sexta-feira, junho 12, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Oferta ampla pressiona preços dos grãos


Os mercados agrícolas iniciaram o dia com viés negativo para trigo, soja e milho, em um ambiente marcado por oferta confortável, clima favorável em regiões produtoras e ajustes ligados ao cenário geopolítico. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta sexta-feira, 12 de junho de 2026, os contratos em Chicago recuavam nos três grãos, enquanto os preços físicos no Brasil mostravam movimentos mistos.

No trigo, os contratos de julho de 2026 caíam para US$ 583,25, com dezembro a US$ 611,25 e maio de 2027 a US$ 640,00. No físico, o Paraná registrava R$ 1.377,98 por tonelada, alta de 0,22% no dia e de 1,35% no mês, enquanto o Rio Grande do Sul marcava R$ 1.325,29, avanço diário de 0,07% e queda mensal de 0,60%. A pressão externa veio da venda de contratos por fundos, diante do aparente acordo entre Estados Unidos e Irã para cessar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz. Também pesou o avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos e o início iminente dos trabalhos no restante do Hemisfério Norte. O corte do USDA na produção norte-americana de 2026/27, de 42,49 milhões para 42,01 milhões de toneladas, pode limitar novas quedas.

Na soja, julho recuava para US$ 1112,75 em Chicago, com maio de 2027 a US$ 1160,50. O farelo subia para US$ 303,6, enquanto o óleo caía para US$ 73,32. No Brasil, o interior do Paraná tinha R$ 125,73, e Paranaguá, R$ 131,78. O mercado segue pressionado por ampla oferta global, demanda chinesa moderada e clima favorável nos Estados Unidos, onde o plantio já passou de 87% da área prevista. Na América do Sul, a disponibilidade para exportação mantém a concorrência elevada, enquanto a queda do dólar reduziu o ritmo de vendas em alguns mercados.

No milho, julho caía para US$ 410,25 em Chicago. Na B3, julho de 2026 marcava R$ 64,25, e o físico ficava em R$ 64,03. A queda do petróleo reduziu o incentivo ligado ao E-15 nos Estados Unidos, enquanto o clima segue favorável no Centro-Oeste, apesar da necessidade de chuvas nas Grandes Planícies Centrais.

 





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Exportações de frango do Brasil registram terceiro maior volume da história em maio


Paraná, frango
Foto: Agência Brasil

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram em maio o terceiro maior volume mensal já registrado pelo país, reforçando o aquecimento da demanda internacional pelo produto. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 509,9 mil toneladas no período.

O resultado representa alta de 4,8% em relação a abril e um expressivo avanço de 29,6% na comparação com maio de 2025. Na série histórica iniciada em 1997, o desempenho ficou atrás apenas dos recordes registrados em março de 2024, quando foram exportadas 514,6 mil toneladas, e em dezembro de 2025, com 510,9 mil toneladas.

De acordo com o Cepea, as vendas externas de carne de frango vêm apresentando crescimento consistente ao longo de 2026, superando os volumes registrados no ano passado e refletindo a força da demanda internacional.

Oriente Médio impulsiona embarques

Entre os principais destinos da proteína brasileira, os países do Oriente Médio seguem ampliando as compras. O Cepea destaca especialmente o desempenho dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, que figuram entre os principais parceiros comerciais do setor.

Em maio, os Emirados Árabes Unidos importaram 32,3 mil toneladas de carne de frango brasileira, volume 68,8% superior ao registrado em abril. Já a Arábia Saudita adquiriu 39 mil toneladas, crescimento de 9% na mesma comparação.

Com esses números, a Arábia Saudita consolidou-se como o terceiro principal destino das exportações brasileiras de carne de frango no mês, enquanto os Emirados Árabes Unidos ocuparam a quarta posição.

Demanda externa sustenta setor

Segundo os pesquisadores do Cepea, o forte ritmo dos embarques indica que a proteína brasileira continua ganhando espaço no mercado internacional, especialmente em regiões com demanda crescente por alimentos e forte dependência de importações.

O desempenho das exportações também reforça a importância do mercado externo para a cadeia avícola nacional, em um momento em que países do Oriente Médio ampliam sua participação entre os principais compradores do produto brasileiro.

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Agro reage a veto de Lula e cobra Bolsa Família para safristas


Trabalhadores rurais na colheita de café
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como Lei dos Safristas, provocou reação de entidades do agronegócio e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (11), a decisão interrompe uma proposta que buscava permitir que trabalhadores rurais contratados temporariamente durante as safras mantivessem o acesso a programas sociais, como o Bolsa Família.

Aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, o projeto estabelecia que a remuneração recebida por meio de contratos de safra não seria considerada no cálculo da renda familiar para concessão e manutenção de benefícios sociais. Além disso, previa o retorno automático ao Bolsa Família para famílias que voltassem a atender aos critérios de renda após o encerramento do vínculo temporário.

Os contratos de safra são utilizados em atividades temporárias ligadas ao plantio, manejo e colheita de culturas agrícolas, com duração variável conforme a necessidade da atividade rural.

O que defendem os setores do agro

Entidades do setor afirmam que a medida ajudaria a resolver um dos principais problemas enfrentados por diversas cadeias produtivas: a falta de mão de obra para atividades sazonais.

Segundo o Conselho Nacional do Café (CNC), muitos trabalhadores deixam de aceitar empregos formais durante a colheita por receio de perder benefícios sociais e enfrentarem dificuldades para retornar aos programas após o término do contrato temporário.

Para a entidade, o projeto não criava novos benefícios nem ampliava o número de beneficiários, apenas evitava que uma renda temporária provocasse a exclusão de famílias que continuam em situação de vulnerabilidade social.

A avaliação é compartilhada pelo Sistema FAEP. Para a entidade paranaense, o projeto aumentaria a segurança das relações trabalhistas no campo ao permitir que trabalhadores aceitassem contratos formais sem abrir mão do Bolsa Família.

O presidente da instituição, Ágide Eduardo Meneguette, argumenta que o temor de perder o benefício tem levado trabalhadores a recusarem vagas temporárias, estimulando a informalidade e agravando a escassez de mão de obra em períodos de colheita.

O Sistema FAEP afirma ainda que o veto afeta especialmente estados com forte dependência de trabalhadores safristas, como o Paraná, onde culturas como café, maçã, uva, hortifrúti, erva-mate, grãos e proteína animal demandam grande volume de mão de obra temporária todos os anos.

A Frente Parlamentar da Agropecuária também criticou a decisão presidencial. Em nota, a FPA afirmou que a proposta buscava ampliar a inclusão produtiva, a geração de renda e a formalização do trabalho rural, sem retirar direitos ou criar novos programas sociais. Segundo a entidade, o veto mantém obstáculos para a contratação formal de trabalhadores sazonais no campo.

Motivos do veto

Ao justificar a decisão, o governo federal argumentou que o projeto é inconstitucional por criar despesa obrigatória de caráter continuado sem apresentar estimativa de impacto orçamentário nem indicar a fonte de recursos necessária para custear a medida.

O despacho presidencial também classificou a proposta como contrária ao interesse público em razão dos possíveis impactos financeiros para a execução dos programas sociais.

As entidades do setor contestam essa interpretação. O CNC sustenta que o projeto não ampliava benefícios sociais, mas apenas ajustava a forma de cálculo da renda para evitar que trabalhadores em situação de vulnerabilidade fossem penalizados ao aceitar empregos temporários formalizados.

Já a FPA afirma que a justificativa de afronta ao interesse público não se sustenta diante do objetivo da proposta, que seria incentivar a formalização do trabalho e reduzir gargalos na contratação de mão de obra rural.

Próximos passos

O veto agora será analisado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta de deputados e senadores. Para que a decisão presidencial seja derrubada, é necessária maioria absoluta nas duas Casas. Caso isso ocorra, o texto aprovado pelo Legislativo poderá ser promulgado. Se o veto for mantido, o projeto será definitivamente arquivado.

Entidades como CNC, Sistema FAEP e FPA já sinalizaram que irão atuar junto aos parlamentares para tentar reverter a decisão e restabelecer a proposta aprovada pelo Congresso.

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Chegada de nova frente fria e ciclone provocam chuva forte no fim de semana; veja a previsão do tempo


A formação de um novo ciclone extratropical no Sul do Brasil, associada ao avanço de uma frente fria, vai provocar chuva forte, temporais e ventos intensos em parte do país nesta sexta-feira (12) e manter o tempo instável ao longo do fim de semana. Além das chuvas, uma nova massa de ar polar avança na retaguarda do sistema e deve derrubar as temperaturas em boa parte do Centro-Sul do país.

Os maiores impactos devem ser sentidos nos estados do Sul, em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No Nordeste, a chuva continua concentrada no litoral, enquanto o Norte segue com pancadas típicas da combinação entre calor e alta umidade.

Sul

Sexta-feira

A sexta-feira será marcada por chuva persistente nos três estados da Região Sul. No Paraná, há risco de temporais e chuva forte desde as primeiras horas do dia. Em Santa Catarina, as precipitações ocorrem em diversos momentos e podem ter forte intensidade. Já no Rio Grande do Sul, a instabilidade diminui gradualmente na metade sul, mas ainda há previsão de temporais isolados no norte do estado e em áreas litorâneas.

As rajadas de vento podem variar entre 40 km/h e 50 km/h, com picos de até 70 km/h em áreas do litoral do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Sábado

Com o ciclone já mais afastado sobre o oceano, a chuva perde força. Ainda pode chover de forma fraca no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa da circulação marítima. Na maior parte da região, o tempo fica estável, mas a massa de ar frio mantém temperaturas baixas, principalmente durante a madrugada e a noite.

Domingo

Uma nova área de baixa pressão volta a favorecer pancadas de chuva no Paraná e no norte e oeste de Santa Catarina, com possibilidade de temporais isolados. No Rio Grande do Sul, predomina o tempo firme, mas o frio continua e há chance de geada em áreas de serra.

Sudeste

Sexta-feira

A frente fria mantém o céu carregado em grande parte do Sudeste. Em São Paulo, a chuva ocorre desde cedo e pode ser forte em várias regiões, principalmente no interior e no noroeste do estado. Também há previsão de chuva moderada a forte no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na capital paulista, a máxima não deve passar dos 21°C e há previsão de chuva fraca à tarde e garoa à noite.

Sábado

Mesmo com a frente fria mais afastada, a atmosfera segue instável. São Paulo terá muitas nuvens e chuva em vários momentos, especialmente no noroeste e na metade norte do estado. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo também continuam com previsão de chuva ao longo do dia. O tempo permanece ameno em grande parte da região.

Domingo

As instabilidades continuam atuando, principalmente em São Paulo, onde uma nova frente fria favorece pancadas de chuva no oeste e sudoeste do estado. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo também seguem com condições para precipitações. As temperaturas permanecem baixas em grande parte da região.

Centro-Oeste

Sexta-feira

A chuva continua frequente em Mato Grosso do Sul, principalmente nas regiões leste, norte e interior do estado. Também há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul de Goiás, sul de Mato Grosso e Distrito Federal. Há risco de temporais isolados no sul goiano.

Sábado

O transporte de umidade da Amazônia mantém a formação de nuvens carregadas sobre Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e parte de Mato Grosso. Apesar da redução gradual da instabilidade em relação aos dias anteriores, ainda podem ocorrer pancadas localmente fortes.

Domingo

As pancadas voltam a ganhar força em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, podendo ocorrer acompanhadas de trovoadas e temporais localizados.

Nordeste

Sexta-feira

A chuva continua concentrada entre o litoral de Pernambuco e o Rio Grande do Norte, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais isolados. Também há previsão de chuva no litoral do Ceará. No interior, o tempo segue seco e quente.

Sábado

As precipitações permanecem restritas principalmente à faixa litorânea entre Rio Grande do Norte e Sergipe. A ZCIT também favorece chuva fraca a moderada no Maranhão, Piauí e Ceará. No interior, predomina o tempo firme.

Domingo

A chuva continua entre Rio Grande do Norte e Sergipe, além do litoral do Ceará, norte do Piauí e Maranhão. O interior nordestino segue com baixa umidade e tempo seco.

Norte

Sexta-feira

A combinação entre calor e alta umidade mantém condições para chuva em grande parte da região. Os maiores volumes são esperados no Amazonas, Acre, Pará, Amapá e Roraima.

Sábado

As pancadas de chuva continuam em boa parte do Amazonas, Acre, Roraima e extremo sudoeste do Pará, com possibilidade de chuva moderada a forte. Tocantins segue com tempo mais seco e baixa umidade relativa do ar.

Domingo

O cenário muda pouco. Amazonas, Acre, Amapá, Roraima e norte do Pará seguem com previsão de chuva moderada a forte, enquanto Tocantins e parte do sul do Pará permanecem com tempo firme.

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Chega de nova frente fria e ciclone provocam chuva forte no fim de semana; veja a previsão do tempo


A formação de um novo ciclone extratropical no Sul do Brasil, associada ao avanço de uma frente fria, vai provocar chuva forte, temporais e ventos intensos em parte do país nesta sexta-feira (12) e manter o tempo instável ao longo do fim de semana. Além das chuvas, uma nova massa de ar polar avança na retaguarda do sistema e deve derrubar as temperaturas em boa parte do Centro-Sul do país.

Os maiores impactos devem ser sentidos nos estados do Sul, em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No Nordeste, a chuva continua concentrada no litoral, enquanto o Norte segue com pancadas típicas da combinação entre calor e alta umidade.

Sul

Sexta-feira

A sexta-feira será marcada por chuva persistente nos três estados da Região Sul. No Paraná, há risco de temporais e chuva forte desde as primeiras horas do dia. Em Santa Catarina, as precipitações ocorrem em diversos momentos e podem ter forte intensidade. Já no Rio Grande do Sul, a instabilidade diminui gradualmente na metade sul, mas ainda há previsão de temporais isolados no norte do estado e em áreas litorâneas.

As rajadas de vento podem variar entre 40 km/h e 50 km/h, com picos de até 70 km/h em áreas do litoral do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Sábado

Com o ciclone já mais afastado sobre o oceano, a chuva perde força. Ainda pode chover de forma fraca no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa da circulação marítima. Na maior parte da região, o tempo fica estável, mas a massa de ar frio mantém temperaturas baixas, principalmente durante a madrugada e a noite.

Domingo

Uma nova área de baixa pressão volta a favorecer pancadas de chuva no Paraná e no norte e oeste de Santa Catarina, com possibilidade de temporais isolados. No Rio Grande do Sul, predomina o tempo firme, mas o frio continua e há chance de geada em áreas de serra.

Sudeste

Sexta-feira

A frente fria mantém o céu carregado em grande parte do Sudeste. Em São Paulo, a chuva ocorre desde cedo e pode ser forte em várias regiões, principalmente no interior e no noroeste do estado. Também há previsão de chuva moderada a forte no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na capital paulista, a máxima não deve passar dos 21°C e há previsão de chuva fraca à tarde e garoa à noite.

Sábado

Mesmo com a frente fria mais afastada, a atmosfera segue instável. São Paulo terá muitas nuvens e chuva em vários momentos, especialmente no noroeste e na metade norte do estado. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo também continuam com previsão de chuva ao longo do dia. O tempo permanece ameno em grande parte da região.

Domingo

As instabilidades continuam atuando, principalmente em São Paulo, onde uma nova frente fria favorece pancadas de chuva no oeste e sudoeste do estado. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo também seguem com condições para precipitações. As temperaturas permanecem baixas em grande parte da região.

Centro-Oeste

Sexta-feira

A chuva continua frequente em Mato Grosso do Sul, principalmente nas regiões leste, norte e interior do estado. Também há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul de Goiás, sul de Mato Grosso e Distrito Federal. Há risco de temporais isolados no sul goiano.

Sábado

O transporte de umidade da Amazônia mantém a formação de nuvens carregadas sobre Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e parte de Mato Grosso. Apesar da redução gradual da instabilidade em relação aos dias anteriores, ainda podem ocorrer pancadas localmente fortes.

Domingo

As pancadas voltam a ganhar força em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, podendo ocorrer acompanhadas de trovoadas e temporais localizados.

Nordeste

Sexta-feira

A chuva continua concentrada entre o litoral de Pernambuco e o Rio Grande do Norte, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais isolados. Também há previsão de chuva no litoral do Ceará. No interior, o tempo segue seco e quente.

Sábado

As precipitações permanecem restritas principalmente à faixa litorânea entre Rio Grande do Norte e Sergipe. A ZCIT também favorece chuva fraca a moderada no Maranhão, Piauí e Ceará. No interior, predomina o tempo firme.

Domingo

A chuva continua entre Rio Grande do Norte e Sergipe, além do litoral do Ceará, norte do Piauí e Maranhão. O interior nordestino segue com baixa umidade e tempo seco.

Norte

Sexta-feira

A combinação entre calor e alta umidade mantém condições para chuva em grande parte da região. Os maiores volumes são esperados no Amazonas, Acre, Pará, Amapá e Roraima.

Sábado

As pancadas de chuva continuam em boa parte do Amazonas, Acre, Roraima e extremo sudoeste do Pará, com possibilidade de chuva moderada a forte. Tocantins segue com tempo mais seco e baixa umidade relativa do ar.

Domingo

O cenário muda pouco. Amazonas, Acre, Amapá, Roraima e norte do Pará seguem com previsão de chuva moderada a forte, enquanto Tocantins e parte do sul do Pará permanecem com tempo firme.

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Sinalização de acordo entre EUA e Irã anima mercados


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (12) , a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a expectativa de um acordo entre EUA e Irã derrubou o petróleo, impulsionou bolsas e fortaleceu o real, mas o mercado ainda precifica uma probabilidade, não uma certeza.

No Brasil, o dólar caiu para R$ 5,10 e o Ibovespa avançou, enquanto a atenção se volta ao IPCA de maio e às pressões inflacionárias dos alimentos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Leilão de Pepro comercializa 22,7 mil toneladas de arroz gaúcho



Federarroz aponta maior familiarização dos produtores com a operação


Foto: Pixabay

O leilão de arroz realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta semana comercializou 22,7 mil toneladas do grão do Rio Grande do Sul. O certame, que também teve oferta de Santa Catarina, alcançou cerca de R$ 3,3 milhões em prêmios e foi avaliado de forma positiva pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

A oferta inicial superava 25 mil toneladas. No caso gaúcho, os três lotes disponíveis foram totalmente comercializados, contemplando as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Central, Planície Costeira Externa, Zona Sul e Planície Costeira Interna.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o resultado confirma a necessidade de ampliar os recursos destinados aos arrozeiros. Segundo ele, os leilões ajudam a dar sustentação aos preços, que seguem abaixo do mínimo em todo o estado.

Nunes também destacou que os produtores estão mais familiarizados com esse tipo de operação. “Onde teve leilão, teve ágio, e isso demonstra a necessidade dos produtores terem mais oportunidades através dos leilões e também a familiarização com o processo. Nos primeiros leilões, os produtores não estavam ainda familiarizados o suficiente. Agora começam a ficar cada vez mais entrosados e já se familiarizando com as operações de leilões através dos Pepro e PEP”, afirmou.

Este foi o quarto leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) realizado pela Conab. A modalidade funciona como subvenção para garantir que o produtor receba o preço mínimo definido pelo governo quando o mercado está em baixa, estimulando o escoamento da produção.

Já o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) concede subvenção a compradores que adquirirem produtos agropecuários diretamente de produtores rurais ou cooperativas pelo preço mínimo estabelecido.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações de petróleo dos EUA atingem recorde em maio com impulso de…


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar e Georgina McCartney

HOUSTON, 1 Jun (Reuters) – As exportações de petróleo dos EUA avançaram para um recorde de 5,6 milhões de barris por dia em maio, uma vez que a crise no Oriente Médio aumentou a demanda por parte das refinarias asiáticas e europeias, segundo estimativas de rastreamento de navios nesta segunda-feira.

A guerra dos EUA e de Israel com o Irã desencadeou a maior interrupção de todos os tempos no mercado global de energia, com as refinarias do mundo inteiro buscando alternativas ao fornecimento do Oriente Médio.

Cerca de um quinto dos suprimentos de petróleo e gás do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia importante que foi efetivamente fechada quando a guerra começou no final de fevereiro.

As exportações de petróleo dos EUA no mês passado ultrapassaram o recorde anterior, estabelecido em abril, de 5,2 milhões de bpd, de acordo com a empresa de dados e análises Kpler, já que os preços de referência do West Texas Intermediate dos EUA foram negociados com um grande desconto em relação ao Brent, a referência global.

Os tipos físicos de petróleo bruto dos EUA são normalmente precificados como um diferencial em relação ao WTI, e um grande desconto em relação ao Brent torna mais econômico para os compradores estrangeiros comprar petróleo dos EUA e enviá-lo para o mundo todo.

O WTI foi negociado com um desconto de até US$20,69 por barril em relação aos futuros do Brent em março, o maior em 13 anos, já que as interrupções no fornecimento no Oriente Médio levaram os aumentos do Brent a superar os do WTI. Em abril, quando a maior parte dos acordos de exportação de petróleo em maio foi executada, o spread teve um desconto médio de cerca de US$8,86 negativos, em comparação com uma média de US$4,85 negativos antes da guerra.

As exportações para a Europa e a Ásia atingiram recordes em maio, com a Ásia recebendo 2,45 milhões de bpd dos barris exportados, mantendo sua posição de principal comprador pelo segundo mês consecutivo. A Europa ficou em um segundo lugar próximo, com 2,4 milhões de bpd.

A demanda do Japão, que normalmente importa a maior parte de seu petróleo do Oriente Médio, foi responsável pela maior parte das importações asiáticas de tipos de petróleo dos EUA em maio, com 808.000 bpd, um salto de 32% no mês e estabelecendo um recorde.

“Não é uma surpresa ver a Ásia puxando tanto, dada a perda de barris do Golfo do Oriente Médio”, disse Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler.

O petróleo dos EUA com destino ao Mediterrâneo e ao Mar Negro também atingiu um recorde em maio, com Bulgária, Croácia, Turquia e Grécia emergindo como raros compradores transatlânticos.

EXPORTAÇÕES DEVEM SE ENFRAQUECER

Após um maio abundante, as exportações devem diminuir em junho, já que as esperanças de um acordo de paz aliviaram algumas preocupações com a oferta e reduziram o desconto do WTI em relação ao Brent. Embora o desconto do WTI em relação ao Brent tenha permanecido grande no início de maio, ele enfraqueceu na segunda metade e estava sendo negociado em torno de US$6 negativos na segunda-feira.

A consultoria Energy Aspects estima que as exportações serão, em média, de cerca de 4,9 milhões de bpd em junho e de cerca de 4,60 milhões de bpd em julho.

“Esperamos que as exportações caiam em mais de 1 milhão de bpd em junho em comparação com maio”, disse Georgios Sakellariou, analista de fretamento da Signal Maritime, acrescentando que a empresa viu pelo menos 10 Very Large Crude Carriers a menos para as datas de junho em comparação com maio.

Os baixos estoques de petróleo WTI nos Estados Unidos também incentivarão mais barris a serem armazenados no mercado interno, disseram fontes e analistas, reduzindo as exportações.





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AgroNewsPolítica & Agro

CNA garante tarifas antidumping ao leite em pó importado


Ao longo de toda a investigação de práticas desleais nas importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, a atuação da CNA foi fundamental para o governo reconhecer oficialmente a prática de dumping e sugerir tarifas que, conforme a empresa exportadora, podem ultrapassar 100%. Os detalhes da medida estão na Resolução (Gecex 907/2026) da Câmara de Comércio Exterior publicada no “Diário Oficial da União”, que cita a atuação da CNA durante toda a investigação.  

O texto não só reconhece as práticas desleais como também estabelece a aplicação de direitos antidumping, por um prazo de até cinco anos, às importações brasileiras de leite em pó, integral ou desnatado, não fracionado, originárias da Argentina e do Uruguai.

Apesar do reconhecimento do dumping, a Camex decidiu suspender temporariamente a aplicação das medidas antidumping para avaliação de interesse público, alegando preocupações com os indicadores de inflação.

Com essa decisão, o setor produtivo permanece exposto às comprovadas práticas desleais de comércio, demonstradas pela CNA ao longo da investigação. A Confederação continua atuando para que as medidas antidumping sejam aplicadas.

O reconhecimento do dumping confirma os argumentos defendidos pela CNA e pelas Frentes Parlamentares da Agropecuária (FPA) e em Apoio ao Produtor de Leite (FPPL) ao longo dos últimos anos, principalmente em relação aos prejuízos causados ao mercado nacional pelas importações de leite em pó a preços artificiais.

Tarifas – A Resolução traz o detalhamento das tarifas, que variam conforme a empresa exportadora e o país de origem e deverão ser aplicadas em dólares por tonelada. Para empresas não identificadas individualmente na investigação, a medida prevê a aplicação da alíquota de maior montante, evitando que exportadores criem novos registros e burlem medidas de defesa comercial.

No caso da Argentina, as empresas que participaram da investigação, e responderam questionários enviados pelos investigadores brasileiros, terão tarifas que variam entre US$ 167,31/ton e US$ 903,50/ton.

Já para outros exportadores conhecidos, mas que não responderam aos questionários, a tarifa foi estabelecida em US$ 1.707,08/ton. Finalmente, para evitar a burla das tarifas via abertura de novos registros para exportação, a tarifa estabelecida para novos exportadores ficou em US$ 4.183,17/ton.

Já para o Uruguai, as tarifas ficaram entre US$ 378,27/ton e US$ 850,07/ton para exportadores participantes da investigação e em US$ 4.196,72/ton para os novos exportadores.

Para dar dimensão das tarifas, a CNA calculou os preços médios das seis diferentes versões de leite em pó abrangidas pela investigação, entre janeiro e maio de 2026.

Considerando a Argentina, que enviou ao Brasil 49 mil toneladas (equivalente a 438 milhões de litros) a um preço médio de US$ 3.467,21/ton, as tarifas variam entre 4,80% e 26,05% para os exportadores participantes da investigação. Demais empresas exportadoras já conhecidas terão tarifas equivalentes a 49,23%, enquanto novos exportadores serão tarifados em 120,64%, conforme tabela a seguir.

Em relação ao Uruguai, que respondeu por 24 mil toneladas (214 milhões de litros), importadas a preços médios de US$ 3.809,35, os percentuais das tarifas aplicadas aos participantes da investigação ficaram entre 9,93% e 22,31%, e novos exportadores terão tarifas equivalentes a 110,17%.

Suspensão – Apesar do reconhecimento da prática de dumping e da definição de tarifas, a própria Resolução do Gecex suspendeu temporariamente a aplicação das medidas até a conclusão de uma avaliação de interesse público.

Esse processo deve ser aberto via portaria a ser publicada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e conduzido pelo governo, mas ainda sem previsão para publicação.

Nessa etapa, serão analisados os possíveis impactos da aplicação das tarifas antidumping sobre os agentes econômicos da cadeia de produção, distribuição, venda e consumo relacionada à produção doméstica, incluindo eventuais efeitos sobre indicadores econômicos, como a inflação.

Inflação – A CNA ressalta que já apresentou ao governo estudos demonstrando que a aplicação das tarifas não representa risco de inflação para a economia brasileira, uma vez que o direito antidumping recai exclusivamente sobre o leite em pó não fracionado destinado ao uso industrial, comercializado em embalagens a granel e utilizado como insumo pela indústria alimentícia.

Na Nota Técnica com os estudos, a entidade mostra que o leite em pó industrial sujeito a direitos antidumping não integra a alimentação básica do brasileiro; que os produtos derivados são, em sua maioria, classificados como ultraprocessados e ausentes das cestas básicas; e que o impacto inflacionário sobre o consumidor final é nulo ou absolutamente negligenciável. Veja a Nota Técnica aqui.

Segundo a Confederação, a preocupação do governo com potenciais efeitos negativos na inflação não se sustenta tecnicamente, já que a medida não deverá atingir o leite em pó fracionado para consumo direto, o leite longa vida ou queijos, principais lácteos consumidos pelas famílias brasileiras.

Além disso, dados recentes reforçam a importância da discussão. Até maio de 2026, o Brasil importou 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos, alta anual de 10,5% e recorde histórico para os primeiros cinco meses de um ano. Desse total, 754 milhões de litros (75%) corresponderam ao leite em pó, com Argentina e Uruguai respondendo por 86% desse volume, o equivalente a 653 milhões de litros de leite.

Próximos passos – Mesmo com o reconhecimento da prática de dumping, as tarifas estão suspensas e, por isso, a CNA continuará acompanhando o processo para defender os produtores de leite de práticas desleais de comércio e comprovar que a aplicação dos direitos antidumping não provoca impactos relevantes sobre a inflação nem sobre o abastecimento nacional.

A CNA dispõe de dados e informações econômicas e técnicas para apresentar durante a avaliação de interesse público, para garantir o direito legítimo à defesa comercial de um setor estratégico para o país e que movimenta anualmente R$ 72 bilhões no Valor Bruto de Produção (VBP).

Nos últimos quatro anos, a CNA liderou uma série de articulações técnicas e institucionais em defesa da cadeia de leite brasileira. A entidade protocolou pedido de investigação de dumping, participou de reuniões com o governo, esteve em audiências públicas e reuniões com parlamentares, além de mobilizar entidades na defesa do setor. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Aprovada exportação de subprodutos de bois e búfalos


A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou nesta quarta-feira (10) projeto que prevê a possibilidade de exportação de subprodutos do abate de bois e de búfalos quando não houver demanda alimentar por eles no Brasil. O PL 6.682/2025, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e segue para análise do Plenário.

O texto altera a norma que dispõe sobre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal (Lei 1.283, de 1950) para prever que estabelecimentos com fiscalização estadual ou municipal integrados ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal possam exportar, por meio de estabelecimentos com inspeção federal, subprodutos do abate de bois e búfalos que não possuem demanda alimentar no mercado nacional, como vísceras. 

Segundo Veneziano, muitos frigoríficos e abatedouros sob serviço de inspeção estadual ou municipal não têm autorização direta para exportar, uma vez que o reconhecimento sanitário internacional é atribuição da autoridade federal. 

O projeto estabelece ainda que as regulamentações do Poder Executivo sobre inspeção sanitária e industrial de estabelecimentos poderão ser modificadas em função de avanços tecnológicos na indústria de produtos de origem animal e das exigências do comércio interno e externo. 

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as cadeias de produção bovina e bubalina (de búfalos) representaram praticamente metade do Valor Bruto da Produção da pecuária nacional, que alcançou R$ 475,3 bilhões em 2025. Contudo, alguns subprodutos do abate (como vísceras, medula, aorta e rabo, entre outros) são pouco apreciados nos hábitos alimentares dos brasileiros e, portanto, têm baixo valor comercial. Em contrapartida, esses subprodutos são muito demandados por países asiáticos, o que representa oportunidade de inserção no mercado internacional. 

“Vale destacar o amplo mercado de exportação desses subprodutos, com a consequente entrada de divisas no país. Esses produtos, em vez de gerarem renda, poderiam ser descartados, acarretando custos adicionais, ou destinados a usos de menor valor econômico, como a produção de farinhas”, explica o relator.

 





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