segunda-feira, março 9, 2026

Agro

News

Acordo Mercosul–UE pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima Apex


Imagem gerada por Inteligência Artificial para o Canal Rural

A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, após 26 anos de negociações, pode gerar um aumento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o bloco europeu. A estimativa é da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), que aponta impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Segundo a Apex, o acordo cria um dos maiores mercados integrados do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado próximo de US$ 22 trilhões, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A União Europeia já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, com fluxo considerado equilibrado entre exportações e importações.

Dados da agência mostram que, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, movimento atribuído à reorganização das cadeias globais e à busca por novos mercados diante de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria e agro entre os principais beneficiados

A Apex destaca que mais de um terço das exportações brasileiras para a União Europeia é composto por produtos da indústria de processamento, o que reforça o potencial de crescimento em segmentos de maior valor agregado.

No setor industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores, geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves, além de oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e itens químicos.

No agronegócio, haverá redução gradual das tarifas, até a alíquota zero, para diversas commodities, dentro de cotas estabelecidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para o bloco europeu estão carne de aves, carne bovina e etanol.

Mercado estratégico

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias do Mercosul, com produção agrícola contínua, e a União Europeia, com elevado poder de consumo e demanda industrial, tende a ampliar o comércio bilateral e a integração das cadeias produtivas, com efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

O post Acordo Mercosul–UE pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima Apex apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frente fria provoca virada no tempo no Brasil e causa chuva forte em algumas regiões


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A atuação de uma frente fria, associada a um cavado em níveis médios e altos da atmosfera, vai manter o tempo instável em boa parte do país entre segunda-feira (12) e sexta-feira (16). O sistema provoca chuva volumosa em áreas do Sul e do Sudeste, além de temporais isolados em outras regiões, segundo a previsão do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul: chuva intensa e calor abafado

Na região Sul, o tempo segue instável nos três estados. As chuvas começam de forma fraca nas primeiras horas da semana no interior do Paraná e no sul e sudeste do Rio Grande do Sul, mas ganham força ao longo do dia, especialmente no Paraná e no litoral de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a precipitação tende a ser mais fraca no litoral e na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Ao longo da semana, o calor e a umidade mantêm o clima abafado, com temperaturas máximas acima dos 33°C a 34°C. O acumulado de chuva em cinco dias pode chegar a 100 mm no leste de Santa Catarina e do Paraná, com risco de alagamentos urbanos, inclusive em Curitiba e Florianópolis, além de atraso nos trabalhos de campo. Nas demais áreas, as pancadas típicas de verão devem somar entre 20 e 30 mm, favorecendo a umidade do solo.

Sudeste: frente fria provoca temporais em SP e sul de MG

No Sudeste, a semana começa com tempo firme na maior parte da região, mas a situação muda ao longo do período. A frente fria que atua no Paraná avança sobre São Paulo, aumentando o risco de chuva forte e temporais, principalmente no oeste e sul paulista.

O sistema também leva chuva para o sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul do Rio de Janeiro, com acumulados entre 50 e 70 mm, ajudando a repor a umidade do solo e beneficiando lavouras em desenvolvimento.

Nas demais áreas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a semana será mais quente e seca, com máximas de 33°C a 34°C e chuvas passageiras que não devem ultrapassar 10 a 15 mm.

Centro-Oeste: temporais e impacto nas lavouras

No Centro-Oeste, a semana será marcada por chuvas frequentes e risco de temporais, principalmente na área da tríplice divisa entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do noroeste mato-grossense. Os volumes podem chegar a 70 a 80 mm, favorecendo a soja em fase de enchimento de grãos, mas atrasando o início da colheita em algumas localidades.

Em outras áreas de MS e MT, as pancadas típicas de verão devem acumular 30 a 40 mm. Já no centro-norte de Goiás, o tempo tende a ficar mais quente e seco, com máximas entre 33°C e 34°C.

Nordeste: calor predomina e chuva é mal distribuída

No Nordeste, há previsão de pancadas isoladas no interior do Maranhão e no litoral da Bahia. A chuva ganha força pontualmente no oeste baiano e na faixa norte do Ceará e do Rio Grande do Norte, enquanto o restante da região segue com tempo mais firme e calor intenso.

A semana será quente e seca na maior parte do Nordeste, com máximas em torno de 35°C, elevando o risco de focos de incêndio. Os melhores volumes de chuva ficam restritos ao Maranhão e aos extremos sudoeste e sudeste da Bahia, com acumulados entre 20 e 30 mm.

Norte: chuva volumosa e risco de temporais

Na região Norte, a chuva ocorre desde as primeiras horas do dia no Amazonas, Roraima, Acre, oeste do Pará e Tocantins. Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam e avançam sobre Rondônia e Amapá, com risco de temporais.

Os acumulados semanais podem alcançar 100 mm no Acre e no oeste do Amazonas. Em contrapartida, o noroeste do Pará e o sudeste do Tocantins devem enfrentar tempo mais quente e seco, com máximas próximas dos 35°C. Nas demais áreas, a chuva típica de verão pode somar ao menos 40 mm nos próximos cinco dias.

O post Frente fria provoca virada no tempo no Brasil e causa chuva forte em algumas regiões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Minas abre consulta sobre normas de trânsito animal



Minas revisa controle da movimentação de animais



Foto: Pixabay

A normatização do trânsito de animais vivos e ovos férteis em Minas Gerais está em processo de atualização e poderá receber contribuições diretas da sociedade. A revisão envolve a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais no país, e da Autorização de Transferência Animal (ATA), utilizada para a movimentação de animais dentro de um mesmo estabelecimento agropecuário. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Com o objetivo de ampliar a participação de produtores rurais, pecuaristas, médicos-veterinários e demais interessados, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abriu consulta pública sobre a nova proposta normativa que trata do controle e da movimentação animal no estado. Segundo o órgão, “o prazo para envio de contribuições segue aberto até 21 de janeiro”, e a minuta da legislação, assim como o formulário para participação, estão disponíveis no site institucional.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

De acordo com a proposta em consulta, a norma prevê a exigência de regularidade cadastral dos estabelecimentos e dos rebanhos junto ao IMA, além da consolidação do uso de sistemas eletrônicos. O texto também estabelece alinhamento aos manuais e às normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Conforme a análise, a atualização “passa a regulamentar, em ato normativo, a Autorização de Transferência Animal e a disciplinar formalmente as hipóteses e os procedimentos para o cancelamento da GTA”, com o objetivo de conferir maior clareza aos processos.

A proposta ainda inclui a exigência de apresentação de procuração quando a solicitação de emissão da GTA for realizada por terceiros. Segundo o documento, a medida busca garantir que “a movimentação dos animais ocorra com a devida autorização do produtor responsável”, reforçando os mecanismos de controle e a segurança do processo de emissão das guias.





Source link

News

Bromélias ajudam a fertilizar a Mata Atlântica e explicam árvores gigantes em solo pobre


Foto: Rafael S. Oliveira/IB-Unicamp

Uma cena comum na Mata Atlântica chama a atenção de quem conhece o ambiente: árvores grandes e vistosas crescendo em solos arenosos e pobres em nutrientes, típicos da restinga. Um exemplo é o jacarandá-branco, também conhecido como caroba. Agora, pesquisadores brasileiros descobriram que as bromélias que vivem nas copas das árvores têm papel decisivo nessa história.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade Estadual de Campinas com apoio da Fapesp, mostra que bromélias-tanque, aquelas que acumulam água entre as folhas, funcionam como uma espécie de fertilizante natural à distância.

Água da bromélia leva nutrientes ao chão da floresta

Essas bromélias acumulam água da chuva e também restos de folhas, insetos e pequenos animais. Com o tempo, esse material se decompõe. Quando os “tanques” transbordam, a água escorre pelos galhos e leva nutrientes direto para o solo, criando pequenas áreas mais férteis no meio da floresta.

Esses “pontos ricos” favorecem o crescimento de plantas que precisam de mais nutrientes para se desenvolver, como a caroba, algo raro em solos naturalmente pobres.

Os pesquisadores chamaram esse processo de “interação remota entre plantas”, já que a bromélia fica na copa, longe do solo, mas mesmo assim influencia o crescimento de outras espécies lá embaixo.

Plantas crescem mais quando recebem água das bromélias

Em experimentos, mudas de caroba irrigadas com água retirada das bromélias cresceram mais e ficaram mais saudáveis do que aquelas que receberam apenas água da chuva. Elas produziram quase o dobro de folhas e apresentaram níveis mais altos de nutrientes importantes para o desenvolvimento.

“A bromélia não ajuda só quem vive na copa. Ela muda o ambiente lá embaixo também”, explica Tháles Pereira, primeiro autor do estudo.

Curiosamente, nem todas as espécies da restinga reagem bem a esse “reforço nutricional”. Algumas plantas são tão adaptadas à pobreza do solo que o excesso de nutrientes pode até atrapalhar seu crescimento.

Mesmo assim, os pesquisadores destacam que essas áreas fertilizadas pelas bromélias ocupam apenas uma pequena parte da floresta. O efeito final é positivo, pois aumenta a diversidade de tipos de plantas, permitindo que espécies diferentes coexistam no mesmo ambiente.

Estudo foi feito no litoral de São Paulo

A pesquisa analisou áreas do Parque Estadual da Serra do Mar, no litoral norte paulista, região conhecida por suas matas de restinga bem preservadas.

Para confirmar os resultados, os cientistas coletaram água de bromélias e da chuva e irrigaram mudas de caroba em estufa, em Campinas. Em parte dos testes, foi possível rastrear quimicamente os nutrientes, comprovando que eles realmente saíam das bromélias e chegavam às plantas do solo.

Importância para a conservação da floresta

Para o coordenador da pesquisa, Gustavo Quevedo Romero, o trabalho revela um papel pouco conhecido das bromélias. “Elas sustentam pequenos ecossistemas na copa e ainda ajudam a manter a diversidade da floresta no chão. Proteger essas plantas é fundamental para evitar perdas em cadeia na Mata Atlântica”, afirma.

A descoberta reforça que, na floresta, nem tudo acontece perto do solo. Às vezes, a chave para entender o crescimento das árvores está bem acima, nas copas, escondida dentro de uma bromélia.

O post Bromélias ajudam a fertilizar a Mata Atlântica e explicam árvores gigantes em solo pobre apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Governo Trump muda diretrizes alimentares e estimula o consumo de carne nos EUA


churrasco consumo de carne
Foto: Pixabay

Os Estados Unidos divulgaram novas diretrizes alimentares federais que reintroduzem a pirâmide alimentar em formato invertido, com ênfase no consumo de proteínas, laticínios integrais e alimentos minimamente processados, ao mesmo tempo em que colocam grãos e carboidratos refinados na base menor da pirâmide, sinalizando menor prioridade. A mudança foi anunciada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e pelo Departamento de Agricultura (USDA) e faz parte das Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030.

A nova pirâmide, apresentada no dia 7 de janeiro, destaca frutas, vegetais, proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis e laticínios integrais como componentes centrais de uma dieta saudável. Ao mesmo tempo, recomenda redução drástica de açúcares adicionados, alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, como pão branco e snacks industrializados.

As diretrizes reforçam ainda uma recomendação de ingestão proteica entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso corporal por dia, acima dos padrões anteriores, e sugerem que gorduras provenientes de alimentos verdadeiros, como azeite, nozes e até manteiga, tenham lugar na alimentação diária.

Críticas de especialistas

A atualização gerou debates entre especialistas em saúde e nutrição. Alguns apontam que a ênfase em carne vermelha e produtos lácteos integrais pode contrariar décadas de pesquisas que associam o consumo excessivo de gorduras saturadas a um risco maior de doenças cardiovasculares, e que a pirâmide invertida pode enviar mensagens confusas sobre equilíbrio alimentar.

Organizações médicas como a American Heart Association reforçam que, embora a redução de açúcar e de alimentos ultraprocessados seja positiva, a recomendação de priorizar proteínas animais e gorduras saturadas deve ser analisada com cautela pelos consumidores.

Impacto nas políticas públicas

As diretrizes não são apenas orientações gerais. Elas norteiam programas federais de alimentação escolar, assistência alimentar e refeições em instituições públicas, o que pode influenciar o que milhões de americanos consomem diariamente.

A mudança sinaliza ainda uma nova abordagem das autoridades norte-americanas para a nutrição pública, focando na ideia de “comer comida de verdade” e reduzindo a dependência de alimentos ultraprocessados, enquanto especialistas debatem a coerência científica das recomendações.

O post Governo Trump muda diretrizes alimentares e estimula o consumo de carne nos EUA apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo libera R$ 250 mi a estados prejudicados por chuvas


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou na quarta-feira (7) a primeira medida provisória de 2026: a MP 1.333 libera R$ 250 milhões em créditos extraordinários para atender diversos estados atingidos pelas fortes chuvas que começaram em novembro de 2025. O montante deve ajudar, principalmente, os seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Também devem ser atendidas cidades atingidas por estiagem prolongada, secas, enxurradas, granizo, vendavais e incêndios.

O dinheiro já está à disposição do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional — já que as medidas provisórias têm efeitos imediatos, ou seja, passam a vigorar no momento em que são editadas. O socorro será feito por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).  Os créditos extraordinários (que são extraordinários por se tratarem de gastos não previstos no Orçamento em execução) são sempre liberados por meio de medidas provisórias. Estas, por sua vez, devem ser editadas pela Presidência da República em casos de relevância e urgência para o país.

As medidas provisórias têm efeitos imediatos, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para se tornarem lei.  De acordo com o governo federal, os recursos liberados pela MP 1.333 serão usados para despesas e investimentos em ações de proteção e defesa civil de resposta e recuperação frente a desastres causados pelas chuvas excessivas em vários municípios — como foi o caso da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná.

Em 7 de novembro de 2025, essa cidade foi atingida por um tornado e, segundo o governo, o fenômeno climático afetou quase 90% da sua área urbana, deixando mortos e centenas de feridos, além de pessoas desabrigadas. Também houve destruição de casas, comércios, redes de energia e escolas. Localidades que passam por seca também devem ser beneficiadas. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) será o responsável pela execução de obras para a segurança hídrica em áreas do semiárido com falta crônica de água. 

De acordo com o Executivo, serão feitos estudos e intervenções, como canais de adução de água bruta, pequenas barragens e adutoras, entre outras obras, para ampliar a oferta de água, em especial no estado de Minas Gerais. Segundo a justificativa do governo federal, “a perfuração e a instalação de poços profundos configuram solução estrutural emergencial, capaz de assegurar o abastecimento contínuo em localidades onde sistemas convencionais foram severamente impactados”.

 





Source link

News

Chocolate indígena brasileiro integrará vitrine global de soluções sustentáveis


Chocolate Sidjä Wahiü
Foto: Divulgação / Norte Energia

A bioeconomia indígena do Médio Xingu ganha destaque no cenário internacional. A marca de chocolates artesanais Sidjä Wahiü (“Mulher Forte”, na língua Xipaya), idealizada pela liderança indígena Katyana Xipaya, foi selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar a vitrine global de soluções sustentáveis da entidade.

Criado em 2023, com apoio da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, o chocolate se consolida como um modelo de negócio que integra empreendedorismo feminino, conservação da floresta e valorização da cultura ancestral.

A moradora da comunidade ribeirinha de Jericoá 2, no município de Vitória do Xingu, no Pará, Katyana Xipaya, se tornou uma referência na região ao transformar o cacau nativo em um produto de alto valor agregado. Para a empreendedora, o reconhecimento é um marco coletivo.

“É a oportunidade de mostrar a força do empreendedorismo indígena, da nossa cultura e do protagonismo das mulheres. Estamos ocupando nossos espaços e mostrando que não andamos sozinhos”, afirma.

Katyana Xipaya
Foto: Divulgação / Norte Energia

O legado da ‘floresta em pé

A produção dos chocolates da marca preserva técnicas tradicionais herdadas do avô de Katyana Xipaya, que já trabalhava com o fruto às margens do Rio Xingu.

“O Sidjä Wahiü é mais do que um chocolate; ele carrega nossa raiz e a perseverança de manter o modo como meu avô fazia. Hoje, produzimos um chocolate fino com 72% de cacau e frutas como abacaxi e pitaia da nossa própria terra”, explica a empreendedora. 

Atualmente, o cacau e as frutas desidratadas são cultivados por três famílias indígenas ribeirinhas da comunidade. Após a colheita e o processamento inicial, a matéria-prima é enviada para a fábrica da Cacauway, em Medicilândia (PA), que atua na finalização e refino dos chocolates, garantindo que o padrão de qualidade artesanal da receita original ganhe o acabamento necessário para o mercado de chocolates finos.

Produção de cacau

O estado hoje concentra mais de 50% da produção nacional do cacau. Segundo dados da Embrapa, essa indústria movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano no país. Só em 2024, a safra das comunidades indígenas apoiadas pela Norte Energia somou 23 toneladas colhidas, representando um avanço crucial para a autonomia das famílias envolvidas.

O post Chocolate indígena brasileiro integrará vitrine global de soluções sustentáveis apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

O acordo Mercosul-UE virou necessidade estratégica para a Europa


Pacto Verde europeu, importações, UE, Europa, antidesmatamento
Foto: Freepik

A União Europeia inteira agora quer o acordo com o Mercosul por motivos óbvios (évident, obviamente, évidemment). Há 10 anos coordeno um MBA em agronegócio internacional com aulas em Nantes e Paris, e presença constante no Salon du Agriculture. Quando conversamos com os setores do antes e pós-porteiras das fazendas, ou seja, 90% do PIB do agribusiness da França (cerca de 20% do complexo agroindustrial francês é a participação no PIB total do país, porém quando isolamos o dentro da porteira, a agropecuária francesa não ultrapassa 2% do PIB francês), ouvimos dos dirigentes de supply chain, das agroindústrias que processam e agregam valor nas matérias primas agropecuárias que, sim, para o crescimento industrial, comercial e de serviços da própria França precisam contar com suprimentos do Mercosul, hoje em qualidade, disponibilidade e custos fundamentais para a competitividade desse complexo do agronegócio francês.

Porém, as facções polarizadas e com fundamentos ideológicos conduzem os agricultores franceses para as avenidas parisienses contra os demais agricultores do mundo, como os próprios brasileiros, e como eu mesmo já vi, contra também agricultores ucranianos, ou de qualquer país da própria UE onde essas “lideranças” enxerguem a oportunidade de servirem aos seus fins eleitoreiros.

Os governos dos demais países, inclusive agora a própria Itália, está assumindo uma posição positiva para o acordo. Verbas e subsídios robustos e gigantescos que os nossos produtores aqui jamais sonharam de obter já foram prometidos agora como acesso antecipado a fundos agrícolas em montantes do patamar de 45 bilhões de euros mais de US$ 52 bilhões (só isso equivale a cerca de 30% de todas as exportações do agro brasileiro em 2025) e mais de R$ 282 bilhões. Assim a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, prometeu ao lado de outros protecionismos como paridade obrigatória de jamais produtos do Mercosul terem preços inferiores aos europeus, além de protecionismos ambientais.

Acima e além dessa questão em si, agora numa análise apenas fria de cadeias de suprimentos e valor com obviamente indústria, comércio e serviços querendo muito, sim, o acordo, a política Monroe de Trump, América para os norte-americanos, estimulando guerras geopolíticas de domínio de territórios, áreas de influência, também para a China e Rússia, um acordo neste momento União Europeia e Mercosul significaria criar um mercado com o 2º maior PIB do planeta na soma da Europa com Mercosul, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 700 milhões de consumidores e daria efetivamente condições para o sistema do complexo agroindustrial europeu enfrentar seu maior concorrente, os Estados Unidos, bem como explorar os mercados chineses, indianos, asiáticos, Oriente Médio e a própria América Latina.

A agricultura europeia vive uma grave dificuldade de gerar sucessores, e enfrenta consolidação das propriedades. “Europa vazia” uma expressão que ouvimos lá, bem como impossibilidade de competir em escala. Porém possui oportunidades extraordinárias na gastronomia, turismo agrícola, e nos seus incontáveis e encantados “terroir”. A Itália por exemplo domina as mesas do mundo, a França os “spirits” e bebidas sensacionais, a Holanda um poder logístico único, Espanha, Portugal, etc…e cada país europeu tem oportunidades de vendas de originação de valor agregado, Denominação de Origem Protegida (DOP) de cada microrregião, além de turismo agro exponencial. E enquanto editávamos esta coluna recebemos a confirmação que o acordo UE Mercosul foi aprovado na Europa e agora segue para referendo do parlamento europeu.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post O acordo Mercosul-UE virou necessidade estratégica para a Europa apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Sazonalidade invertida: por que o Mercosul é estratégico para o abastecimento da Europa


Foto: Ricardo Stuckert/PR

A lógica é simples, mas poderosa. A Europa está no Hemisfério Norte, onde o inverno é longo, rigoroso e limitante para a produção agrícola. Em muitos meses do ano, o clima reduz drasticamente a oferta local de alimentos frescos, especialmente frutas, hortaliças e produtos mais sensíveis às variações de temperatura e luminosidade.

O Mercosul vive uma realidade oposta. Localizado majoritariamente em região tropical e subtropical, com clima continental e produção distribuída ao longo de todo o ano, o bloco consegue manter oferta contínua de alimentos. Essa diferença entre os calendários agrícolas dos dois hemisférios é chamada de sazonalidade invertida, e ela é um dos maiores trunfos estratégicos do Mercosul no comércio internacional.

Oportunidade natural: produzir quando o outro não consegue

Quando a Europa entra no inverno, o Mercosul está colhendo. Isso permite que produtos do bloco cheguem ao mercado europeu exatamente nos períodos de maior escassez local, ajudando a garantir abastecimento, estabilidade de preços e qualidade ao consumidor.

Essa complementaridade é especialmente clara no caso das frutas, cuja produção depende diretamente do clima e da região. Frutas frescas, tropicais ou de contraestação não competem com o produtor europeu em boa parte do ano, elas completam o que falta. Para a Europa, isso significa acesso a alimentos de qualidade a preços mais acessíveis. Para o Mercosul, significa mercado, escala e previsibilidade.

Não é concorrência direta. É encaixe produtivo.

Mas o acordo não é automático: exige preparo e investimento

Essa grande oportunidade, porém, não se materializa sozinha. A aproximação entre Mercosul e Europa, seja por acordos comerciais ou por integração de cadeias produtivas, obriga os dois blocos a olharem para o futuro.

Do lado europeu, há interesse claro em garantir fornecimento estável e confiável. Do lado do Mercosul, surge o desafio, e a necessidade de investir para ser competitivo em um mercado cada vez mais exigente.

Isso vale especialmente para a indústria. O acordo tende a facilitar a entrada, nos países do Mercosul, de produtos industriais e tecnológicos europeus, com alto nível de inovação. Para competir, as empresas do bloco precisam avançar em:

  • qualificação técnica,
  • tecnologia,
  • processos produtivos,
  • eficiência industrial.

A sinergia que gera desenvolvimento

Esse movimento cria uma dinâmica positiva. A expectativa de implantação e aprofundamento do acordo faz com que ambos os blocos planejem investimentos desde já, entendendo quais setores podem crescer, onde estão as oportunidades e quais ajustes são necessários.

No caso do Mercosul, o ponto central é claro: qualificação e tecnologia. Ao elevar o padrão produtivo, o bloco não apenas mantém sua vantagem natural no campo, como fortalece sua indústria e amplia sua capacidade de competir em produtos de maior valor agregado.

No fim das contas, essa sinergia gera um ciclo virtuoso:

  • o Mercosul oferece produção contínua, clima favorável e escala;
  • a Europa contribui com tecnologia, inovação e mercado consumidor;
  • o resultado é mais investimento, mais desenvolvimento e maior integração econômica.

A sazonalidade invertida não é apenas um detalhe climático. É um ativo estratégico. Quando bem aproveitada, ela transforma diferenças geográficas em vantagem econômica. Mas para que essa oportunidade se consolide, é preciso planejamento, investimento e visão de longo prazo.

Se Mercosul e Europa entenderem essa complementaridade não como disputa, mas como cooperação, o comércio entre os dois blocos deixa de ser apenas troca de produtos — e passa a ser trocar de desenvolvimento, tecnologia e crescimento sustentável.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Sazonalidade invertida: por que o Mercosul é estratégico para o abastecimento da Europa apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açaí é reconhecido em lei como fruta nacional



Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados


Foto: Divulgação

O açaí passou a ser reconhecido como fruta nacional. É o que determina a Lei 15.330, de 2026, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a lei reforce a identidade do açaí como produto brasileiro e evite a biopirataria. A nova norma teve origem em um projeto de lei do Senado: o PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA).

Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados (onde tramitou como PL 2.787/2011) no final do ano passado. O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional.

Típico da Amazônia, o açaí é o fruto do açaizeiro. Sua polpa é usada como alimento e também em cosméticos. As sementes são usadas no artesanato e como meio de energia, substituindo a madeira. Do caule pode se extrair o palmito, enquanto as raízes podem ser utilizadas como vermífugo.

De acordo com os defensores da iniciativa, a nova lei pode reforçar a identidade do açaí como um produto brasileiro, beneficiando os produtores da Amazônia.

Além disso, eles argumentam que o reconhecimento em lei pode evitar a biopirataria. Em 2003, uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí, mas em 2007 o governo brasileiro conseguiu cancelar esse registro.

 





Source link