições específicas de cada ambiente produtivo.

Além dos ajustes relacionados ao plantio, o documento ressalta a importância da integração com outras práticas de manejo, como o sistema de plantio direto, a manutenção de palhada, o manejo adequado da fertilidade do solo e o controle eficiente de plantas daninhas. Essas medidas ajudam a ampliar a retenção de água no perfil do solo e favorecem o desenvolvimento radicular das plantas.

O texto também destaca que a qualidade da operação de semeadura ganha ainda mais importância em condições de seca. Regulagem adequada dos equipamentos, controle da profundidade de plantio, velocidade de operação e uso de sementes com alto vigor são fatores que contribuem para reduzir falhas de emergência.

Como orientação prática, o material recomenda avaliar a umidade da camada superficial do solo antes da semeadura e, quando necessário, considerar o adiamento do plantio dentro da janela recomendada, em vez de realizar a operação em condições inadequadas. “É mais prudente manter-se em uma faixa intermediária” de população de plantas em ambientes sujeitos ao déficit hídrico, destaca o documento.

A publicação conclui que o sucesso do manejo da soja em períodos de seca depende da combinação de diferentes estratégias. A escolha adequada da época de semeadura, o ajuste da população de plantas, o uso de espaçamentos compatíveis com o ambiente e a adoção de práticas conservacionistas podem contribuir para reduzir falhas de estande, otimizar o uso da água e minimizar perdas causadas pela estiagem.

O texto ressalta ainda que as recomendações de população, espaçamento e época de plantio devem ser adaptadas às condições específicas de cada propriedade, sempre com base em resultados locais de pesquisa e na orientação de um engenheiro agrônomo. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Emater/RS-Ascar revisa números da safra de verão no Rio Grande do Sul


Conab eleva previsão da safra 2025/26 de grãos para 358,64 milhões de toneladas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) divulgou, nesta quinta-feira (11/06), uma reavaliação da Safra 2025/2026 de grãos de verão no estado. Com a colheita praticamente concluída, o levantamento atualiza os números de soja, milho, milho silagem, feijão e arroz. O material foi publicado no Informativo Conjuntural e também traz informações sobre a implantação das culturas de inverno.

Na soja, restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística, segundo a Emater/RS-Ascar. A produtividade média estadual foi revisada para 2.707 quilos por hectare, 14,8% abaixo dos 3.180 quilos por hectare projetados antes do plantio. A área efetivamente plantada somou 6.697.172 hectares, recuo de 1,5% frente aos 6.796.172 hectares da safra 2024/2025, conforme comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção foi estimada em 18.132.401 toneladas, 32,9% acima das 13.643.986 toneladas do ciclo anterior.

No milho, a colheita atingiu 98% da área de 812.540 hectares, 13,1% superior à semeada na safra passada. A produtividade estadual foi reestimada em 7.362 quilos por hectare, com variação mínima em relação à projeção inicial de 7.376 quilos por hectare. A produção foi calculada em 5.981.614 toneladas, alta de 13,1% sobre as 5.290.051 toneladas colhidas anteriormente.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o milho silagem, a colheita supera 99% da área. A Emater/RS-Ascar informou que parte das lavouras destinadas a grãos foi redirecionada para ensilagem após danos provocados por geadas. A produtividade média foi revisada para 36.878 quilos por hectare, 3,8% abaixo da estimativa inicial. A área plantada ficou em 349.085 hectares, e a produção alcançou 12,87 milhões de toneladas, 0,7% abaixo da safra anterior.

No feijão, a primeira safra foi concluída com produtividade de 1.726 quilos por hectare e produção de 41.320 toneladas. Na segunda safra, a colheita avançou para 85%, com produtividade revista para 1.414 quilos por hectare e produção estimada em 13.880 toneladas. No arroz, em entressafra, a área efetivamente plantada foi de 891.908 hectares, com produtividade de 8.703 quilos por hectare e produção de 7.762.464 toneladas, 11,4% inferior ao ciclo anterior.

Para o inverno, a Emater/RS-Ascar informou avanço da semeadura de trigo, aveia-branca, canola e cevada. No caso do trigo, da aveia-branca, da canola e da cevada, a área de 2026 ainda está em levantamento.

O levantamento mostra a consolidação dos números da safra de verão no estado e indica o andamento inicial das culturas de inverno. O material divulgado não informa, porém, estimativas finais de área para trigo, aveia-branca, canola e cevada em 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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São Paulo anuncia projeto-piloto de captura de carbono para o setor sucroenergético


São Paulo anuncia projeto-piloto de captura de carbono para o setor sucroenergético

O Estado de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (11), a criação de um projeto-piloto de captura e armazenamento de carbono biogênico voltado ao setor sucroenergético, com foco sobretudo na cana-de-açúcar. A iniciativa foi formalizada na quarta-feira (10) por meio de parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp).

Segundo nota da Semil, o novo Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico vai desenvolver pesquisas e tecnologias para capturar o dióxido de carbono (CO2) gerado na produção de bioenergia a partir da cana-de-açúcar e armazená-lo de forma permanente.

De acordo com o material divulgado, a proposta do projeto é contribuir para a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera, gerar créditos de carbono e apoiar a descarbonização da economia. A iniciativa também integra a estratégia climática do Estado de São Paulo.

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Ainda segundo o governo paulista, o setor sucroenergético é considerado um dos mais promissores para a aplicação da tecnologia BECCS, sigla em inglês para captura e armazenamento de carbono biogênico, por combinar produção de energia renovável com potencial de remoção líquida de emissões.

No recorte setorial, o anúncio tem relação direta com a cadeia da cana-de-açúcar, por tratar do aproveitamento do CO2 gerado na produção de bioenergia. O texto original, porém, não detalha quais unidades produtivas participarão do projeto, nem informa metas, prazos, volume de investimento, capacidade de captura ou regiões específicas de implantação.

A nota também não apresenta estimativa de geração de créditos de carbono, custo da tecnologia ou impactos operacionais para usinas e produtores ligados à cadeia sucroenergética.

O anúncio oficial posiciona o projeto dentro da estratégia climática paulista e do desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para a cana. O material divulgado, no entanto, não informa cronograma, escala de implementação nem efeitos diretos esperados para produtores e usinas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Em dia de USDA, saiba se cotações de soja caíram ou subiram no país; produtores demonstram cautela


Cotação da soja, preços
Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (11), marcada por escassez de negócios e ausência de volumes expressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apenas lotes pontuais foram negociados ao longo do dia, refletindo a cautela dos produtores diante da queda das cotações.

O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações nos números globais da soja. Ainda assim, os contratos futuros da oleaginosa registraram forte queda na Bolsa de Chicago, intensificando recuo do dólar frente ao real.

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Os prêmios de exportação apresentaram avanço, mas insuficiente para compensar as perdas observadas nos demais componentes de formação de preços. Como resultado, as indicações no mercado físico brasileiro recuaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca.

De acordo com Silveira, a combinação entre Chicago e dólar em baixa afastou os vendedores. Com isso, a participação dos agentes foi reduzida ao longo do dia, resultando em um mercado travado e com poucos negócios concretizados.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 122,50 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 134,00 para R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): também houve recuo de R$ 134,00 para R$ 132,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho fechou a US$ 11,15 por bushel, queda de 8 centavos de dólar ou 0,71%. Já a posição agosto terminou cotada a US$ 11,20½ por bushel, com retração de 7,25 centavos ou 0,64%.

USDA

O USDA manteve a projeção da safra norte-americana de soja em 2026/27 em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre. Os estoques finais foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas.

Para o cenário global, o órgão estimou a safra mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas em 2026/27. Os estoques finais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado.

O USDA manteve a previsão da safra brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para 2025/26 e projetou produção de 186 milhões de toneladas em 2026/27. Já para a Argentina, a estimativa para 2025/26 foi elevada para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da projeção anterior.

Outro fator de pressão veio do mercado externo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançaram e indicou que um acordo entre os países pode ser formalizado em breve. O anúncio provocou forte queda nas cotações do petróleo, contribuindo para ampliar as perdas da soja ao longo da sessão.

Dólar

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com baixa de 1,33%, cotado a R$ 5,0995 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0814 e R$ 5,1909.

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ABPA e Abiec pedem novas restrições a antimicrobianos para evitar perdas na Europa


boi ao lado de frango
Foto: Pixabay

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) solicitaram ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a ampliação das restrições ao uso de antimicrobianos na produção animal. A medida busca fortalecer a posição do Brasil nas negociações com a União Europeia e preservar o acesso das proteínas brasileiras ao mercado europeu.

Em ofício encaminhado ao governo federal, as entidades defendem a extensão de medidas regulatórias já adotadas para determinadas substâncias utilizadas na produção animal, ampliando as restrições tanto para a cadeia avícola quanto para a pecuária bovina.

No caso da avicultura, o pedido inclui a ampliação das restrições já previstas para os derivados do ácido fosfônico (fosfomicina), além da adoção de medidas equivalentes para enramicina, avilamicina e flavomicina.

Já para a cadeia da carne bovina, a proposta prevê a extensão das restrições atualmente aplicadas a antimicrobianos melhoradores de desempenho, como avoparcina, bacitracina, bacitracina de zinco, bacitracina metileno disalicilato e virginiamicina. As entidades também sugerem que as limitações passem a valer para monensina sódica, salinomicina, lasalocida e narasina.

A solicitação ocorre em meio às discussões entre Brasil e União Europeia sobre os requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos na produção animal. O tema ganhou relevância após a retirada do Brasil da lista de países reconhecidos pelo bloco europeu para atender às exigências específicas sobre o controle dessas substâncias.

As novas restrições europeias entram em vigor em 3 de setembro de 2026 e podem afetar as exportações brasileiras de proteínas animais destinadas ao mercado do bloco.

Segundo a ABPA e a Abiec, a decisão da União Europeia não está relacionada à identificação de problemas sanitários na produção brasileira, mas à necessidade de comprovação dos mecanismos oficiais de fiscalização e controle exigidos pela legislação europeia.

Para as entidades, a ampliação das restrições pode reforçar a credibilidade do sistema regulatório brasileiro, apoiar os esforços diplomáticos conduzidos pelo governo federal e demonstrar o compromisso do país com o uso prudente de antimicrobianos e com os princípios de Saúde Única (One Health).

As associações afirmam ainda que a harmonização das regras brasileiras com referenciais internacionais tende a fortalecer a imagem sanitária do país, além de contribuir para a manutenção da competitividade das exportações de carne bovina e de frango em mercados de alto valor agregado.

A ABPA e a Abiec colocaram suas equipes técnicas à disposição do Ministério da Agricultura para colaborar nas avaliações relacionadas ao tema.

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