sexta-feira, junho 12, 2026

Agro

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Cooperativas de SC impulsionam exportações e lideram mercado global de alimentos


As cooperativas de Santa Catarina desempenham um papel crucial nas exportações do agronegócio catarinense, contribuindo significativamente para a competitividade do estado no mercado internacional de alimentos.

Importância das cooperativas

As cooperativas participam de diversas etapas da cadeia produtiva, que incluem:

  • Produção
  • Processamento
  • Comercialização

Esse envolvimento tem sido fundamental para a organização da produção e para o aumento das exportações, permitindo que os produtos catarinenses cheguem a diferentes mercados ao redor do mundo.

Resultados das exportações

Os resultados das exportações refletem a capacidade do cooperativismo em gerar desenvolvimento econômico, aliado à:

  • Organização produtiva
  • Competitividade global

As cooperativas levam qualidade, eficiência e confiança aos mercados mais exigentes, mantendo a essência colaborativa que caracteriza o setor.

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Exportações de carne bovina e safra de grãos quebram recordes no Brasil


Os embarques brasileiros de carne bovina alcançaram recordes históricos na parcial de janeiro a maio deste ano, segundo dados da CESX. O país exportou 1,36 milhão de toneladas, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita gerada com essas vendas também foi recorde, superando R$ 7 bilhões, o que representa um crescimento de 20,2% em comparação ao ano passado.

Safra de grãos em alta

O nono levantamento da safra de grãos da CONAB indica um novo recorde na produção nacional, com uma estimativa de 358,6 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% sobre o ciclo anterior. Os principais destaques são:

  • Soja: 180 milhões de toneladas
  • Milho: 140,5 milhões de toneladas

A projeção de crescimento é sustentada pelo aumento da área cultivada e por condições climáticas favoráveis.

Queda nas exportações para os EUA

As exportações totais para os Estados Unidos, entre janeiro e maio deste ano, somaram 14 bilhões de dólares, apresentando uma queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, a carne bovina se destacou positivamente, com uma receita de 865,1 milhões de dólares, um crescimento de 28,1%. Por outro lado, os embarques de café caíram 38%, gerando uma receita de 633 milhões de dólares, e o suco de laranja teve uma queda de 53,2%, com receita de apenas 178 milhões de dólares.

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Gramado recebe maior encontro de indicações geográficas do Brasil


Gramado, na Serra Gaúcha, sedia o Connection Terroas do Brasil, o maior encontro de indicações geográficas do país. O evento reúne produtos que representam a diversidade cultural e gastronômica do Brasil, permitindo que os visitantes conheçam sabores e histórias de diferentes regiões sem sair da cidade.

Riqueza de produtos brasileiros

O evento apresenta uma variedade de produtos únicos que carregam a identidade e a tradição de seus territórios de origem. Entre os destaques estão:

  • Amêndoas de cacau de Linhares, com alto teor de manteiga de cacau, proporcionando mais aroma e sabor ao chocolate.
  • Cafés das montanhas capixabas, conhecidos por suas notas doces e florais, como jasmim e rosas.

Potencial das indicações geográficas

Atualmente, o Brasil conta com mais de 160 produtos de origem com potencial de expansão. O país busca seguir os passos da Europa, que possui mais de 5.500 indicações geográficas. No Brasil, existem 25 indicações em andamento, refletindo o potencial do mercado para valorizar esses produtos.

Importância do conhecimento do consumidor

É fundamental que os consumidores conheçam e valorizem as indicações geográficas, reconhecendo-as como diferenciais de origem e história. Produtos com indicação geográfica não são apenas mercadorias, mas sim carregam valor, tradição e receitas familiares, enriquecendo a cultura brasileira.

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Suspensão das importações de carnes pela UE impacta mercado brasileiro


A suspensão das importações de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil pela União Europeia, anunciada em 5 de junho, pode ter implicações significativas para o mercado pecuário brasileiro. A medida foi tomada devido à falta de informações suficientes que comprovassem o atendimento às exigências sanitárias do bloco europeu.

Impacto no mercado de carnes

Apesar da União Europeia representar menos de 3% das exportações totais do Brasil, a suspensão pode gerar efeitos indiretos, como:

  • Redirecionamento de fluxos comerciais
  • Aumento da concorrência em mercados alternativos
  • Perda de espaço em nichos de maior valor agregado

Desempenho das exportações brasileiras

O mercado interno de carne bovina tem apresentado um escoamento relativamente positivo, com destaque para as exportações. O CESEX registrou o quinto recorde consecutivo em maio, com o maior volume mensal histórico embarcado para a China, refletindo a pressão para o preenchimento da cota chinesa.

Desafios para o Brasil

O principal desafio agora é que o Brasil comprove, de forma documental e adequada, a conformidade com os padrões de fiscalização, rastreabilidade e controle sanitário exigidos pela União Europeia. A capacidade de atender a essas exigências será crucial para a recuperação do acesso ao mercado europeu.

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Bahia Farm Show 2026 inicia com grandes anúncios para o setor agropecuário


A Bahia Farm Show 2026, a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, teve seu início oficial hoje, reunindo mais de 500 expositores e um público esperado de mais de 162.000 visitantes até o final do evento, que ocorre até o dia 13 de junho.

O primeiro dia da feira foi marcado pela presença de autoridades federais, estaduais e municipais, além de produtores rurais. Durante a abertura, foram anunciadas importantes medidas para o setor, incluindo:

  • Regularização do uso de energia para irrigação, permitindo a utilização da mesma tarifa da parte noturna.
  • Liberação de R$ 14 bilhões para financiamento de tratores e implementos agrícolas, com um ano de carência e juros de 9% ao ano.
  • Créditos de R$ 21,1 bilhões para renovação de frota de ônibus e caminhões, com redução dos juros do FINAME de 22% para 12%.

Infraestrutura e logística

Outro ponto destacado foi a duplicação da BR-242, essencial para a logística e escoamento da produção agropecuária da região. O ministro responsável garantiu que a última licença necessária para o projeto está em andamento.

Centro de Análise de Fibras

Foi inaugurado também o novo Centro de Análise de Fibras da BAPA, considerado o maior da América Latina, que conta com 19 equipamentos de precisão e capacidade para realizar 40.000 análises diárias. Este centro é crucial para garantir a qualidade do algodão produzido na região, permitindo que os resultados sejam entregues em até 24 horas aos produtores.

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ABIEC e ABPA solicitam proibição de antibióticos na carne bovina


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentaram uma solicitação ao ministro André de Paula, pedindo que o governo federal estenda as restrições de antibióticos para a cadeia de carne bovina.

Solicitação de proibição

O pedido inclui a proibição ou restrição de moléculas como:

  • amonenzina
  • sódica
  • salinomicina
  • lazalocida
  • narazina

Objetivos da medida

A estratégia visa antecipar as exigências internacionais, demonstrando o compromisso do Brasil com a saúde única e fortalecendo a credibilidade sanitária do país. As entidades do setor ressaltam que o bloqueio europeu é meramente burocrático e não reflete a qualidade da carne produzida no Brasil.

Expectativas do setor

Com a adoção dessas medidas rigorosas na pecuária de corte, o setor espera apresentar mais argumentos ao governo federal para derrubar o veto europeu e proteger a competitividade das exportações brasileiras.

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AgroNewsPolítica & Agro

BFS destaca crédito, energia e tecnologia no agro


O terceiro dia de uma das principais feiras do agronegócio na região oeste reuniu debates e atividades voltados a temas que fazem parte da rotina produtiva no campo. A programação desta quarta-feira (10) destacou assuntos como financiamento, energia, agricultura familiar, tecnologia e comunicação, em um ambiente marcado pela presença de produtores, estudantes, representantes de entidades, caravanas e comunicadores.

Realizada em Luís Eduardo Magalhães, a Bahia Farm Show distribuiu a agenda em diferentes espaços do evento, aproximando instituições financeiras, concessionária de energia e público ligado ao setor agropecuário. A diversidade dos temas abordados reforçou o papel da feira como ponto de encontro para discussões sobre produção, infraestrutura, acesso a crédito, inovação e participação de diferentes segmentos do agro no Oeste da Bahia.

A BFS teve início no dia 08 de junho e segue até sábado (13), com realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O evento conta com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia e Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas (Assomiba).

A feira também reúne um conjunto de patrocinadores ligados ao setor público, financeiro, produtivo e de serviços. Entre eles estão Apex Brasil, Banco Bradesco, Banco do Brasil, BNB, BNDES, Caixa Econômica Federal, Bahiagás, Desenbahia, Governo do Brasil, Governo da Bahia, Inpasa, Neoenergia Coelba, Prefeitura de Ilhéus, Prefeitura de Salvador, Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, Senar, Sicredi e WP Agro Empresarial.

Com uma programação voltada a diferentes públicos, o terceiro dia reforçou a amplitude da Bahia Farm Show como espaço de conexão entre produção rural, serviços, conhecimento técnico e temas estratégicos para o desenvolvimento regional.

 





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Novo El Niño deve atrasar plantio e trazer chuvas fortes no Sul


A Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos confirmou o retorno do fenômeno climático El Niño, com 63% de chance de ser muito forte. O evento deve impactar a temperatura e as chuvas em toda a América do Sul nos próximos meses, afetando diretamente o ciclo de cultivos, especialmente de soja.

Impactos esperados

  • O fenômeno pode atrasar o plantio da safra 2026/27.
  • Chuvas volumosas são esperadas, especialmente no Paraná.
  • Ondas de calor intensas podem ocorrer, aumentando o risco de incêndios.

Previsões de chuvas e temperaturas

As previsões indicam que a chuva deve ganhar ritmo na região Sul, o que pode prejudicar a colheita dos cultivos. A expectativa é de que as chuvas sejam mais volumosas, com destaque para o estado do Paraná, onde a umidade do solo já está elevada.

Recomendações para os produtores

  • Produtores devem ter cautela ao iniciar a semeadura da safra 2026/27.
  • É importante monitorar as condições climáticas, especialmente em relação às chuvas e ondas de calor.
  • Preparar-se para possíveis atrasos na colheita devido às chuvas intensas.

O fenômeno El Niño deve persistir até o próximo verão, podendo ser um dos mais fortes já registrados desde 1890. A elevação das temperaturas e a alteração nas chuvas podem impactar significativamente a agricultura brasileira, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.

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IPCA sobe 0,58% em maio, com alimentos respondendo por metade da inflação


alimentos alta inflação
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

O avanço dos preços dos alimentos voltou a ser o principal fator de pressão sobre a inflação brasileira em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,58% no mês, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de ter desacelerado em relação a abril, quando registrou alta de 0,67%, o indicador mostra que os alimentos seguem pesando no orçamento das famílias. No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,20%. Em 12 meses, alcança 4,72%, acima dos 4,39% registrados até abril.

Alimentos respondem por metade da inflação

O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 1,33% em maio e respondeu sozinho por metade do resultado do IPCA no mês, com impacto de 0,29 ponto percentual.

Dentro de casa, a alimentação subiu 1,65%, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços da batata-inglesa, que avançou 44,69%, do tomate, com alta de 20,62%, e da cebola, que ficou 16,80% mais cara. As carnes também registraram elevação de 1,39%.

Entre os produtos que ajudaram a conter uma pressão ainda maior, destaque para o café moído, que caiu 2,38%, e para as frutas, com recuo de 0,70%.

Já a alimentação fora do domicílio teve alta mais moderada, de 0,49%. O preço dos lanches subiu 0,49%, enquanto as refeições avançaram 0,51%.

Energia elétrica também pressionou o índice

O segundo maior impacto sobre a inflação veio do grupo Habitação, que registrou alta de 1,22%.

O principal responsável foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% no mês e teve o maior impacto individual sobre o IPCA, contribuindo com 0,15 ponto percentual. Além dos reajustes aplicados por distribuidoras em diversas capitais, maio contou com a vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescentou cobrança extra nas contas de luz.

Queda dos combustíveis ajudou a frear inflação

Na direção oposta, o grupo Transportes foi o único a registrar queda em maio, com recuo de 0,46%.

A redução foi puxada pelos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos. O etanol caiu 6,20%, enquanto o óleo diesel recuou 2,34%. A gasolina teve queda de 1,46% e registrou o maior impacto negativo individual do mês.

Para o setor agropecuário, a redução nos preços do diesel é um fator relevante, já que o combustível tem peso significativo nos custos de transporte e operações no campo.

Inflação varia entre as regiões

As maiores altas do IPCA foram registradas em Aracaju e Campo Grande, ambas com variação de 1,31%. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos da energia elétrica e do tomate.

Curitiba teve a menor inflação do país em maio, com alta de 0,29%, favorecida pela queda dos preços da gasolina e dos custos de emplacamento e licenciamento.

INPC também desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes salariais de trabalhadores de menor renda, avançou 0,65% em maio.

O indicador desacelerou em relação a abril, quando havia registrado alta de 0,81%. No acumulado do ano, o INPC soma 3,36%, enquanto em 12 meses alcança 4,42%.

Assim como no IPCA, os alimentos seguiram sendo o principal fator de pressão sobre o índice, com alta de 1,33% no mês.

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Boi gordo segue valorizado e arroba chega a R$ 360 em São Paulo


pecuária bovina, boi gordo, Nigéria
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado físico do boi gordo apresentou menor movimentação nesta quinta-feira (12), mas os preços continuaram firmes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação entre oferta restrita de animais terminados e escalas de abate relativamente curtas segue dando sustentação às cotações.

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Segundo análise do Cepea, parte dos frigoríficos esteve fora das compras e deve retomar as negociações apenas na próxima semana. Mesmo com a menor liquidez, houve reajustes pontuais em algumas praças pecuárias.

Em Cassilândia (MS), a procura por fêmeas aumentou devido à dificuldade de preenchimento das escalas de abate e à baixa disponibilidade de boi gordo. Os preços dos machos permaneceram entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, enquanto as fêmeas foram negociadas entre R$ 310 e R$ 330. As escalas de abate ficaram em torno de uma semana.

Já em Rio Verde (GO), a arroba do boi gordo registrou aumento pontual de R$ 5. Após o reajuste, a oferta de animais melhorou. Ainda assim, em regiões onde o confinamento é menos expressivo, agentes do setor relataram dificuldades para fechar negócios devido à escassez de animais disponíveis e à resistência dos pecuaristas, que seguem pressionando por preços mais elevados.

Nessas localidades, as negociações ocorreram entre R$ 320 e R$ 340 por arroba, com escalas de abate variando entre quatro e oito dias.

Em Colíder (MT), a oferta de animais continuou restrita. Os preços do boi gordo permaneceram estáveis, mas as fêmeas registraram valorização pontual de R$ 5 por arroba, passando a ser negociadas entre R$ 315 e R$ 330. As escalas de abate na região variaram entre seis e dez dias.

São Paulo

No estado de São Paulo, principal praça pecuária do país, o mercado também teve ritmo mais lento, mas os preços continuaram sustentados pela oferta limitada de animais terminados.

De acordo com o Cepea, os pecuaristas mantiveram postura firme nas negociações, à espera de valores mais altos. As negociações do boi gordo ocorreram entre R$ 350 e R$ 355 por arroba, com registros pontuais de lotes comercializados a R$ 360.

O Indicador Cepea/Esalq do boi gordo fechou o dia com média de R$ 353,80 por arroba à vista, acumulando valorização de 1,17% ao longo de junho.

Apesar da menor movimentação observada nesta semana, a combinação entre escalas curtas e oferta enxuta continua favorecendo a manutenção dos preços em patamares elevados, cenário que segue sendo acompanhado de perto por pecuaristas e frigoríficos.

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