segunda-feira, junho 15, 2026

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Exportação de carne bovina supera 1,3 milhão de toneladas até maio, diz Abiec


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 297 mil toneladas de carne bovina em maio, alta de 17,8% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com abril, o avanço foi de 2,9%.

A receita com os embarques somou US$ 1,83 bilhão, crescimento de 6,5% frente ao mês anterior. O preço médio da proteína exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, alta de 3,5%.

China concentra embarques

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em maio, com importações de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. O país respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

De acordo com a Abiec, o aumento dos embarques ocorre em um cenário de antecipação das compras pelo mercado chinês diante da implementação das medidas de salvaguarda anunciadas para o setor.

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição entre os compradores da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Na sequência aparecem Rússia, Chile e União Europeia.

A carne bovina in natura representou 88,2% do volume exportado e respondeu por 93,1% da receita obtida pelo setor em maio, totalizando US$ 1,7 bilhão.

Exportações superam 1,3 milhão de toneladas

No acumulado de janeiro a maio, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A receita alcançou US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações ficou em US$ 5.677 por tonelada.

A China também lidera com folga no acumulado do ano. Foram 631,9 mil toneladas embarcadas para o país asiático, com faturamento de US$ 3,78 bilhões. O mercado respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% da receita do setor nos cinco primeiros meses de 2026.

As compras chinesas cresceram 27,8% em relação ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas importadas, seguidos por Chile, Rússia e União Europeia.

Segundo a Abiec, a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 mercados segue contribuindo para a competitividade e a estabilidade das exportações do setor.

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Girolando bate novo recorde mundial de produção de leite na Megaleite


Recordista da raça girolando na Megaleite 2026
Foto: Divulgação/Girolando

A raça girolando ganhou uma nova recordista mundial de produção de leite durante a 21ª edição da Megaleite, realizada em Belo Horizonte (MG). A vaca Jornada Montross FIV LPN alcançou produção total de 337,950 quilos de leite, com média de 112,650 quilos, e superou a marca anterior registrada neste ano.

O animal conquistou os títulos de Grande Campeã de Produção Absoluta de Leite e Grande Campeã de Composição do Leite no torneio leiteiro da feira. Com o resultado, ultrapassou a vaca Fernanda Forbes IS Olhos D’Água, da composição Girolando 3/4, que havia atingido média de 111,947 quilos de leite na Expoleite 2025.

As duas recordistas pertencem ao criador Rodrigo Nogueira Ferreira, do criatório Gir e Girolando Elma, de Inhaúma (MG). Pelos títulos conquistados na Megaleite, o expositor recebeu duas motos zero quilômetro.

Mais dois recordes na Megaleite

Outro destaque do torneio foi a vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana, da composição girolando 1/4. O animal produziu 263,790 quilos de leite, com média de 87,930 quilos, estabelecendo novo recorde da categoria. Ela foi campeã entre as vacas adultas tanto em produção absoluta quanto em composição do leite.

Segundo Rodrigo Nogueira Ferreira, os resultados demonstram a evolução genética da raça e seu potencial produtivo.

“O torneio leiteiro é uma vitrine importante para mostrar o potencial da raça, mas sabemos que, mais que uma premiação, esse resultado reflete como o girolando tem avançado, alcançando altas produções de leite e trazendo muito mais rentabilidade para o produtor de leite”, afirmou.

O terceiro recorde da edição foi registrado entre as vacas jovens girolando 3/4. A vaca Singela Countdown23072 Campos Lima, da Agropecuária Campos Lima Ltda., de Delfim Moreira (MG), produziu 269,780 quilos de leite, com média de 89,927 quilos. Com isso, conquistou os títulos de Campeã Vaca Jovem 3/4 e Campeã Vaca Jovem Geral.

Resultado na raça guzerá

O torneio leiteiro da Megaleite ocorreu entre os dias 31 de maio e 3 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reuniu 26 animais.

Na raça guzerá, a Grande Campeã foi a vaca Vita Boa Lembrança, de propriedade do expositor Marcelo Lack. O animal produziu 134,10 quilos de leite, com média de 44,70 quilos.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz


Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz

A 26ª edição da Fenarroz, multifeira voltada ao agronegócio, foi oficialmente aberta na manhã desta quinta-feira (4), em Cachoeira do Sul, na região Central do Rio Grande do Sul. A programação segue até domingo (7) e reúne expositores, produtores, agroindústrias familiares e representantes de órgãos públicos ligados ao setor. Segundo os organizadores e autoridades presentes, a feira tem foco em negócios, tecnologia e desenvolvimento da cadeia orizícola.

A abertura contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Entre os destaques da programação está o Pavilhão da Agricultura Familiar, apoiado pela SDR, com 40 empreendimentos de 25 municípios gaúchos entre os dias 2 e 7 de junho.

No espaço, estão expostos produtos como embutidos, carnes e derivados, panificados, doces, mel, bebidas artesanais, vinhos, cachaças, flores, artesanato, cuias e outros itens coloniais. A participação dessas agroindústrias amplia a visibilidade comercial de pequenos produtores e cria oportunidade de acesso a novos compradores durante a feira.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A Fenarroz é voltada principalmente à cadeia do arroz, segmento de peso na agropecuária gaúcha. Durante a abertura, o secretário adjunto da Seapi, Antonio Carlos Ferreira Neto, afirmou que o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. O dado reforça a relevância econômica da orizicultura para emprego, renda e atividade industrial no estado.

Também foi citado o papel do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em pesquisa, genética e assistência técnica aos produtores. Nesse contexto, a feira funciona como espaço de divulgação de tecnologias, troca de informações e aproximação entre produção, pesquisa e mercado.

As informações disponíveis não detalham volume de negócios esperado, número total de expositores nem estimativas de público para esta edição.

Do ponto de vista técnico e comercial, a Fenarroz concentra temas centrais para a cadeia do arroz e para a agricultura familiar gaúcha, como inovação, agregação de valor e acesso a mercado. Sem dados consolidados de negócios ou público, os resultados desta edição deverão ser medidos ao longo da programação e após o encerramento do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Canaviais reduzem em 90% uso de herbicidas


A pulverização localizada de herbicidas tem ganhado espaço no manejo da cana-de-açúcar por permitir a aplicação apenas nos pontos onde há presença de plantas daninhas. A prática reduz o uso de insumos, evita desperdícios e melhora a eficiência das operações no campo.

Na cultura da cana, a tecnologia Weed-it, da Zait.ag, apresentou economia média de 90,5% no consumo de herbicidas em aplicações realizadas pela Usina Ester, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. O levantamento considera operações feitas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

O sistema utiliza sensores instalados nas barras de pulverização para identificar, em tempo real, a presença de plantas daninhas. Com essa leitura, válvulas de alta velocidade são acionadas somente nos locais necessários, direcionando o produto ao alvo.

Segundo relatório técnico da Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período, mas apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas. Em algumas operações, a economia superou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado.

“O Weed-it já demonstrou grande eficiência em culturas anuais e agora temos observado resultados extremamente positivos também na cana-de-açúcar. Em muitos casos, a redução no uso de herbicidas supera 90%, trazendo impacto direto no custo operacional das usinas e produtores”, afirma.

A tecnologia já é utilizada em cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, principalmente em grãos e algodão, e passa a ampliar presença no setor sucroenergético. Para a Zait.ag, a redução no uso de herbicidas impacta diretamente os custos operacionais e contribui para práticas mais sustentáveis. “A tecnologia não depende de calibrações complexas e entrega resultados visíveis logo após a aplicação. Isso facilita a adoção pelas equipes operacionais e acelera o retorno sobre o investimento”, destaca Ferraz.

 





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Energia solar reduz custos e ganha espaço em fazendas brasileiras


energia solar
Foto: Pixabay

A energia solar vem ganhando espaço nas propriedades rurais brasileiras e se consolidando como uma ferramenta para reduzir custos e aumentar a eficiência da produção. Da irrigação ao armazenamento de grãos, a tecnologia já faz parte da rotina de produtores que buscam maior previsibilidade financeira e menos dependência das oscilações nas tarifas de energia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o agronegócio responde por cerca de 29% da energia renovável consumida no país. O avanço da tecnologia tem impulsionado sua adoção em atividades como bombeamento de água, resfriamento de leite, climatização de ambientes e operação de silos e câmaras frias.

Além da economia na conta de luz, a geração própria de energia permite um planejamento mais estável dos custos da propriedade.

“Hoje, a energia elétrica representa uma parcela importante dos custos operacionais do agronegócio. Quando o produtor consegue reduzir essa despesa de forma consistente, ele ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação lidera aplicações

Entre os usos mais comuns da energia solar no campo estão os sistemas de irrigação, que figuram entre os maiores consumidores de eletricidade em diversas culturas.

Em propriedades que dependem do bombeamento constante de água, especialmente durante períodos de estiagem, os sistemas fotovoltaicos podem reduzir significativamente os gastos com energia. Segundo a empresa, a economia pode chegar a até 90% quando a geração própria é combinada com sistemas de armazenamento.

A tecnologia também tem ampliado sua presença em silos, galpões, estruturas de ventilação e câmaras frias, que demandam fornecimento contínuo de energia ao longo das safras.

“A energia solar deixou de ser vista apenas como uma alternativa sustentável e passou a ocupar um papel estratégico dentro das propriedades rurais. O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, destaca Brito.

Uso avança na pecuária

Na pecuária, a energia solar tem sido utilizada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para os animais.

Em regiões mais distantes dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode apresentar instabilidades, a geração própria também contribui para aumentar a segurança operacional das fazendas.

Outro fator que impulsiona a adoção da tecnologia é a durabilidade dos equipamentos, aliada à baixa necessidade de manutenção.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, conclui o executivo.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Economista diz que novas tarifas de Trump podem ser barradas na Justiça


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O economista Paul Krugman afirmou nesta quinta-feira (4) que a nova rodada de tarifas anunciada pelo governo de Donald Trump repete uma estratégia que, na avaliação dele, tem baixa chance de resistir ao escrutínio judicial nos Estados Unidos.

A crítica foi publicada após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) abrir investigação contra parceiros comerciais, entre eles Brasil, União Europeia e Japão. O material disponível indica que produtos brasileiros foram enquadrados em sobretaxa de 12,5%.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (4), Krugman afirmou que a Casa Branca tem recorrido a interpretações amplas de leis comerciais para impor sobretaxas sem aprovação do Congresso norte-americano. Segundo ele, parte das tarifas anteriores já foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, e a administração passou a buscar novas justificativas legais para sustentar a política.

O USTR informou a abertura de investigação sob o argumento de que alguns parceiros comerciais falham em “impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Krugman contestou essa justificativa e classificou a medida como juridicamente frágil e incompatível com acordos internacionais.

No caso do Brasil, o conteúdo disponível aponta enquadramento na faixa mais alta da nova sobretaxa, de 12,5%, um dia após recomendação de tarifa adicional de 25% sobre exportações nacionais por supostas práticas comerciais “irracionais”. Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), algumas mercadorias brasileiras podem enfrentar tarifas acumuladas de até 37,5%.

Krugman também afirmou que a política tarifária não atingiu seus objetivos declarados de fortalecimento da indústria norte-americana. Ele citou pesquisa Harris Poll segundo a qual 64% dos republicanos, 67% dos independentes e 77% dos democratas avaliam que as tarifas elevaram os preços pagos pelos consumidores.

Para o comércio exterior brasileiro, o efeito prático dependerá do alcance setorial das medidas e da lista final de produtos atingidos, informação que não foi detalhada no material disponível. Sem essa definição, ainda não é possível dimensionar com precisão os impactos sobre cadeias exportadoras específicas, inclusive do agronegócio.

O desdobramento técnico da medida dependerá da tramitação da investigação conduzida pelo USTR, de eventual contestação judicial nos Estados Unidos e da definição dos produtos efetivamente alcançados pelas sobretaxas. Até o momento, faltam informações oficiais detalhadas sobre os setores brasileiros mais expostos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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30 anos da Lei de Propriedade Industrial: por que proteger a inovação importa para o agro


planta e tecnologia
Foto: Pixabay

O ano de 2026 marca os 30 anos da promulgação da Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996), um dos textos legais mais importantes para a consolidação do ambiente de inovação no Brasil. Embora muitas vezes o tema seja tratado como uma discussão restrita ao universo jurídico, seus efeitos alcançam diretamente setores estratégicos da economia nacional — e poucos exemplos ilustram isso tão bem quanto o setor do agronegócio.

Isso porque no agro, discutir propriedade intelectual é discutir produtividade, competitividade, sustentabilidade e, sobretudo, segurança alimentar. A evolução tecnológica no campo depende de anos de pesquisa, altos investimentos e de um ambiente institucional capaz de garantir previsibilidade e proteção. Nesse sentido, a aprovação da lei representou um avanço decisivo na construção de um ambiente de maior segurança jurídica para pesquisadores, empresas e investidores.

Ao estabelecer mecanismos claros de proteção à inovação, o país fortaleceu as condições necessárias para que conhecimento, pesquisa e tecnologia se transformassem em desenvolvimento econômico. Os resultados desse processo são concretos. Na década de 1970, período da criação da Embrapa, o Brasil ainda ocupava a posição de importador de alimentos.

Pouco mais de 50 anos depois, o país se consolidou como uma das maiores potências agrícolas do mundo. Essa mudança de posicionamento no cenário global não foi fruto do acaso, mas sim de um processo baseado em ciência, tecnologia e modernização do campo.

Não à toa, a Câmara dos Deputados realizou, em 2 de junho, uma Sessão Solene em homenagem aos 30 anos da Lei de Propriedade Industrial. A iniciativa, proposta pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ), reconhece o papel que a legislação desempenhou na proteção da inovação e na criação de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento tecnológico nacional. Trata-se de uma justa homenagem em um momento oportuno no qual os produtores são instados a produzir cada vez mais com menos, diante de uma competitividade global cada vez mais acirrada.

Interessante notar que o ano de 1996 também foi o ano que marcou a plantação da primeira cultura transgênica (soja) nos Estados Unidos. Dados de estudo elaborado pela Agroconsult, em 2023, no marco dos 25 anos de transgênicos no campo, mostraram que sementes transgênicas foram responsáveis por um volume adicional de 112,3 milhões de toneladas de grãos.

Isso mostra que a agricultura deixou de ser uma atividade baseada exclusivamente em terra e clima. Melhoramento genético, biotecnologia, agricultura de precisão, bioinsumos e soluções voltadas à adaptação climática exigem muitos anos de pesquisas, desenvolvimento contínuo e grandes investimentos. Sem mecanismos adequados de proteção à propriedade intelectual, não há estímulo à criação de novas tecnologias, fundamentais para o aumento de produtividade e competitividade.

Ainda assim, não raramente, a remuneração pela inovação é tratada apenas como um custo adicional ao produtor. Essa leitura equivocada desconsidera que o pagamento pela inovação é justamente o que sustenta o ciclo de desenvolvimento. São esses recursos que viabilizam novas pesquisas e permitem que soluções cada vez mais eficientes cheguem ao mercado.

Os desafios atuais tornam esse debate ainda mais urgente. As mudanças climáticas pressionam a produção agrícola e ampliam a necessidade de uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável. O setor precisa produzir mais, utilizando menos recursos naturais, reduzindo emissões e aumentando produtividade. Ao mesmo tempo, instabilidades geopolíticas elevam custos de produção, impactam cadeias globais de suprimentos e reforçam o caráter estratégico da tecnologia aplicada ao campo. Produzir mais com menos passou a ser uma necessidade. E o único caminho viável para alcançar esse objetivo é justamente a inovação.

Negar a importância da propriedade intelectual no agro é, na prática, desestimular o avanço tecnológico e comprometer a competitividade de um setor que move 25% do PIB nacional.

Transformar a proteção à inovação em antagonista do desenvolvimento é ignorar o papel central que ela desempenha na evolução da agricultura moderna.

Os 30 anos da Lei de Propriedade Industrial oferecem, portanto, uma oportunidade relevante de reflexão sobre o futuro. Em um ambiente global marcado por intensa disputa tecnológica, proteger a inovação não significa resguardar apenas ativos privados. Significa preservar a capacidade do Brasil de continuar produzindo, inovando e liderando o agronegócio mundial. Que venham os próximos 30 anos!

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em relações governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o agronegócio, como a chamada MP do Agro e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Raízen vende operações de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão


Raízen vende operações de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão

A Raízen informou nesta quinta-feira (4) que sua subsidiária Raízen Energia assinou contrato vinculante para a venda das operações de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão. O fato relevante foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a companhia, o fechamento da operação está previsto para ocorrer no atual ano-safra, condicionado ao cumprimento de etapas regulatórias e judiciais.

De acordo com o comunicado, as compradoras são a Latam Downstream Holdings e a Silver Projects, empresas ligadas à Mercuria Energy Group. A estrutura do pagamento prevê uma parcela em caixa na data de fechamento, sujeita aos ajustes usuais desse tipo de operação, como variações de capital de giro, endividamento líquido e outros itens previstos em contrato.

A transação também inclui a assunção, pelas compradoras, do endividamento da Raízen Argentina S.A.U. A companhia não detalhou, no material divulgado, o valor exato dessa parcela nem a composição individual dos ativos incluídos na venda.

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Segundo a Raízen, a decisão está alinhada à estratégia de otimização do portfólio, simplificação da estrutura operacional e alocação disciplinada de capital, com foco em mercados e geografias considerados prioritários. A empresa informou ainda que os recursos líquidos da venda serão destinados à administração de sua estrutura de capital.

Embora o comunicado trate de operações de downstream na Argentina, a movimentação ocorre em uma empresa com presença relevante nos segmentos de energia, combustíveis e bioenergia. Por isso, o mercado acompanha a destinação dos recursos e o possível redirecionamento estratégico da companhia. Até o momento, porém, a empresa não informou novas metas de investimento associadas diretamente à operação anunciada.

O fechamento segue condicionado a condições precedentes usuais, incluindo aprovações regulatórias e judiciais aplicáveis.

Com os dados disponíveis, a operação sinaliza ajuste de portfólio e reforço de liquidez, mas ainda não permite mensurar efeitos práticos sobre outros negócios da companhia. Novos desdobramentos dependem da conclusão do negócio e de eventuais detalhamentos adicionais pela empresa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

O segredo no solo que pode elevar sua produtividade



A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas mais precisas


A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas
A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas – Foto: Canva

A utilização de dados biológicos para orientar decisões no campo vem ganhando espaço como estratégia para aumentar a eficiência produtiva, reduzir riscos e fortalecer a rentabilidade das propriedades rurais. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, a análise do microbioma do solo tem se consolidado como uma ferramenta capaz de transformar informações biológicas em indicadores estratégicos para a gestão agrícola.

A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas, reduzindo a dependência de decisões baseadas apenas em experiência ou percepção. Nesse cenário, o BeCrop surge como uma solução voltada à interpretação do microbioma do solo, permitindo que produtores e empresas tenham acesso a dados que auxiliam na tomada de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo.

Entre os principais benefícios apontados está a previsibilidade de doenças. A tecnologia permite identificar riscos fitossanitários antes mesmo do plantio, avaliando o equilíbrio entre organismos potencialmente prejudiciais e agentes naturais de biocontrole. Com isso, torna-se possível adotar medidas preventivas de forma mais direcionada e eficiente.

Outro aspecto destacado é a otimização do uso de insumos. A análise da capacidade natural do solo de ciclar nutrientes oferece informações que ajudam a ajustar a aplicação de fertilizantes e bioestimulantes, alinhando os investimentos às reais condições do ambiente produtivo e à capacidade de absorção das plantas.

A resiliência climática também aparece como um fator relevante. Solos que apresentam microbiomas mais diversos e equilibrados tendem a responder melhor a situações de estresse hídrico e térmico, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo mesmo diante de condições adversas.


 





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Como elevar a taxa de prenhez no rebanho? Especialista responde


prenhez
Foto: CNA/Reprodução

O programa Giro do Boi da última terça-feira (2) apresentou um checklist cirúrgico para produtores que finalizam as planilhas da última estação de monta e se preparam para o próximo ciclo. O telespectador Weverton Lopes, de Bom Jesus (PI), relatou a estagnação de taxas de prenhez entre 60% e 65% em algumas fazendas, índices considerados insuficientes por especialistas.

O professor José Bento Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP) em Pirassununga, uma das principais autoridades no assunto, afirmou que as taxas devem estar acima de 85%. “Se o seu rebanho não está alcançando índices de fertilidade próximos ou superiores a 85%, há falhas técnicas graves na engrenagem que une nutrição de transição, sanidade e manejo de machos”, declarou.

Confira:

Impacto da nutrição e manejo

Na pecuária de cria profissional, a taxa de prenhez total deve flutuar acima dos 85%. O professor Ferraz alertou que números estagnados em 60% resultam em prejuízos invisíveis, pois vacas vazias consomem recursos sem gerar bezerros. Para ele, atingir essa meta não é questão de sorte, mas de seguir um protocolo de processos integrados.

Um erro comum no planejamento é a associação inadequada entre o calendário de chuvas e a fisiologia das vacas. Muitos produtores iniciam a estação de monta com as primeiras chuvas, quando as vacas ainda estão se recuperando do período de seca. “Uma vaca parida e magra simplesmente não vai ciclar”, informou Ferraz. O foco biológico delas é produzir leite e sobreviver, o que pode levar à suspensão da reprodução.

Estratégias para aumentar a prenhez

Para romper o anestro pós-parto e garantir a prenhez nas primeiras semanas da estação, o investimento em hormônios de sincronização deve ser complementado com técnicas básicas de manejo. O professor enfatizou que a prenhez depende de uma nutrição adequada e de cuidados veterinários.

“Tratar a vaca na transição das águas pode parecer um desembolso alto, mas custa muito menos do que manter uma vaca vazia”, destacou. Ele recomenda que os produtores realizem exames andrológicos e cuidem do escore corporal do rebanho para proteger o faturamento.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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